Apostila de manutenção de computadores e rede

Apostila de manutenção de computadores e rede

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Figura 9: Atuador Voice coil.

Removemos o braço do disco rígido, como você pode ver na Figura 10. Enquanto estávamos removendo o braço do disco, nós quebramos uma das cabeças (ops!). Por isso, o que deveria ter seis cabeças, agora, graças aos nossos cuidados, tem apenas cinco. Foi mal!

Figura 10: Cabeças do disco rígido.

ANATOMIA DE UMA UNIDADE ÓPTICA

Introdução

Desmontamos um gravador de DVD para mostrar a você os componentes principais que podem ser encontrados em uma unidade óptica, tais como leitores e gravadores de CD e DVD. Neste tutorial mostraremos não apenas todos os principais componentes de uma unidade óptica, mas também ensinaremos como desmontar uma.

Ao contrário do que acontece com os discos rígidos, você pode abrir unidades ópticas sem problemas, mas você não pode ligá-las enquanto estiverem abertas. O raio laser gerado pela unidade óptica é invisível e pode deixá-lo cego caso você olhe diretamente para ele.

Antes de abrirmos nosso gravador de DVD, vamos primeiro dar uma olhada em seus conectores (ver Figura 1).

Figura 1: Conectores encontrados em uma unidade óptica típica.

As unidades ópticas possuem basicamente três conectores: um para a alimentação, outro para a comunicação com o computador, e um terceiro que é a saída de áudio (também chamada “saída analógica de áudio”), que deve ser conectada em sua placa de som (ou em sua placa-mãe, caso ela possua som on-board).

As unidades ópticas também podem ter saída de áudio digital, também conhecida como SPDIF (Sony/Philips Digital Interface Format). Se a sua unidade óptica possui este conector, você deve preferencialmente este conector em vez de usar a saída analógica de áudio. Como o conector SPDIF transmite áudio digital em vez de analógico, você obterá melhor qualidade de áudio dos seus CDs e DVDs se usar este tipo conexão em vez da conexão analógica. Leia nosso tutorial Conexão SPDIF para mais informações sobre o assunto.

O conector usado para troca de dados entre a unidade óptica e o computador é conhecido como “interface”. A interface mais comum usada por computadores voltados para usuários finais é chamada ATA (Advanced Technology Attachment). Existem outras interfaces, mas elas são raras hoje em dia: SATA (Serial ATA), que foi criada para substituir a ATA e está começado a chegar no mercado agora; SCSI (Small Computer Systems Interface), que é voltada para o mercado de servidores e é raramente utilizada em computadores para usuários finais; e interface proprietária, que era utilizada pelas primeiras unidades ópticas (unidades de CD-ROM “1x” e “2x”) antes de o padrão ATA ser compatível com unidades ópticas.

O jumper mestre/escravo (master/slave) encontrado em unidades ópticas ATA pode ser configurado de três maneiras:

  • Mestre: Significa que este é o único dispositivo IDE que estará ligado ao cabo ou será o primeiro dispositivo quando dois dispositivos forem ligados ao cabo.

  • Escravo: Significa que este é o segundo dispositivo IDE que estará ligado ao cabo.

  • CS (Cable Select): Significa que, com a utilização de um cabo “especial”, chamado CS, a configuração de qual dispositivo será o mestre e o escravo será determinada pela posição do dispositivo e não pela configuração do jumper.

Obs: Neste contexto “IDE” e “ATA” são sinônimos.

Você pode instalar discos rígidos e unidades ópticas no mesmo cabo. Porém, isto não é recomendado devido a questões de desempenho. A melhor maneira de conectar uma unidade óptica no micro é como “mestre” na porta ATA secundária da placa-mãe, enquanto que o disco rígido deve ser instalado como “mestre” sozinho na porta ATA primária.

Antes de abrirmos a unidade e mostrarmos suas partes internas, vamos falar sobre um macete antigo que será necessário para abrirmos a unidade: a ejeção manual.

Mecanismo de Ejeção Manual

Todas unidades ópticas possuem um mecanismo de ejeção manual, onde você pode abrir a bandeja da unidade mesmo com o computador desligado ou com a unidade fora do micro. Este é um macete antigo, mas será necessário usá-lo para abrirmos nossa unidade óptica. Primeiro localize o buraco de ejeção manual na parte frontal da unidade.

Figura 2: Buraco para ejeção manual.

Em seguida, peque um clip de papel, abra-o e insira-o no furo, como mostramos na Figura 3.

Figura 3: Inserindo o clip de papel no buraco de ejeção manual.

Você perceberá certa resistência. Empurre o clip de papel até que a bandeja saia um pouco, como mostramos na Figura 4.

Figura 4: Graças ao nosso macete conseguimos abrir a bandeja.

Agora puxe a bandeja com a mão para que ela possa ser completamente aberta.

Figura 5: Bandeja completamente aberta.

Abrindo a Unidade Óptica

Para abrir uma unidade óptica você precisará primeiro remover a porta da bandeja, onde fica normalmente a logomarca do fabricante e outras informações impressas. Siga os passos mostrados na Figura 6.

Figura 6: Como remover a porta da bandeja.

Figura 7: Porta da bandeja removida.

Agora, desaparafuse a parte de baixo da unidade. Isto é muito simples: na maioria das vezes você terá que localizar e desarafusar apenas quatro parafusos usando uma chave Philips.

Figura 8: Localizando os parafusos.

Ao remover a tampa metálica inferior da unidade óptica a primeira coisa que você verá será a sua placa lógica. Você precisará remover também a cobertura metálica superior. Para isso, você deverá remover primeiro o painel frontal da unidade. Este painel possui duas travas, uma em cada lado da unidade. Empurre cada uma destas travas usando uma chave de fenda pequena, como mostramos na Figura 9.

Figura 9: Removendo o painel frontal.

Após remover o painel, você será capaz de remover a tampa metálica superior da unidade. Ao fazer isso, você verá as partes mecânicas da unidade e a unidade óptica.

Como Remover a Placa Lógica

A remoção da placa lógica não é tão simples como parece. Ela possui vários flat-cables e fios. Por isso, a primeira coisa que você deve fazer é desconectar estes cabos.

O principal flat-cable vem da unidade óptica (laser). Para removê-lo, você deve primeiro estudar o mecanismo usado para conectá-lo. Em nossa unidade este flat-cable era desconectado usando uma pequena chave de fendas, como mostramos nas figuras abaixo. Preste atenção porque em algumas unidades esse flat-cable é desconectado movendo a trava plástica para frente e não para cima como em nossa unidade.

Figura 10: Desconectando o flat-cable da unidade óptica (laser).

Figura 11: Desconectando o flat-cable da unidade óptica (laser).

Figura 12: Desconectando o flat-cable da unidade óptica (laser).

Figura 13: Flat-cable desconectado.

Observe agora as travas plásticas que são usadas para segurar a placa lógica (ver Figura 14). Para remover a placa lógica pressione-as com uma chave de fendas pequena. Tenha cuidado ao remover a placa lógica. Existem alguns flat-cables e fios na parte de baixo da placa que deverão ser desconectados primeiro (ver Figura 16).

Figura 14: Travas plásticas usadas para segurar a placa lógica.

Figura 15: Removendo a placa lógica.

Figura 16: Existem ainda alguns flat-cables e fios conectados à placa lógica.

Cuidadosamente, puxe os cabos usando seus dedos para remover a placa lógica da unidade.

Figura 17: Desconectando os cabos.

Após remover os cabos a placa lógica estará solta. Vamos dar uma olhada nos componentes mecânicos da unidade.

Componentes Mecânicos

Falaremos agora sobre os principais componentes mecânicos de uma unidade óptica. Você encontrará três motores: o motor que movimenta a unidade óptica laser, chamado sled; o motor do disco, responsável por fazer o disco girar; e o motor da bandeja, responsável por comandar a abertura e fechamento da bandeja. Na Figura 18 a bandeja cobre o motor do disco. Note que esta figura e a Figura 19 foram tiradas antes de removermos a placa lógica.

Figura 18: Principais componentes mecânicos.

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