NOS ANOS 80 TAGUCHI DESENVOLVEU UMA FILOSOFIA QUE INTRODUZ A PLANIFICAÇÃO EXPERIMENTAL PARA:

fl PLANIFICAR PRODUTOS OU PROCESSOS DE TAL MODO QUE SEJAM ROBUSTOS EM RELAÇÃO ÀS CONDIÇÕES AMBIENTAIS.

flfl PLANIFICAR / DESENVOLVER PRODUTOS QUE SEJAM ROBUSTOS EM RELAÇÃO A VARIAÇÕES DOS COMPONENTES.

flfl MINIMIZAR VARIAÇÕES À VOLTA DE UM DETERMINADO VALOR REQUERIDO.

FUNÇÃO PERDA - TEM COMO OBJECTIVO DETERMINAR QUANTITATIVAMENTE A PERDA DE QUALIDADE DEVIDO A VARIAÇÕES FUNCIONAIS: L(y) = k (y - m)2

L(y) - PERDA EM DINHEIRO POR UNIDADE DE PRODUTO QUANDO AS CARACTERÍSTICAS DE QUALIDADE SÃO IGUAIS A y k - CONSTANTE DE PROPORCIONALIDADE y - VALOR DA VARIÁVEL RELACIONADA COM A QUALIDADE DO PRODUTO m - VALOR NOMINAL (META) DE y (y-m) - TOLERÂNCIA

FUNÇÃO PERDA QUANDO EXISTEM p VALORES PARA UMA DADA VARIÁVEL:

y - MÉDIA DOS p VALORES

PODE DIMINUIR-SE A FUNÇÃO PERDA DIMINUINDO s2 E/OU DIMINUINDO A TOLERÂNCIA

EXEMPLO T1

O potencial dum leitor digital de temperaturas deverá ser de 120 Volt.

Sabendo que o custo médio de reparação destes aparelhos quando o potencial sai fora da gama de 120 ± 10 Volt é de 50 contos.

Determinar: a) A constante da função perda. b) O valor da perda, se um aparelho for vendido com um potencial de 115 Volt. c) A tolerância da produção, se o custo de recalibração antes do aparelho sair da fábrica for de 4.50$0.

Resolução: a) L(y) = k (y - m)2 Tolerância: (y - m) = 10 Volt 50.0$0 = k (10)2 k = 50$0 / Volt b) L(y) = 50 (115 - 120)2 = 12.50$0 c) 4.50$0 = 50 (y - m)2 (y - m)2 = 9 Þ 120 ± 3 Volt

EXEMPLO T2

Em 4 fábricas que produzem ácido fosfórico tiraram-se 12 amostras.

A cada amostra foi efectuada uma análise de densidade a 20 ºC, obtendo-se os valores da tabela seguinte.

O valor nominal é 1,16 g cm-3. Qual das fábricas produz o produto mais uniforme?

Resolução

O melhor processo é concretizado pela fábrica 4.

EXEMPLO T3

Uma companhia produtora de azulejos comprou um forno em forma de túnel cujo custo foi de 320 mil contos. O forno mede 80 m de comprimento.

Quando o forno foi instalado verificou-se que os azulejos tinham variações nas dimensões: mais de 50 % dos azulejos das filas exteriores estavam fora das especificações.

Depois de uma análise ao processo, detectou-se que a razão para tal facto dependia dos gradientes de temperatura no forno.

O problema poderia ser resolvido reprojectando o forno, o que custaria mais 80 mil contos. Esta hipótese foi abandonada.

A companhia efectou o experiências para investigar os efeitos de alguns factores que poderiam afectar o processo de cozimento e implicitamente as dimensões dos azulejos.

Processo de fabricação dos azulejos:

A - Quantidade de caulino A1 - 5 % (novo)

A2 - 1 % (existente)

B - Granulometria B1 - Grosso (novo)

B2 - Fino (existente)

C - Quantidade de aglutinante C1 - 43 % (novo)

C2 - 53 % (existente)

D - Tipo de aglutinante D1 - Combinação existente

D2 - Nova combinação

E - Carga de matéria prima E1 - 1.300 kg (nova)

E2 - 1.200 kg (existente)

F - Quantidade de desperdício F1 - 0 % (novo)

F2 - 4 % (existente)

G - Quantidade de feldspato G1 - 0 % (novo) G2 - 5 % (existente)

L8 (27)Nº de

Análise de resultados utilizando a tabela de respostas

Nº total defeituosos % de defeituosos

COMPARAM-SE OS NÍVEIS A1 COM A2; A1 É MELHOR QUE A2. IDEM PARA B; C; D; E; F; G.

A1; B2; C1; D1; E2; F1; G2

É C1 E NÃO C2, PORQUE SE POUPA NO AGLUTINANTE E A PERCENTAGEM DE DEFEITUOSOS NÃO SE ALTERA MUITO.

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