Tratamento de pacientes com disturbios intestinais e retais

Tratamento de pacientes com disturbios intestinais e retais

  • Tratamento de Paciente com Distúrbios Intestinais

Anormalidades da eliminação Fecal

  • Constipação

  • Diarréia

  • Incontinência fecal.

Constipação

  • Infreqüência anormal ou irregularidade da defecação, endurecimento anormal das fezes que dificulta sua eliminação, e uma diminuição no volume fecal, ou retenção de fezes no reto durante um período prolongado.

Fisiopatologia

  • Estimulação do reflexo reto anal inibitório, relaxamento muscular do esfíncter interno, relaxamento do músculo do esfíncter externo e dos músculos na região pélvica e pressão intra-abdominal aumentada. A interferência de qualquer um desses processos pode levar a constipação.

Manifestações clínicas

  • Distenção abdominal.

  • Dor e pressão.

  • Apetite diminuído.

  • Cefaléia

  • Fadiga

  • Indigestão

  • Sensação de esvaziamento incompleto.

Complicações

  • Hipertensão.

  • Impacção fecal.

  • Hemorróidas e fissuras.

  • Megacólon.

Tratamento de enfermagem

  • A educação do paciente e a promoção da saúde.

  • Estabelecer metas especificas, incluem, restauração do padrão de eliminação, garantia da ingesta de líquidos e alimentos ricos em fibras, ensinar métodos para evitar a constipação.

Diarréia

  • A diarréia é a freqüência aumentada das eliminações intestinais, quantidade aumentada de fezes, e continência alterada das fezes.

  • Está associada a urgência, desconforto perianal, incontinência ou uma combinação desses fatores.

Fisiopatologia

  • Há três tipos de diarréia

  • Secretora: A secretora geralmente é a diarréia de grande volume e é causada por produção e secreção aumentadas de água e eletrólitos pela mucosa intestinal para dentro da luz do intestino.

Osmótica: A osmótica ocorre quando a água é puxada para dentro do intestino pela pressão osmótica das partículas não-absorvidas, lentificando a reabsorção da água.

  • Osmótica: A osmótica ocorre quando a água é puxada para dentro do intestino pela pressão osmótica das partículas não-absorvidas, lentificando a reabsorção da água.

  • Mista: A mista é causada pela peristalse aumentada e por uma combinação de secreção aumentada e absorção diminuída no intestino.

Manifestações Clínicas

  • Freqüência de líquidos aumentados das fezes.

  • Cólicas abdominais.

  • Distensão.

  • Ruflar intestinal.

  • Anorexia.

  • Sede.

Tratamento de enfermagem

  • Avaliar e monitorar as características e padrão da diarréia.

  • Durante um episódio de diarréia aguda, deve-se encorajar o repouso no leito e a ingesta de líquidos e alimentos pobres em resíduos.

  • A enfermeira reporta imediatamente a evidencia de disritmias ou uma alteração no nível de consciência.

Incontinência fecal

  • Passagem involuntária de fezes pelo reto.

  • Vários fatores influenciam a incontinencia fecal – a capacidade do reto para sentir e acomodar as fezes, a quantidade e a consistência das fezes, a integridade da musculatura dos esfíncter anal e a motilidade retal.

Fisiopatologia

  • Pode resultar de:

  • Trauma,

  • Distúrbio neurológico,

  • Inflamação,

  • Infecção,

  • Tratamento com radiação,

  • Abuso de laxativos,

  • Medicamentos ou idade avançada.

Manifestações clínicas

  • Os pacientes apresentam:

  • Eliminação mínima,

  • Urgência e perda de controle ocasional,

  • Incontinência completa.

  • Os pacientes também podem experimentar o controle deficiente dos flatos, diarréia ou constipação.

Tratamento de enfermagem

  • A enfermeira estabelece um horário para criar regularidade intestinal.

  • A enfermeira encoraja e ensina a higiene cutânea meticulosa.

  • Por vezes, a continência não pode ser alcançada, e a enfermeira ajuda o paciente e a família a aceitar e lidar com essa situação crônica.

Síndrome do intestino irritável

  • A síndrome do intestino irritável é um problema comum. Ela ocorre mais em mulheres que nos homens.

  • Vários fatores estão associados a síndrome: hereditariedade, estresse psicológicos ou condições como a depressão e a ansiedade, uma dieta rica em lipídeos e alimentos estimuladores ou irritantes, consumo de álcool e fumo.

Fisiopatologia

  • Resulta de um distúrbio funcional da motilidade intestinal, que pode estar associada com o sistema neurológico regulador, infecção ou irritação, ou com um distúrbio vascular ou metabólico.

  • Não há evidencia de inflamação ou alterações tissulares na mucosa intestinal.

Manifestações clínicas

  • Os sintomas variam em intensidade e duração, desde brandos e infreqüentes a graves e contínuos.

  • O principal sintoma é alteração nos padrões intestinais – constipação, diarréia.

  • A dor abdominal é por vezes precipitada pela eliminação e, com freqüência, aliviada pela defecação.

Tratamento de enfermagem

  • A enfermeira enfatiza o ensino e reforça os bons hábitos nutricionais.

  • O paciente é encorajado a ingerir em horários regulares e a mastigar o alimento de maneira lenta e completa.

  • Desencorajar a ingesta de líquidos com as refeições, pois podem ocasionar distensão abdominal.

Síndrome de Má Absorção

Síndrome de Má Absorção

  • É a inabilidade do sistema digestivo em absorver um ou mais nutrientes.

Manifestações Clínicas

  • Diarréia ou eliminações freqüentes de fezes.

  • Distensão abdominal associada

  • Má nutrição

  • Perda de peso

  • Marcas roxas freqüentes, osteoporose, anemia.

Observação

  • Pacientes com síndrome de má absorção, se não tratados, tornam-se fracos e emagrecidos por causa da fome e da desidratação.

Diagnósticos

  • Biópsia da mucosa

  • Utra-som e teste radiológico

  • Análise da gordura das vezes

Tratamento Médico

  • Evitar consumir substancia que agravem a má absorção.

  • Suplementos Nutricionais.

  • Tratamento cirúrgico ou não cirurgicamente.

  • Antibióticos.

  • Agentes antidiarreicos.

  • Líquidos parenterais.

Tratamento de Enfermagem

  • A enfermagem fornece informações ao paciente e família com relação ao ensino da dieta e ao uso de suplementos nutricionais.

Distúrbios Intestinais Inflamatórios Agudo

Distúrbios Intestinais Infamatórios Agudos

  • Qualquer parte do trato gastrintestinal inferior é suscetível de uma inflamação aguda causada por infecção devido a bactéria, vírus ou fungos. Duas dessas situações são APENDICITE e DIVERTICULITE. Essas duas condições podem levar a PERITONITE, um processo inflamatório dentro do abdome.

Apendicite

Apendicite

  • A apendicite aguda é uma inflamação do apêndice.

  • A apendicite é causada habitualmente, por um pequeno bloco de fezes endurecidas (fecalito) que obstrui o apêndice.

Estrutura Anatômica

  • O apendicite é uma estrutura vermiforme (em forma de verme) que sai da 1ª porção do intestino grosso. Tem comprimento variável, em torno de 10 cm, e localiza-se na parte inferior do abdome. O apêndice apresenta um canal em seu interior que se comunica com intestino grosso, onde existem fezes semilíquidas.

Representação Esquemática do Apêndice

Onde se Localiza

Manifestações Clínicas

  • Dor em torno do umbigo.

  • Náuseas e vômitos.

  • Febre moderada.

  • Perda de apetite.

Observação

  • A apendicite pode restringir-se ao órgão inflamado ou pode ocorrer uma ruptura. Quando isso ocorre as defesas do organismo bloqueia a infecção em torno do apêndice originando um abscesso. Neste caso haverá dor difusa intensa, febre alta e quadro tóxico grave, exigindo intervenção cirúrgica imediata.

Diagnóstico

  • Exame físico.

  • Exames completares:

    • Rx simples do abdome.
    • Ecografia
    • Tomografia computadorizada.
    • Laparoscopia
    • Exame comum de urina.

Radiografia simples de abdome evidenciando um fecalito

Tratamento Médico

  • Cirúrgia de APENDICECTOMIA.

  • Antibióticos e líquidos endovenosos.

  • Analgésicos.

Observação

  • Apendicectomia (remoção cirúrgica do

  • apêndice) é realizado o mais cedo possível

  • Para diminuir o risco de perfuração. Ela pode ser realizada sob anestesia geral ou peridural com uma incisão abdominal ou por laparoscopia.

CIRÚRGIA DE APENDICECTOMIA

Tratamento de Enfermagem

  • (Antes da Cirurgia)

  • Higienização completa e tricotomia do local.

  • Verificar sinais vitais e jejum de oito horas.

  • Observar ocorrência de náuseas e vômitos.

  • Aliviar a dor e eliminar infecção.

  • Reduzir a ansiedade do paciente.

Tratamento de Enfermagem

  • (Depois da Cirúrgia)

  • Manter paciente em posição semi-Fowler.

  • Verificar sinais vitais,

  • Observar os aspecto do curativo.

  • Fazer controle da diurese.

  • Cuidados com infusão venosa.

Observação

  • O paciente pode receber alta no dia cirurgia.

  • A retirada de pontos ocorre no quinto e o sétimo dia após a cirurgia.

Orientações Pós-Hospitar

  • A enfermagem ensina ao paciente e a família sobre os cuidados que se deve ter com curativo.

  • Da orientação sobre os usos de medicamentos que foram prescritos pelo médico.

  • E orienta se paciente deve retorna ou não ao hospital.

Doença Diverticular

Doença Diverticular

  • O divertículo é como uma bolsa saindo da camada interna do intestino e que se estende por um defeito na camada muscular. O diverticulite pode ocorrer em qualquer lugar ao longo do trato gastrintestinal.

Observação

  • O diverticulite resulta quando a retenção de alimentos e de bactérias em um divertículo produz infecção e inflamação, podendo impedir a drenagem e levar à perfuração ou a formação de abscesso.

Manifestações Clínicas

  • Em geral não existem sintomas problemáticos. Os sinais mais comuns:

  • irregularidades no intestino

  • diarréias,

  • dor súbita no quadrante inferior esquerdo do abdome

  • febre baixa.

  • Náuseas e anorexia podem estar presentes.

  • Fraqueza, fadiga e fezes finas são sintomas comuns.

Diagnósticos

  • Através de estudo radiológicos.

  • Enema de bário.

  • Raio-x do abdome.

  • Tomografia computadorizada.

  • Colonoscopia.

  • Teste laboratoriais.

Complicações

  • Peritonite (Inflamação do peritôneo.)

  • Formação de Abscesso

  • Sangramento

Tratamento

Tratamento Clínico e assistência de enfermagem

  • Dieta rica em fibras.

  • Jejum e administração de líquidos e eletrólitos por via EV.

  • Antibioticoterapia e Analgésicos e Antiespasmódicos.

  • Sedativos

  • Educação do paciente, quanto a dieta.

  • Cirúrgia.

Tratamento Cirúrgico e assistência de enfermagem

  • Diverticulectomia

Diverticulectomia

  • Ressecção de parte do cólon comprometido por diverticulite devido a obstrução, perfuração e hemorragia.

  • A cirurgia pode ser de dois tipos diferentes

Tipos de Cirurgia

  • Em um único tempo, através da ressecção da diverticulite, sendo o restante do intestino reconstruído.

  • Em dois tempo, mas sem anastomose, é colocado uma colostomia provisória.

BOLSA DE COLOSTOMIA

Indicação

  • Diverticulite com obstrução ou perfuração e hemorragia.

Cuidados Pré-operatório

  • Preparar adequadamente o cólon com medicamentos.

  • Realizar tricotomia da região abdominoperineal.

  • Prestar os demais cuidados pré-operatórios habituais.

Pós-operatório

  • Manter o paciente em decúbito dorsal horizontal, com a cabeça lateralizada.

  • Certificar-se do funcionamento adequado da colostomia , presta todos os cuidados de enfermagem habituais.

Peritonite

Peritonite

  • A peritonite é uma inflamação do peritônio membrana abdominal que recobre a víscera. Geralmente resulta de infecção bacteriana.

Causas

  • Fontes externas, como acidentes e traumas.

  • Inflamação de um órgão fora da área peritoneal.

  • Infestações.

Outras Causas

  • Apendicite.

  • Úlceras perfuradas.

  • Diverticulite.

  • Perfuração do intestino.

  • A peritonite pode também estar associada aos procedimentos cirúrgicos abdominais e diálise peritoneal.

Fisiopatologia

  • A peritonite é causada pelo vazamento dos conteúdos dos órgão abdominais na cavidade abdominal, geralmente como resultado de inflamação, infecção, trauma ou perfuração de tumor. A resposta imediata é a hipermotilidade, logo seguida de íleo paralítico, com acumulação de ar e líquido no intestino.

Exemplo

Manifestações Clínicas

  • Dor difusa é sentida.

  • Abdome extremamente sensível.

  • Músculos rígidos.

  • Náuseas e vômitos.

  • Temperatura e pulsação aumentam.

Complicações

  • Peritonite necrosada

  • Choque hipovolêmico ou séptico.

  • Obstrução intestinal.

  • Abscessos.

  • Deiscência e eviscerações.

Diagnóstico

  • Raio X simples do abdome.

  • Arteriografia

  • Ultra-sonografia.

  • Laparoscopia.

  • Tomografia axial.

Tratamento

Tratamento Médico

  • Reposição de líquidos.

  • Analgésicos.

  • Sondagens e sucção intestinal.

  • Oxigenoterapia.

  • Antibióticos

Tratamento Cirúrgico

Tratamento Cirúrgico

  • O tratamento cirúrgico é feito através da Laparotomia Exploradora ou Incisão Abdominal.

Indicações

  • A laparotomia é realizada para confirmar diagnostico de afecções retro ou interperitoneais. Não determináveis pelos método usuais. A laparotomia deve ser efetuada imediatamente de 3 a 6 horas em caso a suspeita de diagnóstico de peritonite.

Assistência de enfermagem em pacientes submetidos a laparotomia por causa de peritonite.

  • Pré-operatório

  • Pós-operatório

Pré-operatório

  • Como a peritonite quase sempre leva a uma cirúrgia de urgência, a enfermagem deve esta atento a:

  • Administração de medicações, e os sinais vitais.

  • Realizar tricotomia.

  • Efetuar sondagens gástrica e vesical.

  • Prepara o paciente psicologicamente.

Pós-operatório

  • Manter o paciente em decúbito dorsal horizontal, com a cabeça lateralizada.

  • Observar as sondas e/ou drenos.

  • Observar rigorosamente a eliminação de gases e fezes.

  • Tomar demais cuidados pertinentes ao pós-operatório geral.

Doenças Intestinais Inflamatória

  • .Enterite Regional (doença de crohn)

  • .Colite Ulcerativa

Enterite Regional

  • A doença de Crohn (enterite regional) é uma inflamação crônica da parede intestinal. Tipicamente, a doença afeta toda a espessura da parede intestinal. Mais comumente, ela ocorre na porção mais baixa do intestino delgado (íleo) e no intestino grosso, mas pode ocorrer em qualquer parte do trato digestivo, da boca ao ânus, e mesmo na pele perianal.

Manifestações Clínicas

  • Dor abdominal e diarréia.

  • Cólicas após as refeições.

  • Perda de peso, má nutrição e anemia secundaria.

  • Inchaço no intestino.

  • Febre, abscesso, fistulas e fissuras (abertura anormal entre os órgãos).

  • Os sintomas estedem-se além do intestino incluindo problemas articulares (artrite), lesões na pele (eritema nodoso), distúrbios oculares (conjuntivite) e úlceras orais.

Diagnósticos

  • Colonoscopia.

  • Biópsia.

  • Enema de bário.

  • Hemograma completo.

Tratamento

  • Não existe um tratamento curativo para a doença de Crohn. No entanto, muitos tratamentos ajudam a reduzir a inflamação e a aliviar os sintomas. Mas remoção cirúrgica de áreas doentes do intestino pode aliviar os sintomas indefinidamente, mas ela não cura a doença.

Tratamento através de medicamentos

  • Antibióticos

  • Metronidazol

  • Sulfasalazina

  • Corticosteróide

Tratamento de Enfermagem

  • O papel da enfermagem neste caso, é a educação sobre a Dietoterapia.

Dietoterapia

  • É geralmente prescrita uma dieta com pouco resíduo, de alto valor calórico, rica em proteínas animais e em vitaminas.

Observação

  • A nutrição parenteral total pode, ser usada, se for necessário o descanso completo do intestino. A solução usada será escolhida para atender as necessidades individuais do paciente.

Implicações com a enfermagem

  • 1 – Os pacientes deverão ser encorajados a comer, já que eles conhecem a relação entre ingestão de alimentos e desconforto.

  • 2 – O leite e derivados são geralmente omitidos da dieta em virtude de produzirem resíduos e, também, pela presença de lactose.

  • 3 – Quando a terapia pela sulfasalazina for usada, os líquidos deverão ser aumentados até 2.500 ml por dia.

  • 4 – Condimentos são comumente muito mal tolerados e deverão ser evitados.

  • 5 – A ingestão de potássio deve ser aumentada, durante os períodos de diarréia.

  • 6 – Os produtos constantes das dietas elementares, geralmente sem paladar, são muito pouco aceitos. Os sucos de frutas poderão ser adicionados, para melhorar seus sabores.

  • 7 – A recomendação para servir tais produtos bem gelados ou sobre gelo deverá ser levada em conta, já que os pacientes têm pouca tolerância pelos alimentos gelados.

Colite Ulcerativa

Colite Ulcerativa

  • A Retocolite Ulcerativa (Colite Ulcerativa) é uma doença que afeta o intestino grosso. É descrita como um processo inflamatório que compromete o intestino grosso, fazendo com que a mucosa intestinal se apresente inflamada, vermelha, coberta de muco e com ulcerações.

Manifestações Clínicas

  • Diarréia (mais de 6 evacuações por dia),

  • Sangue e muco nas fezes,

  • Presença de úlceras,

  • Alterações inflamatórias contínuas e sangramento de contato ao exame endoscópico.

  • Cólicas abdominais,

  • Perda de peso,

  • Febres

Diagnóstico

  • Endoscopia.

  • Raios-X do abdome.

  • Exame de fezes.

  • Enema de bário.

Enema de Bário

Tratamento Clínico

  • O tratamento clínico visa controlar a inflamação, reduzir os sintomas e repor líquidos e nutrientes perdidos. A extirpação cirúrgica do cólon com subseqüente ileostomia, pode ser indicada, quando o tratamento clínico for inoperante.

Terapia Nutricional

  • Dietoterapia

  • O objetivo da dietoterapia é reconduzir o paciente ao seu estado nutricional normal, prevenindo futuras perdas e corrigindo as deficiências que tenham se instalado. Líquidos e eletrólitos, dados endovenosamente, podem ser usados para corrigir as perdas conseqüentes a diarréia.

Assistência de Enfermagem na Dietoterapia

  • Evitar alimentos que os pacientes reconheçam como agravantes da diarréia.

  • A anorexia é um sintoma da colite ulcerativa. Toda estratégia que possa tornar as refeições mais atrativas e mais agradáveis ao paladar deverá ser usada.

  • O ato de comer estimula o peristaltismo intestinal e o paciente pode sentir necessidade de defecar, na hora da refeição.

  • Bebidas geladas ou gasosas podem estimular o peristaltismo, devendo ser proibidas.

  • O aporte de líquidos, de pelo menos 2.500 ml por dia.

Tratamento Cirúrgico

  • Na colite ulcerativa a cirurgia já é mais agressiva havendo a necessidade da ressecção de todo o intestino grosso. No passado o paciente necessitava viver com uma bolsa de ileostomia (a porção terminal do intestino delgado é colocado na pele e as evacuações se fazem em bolsas de plástico). Atualmente , na maioria dos casos é possível realizar uma cirurgia em que se faz a costura do intestino delgado com o ânus.

Cuidados de enfermagem no tratamento cirúrgico

  • O principal cuidado da enfermagem neste caso é manutenção da bolsa de colostomia. É os outros cuidados habituais.

Referência Bibliográfica

  • BRUNNER, L. S. e SUDDARTH, D. S. Tratado de Enfermagem Médico - Cirúrgica. 8 ed.. Rio de Janeiro: Interamericano, 1988.

  • HUTTEL, E. E. HARGROVE. Enfermagem Médica – Cirúrgica. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara – Koogan, 1996.

  • MARCONDES, N. SUSTOVICH, D. R. RAMOS, O. L. Clínica Médica Propedêutica e Fisiopatologia. 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara – Koogan.

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