Em direção a uma Psicologia do Comportamento Natural

Em direção a uma Psicologia do Comportamento Natural

O autor é professor emérito do Departamento de Psicologia, Universidade de Califórnia at Davis. A tradução foi realizada por Fabio Iglesias, com autorização do autor. Endereço de contato: rosommer@ucdavis.edu.

Este trabalho foi originalmente publicado em 1977 com o título:

Toward a psychology of natural behavior, APA Monitor, Vol 8; Nº 1; p 1 e 7.

A Série: Planejamento de Pesquisa nas Ciências Sociais é publicado pelo Laboratório de Psicologia Ambiental da UnB.

L Como citar

Sommer, R. (2003). Em direção a uma psicologia do comportamento natural. (Série: Planejamento de Pesquisa nas Ciências Sociais, Nº 03; tradução F. Iglesias). Brasília, DF: UnB, Laboratório de Psicologia Ambiental.

URL: w.psi-ambiental.net/pdf/03Natural.pdf.

Laboratório de Psicologia AmbientalUniversidade de Brasília Série: Planejamento de Pesquisa nas Ciências Socais, 2003, Nº 03Instituto de Psicologia

Em Direção a uma Psicologia do Comportamento Natural Robert Sommer

A PSICOLOGIA entrou no laboratório há quase um século e ainda não se recuperou dessa experiência. Visto que o centenário do primeiro laboratório de psicologia fundado por Wilhelm Wundt em 1879 está se aproximando rapidamente, este parece ser um momento apropriado para examinar o papel desempenhado por essa importante e onipresente instituição no desenvolvimento da pesquisa psicológica.

Só recentemente os efeitos dos ambientes de laboratório se tornaram objeto de investigação da psicológica social. Os pesquisadores têm atuado de modo semelhante aos psicólogos experimentais que testaram ratos, camundongos e macacos sem nunca conhecer os efeitos do ambiente enjaulado sobre esses animais. A tendência para o laboratório teve seu auge em algum momento dos anos da década de 1960. Embora as coisas pareçam ter melhorado, traços da preocupação com o controle e os contatos artificiais ainda permanecem.

Muitos pesquisadores vêem a pesquisa de campo como estudos de laboratório feitos ao ar livre. Ao invés de deixar o laboratório, esses psicólogos carregaram seu laboratórios consigo como caracóis ou tentaram transformar o mundo numa câmara experimental com variáveis dependentes e independentes separáveis. Não há dúvida de que estes pesquisadores, adaptados ao escuro e pálidos pelos anos gastos em cubículos sombrios, observando por espelhos unidirecionais, se beneficiarão do ar fresco e do exercício, mas há muito mais no trabalho de campo do que isso. O que é omitido ou negligenciado é a sensibilidade ao ambiente. O credo do naturalista é estudar a natureza perturbando-a o menos possível, pois qualquer desvio das condições naturais diminuirá a validade e generabilidade dos resultados.

O termo campo pode ser aplicado a qualquer ambiente que não tenha sido deliberadamente criado pelo psicólogo. Técnicas de pesquisa apropriadas incluem observação, pesquisa de arquivos usando medidas de vestígio, surveys e experimentos. Elas diferem em seu grau de reatividade, i.é, em que medida afetam o comportamento em andamento. Freqüentemente há boas razões para introduzir uma variável no ambiente de campo de forma sistemática. A questão crucial é se as mudanças e meios de introdução são apropriados ao ambiente. Se elas são, a generalização para a vida será mais fácil. Em vez de perder semanas na esquina da rua esperando que um evento ocorra, como uma pessoa parando para pedir ajuda, é extremamente tentador encená-la artificialmente. Eu não vou negar o valor dos atalhos quando o terreno é bem conhecido. O senso comum nos diz que quando uma área é terra incógnito, deve-se ser prudente com atalhos. É importante saber não apenas as reações das pessoas a alguém pedindo ajuda, mas também com que freqüência isso realmente ocorre, os tipos de pessoas das quais elas se aproximam e assim por diante. Tal informação é indispensável para planejar um experimento de campo e para sua generalização. Idealmente a seqüência deve sempre ser de observação não-reativa antes de entrevistas ou experimentação.

SE PESQUISA de campo não é o mesmo que fazer estudos de laboratório ao ar livre, o que é então? A resposta pode ser vista no trabalho de psicólogos que têm estudado o comportamento em andamento em um contexto ambiental, pessoas como Evelyn Hooker, que tem estudado a comunidade gay em Los Angeles por várias décadas; os Sherifs em seus estudos sobre gangues adolescentes; e Stanley Milgram que tem feito pesquisa sobre sobrecarga sensorial e alienação na cidade. Milgram não estuda a sobrecarga de estimulação sensorial em algum sentido abstrato, mas como ocorre em uma vizinhança particular entre um grupo particular de residentes. Quando o processo em estudo não pode ser

Robert Sommer2 observado diretamente, questionários e entrevistas são indispensáveis.

Roger Barker e seus associados foram pioneiros numa abordagem estritamente naturalística da psicologia da criança em sua estação de trabalho em Oskaloosa, Kansas. Subseqüentemente, os estudantes de Barker aplicaram seus métodos em igrejas, escolas, projetos habitacionais públicos e, mais recentemente, postos militares isolados. Quando eu revisei um livro de Barker, fiquei impressionado com quão poucos estudos seus e de seus estudantes apareceram em jornais da APA. Essa situação não é atípica para outros pesquisadores de campo. A engenhosidade requerida para fazer pesquisa naturalística também é útil para localizar locais convenientes para publicação.

Alguns anos atrás eu estava interessado em testar a hipótese de facilitação social de que pessoas em grupos beberiam mais rápido e em maior quantidade do que pessoas sozinhas. O método que usei foi direto e apropriado tanto para a hipótese quanto para as cervejarias. Meus estudantes e eu visitamos cada um dos bares de uma cidade de tamanho médio, pedimos uma cerveja e então sentamos e registramos em guardanapos ou pedaços de jornal o consumo de bebedores sozinhos ou em grupo. Nós descobrimos que bebedores em grupo consumiram mais, não porque eles bebiam mais rápido, mas porque eles ficavam mais tempo no bar. Quanto mais tempo as pessoas permaneciam, mais elas bebiam.

Pode-se notar que o tempo-no-ambiente é geralmente excluído de estudos sobre facilitação social realizados em laboratório. As pessoas são testadas em grupo ou sozinhas por períodos específicos de tempo e suas performances são comparadas. A noção de que pessoas em grupos permanecem mais tempo não entra em experimentos de facilitação social porque tempo-no-ambiente não é uma variável típica de laboratório. Em condições naturais, entretanto, nós votamos com nossos pés para expressar nossos gostos e desgostos. O revisor de meu artigo expressou a preocupação de que eu não controlei as duas populações e que deveria haver outras diferenças (não especificadas) entre bebedores sozinhos e em grupo para influenciar esses resultados.

Talvez houvesse mesmo, eu não sei. Nós tiramos amostras de todas as 32 cervejarias da cidade e não havia diferenças óbvias de idade ou vestimenta entre bebedores sozinhos e em grupo. Não houve como controlar se as pessoas que entraram no estabelecimento sentaram sozinhas ou em grupos. Talvez nós devêssemos ter realizado distribuições randômicas no porão do departamento de psicologia se tivéssemos pego a permissão de cada um, a autorização da comissão estadual de bebidas alcoólicas para fazê-lo e dinheiro para comprar as cervejas, mas eu não estou certo de que os resultados teriam sido válidos ou generalizáveis para qualquer outro lugar. Meu colega Rudy Kalin patrocinou bebedeiras para estudantes de fraternidades e descobriu que suas respostas em seus próprios quartos eram bem diferentes das respostas em laboratório.

As questões importantes na avaliação de um estudo naturalístico são se o pesquisador aprende o que aconteceu e se esse conhecimento é importante para uma audiência de psicólogos. A noção de controle tem pouco ou nenhum significado num estudo naturalístico. Ela pode ser imposta em algum sentido metafórico enquanto se analisa os dados, repartindo as observações em categorias, mas isso se parece tão pouco com o uso do controle pelo behaviorista que é melhor dispensar o termo.

NINGUÉM PODE aprender como fazer pesquisa de campo simplesmente lendo sobre o assunto. Nós devemos desenvolver os meios para prover experiências supervisionadas em observações de campo e registro. Isso pode envolver o estabelecimento de estações de pesquisa na comunidade. Se estações de campo podem operar em Oskaloosa e em Gombe Reserve, por que não em Saint Louis e Cleveland?

Barker e seus associados trabalharam numa relação completamente aberta com os residentes de Oskaloosa. Eles sabiam que ele estava ali para estudá-los e o aceitaram. Em ambientes com populações transitórias, como esquinas de rua ou parques, isso pode não ser possível. Os pesquisadores devem se valer tanto de observações não-reativas, como sentar num banco e observar as crianças brincando, quanto realizar observação participante, caso tenham algum papel na ação. Os psicólogos podem optar por observação participante, pois ela provê a oportunidade também de ocupar uma função. É um método idealmente apropriado para o estudante de clínica que deve trabalhar como interno numa clínica de saúde mental. Pesquisa de campo fará muito mais sentido para esses estudantes do que a enegésima correlação entre o MMPI e o Rorschach.

Não há no presente muitos comitês de dissertações que permitiriam um estudo puramente observacional. A observação foi igualada à anedota, e é considerada menos rigorosa e confiável do que a experimentação. Isso é em parte verdade porque os psicólogos não recebem treino e encorajamento para a observação e, portanto, muitos não a fazem muito bem. Em teoria tornar-se um naturalista não deveria requerer treino porque se refere a fazer o que ocorre naturalmente. Entretanto, após décadas de ensino e disciplina formal em classificações e aprendizagem conceitual, as habilidades de observação de um estudante atrofiaram bastante. Os estudantes olham para as coisas e tentam imaginar o que elas deveriam lembrar. Treino em observação requer que se coloque entre parênteses o pensamento categórico.

A habilidade para “ler” ambientes é a base do ofício do naturalista. Uma pessoa está apta a examinar uma sala de estar, sala de aula ou esquina de rua em termos dos limites que esses ambientes colocam no comportamento, os tipos de ações que facilitam, encorajam, demandam. Existem lições no tipo de mobília da sala de uma pessoa, como está arrumada, como é cuidada, as decorações, a localização da televisão, rádio, e assim por diante. Também se pode “ler” um parque da cidade, prisão ou interior de restaurante, em cada caso atendendo a itens um tanto diferentes. A

Em direção a uma psicologia do comportamento natural3 experiência em fazer observações e comparar diferentes ambientes fornece pistas para o que é importante. Freqüentemente a omissão de algo (a ausência de livros numa sala, ou a ausência de decorações na parede de um dormitório universitário) é tão significativa quanto o que está lá.

EMBORA SE comece com comportamentos aparentemente mundanos, rapidamente as questões se tornam mais complexas e de longo alcance. Por que não há plantas verdes na sala de aula? Deveria haver plantas lá? Qual o papel da decoração ou amenidades na motivação, interesse ou aprendizagem? As pessoas precisam de plantas em algum nível? Existe ali propensão ao vandalismo, e se existe, como pode ser minimizada? Como podem plantas vivas ser mantidas com populações transitórias?

Não importa onde se começa, a mente inquisidora logo alcança questões de considerável relevância e profundidade. Nem todas essas podem ser vistas como questões psicológicas – algumas podem ser mais adequadamente tratadas por sociólogos, antropólogos, horticultores ou polícia. Entretanto, a relação entre pessoas e plantas vivas é de considerável importância etiológica e psicológica e praticamente não foi tocada como uma área de pesquisa. Há profundas implicações de desenho arquitetônico ao dar acesso a jardineiras ou pelo menos um lugar na janela para cuidar plantas a moradores de apartamentos, funcionários em prédios de escritório altos ou estudantes universitários em dormitórios, prisioneiros e idosos em asilos.

Nós teremos que dar aos estudantes habilidades específicas para lidar com a riqueza, complexidade e fluxo do comportamento em andamento – cursos em análise de conteúdo, mapeamento comportamental, métodos observacionais, dados secundários e fotografia. A câmera é uma ferramenta indispensável para reunir dados naturalísticos e juntá-los a outros. A especialidade na psicologia que tem tido a maior experiência usando fotografia é o comportamento animal, que também tem uma forte orientação de campo. Eu descobri que é útil pedir, ocasionalmente, aos meus estudantes que esbocem um lugar para que se sensibilizem com o que está acontecendo. Existem métodos para usar a câmera ou o bloco de desenho de uma maneira minimamente reativa, sem brincar de “super-espião”. Muitas vezes a melhor abordagem é ser muito aberto e óbvio como um turista deve agir.

Muito poucos departamentos de psicologia oferecem cursos em trabalho de campo, e de fato existem poucos psicólogos capazes de ensiná-lo. A situação é melhor na antropologia, onde estudos in situ tanto de humanos quanto não-humanos são enfatizados, e algo melhor nos departamentos de sociologia onde as tradições da Escola de Chicago ainda são sentidas. Dentre todas as ciências comportamentais, a psicologia é a que está mais atrás no desenvolvimento de métodos de campo. Serendipidade é a regra na pesquisa de campo e flexibilidade de mente e reflexos rápidos são necessários para capitalizá-la. Pelo fato de ter havido muito pouco dinheiro disponível para estudos naturalistas, pesquisadores de campo são habilidosos em pegar emprestado, improvisar e explorar. Esse não é um mau modelo para estudantes de graduação e pesquisadores em uma era de orçamentos apertados. Pesquisa sem financiamento geralmente envolvem o uso de pessoal local como coletores de dados e analistas.

MUITO FREQÜENTEMENTE os meios de nossa pesquisa tornaram-se os fins. Comportamento animal, que já foi visto como uma forma de aprender sobre as pessoas, tornou-se um tema de estudo em si mesmo. O mesmo ocorreu com a estatística, a metodologia e a construção de testes. Isso não é necessariamente indesejável, porque os especialistas em técnicas são indispensáveis. Entretanto, nós temos que assegurar que os objetivos originais não são esquecidos na busca das melhores ferramentas e teorias. Nós também devemos tentar aprender o quanto esse foco nos meios é produzido por pressões institucionais e profissionais. E nós temos que ter certeza que pelo menos alguns de nossos graduandos tenham uma orientação para a resolução de problemas, porque nós não podemos ficar identificando indefinidamente diferenças entre grupos e computando coeficientes de correlação.

Quando chega a hora de tomar decisões no campos, questões tais como previsão de matrículas, planejamento de currículo, fluxo do tráfego, atitudes frente a esportes ou a efetividade de serviços de aconselhamento, o corpo docente da psicologia opera tão cegamente quanto o corpo docente dos outros departamentos. Treinamento em avaliação e geração de dados úteis podem ser complementares a usar o campos como uma estação de pesquisa. Para que isso aconteça, nós temos que mudar as concepções dos estudantes e do corpo docente sobre a natureza da pesquisa apropriada. De alguma maneira nós chegamos ao ponto onde estudar macacos em jaulas ou ratos em labirintos é a verdadeira psicologia, enquanto estudar alunos de graduação em dormitórios ou na biblioteca não é.

Eu não estou advogando que se abandone o laboratório como um lugar de trabalho ou uma ferramenta de ensino. Existem alguns tópicos para os quais ele é a melhor abordagem disponível. Mas mesmo aqui ele deve ser suplementado por métodos de campo. Quando a resposta é produzida de modo que não haja análogos ao comportamento na natureza devem-se levantar questões sobre a importância do tópico. Não excluir automaticamente a pesquisa nessa base, mas pelo menos encarar a questão que a minha avó levantava – Por que uma pessoa adulta como você está gastando o seu tempo fazendo algo desse tipo? Um melhor equilíbrio entre campo e laboratório beneficiaria todas as áreas da psicologia.

O TREMENDO salto da fé necessário para ir do laboratório à vida é particularmente evidente com o crescente número de psicólogos que estão sendo chamados a testemunhar diante de comitês do governo, tribunais e corpos administrativos. Seja a questão aborto, transporte coletivo, reforma penitenciária, poluição visual

Robert Sommer4 ou saúde ocupacional, é uma boa aposta que haverá um psicólogo testemunhando.

Para aqueles de nós que têm feito isso, é enorme o abismo entre o que é conhecido e qual informação é necessária. Revisando a literatura de pesquisa como uma testemunha potencial sobre os efeitos do confinamento solitário, eu fiquei assustado com a ausência de dados relevantes. Apesar de inúmeros prisioneiros terem passado tempos, às vezes anos, em confinamento solitário, há pouca ou nenhuma pesquisa documentando seus efeitos. Os juízes não se interessam muito por histórias sobre superpopulação de ratos ou sobre veados Sika (cervus nippon). Nem é claro que a condição de prisioneiros em jaulas de aço fedorentas, imundas e barulhentas, comendo ração de prisão e lidando ocasionalmente com a brutalidade atinge as circunstâncias anti-sépticas do voluntário pago no experimento de isolamento sensorial.

Por razões éticas e validade aparente, os únicos dados completamente convincentes sobre confinamento solitário ou prisão a longo prazo terão que vir de estudos de prisioneiros reais, pacientes mentais de longo prazo ou outros que foram sujeitados a confinamento involuntário por longos períodos. Eu não questiono o valor de se estudar ratos em superpopulação. Esse trabalho tem sido muito importante em modelar nosso pensamento sobre aglomeração. Mas se nós queremos generalizar do laboratório para a vida, nós vamos ter que aprender mais sobre a vida também.

Nós sabemos que falsas percepções da realidade ocorrem no laboratório, mas não quão freqüentemente e sobre quais circunstâncias no mundo lá fora. Nós sabemos mais sobre como estudantes aprendem sílabas sem sentido do que sabemos sobre como alunos do ensino fundamental aprendem Geografia ou sobre estudantes universitários que deixam acumular a matéria para estudar na véspera da prova – e a maioria realmente acumula, apesar de nossos avisos de que a prática espaçada é superior à prática maciça. Nós também sabemos muito mais sobre nossos ratos de laboratório em labirintos do que ratos selvagens em seus próprios habitats. A lista poderia continuar indefinidamente.

Nós desenvolvemos uma ciência da psicologia baseada grandemente no comportamento em laboratório e temos limitado a questão da generalização. Alguns dizem que nós não estamos prontos ainda para generalizar. Dê-nos 10 anos, 20 anos, 50 anos, então talvez nós estejamos prontos. Se eu tivesse a confiança de que nós teríamos respostas sobre questões como confinamento solitário ou poluição visual em 20 anos, eu estaria disposto a esperar. Mas o que eu tenho visto é uma decrescente generabilidade à medida que os problemas e métodos escolhidos por experimentadores se tornam mais esotéricos e herméticos.

Pesquisadores como Montrose Wolf e Teodoro Ayllon, que aplicaram a modificação de comportamento em escolas e hospitais psiquiátricos, descobriram que seu trabalho é descontínuo com os estudos animais anteriores. Eles tiveram que desenvolver novas técnicas, reforçamentos e contratos apropriados para o ambiente. O apelo para “mais tempo” faz sentido se os pesquisadores estão realmente trabalhando em problemas importantes para a sociedade. Pareceria insincero se eles não estivessem.

Nós percorremos um longo caminho desenvolvendo um modelo de laboratório do comportamento humano baseado em estudos de pessoas no nosso território e sob nossas condições. Agora parece estar na hora de olhar como as pessoas realmente se comportam em suas casas, suas escolas e seus locais de trabalho.

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