Breve História das Ciêncais

Breve História das Ciêncais

BREVE HISTÓRIA DAS CIÊNCIAS Mattar (2008, p. 5-29)

Para o autor Mattar (2008), quando refletimos sobre a história das ciências destacamos vários aspectos que estão relacionados com o progresso das teorias científicas; com as principais invenções técnicas; com as descobertas científicas importantes; com a história dos métodos científicos etc. Para situar historicamente alguns desses elementos, inicialmente, devemos lembrar a importância que as histórias do alfabeto e da escrita, da imprensa, da educação, da universidade e da informática trouxeram para o desenvolvimento da humanidade.

No final do século VII e o início do século VI a. C., na Grécia Antiga, são explicados importantes transições na história da humanidade como, a transição entre duas formas de explicar o mundo - a mitológica e a racional. A partir de então, os mitos e as religiões passam a ser pouco a pouco abandonados em favor da Filosofia.

O surgimento do pensamento racional, é simultâneo com o surgimento da escrita. A demonstração, por intermédio da razão e da experiência, vai aos poucos adquirindo mais valor que o poder de revelação dos mitos. A observação da realidade passa a ser mais importante que a história dos deuses. Assim sendo, segundo Mattar ( 2008), a ciência surgiu na Grécia Antiga com a Lógica e a Geometria alcançando desenvolvimento exemplar na Grécia, principalmente com Pitágoras, no século I a. C. que escreveu "Os Elementos", e serviu de base para a Geometria.

Apesar de alguns progressos, principalmente na Medicina, Matemática e Astronomia, não existia na Antiguidade uma disciplina intelectual com os mesmos métodos e as mesmas linhas de demarcação da ciência moderna. Existia as ramificações da ciência moderna como a Física, a Química, a Geologia., a Zoologia mas, todos pertenciam a filosofia natural, não existia distinções já que essas disciplinas não representavam papéis SOCIaiS ou profissões claramente definidos, todos eram considerados professores com ensinamentos que ultrapassavam as matemáticas e a filosofia natural alcançando outras questões filosóficas. Muitos médicos eram também filósofos.

Na Idade Média e Renascimento, embora muitos considerem como um período de atraso no campo da arte e da cultura, por conta do teocentrismo, as ciências se manifestaram por meio da introdução do sistema de numeração hindu-arábico, e o aperfeiçoamento do nosso atual sistema decimal, em que o zero e os números negativos ganham uma representação numeral. Na área da Medicina, surge no século XIV, na Europa Ocidental, o Hospital, como instituição dedicada ao tratamento de doenças. É importante também destacar, a invenção da imprensa, no final do Renascimento, para o desenvolvimento das ciências. Esses inventos, apesar de serem de gravuras em madeira ou cobre, colocaram instrumentos novos em favor dos cientistas que estavam com a possibilidade de copiar e multiplicar cuidadosamente desenhos e diagramas. Isso facilitou o rigor das anotações e a intercomunicação científica, assim como a difusão da tradução de textos científicos.

Mattar (2008), explica que a Revolução Comercial aliada ao desenvolvimento da

Astronomia e dos instrumentos de viagem, marcou uma era no desenvolvimento das ciências, batizada de Revolução Científica. O astrolábio, instrumento de observação astronômica, deu passagem, em 1480, para o primeiro relógio de bolso. A Medicina também se desenvolve e, em 1543, constitui os fundamentos da anatomia moderna estabelecendo a mecânica do funcionamento do coração e da circulação sanguínea. Entretanto, é a Astronomia (e a aplicação da Matemática para os fenômenos astronômicos)' que mais acentuadamente caracteriza a Revolução Científica. Nomes como os de Copérnico, Kepler, Galileu e Newton marcaram uma época decisiva na história das Ciências.

Nicolau Copérnico (1473-1543), contestando a teoria de Ptolomeu de que a

Terra era o centro do universo, com os planetas e o Sol girando em seu redor, propõe a sua teoria heliocêntrica, que inclui a idéia do movimento da Terra. Outro estudioso,

Tycho Brahe (1546-1601), realiza novas e melhores observações e conclui que as trajetórias de Ptolomeu eram apenas rudes roteiros do giro dos planetas. Kepler, abre caminho por meio de seus estudos e aceitando definitivamente a teoria heliocêntrica e a física desenvolvida por Newton. Galileu (1564-1642), é considerado o primeiro teórico do método experimental, que, segundo ele, seria dividido em: observação, análise, indução, verificação, generalização e confirmação; Com Galileu, firma-se a importância da experimentação e do raciocínio lógico-matemático na construção do conhecimento. Galileu, formula a lei da queda dos corpos: "a velocidade de um corpo que cai aumenta proporcionalmente ao tempo, e a aceleração da queda é a mesma para todos os corpos".

Galileu inventa o telescópio onde a ciência passa a explorar o que antes era inacessível aos olhos. E, Galileu é o primeiro a observar os quatro satélites principais de Saturno.

Em 1632, publica "Diálogos sobre os grandes sistemas do mundo" e, em 1633, com 70 anos de idade, é julgado e condenado pela Inquisição Romana por suas idéias, passando o resto da vida em prisão domiciliar.

Isaac Newton (1642-1727), dá seqüência à linhagem astronômica Copérnico-

Galileu-Kepler, funcionando como ponto de união entre o funcionalismo de Descartes (considerado o pai da geometria analítica) e o empirismo de Bacon (considerado o primeiro teórico moderno do método científico). Esses dois cientistas (Descartes e

Bacon) mostravam métodos antagônicos de explicar a realidade. Descartes defende a razão como princípio absoluto do conhecimento e utiliza a dúvida como ponto de partida de seu sistema filosófico, questionando a existência de tudo: "penso, logo existo". Bacon, indica as etapas para o progresso da ciência: a observação e a experimentação dos fenômenos, a formulação de hipóteses e a formulação de generalizações e leis.

No período da Revolução Científica também se destaca o progresso do cálculo.

Em 1677, o microscópio é aperfeiçoado, realizando uma série de observações importantes, como os protozoários, espermatozóides e bactérias. Na área da Botânica, se inicia um sistema de classificação das plantas por espécies e famílias no qual até hoje os botânicos se baseiam.

Com a Revolução Industrial, marcada pela criação e pelo uso da energia a ciência e a produção passam a se influenciar mutuamente. Os problemas técnicos da indústria passam a gerar constantes desafios às ciências, ao mesmo tempo que a indústria torna-se dependente dos progressos científicos. A partir de então o mundo passa a assistir uma seqüência inumerável de descobertas e invenções, à associação entre ciência e tecnologia e ao uso cada vez mais prático do conhecimento científico. O vapor é uma das marcas da Revolução Industrial. No início do séc. XVIII aparece a primeira máquina a vapor influenciando o desenvolvimento da indústria têxtil. A medicina mais uma vez se desenvolve numa era preventiva, com a introdução da técnica de vacinação.

O Século XIX, apresenta, sem dúvida, uma série de invenções importantes. Em 1821 se inventa o motor elétrico; em 1860, se inventa o motor a gasolina; em 1866 se inventa a dinamite. Nas comunicações, também o progresso é considerável. Em 1835, se constrói o primeiro telégrafo elétrico. Em 1876 Graham Bell e Thomas Watson inventam o telefone. Um ano depois, Thomas Édson, patenteia o fonógrafo e, em 1891, inventa a lâmpada elétrica (similar a lâmpada que usamos atualmente). No Século XIX, a característica que o distingue dos precedentes é o fato de todas as disciplinas científicas modernas já estarem estruturadas, com métodos próprios e distintos. Assim, as ciências avançam, principalmente, a partir das pesquisas e descobertas em ramos específicos do conhecimento. Um desses ramos é matemática com a geometria e álgebra. A Física também alcança um progresso impressionante. Em 1800, se descobre os raios infravermelhos. A Química apresenta a existência de moléculas como agrupamento de átomos e a classificação dos elementos químicos na tabela periódica.

No Século X, o primeiro foguete é lançado à Lua. A corrida espacial marca a segunda metade do Século. Em 1957, a União Soviética coloca em órbita o primeiro satélite produzido pelo homem, o Sputnik I. O desenvolvimento da genética, é um dos acontecimentos científicos mais importantes dos últimos anos. Em 1953 se desenvolve a estrutura do DNA e um dos projetos científicos mais audaciosos do final do Século, foi o Projeto Genbma Humano, cujo objetivo é identificar e mapear os cem mil genes do DNA (áxido desoxirribonucléico).

Assim sendo, Mattar (2008), baseado em outros estudiosos afirma que três ciências revolucionarão o Século XXI: microeletrônica, microbiologia e energia nuclear. A microeletrônica deve estar associada à Informática e às Ciências da Computação( incluindo o desenvolvimento de softwares, robótica e outros); a microbiologia deve englobar os progressos no campo da engenharia genética e da química; e a energia nuclear pode ser mais definida como física e química atômica (s).

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