Resenha de Genética

Resenha de Genética

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

instituto FEDERAL Do Triangulo mineiro – IFTM

MIGUEL DOMINGUES DIAS JÚNIOR

Resenha genética, “ABERRAÇÕES CROMOSSÔMICAS E TEORIA SINTETICA DA EVOLUÇÃO”.

UBERABA/MG

2009

Aberrações Cromossômicas

São irregularidades que podem ocorrer durante a meiose e a mitose com o cariótipo das espécies, podendo ocorrer tanto alterando o número quanto a estrutura do mesmo o que pode gerar conseqüências citológicas e genéticas.

Aberrações Cromossômicas Numéricas

Quando há alteração da condição diplóide da célula e podem acontecer normalmente ou serem induzidos pelo homem. Divide-se em alguns grupos:

Euplóides

A alteração é múltiplo exato do número haplóide (n).

A sobrevivência de um indivíduo totalmente euplóide é impossível, e quase todos os casos de triploidia (3n) ou de tetraploidia (4n) somente foram observados em abortos espontâneos. Raros foram os casos que chegaram a termo e, mesmo assim, eram de natimortos ou de morte neonatal

A triploidia provavelmente resulta de falha de uma das divisões da maturação no ovócito ou, geralmente, no espermatozóide.

Os tetraplóides sempre são 92, XXXX ou 92, XXYY, resultantes em geral de uma falha da conclusão de uma divisão por clivagem inicial do zigoto.

Autopoliplóides

Possui maior numero de cromossomos, e por isso apresentam maior volume celular. Este aumento quando não associado à diminuição do numero de células, pode provocar crescimento anormal de algumas plantas podendo ser vantajoso em alguns casos (gramíneas + produção) (ornamentais maiores flores e aparência melhor). Pode estar associada também a outras características, fertilidade reduzida, maturação tardia, alteração de constituição química.

Existem pesquisas e varias técnicas empregadas para viabilizar a confecção de seres com Autopoliploidia. Uma dessas técnicas é o tratamento com o alcalóide colchicina substância que afeta a divisão celular, inibindo a formação das fibras de fuso e impedindo a formação de cromátides na fase mitótica e por conseqüência o núcleo formado possuirá o dobro do numero de cromossomos do que a célula do tecido tratado.

O problema é que muitas das vezes a divisão no paquíteno pode originar diferentes formatos de uma, duas, três e quatro valências, o que pode gerar progênies estéreis que não poderão ser utilizadas.

Alopoliplóides

São indivíduos cujo complemento cromossômico consiste de dois ou mais genomas provenientes de espécies diferentes. Na natureza podem surgir da duplicação cromossômica após cruzamento interespecífico. Tais casos na agronomia podem ser e são usados na produção de híbridos específicos, na engenharia genética são utilizados para produzir progênies com características duplas, como é o caso onde se deseja obter a raiz mais eficiente com uma parte aérea de outra planta mais produtiva, ambas de famílias diferentes.

Aneuplóides

Há um aumento ou diminuição de um ou mais pares de cromossomos, mas não de todos. A maioria dos pacientes aneuplóides apresenta trissomia (três cromossomos em vez do par normal de cromossomo) ou, menos freqüente, monossomia (apenas um representante de um cromossomo).

O mecanismo cromossômico mais comum da aneuploidia é a não-disjunção meiótica, uma falha da separação de um par de cromossomos durante uma das duas divisões meióticas. As conseqüências da não-disjunção durante a meiose I e a meiose II são diferentes:

Quando o erro ocorre na Meiose I, os gametas apresentam um representante de ambos os membros do par de cromossomos ou não possuem todo um cromossomo.

Quando o erro ocorre na Meiose II, o gameta anormal contém duas cópias de um cromossomo parental (e nenhuma cópia do outro) ou não possuem um cromossomo.

Muito embora as aneuploidias sejam mais frequentemente decorrentes de erros meióticos, deve-se ter sempre em mente a possibilidade delas resultarem de perda cromossômica ou de falta de disjunção das cromátides durante a primeira divisão mitótica do zigoto, ou durante a segmentação de um dos blastômeros. Em outras palavras, os indivíduos que manifestam aneuploidias podem ser conseqüência de acontecimentos pós-zigóticos.

ABERRAÇÕES CROMOSSOMICAS ESTRUTURAIS

Variações que podem ocorrer em espécies, com populações isoladas, que acabam diferindo estruturalmente de outros indivíduos da mesma espécie. Ocorrem naturalmente devido a radiações naturais, no entanto na maioria das vezes sua origem é indefinida, obscura. Podemos ver os exemplos que seguem:

Deficiências

Quando há uma perda de fragmentos cromossômicos desprovido de centrômero na situação de anáfase celular. Este fragmento se perde e não é mais ativo na célula. Se o mesmo prover dominância em certa situação, um gene recessivo pode ser ativado e fenotipicamente agir. O que se chama pseudominância, pois o gene residual recessivo passa a possuir características de dominância.

Duplicações

Refere-se a ganhos extras de segmentos de cromossomos. Tais permutras genéticas podem ocorrer de varias formas, uma delas é através de quebras de cromossomos normais outra é na fase de arranjo na divisão cromossômica onde pode ocorrer pareamento desigual permitindo assim que cromossomos não correspondentes se unam. São menos problemáticas que as deleções mais podem interferir diretamente no fenótipo. Sendo este efeito acumulativo as próximas progênies são diretamente marcadas por fenótipos totalmente contraditórios nas próximas gerações.

Inversões

È a mais comum quando em populações naturais. Cromossomo na fase de duplicação e síntese é quebrado mas no entanto, reorganizado de forma invertida, no entanto tais aberrações não causam mudança no fenótipo do individuo nem na quantidade de material genético. Entretanto vale relembrar que as inversões podem gerar esterilidade parcial, fazendo com que novas divisões celulares ocorram de forma desordenada e afuncional.

Teoria sintética da evolução

Varias teses foram e são propostas para a evolução das espécies. O fato é que muitas das teorias genéticas que podem e devem ser estudadas são baseadas na analise de seres hoje existentes e seus possíveis parentes fosseis. O que leva a crer que as variáveis genéticas venham de uma genealogia baseada em um parente fóssil comum. Portanto ainda hoje, apesar de ser aceita como verdade absoluta a Teoria da Evolução contem algumas brechas e questionamentos científicos importantes. No entanto o caráter genético não é um deles. Tem-se sempre que lembrar que a teoria via de regra não passa de teoria, ou seja, possibilidade, e que a pessoa que a propõe primeiramente deve crê na mesma, e o crer é uma medida de fé, naquilo que se acha correto ou certo. O ser humano, portanto, deve sempre questionar-se da mesma procurando entendimento melhor, até que haja realmente fatos, provas.

Processo que cria viabilidade – Mutação.

É uma das determinantes afirmadas pelos evolucionistas. Que os seres foram sofrendo mutações ao longo dos anos e se adaptando pela lei do mais adaptado. No entanto sabe-se que de 1000 mutações apenas uma pode ser benéfica... todas as outras geram prejuízo para o ser, o tornando susceptíveis as condições ambientais desfavoráveis eliminando o mesmo.

Processos que ampliam a Variabilidade

Recombinação Genética

Combinação de alelos por meio de distribuição independente, na fase de permuta gênica, permitindo um maior número de genótipos nas progênies, chegando a condições de em alelismo múltiplo a mais de 10 bilhões de combinações possíveis.

Hibridação

União ou cruza de espécies relacionadas formando indivíduos estéreis. Em plantas pode ocorrer, no entanto, a progênie em F1 nem sempre se adapta as condições do ambiente. No entanto quando da recruza dessas progênies com indivíduos normais progenitores tais fenótipos tendem a ser mais adaptais de acordo com o grau de pureza cromossomal em relação às partes parentais.

Migração

Inclusão de novos indivíduos numa certa população em equilíbrio aumentando a variabilidade genética. É limitada pela distancia e aspectos geográficos.

Processos que orientam as populações para maior adaptação

Seleção Natural

Disse a respeito de populações em uma dada região, competindo pelos mesmos recursos naturais... tais recursos tendem a diminuir a medida em que a população aumenta, devido a algum desequilíbrio externo. Em populações em equilíbrio ecológico se observam variações simples com o decorrer do tempo... à medida que a população aumenta ou há alguma interferência, os recursos tendem a diminuir aumentando a competição entre as espécies favorecendo as mais adaptadas ao novo esta ambiental. O que gera seleção e extinção subseqüente.

Oscilação Genética

Ocorre quando da redução drástica da população. O efeito é de afunilamento gênico da população... com a redução do numero de seres, indivíduos, a variabilidade genética cai muito, ocasionando um afunilamento da população e decorrentes doenças geradas a partir da consangüinidade entre os parentais, gerando progênies anormais. Pode levar tal espécie a extinção completa.

Isolamento Reprodutivo

Pode ser expresso de varias formas, espécies que foram a partir dos tempos isoladas primeiramente pelo ambiente, isolamento geográfico. E posteriormente seus híbridos selecionados e separados pelo habitat diferenciado. Plantas que tem maturidade sexual em épocas diferentes impossibilitando a união gametas entre elas. Incompatibilidade etológica que é ambiental e comportamental das espécies, (Ex. pelo som em espécies de rãs, onde há possibilidade de cruzamento, mas os sons emitidos um pelo outro são diferentes o que impede o cruzamento). Mecânico, onde os órgãos sexuais são incompatíveis.

Especiação

Todas as propostas relacionadas anteriormente, na teoria da Evolução tende a favorecer a especiação das espécies... o que nada mais é do que a melhor adaptação ao meio destes indivíduos. Segundo os defensores desta teoria o conjunto de processos que ampliam a variabilidade genética, associados com fatores ambientais, propicia a formação destas novas raças mais eficientes, no ponto de vista da manutenção e proliferação da população.

Outros conceitos relevantes:

Espécie: grupos de indivíduos que possui capacidade de trocar genes naturalmente entre si.

Raça: sub-população que atinge certo grau de diferenciação sem que tenha sido desenvolvidos mecanismos de isolamento reprodutivo.

Variedade: (Agricultura) população melhorada em equilíbrio.

Hibrido: (Agricultura) material produzido a partir de duas ou mais linhagens.

Obs.: Variedade e Cultivar bem como Hibrido e Clone, podem na maioria das vezes serem considerados comumente com sinônimos, no entanto geneticamente são classificados separadamente.

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