Para uma imaginação sociológica da ecologia: uma análise do pensamento de anthony giddens

Para uma imaginação sociológica da ecologia: uma análise do pensamento de anthony...

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LASH, Scott.; SZERSZYNSKI, Bronislaw; WYNNE, Brian Risk, Environment &

Modernity: Towards a New Ecology. London : Sage publications, 1996.

Giddens’ Social TheoryIn: O’BRIEN, Martin; PENNA, Sue & HAY, Colin (eds)

O’BRIEN, Martin. Theorising modernity: Reflexivity, identity and environment in Theorising Modernity. London: Longman, 1999. RAFFESTIN, Claude. Por uma Geografia do Poder. São Paulo: Editora Ática, 1993.

Ambiente & Sociedade – Vol. IX nº. 1 jan./jun. 2006

REDCLIFT, Michael and WOODGATE, G. W. Sociology and the Environment.

Discordant Discourse? In: REDCLIFT, Michael & BENTON, Ted (eds.) Social Theory and the Global Environment. London and New York: Routledge, 1994, p.51- 65.

TAYLOR, Charles. Argumentos Filosóficos. São Paulo: Edições Loyola, 2000. THOMPSON, J. B. & HELD, David. Social Theory of Modern Societies. Anthony

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WOLFE, Alan. Social Theory and the Second Biological Revolution. Social Reserch. 57, 3:615-48, 1990.

1.Trabalhos como BRYANT & JARY (1990), COHEN (1989), THOMPSON & HELD (1989) e O‘BRIEN (2000) tratam diretamente da obra de Anthony Giddens. 2.Duas obras que refletem essa tendência são BENTON & REDCLIFT (1994) e LASH, SZERSZYNSKI & WYNNE (1996). 3.Essa interpretação é incorporada no trabalho de REDCLIFT & WOODGATE (1994) onde os autores observam que o que “Giddens chama de “estruturação” nos permite considerar o meio ambiente como uma estrutura que tanto capacita como constrange a agência humana, enquanto reconhece, ao mesmo tempo, que a agência humana pode alterar o próprio ambiente”. 4.A Sociologia, pelo menos em sua versão durkheimiana, representou uma tentativa de promover um tipo de especialização do conhecimento científico que teria como principal interesse de pesquisa as coerções de tipo social. Em As Regras do Método Sociológico, DURKHEIM (1987) busca deixar clara a separação dos “fatos sociais” com os fenômenos de ordem psíquica e biológica. Os fatos sociais, diz ele, “consistem em maneiras de agir, de pensar e de sentir exteriores ao indivíduo, dotadas de um poder de coerção, em virtude do qual se lhe impõem. Por conseguinte, não poderiam se confundir com os fenômenos orgânicos, pois consistem em representações e em ações” (1987: 03). 5.Para esse caso, ver os trabalhos de CATTON & DUNLAP (1978, 1979). 6.Deve-se frisar que, embora capitalismo e industrialismo constituam duas dimensões da modernidade, ele argumenta que é preferível falar-se em “sociedades capitalistas” antes do que em “sociedades industriais” (1987: 140). 7.A seguinte citação é bastante ilustrativa dessa visão do autor: “O conservadorismo, em alguns de seus aspectos mais influentes nos dias atuais, na Europa e, em certa medida, no resto do mundo, passou a adotar quase exatamente aquilo que repudiou em determinada época: o capitalismo competitivo e os processos de mudança espantosos e de longo alcance que o capitalismo tende a provocar. Muitos conservadores atualmente se mostram radicais atuantes com relação ao mesmo fenômeno que anteriormente mais prezavam: a tradição” (1996b: 10). 8.Para uma avaliação da tensão entre ecologismo e socialismo, ver DOBSON (1990). 9.Para um debate sobre esses conceitos, ver LAFFERTY & MEADOWCROFT (2000). Por sinal, Gidddens tem tomado uma postura a favor da modernização ecológica e do desenvolvimento sustentável em suas últimas obras [ver Third Way (GIDDENS, 1998)]. 10.Ver, por exemplo, HAJER (1995) e CHRISTOFF (2000). 1.Como lembra GIDDENS (1996: 228), as primeiras formas de ecologia estiveram associadas ao conservadorismo político. Esse vínculo poderia ser encontrado em pensadores como Burke e até mesmo no fascismo e no nacionalsocialismo.

in Europe, in Asia and in the United States. The researches themselves, with their results, had become a central part on the debates about GMOs risks, both among the sectors that emphasized them as well as in the sectors that denied them. One of our key arguments is that in Brazil there is a lack of researches in the subject on public perception of risk. This situation can be considered as an evidence of the lack of interest in the public participation in the debates about GMOs. These had been mainly controlled by organized social actors, without any or with only partial representation. Also the limited number of researches in Brazil showed the limits of the marketing area (that had assumed these work in other countries), still assuming a positivistic perspective on the consumers. And finally, we argue that the in the Brazilian academic field there is a no problematization of conflicts or consensus between lay and expert people in the debate about GMOs risks. In the first part of the article we focused in the analysis of the types of researches that had taken place in Brazil, choosing the ones that had been used as supporting different arguments in relation to GMOs by the social actors involved in the debate. In the second part we considered the researches developed in other parts of the world. And in the third part, we analyse the constrains and opportunities that different researches here selected as the most interesting can present for the understanding of the global debate on GMOs and also showing one interesting road for future researches in Brazil on public perception, not only of GMOs, but also of science.

Keywords: risk perception, public perception of science, genetically modified organisms.

No presente texto tomamos a obra de Anthony Giddens para avaliar a forma pela qual a questão ecológica veio a ser incorporada pela teoria social. Giddens se tornou nas últimas décadas num dos grandes nomes das ciências sociais contemporâneas e, no decorrer dos últimos anos, passou a ter uma intervenção importante no cenário político com sua proposta de construção de uma Terceira Via. Ao mesmo tempo, ao longo desse período, muitos trabalhos das ciências sociais passaram a expressar também um interesse cada vez maior pelo tema ambiental. Um fenômeno que pode ser visto até mesmo nos próprios trabalhos de Giddens onde iremos encontrar uma referência permanente aos temas do risco, perigo, segurança e de conceitos como desenvolvimento sustentável, modernização ecológica e sociedade de risco. Em razão desse quadro geral, parece pertinente avaliarmos o que um teórico social como Giddens tem a nos dizer sobre a crise ecológica contemporânea. No texto procuramos mostrar

Ambiente & Sociedade – Vol. IX nº. 1 jan./jun. 2006 como esse tema se entrelaça com três fases distintas do pensamento do autor. Ao final, avaliamos brevemente algumas críticas que são endereçadas ao seu trabalho.

Palavras-chave: Anthony Giddens, modernidade, teoria social, teoria da estruturação, ecologia e desenvolvimento sustentável.

In the present text, we take the work of Anthony Giddens in order to evaluate the form by which the question of ecology came to be incorporated into social theory. Over the last decades, Giddens has become one of the great names in contemporary social sciences and in the past few years, his work has led an important intervention in the public sphere, due to his proposal for constructing a Third Way. At the same time, during this period many works in the social sciences have also expressed increasing interest in the theme of the environment, a phenomenon that can be seen even in the work of Giddens, where we will encounter a permanent reference to the themes of risk, danger, security and such concepts as sustainable development, ecological modernization and the risk society. By reason of this general portrait, it seems pertinent to evaluate what a social theory like Giddens’ can tell us about the contemporary crisis in ecology. In the present work, we seek to show how this theme is intertwined with three distinct phases of thought in the author. Lastly, we briefly evaluate some criticisms directed at his work.

Keywords: Anthony Giddens, modernity, social theory, theory of structuration, ecology and sustainable development.

Resumo

Para explicar situações reais, a Economia Institucional tem se mostrado mais adequada do que a Economia Neoclássica. A fim de ilustrar essa questão, avaliouse a influência da informação na participação de assentados rurais em um projeto de conservação ambiental, implementado por uma organização não-governamental. A

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