Paineis elétricos

Paineis elétricos

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Se o grau de proteção de uma parte do conjunto, por exemplo, na face de serviço, difere daquele da parte principal, o fabricante deve indicar o grau de proteção daquela parte, separadamente. Exemplo: IP00, face de serviço IP20.

Medidas para levar em conta a umidade atmosférica

No caso de um conjunto para instalação ao tempo e no caso de um conjunto para instalação abrigada destinada ao uso em locais com umidade alta e temperaturas com grandes variações, devem ser feitos arranjos apropriados (ventilação e/ou aquecimento interno, furos de dreno, etc.) para prevenir condensação prejudicial dentro do conjunto. Porém, o grau de proteção especificado deve ser mantido o mesmo por todo o tempo.

5.2 – Características Elétricas de um Circuito ou Conjuntos Um conjunto é definido pelas seguintes características elétricas:

5.2.1 - Tensão nominal de operação

A tensão nominal de operação (Ue) de um circuito de um conjunto é o valor de tensão que, combinada com a corrente nominal deste circuito, determina sua utilização. Para circuitos polifásicos, é a tensão entre fases.

5.2.2 - Tensão nominal de isolamento (Ui)

A tensão nominal de isolamento (Ui) é o valor da tensão para o qual as tensões de ensaio dielétricas e distâncias de escoamento são referidas. A tensão nominal de operação máxima de qualquer circuito do conjunto não deve exceder sua tensão nominal de isolamento.

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5.2.3 - Tensão suportável nominal de impulso (Uimp) O valor de pico de uma tensão de impulso, de forma e polaridade definidas em norma, que o circuito de um conjunto é capaz de suportar, sem falha, sob condições especificadas de ensaio e para as quais se referem os valores das distâncias de isolação.

5.2.4 - Corrente nominal (In) A corrente nominal de um circuito de um conjunto é fixada pelo fabricante, levando em consideração a potência nominal dos componentes do equipamento elétrico dentro do conjunto, a sua disposição e a sua aplicação. Esta corrente deve ser conduzida sem que o conjunto e seu componentes apresentem elevação de temperatura acima daquelas definida pela norma.

5.2.5 - Corrente suportável nominal de curta duração (Icw) A corrente suportável nominal de curta duração é o valor eficaz (r.m.s.) de uma corrente de curta duração designada para um circuito, pelo fabricante, que aquele circuito pode conduzir, sem dano, sob as condições de ensaio especificadas. Salvo indicação em contrário pelo fabricante, o tempo é 1 s.

5.2.6 - Corrente suportável nominal de crista (Ipk) A corrente suportável nominal de crista de um circuito de um conjunto é o valor da corrente de pico designado para um circuito, que pode suportar satisfatoriamente sob as condições de ensaio especificadas.

5.2.7 - Corrente nominal condicional de curto-circuito (Icc) A corrente nominal condicional de curto-circuito de um circuito de um conjunto é o valor da corrente de curto- circuito presumida, que aquele circuito, protegido por um dispositivo de proteção contra curto-circuito especificado pelo fabricante, pode suportar satisfatoriamente durante o tempo de funcionamento do dispositivo sob as condições de ensaio.

5.2.8 - Corrente nominal de curto-circuito limitada por fusível (Icf) A corrente nominal de curto-circuito limitada por fusível de um circuito de um conjunto é a corrente nominal de curto-circuito condicional quando um dispositivo de proteção contra curto-circuito é um dispositivo fusível.

5.2.9 - Fator nominal de diversidade O fator nominal de diversidade de um conjunto ou parte de um conjunto que tem vários circuitos principais

(por exemplo, uma seção ou subseção) é a relação entre a soma máxima, em qualquer momento, das correntes de operação de todos os circuitos principais envolvidos e a soma das correntes nominais de todos os circuitos principais do conjunto ou da parte selecionada do conjunto.

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Na ausência de informação sobre as correntes de operação reais, os valores convencionais a seguir podem ser usados.

Número de circuitos principais Fator nominal de diversidade 2 e 3 0,9 4 e 5 0,8 6 a 9 inclusive 0,7 10 (e acima) 0,6

Tabela 5 - Valores de fator nominal de diversidade

5.2.10 - Freqüência nominal A freqüência nominal de um conjunto é o valor da freqüência que a designa e para a qual as condições de funcionamento se referem. A menos que seja especificado, é assumido que os limites são 98% e 102% da freqüência nominal.

5.3 - Condições de Serviço

Os conjuntos construídos segundo a norma NBR IEC 60439-1 são projetados e testados conforme as seguintes condições de serviço:

5.3.1 - Temperatura ambiente para instalações abrigadas A temperatura ambiente não excede +40 ºC e a sua média, em um período de 24 h, não excede +35 ºC. O limite inferior da temperatura ambiente é -5 ºC.

5.3.2 - Temperatura ambiente para instalações ao tempo A temperatura ambiente não excede +40 ºC e a sua média, em um período de 24 h, não excede +35 ºC. O limite inferior da temperatura ambiente é -25 ºC em um clima temperado, e -50 ºC em um clima ártico.

5.3.3 - Condições atmosféricas para instalações abrigadas O ar é limpo e sua umidade relativa não excede 50 % à uma temperatura de máxima de +40ºC. Podem ser permitidas umidades relativas mais altas a temperaturas mais baixas, por exemplo 90 % a +20ºC. Convém que seja tomado cuidado com a condensação moderada, que pode acontecer ocasionalmente devido a variações de temperatura.

5.3.4 - Condições atmosféricas para instalações ao tempo A umidade relativa pode estar, temporariamente, a 100 % à uma temperatura máxima de +25 ºC.

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5.3.5 - Grau de poluição O grau de poluição se refere às condições ambientais para as quais o conjunto é previsto. Cuidados precisam ser tomados quando o mesmo vai ser aplicado em ambientes com poeira condutiva ou higroscópica, gás ionizado ou sal, assim como em ambientes com umidade relativa que possa resultar em condensação. Todos estes fatores afetam as distância de escoamento e isolação, devendo portanto serem respeitadas as condições para as quais foram projetados os conjuntos.

Os seguintes graus de poluição são definidos:

• Grau de poluição 1: Não ocorre poluição ou somente uma poluição seca não-condutora.

• Grau de poluição 2: Ocorre, normalmente, apenas poluição não-condutora. Porém, ocasionalmente, pode ser esperada uma condutividade temporária causada por condensação.

• Grau de poluição 3: Ocorre poluição condutora ou poluição seca não-condutora que se torna condutora devido à condensação.

• Grau de poluição 4: A poluição provoca uma condutividade persistente causada, por exemplo, por pó condutivo ou pela chuva ou neve.

Distâncias de isolação e de escoamento de acordo com os diferentes graus de poluição são definidas na norma NBRIEC 60439-1.

Grau de poluição padrão de aplicações industriais Salvo prescrições em contrário, conjuntos para aplicações industriais, geralmente, são para uso em um ambiente de grau de poluição 3.

5.3.6 - Altitude

Acima de 1000 m, a baixa densidade do ar resulta em redução na dissipação de calor pelo ar que circunda os equipamentos elétricos. A temperatura ambiente, entretanto, diminui com o aumento da altitude, o que eventualmente pode compensar a diminuição desta capacidade de dissipação de calor.

Uma densidade de ar mais baixa também resulta em uma tensão de ruptura mais baixa, sendo necessário corrigir tanto as distâncias mínimas de isolação, quanto as correntes de trabalho dos diversos dispositivos instalados.

Os conjuntos construídos conforme a norma NBRIEC 60439-1 são aptos a trabalhar em altitudes que não excedam 2000 m (60 pés). Para equipamento eletrônico a ser usado a altitudes acima de 1000 m pode ser necessário levar em conta a redução da rigidez dielétrica e do efeito da refrigeração do ar.

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5.4 - Proteção contra choque elétrico

5.4.1 - Proteção contra contato direto

Contato direto é o contato perigoso de pessoas com partes energizadas do conjunto. Para assegurar esta proteção, o conjunto deve apresentar medidas adequadas de construção ou devem ser tomadas medidas adicionais durante a instalação. Um exemplo é a instalação de um conjunto aberto, sem proteções adicionais, em um local onde somente é permitido o acesso de pessoal autorizado.

Uma ou mais das medidas de construção listadas abaixo devem ser aplicadas :

1 - Proteção por isolação de partes energizadas

Partes energizadas devem ser completamente cobertas com um material isolante, que só pode ser removido através de sua destruição.

2 - Proteção com barreiras ou invólucros

Toda superfície externa da barreira ou invólucro deve apresentar um grau de proteção contra contato direto, de pelo menos IP2X ou IPXXB, ou seja, proteção contra dedo (pode ter aberturas menores que 12 m de raio). Em conjuntos fechados, todo o fechamento externo é considerado um invólucro é portanto deve satisfazer esta condição.

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