Livro- A Computação Pessoal e o Sistema Operacional Linux

Livro- A Computação Pessoal e o Sistema Operacional Linux

(Parte 1 de 6)

Este e-book foi escrito por Antonio Gomes Junior com o objetivo de ser um guia para iniciantes em Linux completamente gratuito e constitui-se de uma adaptação de monografia do mesmo autor.

É permitido: –Copiar o arquivo digital para quaisquer tipos de mídias;

–Distribuir livremente o conteúdo, sempre na totalidade e sempre gratuitamente;

–Imprimir o conteúdo desde que para uso pessoal e para fins não-comerciais;

–Utilizar partes do conteúdo em trabalhos acadêmicos, desde que citada a fonte;

Não é permitido: –Alterar o conteúdo ou a capa, total ou parcialmente;

–Vender o material digital, impresso ou sob qualquer outra forma ou circunstância;

–Distribuir parcialmente a obra;

–Utilizar os textos sem a devida citação de referência;

Espera-se, com estas regras, que seja mantida a gratuidade do material e de suas posteriores atualizações, permitindo o acesso a quaisquer pessoas que desejarem obtê-lo. Distribua à vontade, leia à vontade e sinta-se livre para enviar sugestões de melhorias para mim no endereço linuxnodesktop@gmail.com As melhorias implementadas certamente terão seus autores citados nas próximas edições.

Guariba, SP Junho / 2007

Dedico,

Aos meus pais, que sempre me apoiaram nos estudos; à minha querida namorada Juliana, que mostrou-se paciente comigo; à memória de minha amada e inesquecível amiga canina

Lassie e ao meu mais novo e fiel companheiro, meu muito amado cãozinho Simba.

Ao professor Marco Antonio, pela paciência, competência e prestatividade como meu orientador da faculdade e pelas brilhantes aulas sobre sistemas operacionais.

Aos amigos Fernando Camilo, Ricardo Leite, Victório, Diogo, professor Rubens e todos os demais, pelas idéias compartilhadas sobre Software Livre em nossas diversas edições do Chopp Nerd.

A toda comunidade Software Livre, pela inestimável contribuição com o desenvolvimento de uma sociedade onde o trabalho de cada membro é utilizado em benefício de todos e onde o reconhecimento intelectual e o compartilhamento de conhecimento são as únicas chaves para o sucesso.

A todos que colaboraram, direta ou indiretamente, com meu processo de aprendizado, desde o início de minha vida acadêmica e aos autores das obras utilizadas como fonte de pesquisa, sem as quais este trabalho não seria possível. Ao João Fernando Costa Junior, responsável pela Iniciativa Espírito Livre

http://www.espiritolivre.org por ceder gentilmente hospedagem para esta obra.

A todos que publicaram notícias sobre o lançamento desta obra e aos leitores que me enviaram mensagens.

NOTAS INICIAIS3
LISTA DE FIGURAS10
INTRODUÇÃO14
1 – O SISTEMA OPERACIONAL LINUX16
1.1 – Origens de Unix e Linux16
1.1.1 – Origem do Unix e sua relação com a Internet16
1.1.2 – GNU, Free Software Foundation e o kernel de Linus Torvalds17
1.1.3 – Kernel modular e monolítico18
1.2 – Motivação para migrar para Linux19
1.2.1 – Segurança19
1.2.2 – Custo20
1.2.3 – Disponibilidade de programas20
1.2.4 – Suporte e Desenvolvimento21
1.3 – Estrutura e regras básicas do sistema Linux21
1.3.1 – A estrutura de arquivos em Linux2
1.3.2 – Principais diretórios em Linux e sua utilização23
1.3.3 – Permissões de acesso a arquivos e diretórios25
1.3.4 - Comandos úteis26
1.4 – Suporte a hardware no Linux27
1.4.1 – Unidades de armazenamento e mídia externa28
1.4.2 – Unidades SCSI29
1.4.3 – Disquetes29
1.4.4 – Sistema de áudio e multimídia29
1.4.5 – Portas seriais e paralelas30
1.4.6 – Placas de vídeo com aceleração 3D30
1.5 - Como buscar ajuda nos programas e na Internet31
2 – A DISTRIBUIÇÃO DEBIAN GNU/LINUX34
2.1 – O Projeto Debian35
2.2 – Os pacotes e seu gerenciamento no Debian GNU/Linux36
2.2.1 – Os pacotes no Debian GNU/Linux36
2.2.2 – Gerenciamento de pacotes37
2.2.3 – Instalação básica de um aplicativo pelo método apt38
2.2.4 - O arquivo sources.list40
2.3 – Sistema de distribuições Debian (Debian Releases)42
2.3.1 – Unstable42
2.3.2 – Testing42
2.3.3 – Frozen43
2.3.4 – Stable43
2.3.5 – Codinomes das distribuições Debian4
2.4 – Motivações para utilização de Debian GNU/Linux4
3 – AMBIENTE COMPUTACIONAL47
3.1 – Requisitos de Hardware para Debian GNU/Linux47
3.2 – Instalação do sistema Debian GNU/Linux48
3.2.1 – Obtenção das mídias de instalação48
3.2.2 – Iniciar a instalação de Debian GNU/Linux 4.049
3.2.3 – Seleção de idioma e país de localização50
3.2.4 – Indicação do tipo de teclado52
3.2.5 – Configuração de rede, hostname e domínio53
3.2.6 – Particionamento de discos56
3.2.9 – Finalização da instalação e gravação do gerenciador de partida67
3.10 – Adicionar CDs ao repositório e instalar Synaptic68
4 – AMBIENTE GRÁFICO EM LINUX70
4.1 – Xfree e X.org70
4.2 – Gerenciadores de janelas tradicionais71
4.2.1 – Blackbox / Fluxbox71
4.2.2 – Enlightenment71
4.2.3 – Icewm e FVWM71
4.2.4 – XFCE72
4.2.5 – Windowmaker72
4.2.6 – Gerenciador de janelas 3D Beryl72
4.2.7 – Ambiente gráfico GNOME76
5 – AMBIENTE GRÁFICO KDE78
5.1 – Requerimentos para KDE78
5.2 – Configurações iniciais79
5.3 – Seleção do idioma do sistema80
5.4 – O ambiente de trabalho de KDE81
5.4.1 – Área de trabalho81
5.4.2 – O painel do KDE85
5.4.3 – O menu K86
5.5 – O Centro de Controle KDE87
5.5.1 – Administração do sistema8
5.5.2 – Aparência e temas89
5.5.3 – Área de trabalho91
5.5.4 – Componentes do KDE93
5.5.5 – Controle de energia95
5.5.6 – Internet & rede95
5.5.7 – Periféricos97
5.5.8 – Regional & acessibilidade98
5.5.9 – Segurança & privacidade100
5.5.10 – Som & multimídia101
5.5.1 – Outras ferramentas de configuração101
5.5.12 - Instalando novas fontes no sistema102
5.5.13 - Alterar o tema de ícones103
5.5.14 - Personalizando os atalhos de teclado105
5.5.15 - Exibindo ícones de dispositivos na área de trabalho107
5.5.16 - Alterar o fundo de tela (papel de parede)108
5.5.17 - Tipos de arquivos e ações110
5.6 – Gerenciador Konqueror1
5.6.1 – Recursos de navegação1
5.6.2 – Integração com aplicativos nativos114
5.6.3 – Recursos de Internet116
5.6.4 – Ferramentas especiais do Konqueror117
6 – APLICAÇÕES PARA INTERNET122
6.1 – Navegador web Iceweasel122
6.1.1 – Instalação do navegador122
6.1.2 – Recursos de Iceweasel123
6.1.3 – Configurações de Iceweasel126
6.2 – Comunicador instantâneo Kopete127
6.2.1 – Instalação do Kopete128
6.2.4 – Funcionamento básico do Kopete135
6.2.5 - Instalando webcam e testando com CamStream e Kopete136
6.3 – Leitor de e-mail Evolution138
6.3.1 – Configuração inicial de Evolution138
6.3.2 – Recursos de e-mail no Evolution140
6.3.3 – A agenda de contatos143
6.3.4 – A agenda de compromissos144
6.3.5 – Tarefas e memorandos145
6.3.6 – Configurações adicionais de Evolution146
6.4 – Agregador de RSS Akregator147
6.4.1 – Recursos básicos de Akregator148
6.4.2 – Configurações do programa150
6.5 – Compartilhamento de arquivos com KTorrent151
6.5.1 – A configuração de KTorrent152
6.5.2 – Recursos de KTorrent153
6.6 – VOIP em GNU/Linux com Skype155
6.6.1 – A instalação de Skype em Debian GNU/Linux155
6.6.2 – Configurações de Skype156
6.6.3 – Recursos de Skype para Linux157
6.6.4 – Considerações adicionais158
6.7 - Conectando-se à Internet discada160
6.8 - Conectando-se à Internet banda larga162
7 – APLICAÇÕES PARA ESCRITÓRIO165
7.1 – A suíte OpenOffice.org 2.0165
7.1.1 – OpenOffice.org Writer166
7.1.2 – OpenOffice.org Calc169
7.1.3 – OpenOffice.org Impress170
7.1.4 – OpenOffice.org Draw171
7.1.5 – OpenOffice.org Base172
7.1.6 – OpenOffice.org Math173
7.1.7 – Geração nativa de arquivos PS e PDF174
7.2 – Gerenciamento de informações pessoais utilizando Kontact176
7.3 – Gerenciamento de projetos utilizando Planner178
7.4 – Editoração eletrônica com Scribus179
7.5 – Criação de diagramas com Dia e Kivio179
7.6 – Gerenciador de finanças KmyMoney181
7.6.1 – Principais funções disponibilizadas por KMyMoney182
7.6.2 – Configurações de KMyMoney183
8 – APLICAÇÕES MULTIMÍDIA184
8.1 – Reprodução de áudio184
8.1.1 – Amarok184
8.1.2 - Obter informações de músicas, álbuns, letras e artistas com Amarok186
8.1.3 – Noatun189
8.2 – Codificação de áudio190
8.2.1 – Codificação utilizando KAudioCreator191
8.2.2 – Codificação utilizando Konqueror191
8.3 – Reprodução de vídeos192
8.3.1 – Mplayer192
8.3.2 – Kaffeine194
8.3.3 – Xine195
8.4.2 – Edição de vídeo197
8.4.3 - Gravar um vídeo da tela com XVidCap198
8.5 – Gravação de CD e DVD200
8.5.1 – K3B201
8.5.2 – X-CD-Roast202
8.5.3 - Clonando DVDs com K9Copy202
8.6 – Edição de imagens204
8.6.1 – O GIMP204
8.6.2 – Inkscape209
8.6.3 - Capturar a imagem da tela com KSnapshot210
8.7 – Modelagem 3D212
8.7.1 – Blender212
8.8 – Gerenciamento de imagens214
8.8.1 – Picasa214
8.8.2 - Instalação do Google Picasa216
8.8.3 – F-Spot217
8.9 – Comunicação com câmeras digitais e outros dispositivos USB219
8.9.1 – Digikam e as câmeras digitais219
8.9.2 – Tocadores de áudio portáteis, pendrives e o desktop Linux220
8.10 – Jogos223
8.10.1 – Jogos simples do ambiente KDE223
8.10.2 - Instalar o driver 3D da nVidia226
8.10.3 – Jogos que utilizam placa gráfica 3D229
8.1 – Placas de captura e TV233
8.1.1 – Escolha do hardware ideal233
8.1.2 – Descobrindo qual hardware está instalado234
8.1.3 – Instalando e configurando a placa de TV235
8.1.4 – Visualizando com TVTime236
9 – UTILITÁRIOS, IMPRESSORAS E REDE239
9.1 – Backup239
9.1.1 – Backup em desktop com Keep239
9.2 – Editores de texto e calculadora240
9.3 – Suporte a impressoras242
9.3.1 – Sistema de impressão com CUPS242
9.4 – Trabalho em rede245
9.4.1 – Habilitando os compartilhamentos246
9.4.2 – Redes sem fios248
9.5 - Firewall249
9.5.1 – Firestarter250
10 – LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO E SCRIPTS252
10.1 – Linguagem C252
10.2 – Gambas252
10.3 – Python254
10.4 – PHP254
1 – SOFTWARE LIVRE NAS EMPRESAS256
1.1 – Caixa Econômica Federal256
1.2 – Metrô de São Paulo257
1.3 – Outros casos de migração para Linux257
OBSERVAÇÕES FINAIS DO AUTOR259
FIGURA 1 - Exemplo de busca no Google32
FIGURA 2 - Busca de pacotes pela ferramenta apt39
FIGURA 3 - Tela inicial para instalação do sistema Debian GNU/Linux50
FIGURA 4 - Seleção de idioma para o processo de instalação51
FIGURA 5 - Seleção de país do utilizador52
FIGURA 6 - Seleção do layout de teclado53
FIGURA 7 - Seleção de interface de rede primária54
FIGURA 8 - Digitar o nome do computador5
FIGURA 9 - Tela de escolha do domínio de rede a que pertence o computador5
FIGURA 10 - Seleção do método de particionamento57
FIGURA 1 - Lista de discos rígidos e partições58
FIGURA 12 - Tela inicial de configuração de partição59
FIGURA 13 - Seleção do tipo de sistema de arquivos para uma partição60
FIGURA 14 - Seleção do ponto de montagem de uma partição61
FIGURA 15 - Finalizar a configuração da partição62
FIGURA 16 - Finalizando o particionamento63
FIGURA 17 - Confirmar as mudanças nos discos64
FIGURA 18 - Selecionar fuso horário65
FIGURA 19 - Digitar senha do root6
FIGURA 20 - Digitar o nome completo do usuário comum67
FIGURA 21 - Nome de login do usuário comum67
FIGURA 2 - Instalar GRUB na MBR68
FIGURA 23 - Janela com textura de gelatina em Beryl75
FIGURA 24 - Efeito queimar janela de Beryl76
FIGURA 25 - Desktops virtuais em forma de cubo no Beryl7
FIGURA 26 - Assistente de Configurações para a Área de Trabalho81
FIGURA 27 - Selecionar idioma Português do Brasil82
FIGURA 28 - Área de trabalho KDE83
FIGURA 29 - Configurar a área de trabalho84
FIGURA 30 - Janela Sistema no Konqueror85
FIGURA 31 - Menu rápido KDE86
FIGURA 32 - Menu rápido arrastar-e-soltar86
FIGURA 3 - Painel do KDE (barra de tarefas)87
FIGURA 34 - Centro de controle (administração do sistema)89
FIGURA 35 - Centro de controle (aparência e temas)91
FIGURA 36 - Centro de controle (área de trabalho)93
FIGURA 37 - Centro de controle (componentes do KDE)95
FIGURA 38 - Centro de controle (componentes do KDE)95
FIGURA 39 - Centro de controle (Internet & rede)97
FIGURA 40 - Centro de controle (periféricos)98
FIGURA 41 - Centro de controle (regional & acessibilidade)100
FIGURA 42 - Centro de controle (segurança & privacidade)101
FIGURA 43 - Centro de controle (som & multimídia)102
FIGURA 4 - Instalador de fontes104
FIGURA 45 - Alterar tema de ícones105
FIGURA 46 - Ajustes avançados em ícones106
FIGURA 47 - Configurar atalhos de teclado107
FIGURA 48 - Configurar um atalho107
FIGURA 49 - Atalhos globais de KDE108
FIGURA 52 - Mídia Removível109
FIGURA 53 - Remoção segura de mídia removível110
FIGURA 54 - Trocar fundo de tela (papel de parede)110
FIGURA 5 - Obter novos planos de fundo com ferramenta KDE1
FIGURA 56 - Tipos de arquivos e associações com programas112
FIGURA 57 - Konqueror com cinco abas abertas113
FIGURA 58 - Dividir a navegação em painéis no Konqueror113
FIGURA 59 - Painéis na visão Esquerda/Direita de Konqueror114
FIGURA 60 - Três formas de visualização de arquivos de Konqueror115
FIGURA 61 - Menu rápido115
FIGURA 62 - Visualização de arquivo compactado no Konqueror116
FIGURA 63 - Reprodução de vídeo em uma aba do Konqueror117
FIGURA 64 - Navegação FTP no Konqueror118
FIGURA 65 - Parâmetros para criação de galeria de imagens119
FIGURA 6 - Galeria de imagens gerada pelo Konqueror120
FIGURA 67 - Codificação de CDs com o Konqueror122
FIGURA 68 - Navegação em abas com Iceweasel125
FIGURA 69 - Instalar plugins adicionais em Iceweasel125
FIGURA 70 - Opções de busca integradas ao Iceweasel126
FIGURA 71 - Aceitar extensão126
FIGURA 72 - Janela de configurações de Iceweasel127
FIGURA 73 - Exemplo de instalação de Kopete129
FIGURA 74 - Escolha de protocolo para utilização no programa Kopete130
FIGURA 75 - Definição de conta para o protocolo escolhido em Kopete131
FIGURA 76 - Janela principal de Kopete132
FIGURA 7 - Configuração da seção Comportamento de Kopete133
FIGURA 78 - Seção Aparência das configurações de Kopete134
FIGURA 79 - Menu Configurações do Kopete135
FIGURA 80 - Configuração de plugins de Kopete136
FIGURA 81 - CamStream138
FIGURA 82 - Ajustar webcam em Kopete138
FIGURA 83 - Dados para criação de conta no Evolution140
FIGURA 84 - Configuração para recebimento de e-mails no Evolution141
FIGURA 85 - Tela inicial do cliente de e-mails Evolution142
FIGURA 86 - Rótulos no Evolution143
FIGURA 87 - Cadastro de contato no Evolution144
FIGURA 8 - Adicionando compromisso no Evolution145
FIGURA 89 - Agenda de compromissos de Evolution146
FIGURA 90 - Tarefas no Evolution147
FIGURA 91 - Configurações gerais de Evolution148
FIGURA 92 - Adicionar fonte de notícias no Akregator149
FIGURA 93 - Parâmetros para nova fonte de notícias150
FIGURA 94 - Exibição de fonte de notícias RSS do portal UOL150
FIGURA 95 - Leitura de matéria completa no Akregator151
FIGURA 96 - Configurações de Akregator152
FIGURA 97 - Configuração de KTorrent153
FIGURA 98 - Janela principal de KTorrent155
FIGURA 9 - Janela de configurações de Skype157
FIGURA 100 - Skype com uma conversação ativa159
FIGURA 101 - Configuração do sistema ALSA para captura de som160
FIGURA 104 - Interface principal de BrOffice.org Writer168
FIGURA 105 - Configurações de BrOffice.org Writer169
FIGURA 106 - Estilo de página em OpenOffice.org Writer170
FIGURA 107 - Janela principal de BrOffice.og Calc171
FIGURA 108 - Janela principal de BrOffice.org Impress172
FIGURA 109 - Janela principal de BrOffice.org Draw173
FIGURA 110 - Janela principal de BrOffice.org Base173
FIGURA 1 - Criação de fórmula no BrOffice.org Math175
FIGURA 112 - Geração de arquivos PS no BrOffice.org Writer176
FIGURA 113 - Exportação de documentos em formato PDF no Writer177
FIGURA 114 - Kontact exibindo informações de KMail178
FIGURA 115 - Janela principal de Planner179
FIGURA 116 - Demonstração de Scribus180
FIGURA 117 - Janela principal de Kivio181
FIGURA 118 - Janela principal do software Dia182
FIGURA 119 - Janela principal de KMyMoney183
FIGURA 120 - Configurações de KMyMoney184
FIGURA 121 - Reprodução de áudio em Amarok186
FIGURA 122 - Editar informações em Amarok187
FIGURA 123 - Escolher informações da faixa188
FIGURA 124 - Buscar capa do álbum com Amarok189
FIGURA 125 - Capa encontrada por Amarok189
FIGURA 126 - Letra de música recuperada por Amarok190
FIGURA 127 - Noatun191
FIGURA 128 - Janela principal de KAudioCreator192
FIGURA 129 - Codificação de áudio pelo Konqueror193
FIGURA 130 - Mplayer reproduzindo um filme194
FIGURA 131 - Janela principal de Kaffeine195
FIGURA 132 - Menu Kaffeine196
FIGURA 133 - Reprodutor de mídia Xine197
FIGURA 134 - Interface principal de XVidCap201
FIGURA 135 - Janela principal de K3B202
FIGURA 136 - Backup de DVD com K9Copy204
FIGURA 137 - Configurar K9Copy205
FIGURA 138 - Janela de ferramentas de GIMP207
FIGURA 139 - Janela de trabalho de GIMP, com menu suspenso ativado208
FIGURA 140 - Aplicação do Script-Fu Trançar sobre uma imagem209
FIGURA 141 - Janela de preferências de GIMP210
FIGURA 142 - Inkscape: Lamborghini Gallardo, por Michael Grosberg211
FIGURA 143 - Snapshot de janela sem bordas213
FIGURA 144 - Área de trabalho de Blender215
FIGURA 145 - Picasa do Google216
FIGURA 146 - Repositórios de APT ajustados por Synaptic218
FIGURA 147 - Interface de F-Spot219
FIGURA 148 - Lista de câmeras digitais de Digikam220
FIGURA 149 - Janela principal de Digikam221
FIGURA 150 - Ação para dispositivo USB2
FIGURA 151 - Arquivos presentes no dispositivo portátil de áudio223
FIGURA 152 - Frozen Bubble225
FIGURA 153 - Ksokoban: o almoxarifado japonês226
FIGURA 156 - GLTron231
FIGURA 157 - Simulador de vôo FlightGear232
FIGURA 158 - Foobillard232
FIGURA 159 - Jogo de xadrez em 3D BrutalChess233
FIGURA 160 - Um dos cenários de Tremulous234
FIGURA 161 - TVTime238
FIGURA 162 - Gerenciador de cópias de segurança Keep241
FIGURA 163 - Marcação para PHP com KWrite242
FIGURA 164 - A calculadora de KDE KCalc242
FIGURA 165 - Página inicial de CUPS244
FIGURA 166 - Impressoras no Centro de Controle de KDE245
FIGURA 167 - Diálogo de seleção de impressora de KDE246
FIGURA 168 - Compartilhamento de Arquivos pelo Centro de Controle247
FIGURA 169 - Diálogo de compartilhamento248
FIGURA 170 - Acesso a compartilhamento com Konqueror249
FIGURA 171 - Janela principal de KwiFiManager250
FIGURA 172 - Janela principal de Firestarter252

A criação dos computadores pessoais foi um marco muito importante na história da informática atualmente conhecida. A miniaturização dos componentes possibilitou uma redução nos custos de fabricação dos computadores pessoais, tornando-os acessíveis, na década de 80, a uma boa parte das empresas, ajudando a transformar muitos processos de trabalho.

De 1981 (ano de lançamento do primeiro computador pessoal, pela IBM) a 1984, foram comercializados mais de 250 mil computadores pessoais. As projeções de analistas apontavam para aproximadamente 80 milhões de computadores pessoais até finais do século X, número que foi absurdamente maior, chegando a 500 milhões de PCs (Personal Computers – Computadores Pessoais) vendidos até o ano 2000.

No início da década de 90, o desenvolvimento de aplicações gráficas facilitou o uso dos PCs (também chamados desktops) por parte de quaisquer pessoas e permitiu a sua introdução nos lares, onde, a partir de 1994, com a chegada do CD-ROM, o computador fez sucesso por possibilitar o trabalho no campo do entretenimento com músicas, vídeos e jogos. As universidades tiveram sua parcela de contribuição para a expansão do uso do PC, com a utilização pelos estudantes na preparação de tarefas e trabalhos. Ainda na mesma década, com a evolução da Internet, os computadores pessoais assumiram papéis ainda mais importantes no cotidiano das pessoas, facilitando a comunicação, a interação e o trabalho dos usuários.

Tudo isto somente foi possível graças à evolução do conjunto que forma a base da computação: os componentes físicos, os programas e as pessoas. O foco desta pesquisa são os programas, mais especificamente os sistemas operacionais. O sistema operacional é o software (programa) que permite a interação entre os outros dois componentes de um sistema computacional. É interagindo com o sistema operacional que os usuários (pessoas) podem obter resultados a partir de seus computadores.

Existem diversos sistemas operacionais, alguns deles específicos a uma plataforma de hardware (componentes físicos, como placas e dispositivos) e outros mais abrangentes. Os sistemas dividem-se também entre proprietários - aqueles que pertencem a uma organização e geralmente exigem pagamento de licenças por sua utilização - e livres – sistemas que podem ser utilizados sem o pagamento de licenças. Praticamente todos os sistemas operacionais livres também são de fonte aberta (open source), o que significa que o código fonte do sistema é disponibilizado ao usuário. O sistema operacional livre focado neste trabalho é GNU/Linux, sob a distribuição do projeto Debian.

Desde sua criação, o sistema Linux sempre foi considerado um sistema operacional de difícil utilização por pessoas com pouco conhecimento técnico sobre computação. Esta crença fez com que o sistema fosse adotado muito mais em servidores de empresas do que em computadores pessoais de usuários domésticos, onde o reinado dos sistemas proprietários se estabeleceu.

Nos últimos anos, isto desencadeou uma busca, por parte dos desenvolvedores de

Linux, pela criação de distribuições do sistema com ferramentas mais amigáveis ao utilizador e mais compatíveis com os hardwares dos PCs domésticos. Desde o ano de 2005, o Governo Federal do Brasil tem incentivado a comercialização de computadores pessoais com o sistema Linux instalado. A força conjunta entre desenvolvedores independentes e os governos de diversos países está tornando cada vez mais possível a adoção do Linux nos desktops dos usuários domésticos e de empresas.

Os sistemas operacionais proprietários, utilizados na grande maioria dos computadores pessoais no Brasil, quase sempre não possuem licença de uso por parte de seus utilizadores, estando estes sujeitos a multas por uso de software ilegal. O preço da licença de um sistema operacional proprietário é alto se relacionado com o poder aquisitivo da sociedade brasileira de forma geral. Este fator encarece o processo de aquisição de um microcomputador com software legalizado para as famílias de média e baixa rendas, onde o Linux entra em cena, barateando consideravelmente os custos.

Mesmo contando com um conjunto completo de ferramentas alternativas gratuitas e livres (que podem permitir a obtenção dos mesmos resultados de ferramentas proprietárias), o sistema Linux tem encontrado certa dificuldade para atingir os computadores pessoais.

O presente trabalho pretende demonstrar funcionalidades e ferramentas em um desktop Linux, identificando programas que atendem satisfatoriamente às necessidades de um usuário comum, em termos de obtenção de resultados, facilidade de operação e compatibilidade com softwares proprietários. Este livro destina-se principalmente aos usuários iniciantes em Linux, por este motivo, preocupa-se em demonstrar programas sem maiores aprofundamentos técnicos e prioriza o uso da interface gráfica em vez da linha de comandos.

1 – O SISTEMA OPERACIONAL LINUX

O Linux é um sistema operacional de código fonte aberto, derivado do Unix e poderoso o suficiente para ser adotado em servidores do mundo todo para as mais diversas tarefas.

Por este motivo, durante vários anos, os usuários de computadores pessoais acreditavam que a utilização de Linux estava reservada a administradores de redes e servidores. De fato, durante um bom tempo, a grande preocupação dos desenvolvedores era somente com as funcionalidades de servidor oferecidas pelo Linux.

Felizmente, um grande esforço tem sido realizado pela comunidade de software livre em geral para tornar o Linux uma alternativa bastante atrativa aos usuários de desktops do mundo todo. Este capítulo aborda um pouco da história do Linux e as razões para sua utilização.

1.1 – Origens de Unix e Linux

Devido à sua origem, Linux implementa boas características dos sistemas Unix, como por exemplo, a maioria dos comandos de linha de comando (que são válidos nos dois sistemas operacionais).

1.1.1 – Origem do Unix e sua relação com a Internet

Linux deriva de Unix e este, por sua vez, possui ligação com um dos primeiros sistemas de compartilhamento de tempo: o MULTICS (Multiplexed Information and Computing Service – serviço de informações e computação simultâneo), desenvolvido por Bell Labs da AT&T, MIT e General Eletric. A Bell Labs abandonou o projeto, mas dois desenvolvedores, Ken Thompson e Dennis Richie (criador da linguagem C) trabalharam para construir um sistema menor que fosse baseado no MULTICS. Eles achavam que o MULTICS não progredia tão bem quanto gostariam e iniciaram o desenvolvimento de um sistema

A computação pessoal e o sistema operacional Linux - 17 operacional multiusuário que pudesse ser robusto e poderoso e também obtivesse melhor desempenho na execução de pequenos programas (ferramentas). O nome Unix foi dado ao novo sistema por Brian Kernighan, pesquisador da Bell Labs.

A AT&T alterou o Unix e lançou o System I, sendo que este foi seguido pelo lançamento do comercial Unix System IV. A empresa enfrentou problemas com a comercialização do sistema Unix e acabou por distribuir o sistema com o código-fonte para as universidades, mas sem garantia. Esta prática deu origem ao termo open source (fonte aberta) e fez com que diversas instituições de ensino e pesquisa pudessem alterar e adaptar o sistema sem problemas jurídicos. Na década de 1980, a AT&T conseguiu comercializar Unix com direitos autorais, mas novamente não obteve sucesso e vendeu os direitos para o SCO Group.

Naquela época, a ARPA (Advanced Research Project Agency - Agência de Projeto de

Pesquisa Avançada), foi designada pelo Departamento de Defesa dos EUA para criar uma rede de computadores resistente a ataques militares. Esta rede recebeu o nome de ARPANET e utilizava Unix na sua base, pois o TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol – Protocolo de controle de transmissão/Protocolo de Internet) era o protocolo utilizado para troca de dados e era montado em Unix. Mais tarde, a ARPANET tornou-se a Internet que é conhecida e os sistemas derivados de Unix ainda constituem um dos mais importantes fatores para o correto funcionamento desta rede.

Os sistemas Unix e seus derivados são confiáveis e muito famosos por sua segurança, mas ao contrário do que possa parecer, o alto nível de segurança de Unix não era um dos principais objetivos do projeto de Thompson e Richie.

1.1.2 – GNU, Free Software Foundation e o kernel de Linus Torvalds

A idéia de software livre de Richard Stallman (formado em Física pela Universidade de Harvard - EUA) nasceu quando ele ainda era integrante de um grupo de hackers do laboratório de inteligência artificial do MIT. Stallman utilizava uma impressora para colocar no papel os códigos de programação que escrevia e resolvia quaisquer problemas eventuais com o equipamento, pois era conhecedor de seus códigos. Quando a impressora foi substituída, Stallman pediu ao fabricante do novo equipamento os códigos-fontes e não recebeu resposta positiva. Assim, iniciou uma busca por tornar acessíveis os códigos guardados secretamente pelos fabricantes. Surgiu então a idéia de software livre e da Free Software Foundation (Fundação do software livre, comumente referenciada como FSF).

Em meados de 1984, Richard Stallman iniciou seus trabalhos em uma parte do projeto GNU, pretendendo criar um grupo de livre compartilhamento de software, pois acreditava que

A computação pessoal e o sistema operacional Linux - 18 se ele gostasse de um programa, precisava compartilhar o mesmo com outras pessoas que também gostavam dele. O projeto GNU tinha como objetivo a criação de um sistema operacional que fosse compatível com o padrão Unix. Este fato ia de encontro aos direitos autorais do Unix, motivo pelo qual a FSF criou uma licença denominada GPL (General Public Licence – Licença Pública Geral). A licença tinha como base a livre distribuição do software, o direito ao estudo, à modificação e ao aperfeiçoamento por quaisquer pessoas, sem que fosse exigido pagamento de licenças. Um novo sistema operacional estaria sendo criado pelo projeto GNU, seguindo os requisitos da GPL.

A FSF havia criado grande parte de um sistema operacional com base em Unix, mas o componente essencial (o kernel) não fora desenvolvido até meados de 1991. Neste ano, Linus Benedict Torvalds era formando de Ciência da Computação na universidade de Helsink (Finlândia) e havia iniciado trabalhos no desenvolvimento de um sistema operacional baseado no Minix (sistema para fins acadêmicos desenvolvido pelo Dr. Andrew Tanenbaum).

Linus enviou uma mensagem a um grupo pela Usenet (uma espécie de grupo de notícias em uma rede anterior à Internet), na tentativa de conseguir pessoas que auxiliassem em seu projeto e disponibilizou, em 05 de Outubro de 1991, a versão 0.02 de seu trabalho (o kernel de Linux e seu código-fonte) para que todos pudessem contribuir. O kernel de Linux, o gerenciador de boot (inicialização) e o compilador GCC eram compilados em Minix e depois de um certo ponto, era possível iniciar o sistema no próprio Linux e compilar os outros programas.

Em 1994, a versão 1.0 do kernel foi disponibilizada e em 1995, surgiram as primeiras distribuições Linux, advindas da união entre o kernel de Torvalds e as ferramentas desenvolvidas pelo projeto GNU. Esta união fez com que o sistema fosse reconhecido pela FSF como GNU/Linux, mas esta denominação não é uma regra.

1.1.3 – Kernel modular e monolítico

O kernel é a parte principal do sistema operacional. É ele o responsável por manter o funcionamento de todos os dispositivos do sistema, bem como o gerenciamento da memória e dos processos. Para que os dispositivos funcionem adequadamente, os drivers associados a eles podem ser configurados dentro do kernel ou como módulos separados. Isto define os conceitos de kernel monolítico e kernel modular (microkernel), respectivamente.

Ambos os tipos de kernel possuem sua aplicação. O monolítico, utilizado mais em servidores de produção, onde o suporte aos dispositivos precisa de pouca ou nenhuma alteração, ou seja, compila-se o kernel somente com os drivers dos dispositivos instalados no

A computação pessoal e o sistema operacional Linux - 19 sistema e que provavelmente não sofrerão mudanças, ou seja, não serão removidos. Este é o tipo de kernel utilizado por Linux.

O microkernel (modular) é flexível e usado quando se necessita adicionar ou remover o suporte a determinados dispositivos de forma dinâmica e prática, ou seja, os módulos são carregados enquanto o dispositivo estiver em uso e depois são descarregados, liberando a memória do sistema. O microkernel mantém o suporte aos componentes mais básicos no espaço de memória do kernel e os serviços como redes e vídeo são executados no espaço de memória do usuário.

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