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Passo 1 Reunir o material necessário para transferir as abelhas:

ItemPara que serve

Caixa vaziaPara a nova colônia FormãoAbrir as colméias Fita adesivaVedar as frestas da caixa

TorquêsEspécie de alicate para retirar própolis

Caneta e cadernoAnotar informações

Açúcar cristal ou meladoAlimentação das colônias Água limpaLimpeza Pano limpo Limpeza Faca de serraUso geral

3Captura de abelhas:

passos necessários

Passo 2 Com a motosserra faz-se a abertura do tronco, que deve ser mantido na posição original. É preciso o máximo cuidado para não prejudicar os discos de cria e, se possível, encontrar a rainha.

Passo 3 Colocam-se os discos de cria nascente dentro do ninho da caixa racional, e os discos com postura nova (mais claros) em cima dos discos de cria nascente. Convém colocar bolinhas de cera, como se fossem pilares, entre os discos. Assim, as abelhas podem sair das células e se movimentar livremente.

Passo 7 Depois de colocar as abelhas na caixa, esta deve ser vedada para evitar ataques de inimigos naturais.

Passo 6 Com a ajuda de um “chupador”, transfere-se o maior número possível de abelhas para a nova moradia. As abelhas novas, que ainda não conseguem voar, serão importantes para o futuro desenvolvimento da colônia. É fácil reconhecê-las, pois elas são mais claras e lentas do que as adultas.

Passo 5 A rainha deve ser colocada no interior da caixa com muito cuidado. No caso das meliponas, se ela morrer ou não for encontrada, não tem problema. Em breve nascerá outra. Para as trigonas, é preciso que haja uma realeira (célula de cria maior do que as outras) nos discos de cria a serem transferidos, pois é dessa célula que nascerá uma princesa (rainha virgem).

Passo 4 A caixa racional deve ficar com a entrada voltada para a mesma direção em que estava a entrada da colônia no tronco. Colocar um pouco de cera do antigo ninho na abertura da caixa estimula a chegada das abelhas, pois elas se sentirão atraídas pelo cheiro.

Passo 8 Para o transporte, a caixa deve ser fechada à noite, quando as abelhas já se recolheram.

todo cuidado é pouco

A entrada da caixa deve ser fechada com tela galvanizada ou de alumínio. O transporte deve ser feito à noite, horário em que todas as abelhas estão na colônia. Se a viagem durar vários dias, a colônia deve ser alimentada artificialmente antes de ser fechada.

Importante: • Cuidado para não virar ou balançar a caixa.

• Deve-se depositá-la em local definitivo.

• Não abrir a caixa imediatamente após o transporte, pois as abelhas estarão agitadas e poderão brigar, matando umas às outras.

• A entrada da colônia deve ser aberta somente à noite para que as abelhas se acostumem com o novo ambiente.

ilustração com caixas de abelha sendo colocadas dentro do barco ilustração com tronco, ao lado de caixa de abelha próximo a um meliponário

Transporte do tronco

Alguns criadores preferem fazer a transferência da colônia no próprio meliponário. Neste caso, convém fechar a entrada do tronco à noite e só abri-la no local definitivo. O tronco é transportado sempre na posição em que estava na natureza. No meliponário, a entrada da colméia deve ficar na mesma altura da caixa racional. Os procedimentos de transferência são os mesmos da captura de abelhas, detalhados na página anterior.

4Fortalecer as colônias:

Reforço na alimentação

O alimento é normalmente retirado da própria natureza. Na falta de florada e nos períodos em que se faz a multiplicação ou a transferência das colônias, o alimento natural pode não ser suficiente. A alimentação artificial, por meio de xarope, vai complementar a falta momentânea de alimento.

abelhas fortes, produção garantida

A transferência de local perturba as abelhas e enfraquece as colméias. Alimentação e cuidados especiais possibilitam fortalecer e a multiplicar as colônias. Essa é a base para o crescimento do meliponário.

Como preparar o xarope

Colocar um litro de água para ferver. Quando começar a fazer bolhas, desligar o fogo, juntar um quilo de açúcar ou meio quilo de melado de cana e mexer até dissolver a mistura. O xarope deve esfriar até que fique na temperatura do ambiente. Só depois é que poderá ser dado às abelhas.

Alimentador interno Podem ser usados copinhos de café ou de iogurte, contendo xarope, que serão colocados na parte da caixa onde fica a melgueira. Para que as abelhas não se afoguem, deve-se colocar dentro do copo uma pequena grade, um pedaço de cera alveolada ou até mesmo pequenos pedaços de graveto.

Reforço de campeiras Essa técnica serve para colônias fracas, com poucas campeiras, mas com vários discos de cria. Basta trocar de lugar essa caixa com a de uma colônia forte, com grande população e muitos discos de cria nascente. A troca deve ser feita pela manhã e somente entre abelhas da mesma espécie.

Reforço de crias nascentes Quando a colônia está produzindo poucas crias, basta retirar um ou dois discos de cria nascente de uma colônia forte da mesma espécie e introduzir na caixa da colônia fraca. Mas cuidado para não enfraquecer a outra colônia.

Substituição de rainhas Todo ano, ao multiplicar suas caixas, o produtor deve trocar pelo menos duas rainhas fecundadas da mesma espécie com outros criadores, para evitar o enfraquecimento de suas colméias.

Forma de alimentar as abelhas

Dando uma “força” para a natureza

A seleção de rainhas aumenta a produtividade de mel e pólen. Devese capturar a rainha da colméia mais produtiva, juntamente com abelhas novas ou recém-nascidas. Em seguida, prende-se a rainha em um recipiente telado (pode ser um bóbi de cabelo). O bóbi deve ser fechado com uma pequena camada de cera da colônia onde a rainha será introduzida. Na outra extremidade coloca-se algodão embebido em alimento artificial. Esse recipiente é colocado na caixa, deixando que as próprias operárias raspem a cera e libertem a rainha. Na caixa que ficou órfã nascerá uma nova rainha com a mesma produtividade herdada da mãe.

Seleção de rainhas

Não é aconselhável usar nenhum tipo de inseticida, pois isso pode matar a colméia. Todas as operações devem ser feitas com muito cuidado para não balançar a caixa. Em seguida, deve-se passar fita crepe nas frestas da tampa.

Formigas Colocar pés (pregos) no fundo da caixa, deixando-os nivelados, e mantê-los dentro de copos com óleo de andiroba ou copaíba. Vale também amarrar uma espuma embebida em óleo queimado no cavalete ou nos pés da prateleira.

Lagartixas Fazer uma espécie de funil, com o gargalo de garrafas pet, e pregar na entrada da caixa. Dessa forma, as lagartixas não poderão se aproximar da colônia.

Combatendo inimigos naturais

Tela barreto É uma tela de plástico quadrada, pouco maior que as bordas da colméia, com extremidades presas a pequenas tábuas. Colocar sobre a colméia logo após a abertura da tampa. Em seguida, soprar a colméia e esmagar os forídeos que entrarem entre a tela e a madeira lateral da colméia. Convém repetir esse procedimento dois a três dias seguidos, até não haver mais forídeos dentro da colméia.

Cuidado!

Forídeos São moscas pequenas e muito rápidas no vôo, cujas larvas se alimentam de pólen, mel e fezes das abelhas. As larvas se multiplicam, infestam toda a colônia e destroem as células de cria.

Armadilha Fazer um pequeno furo na tampa do tubo de filme fotográfico, cortar um pedaço de canudo de refrigerante de 1,5 cm e introduzir na tampa do tubo. Colocar cerca de 1 cm de vinagre no tubo e tampar. Pôr a armadilha no interior da caixa.

5Multiplicação de colônias:

Quando fazer a multiplicação?

O verão, período mais seco do ano, é o mais indicado. O transplante deve ser feito em dias de sol, de preferência no período da manhã. Assim, as abelhas trabalham rapidamente na formação da nova colméia.

A colméia está pronta quando:

• possui grande população de abelhas; • tem vários discos de cria;

• possui rainha forte e que põe muitos ovos;

• apresenta potes de alimento no ninho e no sobreninho.

Ilustração pessoa realizando o transplante de ninhos de uma caixa para outra. Colocar os materiais necessários para isso ao lado das caixas, na bancada.

dividir para crescer

Passo 9 Levar a caixa-mãe a uma distância mínima de 10 metros do local de origem, deixando a caixa-filha no lugar original da caixa-mãe.

Procedimentos da multiplicação de colônias

Passo 1 Montar a caixa “filha”, fechando o furo de ventilação com cera ou barro. Colocar a parte do ninho sobre a lixeira e fechar as frestas com fita adesiva ou barro.

Passo 2 Abrir entre o ninho e o sobreninho com o auxílio do formão.

Passo 3 Verificar se a colônia a ser multiplicada está forte e em condições de ser dividida.

Passo 4 Observar onde se encontra a rainha. Ela deve ficar onde acontece a postura.

Passo 5 Colocar o sobreninho com discos de cria nascente em cima do ninho vazio.

Passo 6 Colocar o sobreninho vazio em cima do ninho que contém postura nova e rainha.

Passo 7 Alimentar artificialmente a caixa “filha”, se não houver alimento na caixa.

Passo 8 Colocar a tampa e passar a fita crepe ou barro nas frestas para evitar a entrada de inimigos naturais.

Para uma boa produção é necessário selecionar as melhores colônias. Em geral, os criadores trabalham com a meta de um número de colônias que seja condizente com a quantidade de floradas. É aconselhável não ter mais de 50 caixas num mesmo local. No primeiro ano, eles se dedicam a multiplicar suas colméias. Quando atingem um número suficiente de caixas, reservam uma parte para produzir e outra parte para continuar o processo de multiplicação. As colméias destinadas a produzir não devem ser alimentadas artificialmente por, pelo menos, 60 dias antes da colheita.

6Colher e comercializar

Melgueiras lotadas de potes fechados indicam que chegou a hora da colheita. Apenas o mel de potes fechados pode ser colhido. Para fazer a coleta é preciso abrir a tampa da caixa, retirar a melgueira e levá-la para um local limpo. Com a faca se faz um pequeno buraco no pote e com uma seringa ou uma bomba a vácuo retira-se o mel, que é colocado em uma vasilha limpa e esterilizada. Após ser lavada em água corrente, a melgueira com os potes vazios volta para a caixa. A higiene é fundamental para evitar que o mel se estrague. Algumas espécies armazenam água em potes. Essa água não deve ser misturada ao mel para não azedá-lo.

A recompensa pelo bom trabalhoMuita higiene na hora da coleta

27 Organizando-se para comercializar

Todo mundo conhece o velho ditado: “andorinha só não faz verão”. Isso vale também para os produtores de mel. Mesmo sozinho, vale a pena iniciar uma criação de abelhas sem ferrão. Quando pequena, a criação serve para alimentar a família e o que sobra pode ser vendido na própria comunidade. Porém, algumas experiências mostram que vale a pena se organizar com os vizinhos e investir em criatórios maiores, para atender ao mercado que oferecer preços melhores. Algumas associações de produtores criam marcas e embalagens especiais e há até quem se arrisque a vender para outros mercados, em que o mel da Amazônia é mais valorizado.

Em comunidade

Antes de iniciar a criação de abelhas sem ferrão vale a pena entrar em contato com técnicos que vão orientar a comunidade a realizar a criação em conjunto. É possível, por exemplo, fazer um “inventário florístico”, ou seja, conhecer todas as plantas que produzem flores, em que época florescem, quais as espécies visitadas por abelhas e saber que quantidade de caixas poderá dar conta daquelas floradas. Da mesma forma, os técnicos ensinarão a beneficiar e a comercializar em conjunto, para alcançar melhores preços. Vale a pena reunir as pessoas, estudar esta cartilha e buscar auxílio para iniciar a experiência. Não é à toa que a criação de abelhas sem ferrão é considerada uma iniciativa promissora na Amazônia!

Ministério do Meio Ambiente

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