Apostilia Engenharia Açucareira

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(Parte 11 de 51)

Vb3 = 1219,5 = 1,0283 m3/min

1186

Vb4 = 1111,1 = 0,912 m3/min

1218

Vb5 = 1020,4 = 0,816 m3/min

1251

Vb6 = 961,5 = 0,750 m3/min

1283

Cálculo das aberturas de trabalho de cada terno:

1º Terno: Frisos de passe de 3”3/8 = 86 mm = 0,086 m.

Dm = Vb___ = 1,838_________ = 0,054

L C π n 1,9812 x C x 3,1416 x 5,5 C

Dm = 0,8858 – 0,0397 + C – 0,8461 + C

0,054 = 0,8461 + C

C

0,054 = 0,8461 C + C2

C2 + 0,8461 C – 0,054 = 0

C = -0,8461 ± √ 0,84612 + 4 . 1 . 0,054_

2

C = -0,8461 ± 0,9653 = 0,05962 m = 59,62 mm

2

As = C = 59,62 mm

Ae = 7 x As = 2 x 59,62 = 119,2 mm

2º Terno e os demais:

Cálculo é feito de maneira idêntica

PROBLEMA - Imaginemos uma moenda, cujo esmagador tem um comprimento de 78” e diâmetro de 35”1/2, com frisos de alturas, respectivamente:

h = 4”1/4 e h’ = 3”3/8

N = 5,37 rpm e a capacidade volumétrica.

V = 38,40 pés3/minuto.

Segundo a fórmula nº 5, temos:

Dm = 1.728 x V / 78 x C x  x N

Dm = 1.728 x 38,40 / 78 x C x 3,1416 x 5,37

Dm = 50,4 / C

Substituindo o valor de Dm na fórmula nº 1 , encontraremos:

50,4 / C = De- h + C

C(De - h + C) = 50,4

C(35,5 - 4,25 + C) = 50,4

C2 + 31,25 C - 50,4 = 0

C = - 31,25 + 31,252 + 4 x 50,4 / 2

C = 1,565”

Conhecido C poderemos determinar Dp - Com efeito:

C = h / 2 + h’ / 2 + Dp

Dp = C – (h / 2 + h’ / 2)

Substituindo no 2º membros as incógnitas pelos seus respectivos valores, temos:

Dp = 1,565 - (4,25 / 2 + 3,375 / 2)

Dp = 2,2475

O sinal negativo indica que os frisos estão entrosados. Portanto, a distância S, de ponta a fundo, é determinada por: S = h’ - Dp = 3,375 - 2,2475

S = 1,1275

S = 1”1/8

Regulagem da moenda – A regulagem de um tandem requer tres medidas:

a – A abertura entre o rolo superior e o rolo de entrada,

b – A abertura entre o rolo superior e o rolo de saída,

c – A abertura entre o rolo superior e a virola ou bagceira.

Traçado analítico das virolas - Existe vários métodos de traçados da virola.

Nenhum desses traçados dá-nos uma indicação segura, da altura inicial da virola Graças ao Fator Baixo (F.B.), o qual foi proposto por J. D. Compain no ano de 1950, e que apenas pelo traçado analítico poderá ser precisado. O Fator Baixo deverá variar entre 3/8 a 1”.

O traçado:

1º ) - Em um ponto qualquer C , da linha ab, se traça a vertical cd, que conterá o centro do tambor de pressão;

2º ) - Marca-se a distância C 01 = Z, de acordo com os diferentes tipos de virgens. Do ponto 01 como centro, se descreve o círculo R1, com o diâmetro exterior do rolo superior;

3º ) - Com a distância X = R1 + R2 + E + 1/16” (que compreenda a soma dos raios do tambor superior e o de entrada, mas a Entrada, e mais 1/16” para o ajuste); desde o ponto 01 como centro, se intercepta à linha ab no ponto O2. Deste último ponto como centro e com o raio exterior R2, do rolo de entrada, se descreve o círculo m2;

4º ) - O centro O3 e o círculo m3 do tambor de saída, são obtidos de maneira análoga ao item 3. A distância Y = R1 + R3 + S , quando S é positivo, é Y = R1 + R3 - S , quando S é negativo, isto é, quando a saída está engrenada.

5º ) - Marca-se o ponto N sobre ab, tal que, T = 1/3R1 ; do ponto N, traça-se o segmento NO1, prologando-se indefinidamente.

6º ) - Com a distância R3 + D, se descreve o arco m4, com centro em O3.

7º ) - Tira-se uma tangente comum ao tambor de pressão e ao tambor de entrada; o ponto de contacto dessa tangente com o segmento NO1, representa o ponto inicial da virola, e A a sua altura inicial.

8º ) - Sobre a vertical cd, com a distância R1 = A + 1/4” determina-se a altura B.

9º ) - Com o centro em O1 e o raio R = R1 + B + 1/4” , traça-se o arco m5 , que intercepta o arco m4 no ponto u3, e C representará a altura da virola.

10º ) - Sobre os segmentos u1u2 e u2u3, tira-se as mediatrizes ff' e ee' o ponto de convergência W, dessa duas últimas linhas, com a 3ª do raio será o centro do arco u1u2u3 e, conseqüentemente, será o centro do arco da espiral da virola.

11º ) - O pescoço de ganso da virola se obtém, traçando-se uma arco de raio V, desde o ponto u1 ao fundo do friso.

12º ) - A espessura da virola não deve exceder o espaço:

H = P - (R1 + B), sendo P a distância entre o centro do tambor superior e a superfície superior do gigante ou cêpo da virola.

13º ) - Entrada Real (E.R.) = Entrada de ponta a ponta de friso + h1 / 2 + h2 / 2 ; h1 e h2 representam respectivamente as profundidades dos frisos dos tambores de pressão e entrada.

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