Tectonismo quebrantavel

Tectonismo quebrantavel

UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO

UPE CAMPUS III – PETROLINA

DEPARTAMENTO DE GEOGRAFIA

YANDERSON MARCOS

FATORES E PROCESSOS TECTÔNICOS E A FORMAÇÃO DO RELEVO TERRESTRE

PETROLINA

SETEMBRO DE 2009

YANDERSON MARCOS

FATORES E PROCESSOS TECTÔNICOS E A FORMAÇÃO DO RELEVO TERRESTRE

Trabalho acadêmico apresentado como requisitos para avaliação da disciplina geomorfologia, solicitado pelo professor Luis Henrique

PETROLINA

SETEMBRO DE 2009

1 APRESENTAÇÃO

Na tentativa de abordar, com base numa pesquisa bibliográfica, a importância do tectonismo para toda a formação geomorfológica do planeta terra, venho aqui por intermédio de esse trabalho acadêmico explanar de forma mais compreensível e clara possível o contexto funcional da dinâmica dos processos tectônicos e a influencia que os mesmos exercem para a formação estrutural da terra considerando que esses processos reservam importância singular na formação estrutural do relevo terrestre procurando então mostrar tal importância.

Ao apresentar basicamente os processos tectônicos ocorrentes, transcorrerá aqui assuntos relacionados a todo o contexto histórico da formação morfológica do planeta. Segundo Christofolette, Parece claro que o reaquecimento do interesse pelo papel da tectônica na geomorfologia é uma conseqüência direta da assimilação dos conceitos de uma tectônica global (pela própria geologia inclusive), que não permitem mais conceber a existência de porções da litosfera dotados de absoluta estabilidade crustal. As diferenças residem apenas nas variações espaciais e temporais do caráter e intensidade das tensões ocorrentes. Em resumo, todo está relacionado com o arranjo das placas litosféricas e a história de cada uma dessas. É nesse contexto que se pretende desenvolver uma relação entre a tectônica e sua importância para à morfogênese terrestre. (Christofolette, 1980)

2 FORMAS DE RELEVO E A TECTONICA DE PLACAS

O relevo terrestre constitui o conjunto das diferenças de nível da superfície terrestre que são resultantes de mudanças que podem durar milhões de anos. Este relevo é o resultado de forças geodinâmicas internas e externas, que interagem para produzir topografias distintas. Os processos endógenos envolvem todos os fenômenos magmáticos, metamórficos e tectônicos que estão ligados à tectônica de placas e à dinâmica da litosfera. Segundo definição de Lucivanio Jatobá, o relevo terrestre corresponde ao conjunto de saliências e reentrâncias observadas na superfície do planeta Formado por inúmeros processos. Esses processos podem ser provenientes do interior da terra (endógenos), englobando os movimentos tectônicos e as manifestações vulcânicas, e das forças externas à litosfera, mediante as interferências dos fenômenos climáticos, da gravidade e da cobertura vegetal. (JATOBÁ e CALDAS, 1998)

Os fenômenos tectônicos geram falhamentos e dobramentos devido à movimentação das placas. A incidência de tensões de diferentes tipos e magnitudes sobre as rochas da litosfera gera deformações e movimentos em larga escala. Quando submetidas a esforços, as rochas podem se fraturar ou dobrar, a depender do tipo de resposta que elas apresentarão às tensões.

A Teoria da Tectônica de Placas é uma das manifestações mais tangíveis da dinâmica interna da Terra e se baseia no deslocamento de placas rígidas localizadas na superfície do planeta que deslizam sobre um material plástico. Elaborada por Alfred Wegener, Esta teoria veio explicar os grandes fenômenos geológicos como os tremores de terra, os vulcões, a deformação da crosta terrestre e a formação das grandes cadeiras de montanhas. Wegener acreditava que os continentes estiveram unidos em épocas passadas e depois sofreram uma ruptura como uma conseqüência migração em direções diversas. Esse gigantesco continente foi denominado Pangeia. Uma grande parte da Pangea, formada pelo que hoje corresponde a América do sul, África, Antártida, Índia, Austrália e Madagascar, é conhecida como “Continente de Gondwana”. A teoria da tectônica de placas explica a distribuição dos terremotos, a origem das cadeias de montanhas e da topografia a do fundo oceânico, a distribuição e composição dos vulcões, e muitos outros aspectos fundamentais para o entendimento da dinâmica da Terra e da construção do seu relevo. (Christofolette, 1980)

A superfície do globo terrestre é um mosaico de placas de formas irregulares e de diferentes tamanhos. Essas placas litosféricas, também chamadas placas tectônicas, se movem entre si, de diferentes formas e velocidades e, freqüentemente, colidem umas com as outras. Nessas colisões, as margens envolvidas se enrugam em resposta ao choque, gerando as grandes cadeias de montanhas. Existem na litosfera, inúmeras placas. As principais são: africana, Sulamericana, Norte-Coreana, Nazca, Cocos, Caribe, Pacífica, Indica, Filipinas, Arábica e Helênica. Os limites entre as placas litofericas podem ser respectivamente: áreas convergentes, onde a uma placa colide com outra, representadas por sistemas de montanhas jovens; e áreas divergentes, onde s verifica uma separação das placas a partir de um eixo de uma dorsal submarina. (JATOBÁ e CALDAS, 1998).

É importante ser exaltado que, se hoje as placas se movem, isto também ocorreu ao longo da história do planeta que tem, aproximadamente, 4,5 bilhões de anos. Durante este período ocorreram inúmeros acontecimentos, dividido em eras e períodos (tempo geológico), Estas mudanças e transformações que ocorreram, e ainda ocorrem em nosso planeta, geram ciclos de criação, transformação e desgastes das rochas que constituem a litosfera no âmbito global.

3 O TECTONISMO PLASTICO E SUAS CONSEQUÊNCIAS GEOMORFOLÓGICAS

O tectonismo plástico refere-se, portanto, as deformações sofridas pelos corpos rochosos que explicam a formação de dobramentos.Uma dobra é uma deformação da crosta terrestre que se manifesta por um enrugamento ou ondulação de rochas. As dobras são formadas por pressão de uma intrusão magmática ou, como resposta de esforços tectônicos. Não apenas as rochas sedimentares. (JATOBÁ e CALDAS, 1998),

3.1 A EVOLUÇÃO DO RELEVO DOBRADO

Segundo Jatobá (1998), o relevo desenvolvido em estruturas dobradas atravessa duas fases distintas que dependem do seu estagio evolutivo e da ação dos processo erosivos, essas fases são relevo jurássico e relevo apalachiano.

  • Relevo jurássico

A fase inicial do relevo dobrado e conhecida como relevo dobrado. O relevo jurássico apresenta dobras simples que começam a ser submetidas aos processos erosivos. A tendência dos processos erosivos e arrasar extensivamente o relevo jurássico, transformando-o numa ampla superfície de erosão. Se em decorrência de novos episódios tectônicos, atuando no sentido vertical, essa superfície de erosão for soerguida, os processos erosivos reativados escavarão a topografia nas faixas de rochas mais tenras, por outro lado as rochas mais resistentes das antigas dobras emergirão, assumindo a forma de cristas dispostas paralelamente na paisagem. O relevo assim formado é conhecido como relevo apalacheano.

  • Relevo apalachiano

O relevo Apalacheano é caracterizado pelo paralelismo de cristas e vales devido ao total aplainamento da estrutura dobrada. Para compreender a evolução deste tipo de relevo devem ser consideradas duas premissas: O material dobrado e arrasado deve ser heterogêneo, para expor seqüências paralelas, representadas por camadas duras e tenras o friáveis; e A organização da drenagem, a qual é responsável pela retomada erosiva.

4 O TECTONISMO QUEBRANTÁVEL E SUAS CONSEQUÊNCIAS GEOMORFOLÓGICAS

Para Lucivanio Jatobá (1998), A expressão “tectonismo quebrantável” é utilizada para designar a ação de esforços capazes de romper a estrutura rochosa. Na categoria de relevos decorrentes de tectonismo quebrantável é inserido as falhas e os vales de fraturas.

Para a caracterização da morfologia resultante de um relevo falhado devem ser levados em consideração os diferentes tipos de falhas, as intensidades e o grau de complexidade em relação aos demais componentes estruturais. Principalmente em regiões de terrenos cristalinos, este tipo de relevo forma escarpas, criando compartimentos abaixados e soerguidos. (CHRISTOFOLETTI, 2004).

No caso de falhamento normal, relacionado à tectônica extensional, a expressão topográfica é marcada por relevo estruturado e alinhado, com vales alongados associados à formação de grabens e horsts. Quando esses grabens coincidem com o vale de um rio, recebem o nome de rift-valley (vale de afundamento), como é o caso do rio Nilo. As falhas inversas estão relacionadas à tectônica compressional. O seu traço em mapa é sinuoso. Em falhas recentes é comum a presença de escarpas de falhas. A geometria, em perfil ou em planta, é complexa. As falhas transcorrentes estão associadas aos limites de placas litosféricas, com a movimentação essencialmente horizontal entre blocos adjacentes. O mergulho do plano de falha é vertical a subvertical resultando em mapa a traços retilíneos.

5 CONCLUSÃO

Com base nos dados e teorias levantadas no transcorrer da pesquisa bibliográfica, no que diz respeito ao tema abordado, depreende-se que os fatores tectônicos assumem importância e influencia de caráter singular para a formação, configuração e modelagem da morfologia física do planeta terra em todo seu processo evolutivo.

A configuração da superfície terrestre é o resultado de situações de “equilíbrio dinâmico” ou de “desequilíbrios sustentados”, envolvendo relações cambiantes, no tempo e no espaço, entre forças endógenas e exógenas. A construção dos volumes continentais deve-se à atividade tectônica. A destruição dessas massas é objetivo permanente dos processos morfogenéticos, cujas tipologia e intensidade variam em função da mobilidade crustal e das condições bioclimáticas. (SAADI, 1991).

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

CRISTOFOLETTI, A. Geomorfologia. Edgard Blücher: São Paulo. 2 Ed,

1980.

CHRISTOFOLETTI, A. Modelagem de Sistemas Ambientais. São Paulo: Edgard Blücher, 3. ed, 2004.

JATOBÁ, L. CALDAS, R. INTRODUÇÃO A GEOMORFOLOGIA. Bagaço: Recife. 2 Ed. 1998.

SAADI, A. Ensaio sobre a morfotectônica de Minas Gerais. Belo Horizonte-MG, IGC/UFMG. Tese de Professor Titular, 1991. 300 p.

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