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- Corrosão filiforme;

- Corrosão por esfoliação;

- Corrosão grafítica;

- Corrosão por dezincificação;

- Corrosão por empolamento pelo hidrogênio;

- Corrosão em torno de cordão de solda.

Apostila de corrosão 13

A figura 6 apresenta, de forma esquemática, algumas dessas formas de corrosão.

Figura 6. Representação esquemática de algumas formas de corrosão.

A corrosão uniforme se processo em toda a extensão da superfície, ocorrendo perda uniforme de espessura, como mostra a figura 7. É chamada, também, de corrosão generalizada, em alguns casos. Porém, o termo corrosão generalizada deve ser usado com cuidado, pois podemos ter também corrosão por pite ou alveolar generalizada.

Figura 7. Corrosão uniforme na área de contato entre tubo de latão e material nãometálico (corrosão por aeração diferencial na área de contato, devido à presença de fresta).

A corrosão por placas se localiza em regiões de superfície metálica e não em toda sua extensão, como pode ser visto na figura 8.

Apostila de corrosão 14

Figura 8. Corrosão por placas em uma chapa de aço carbono do costado de um tanque.

A corrosão alveolar se processa na superfície metálica produzindo sulcos ou escavações semelhantes a alvéolos. Apresenta fundo arredondado e profundidade geralmente menor que o seu diâmetro. Afigura 9 mostra exemplos da corrosão alveolar.

Figura 9.a. Corrosão alveolar em um tubo de aço carbono. Figura 9.b. Corrosão alveolar generalizada em um tubo de aço carbono.

Apostila de corrosão 15

A corrosão puntiforme ou por pite se processa em pontos ou pequenas áreas localizadas na superfície metálica, produzindo pites, que são cavidades que apresentam o fundo em forma angulosa e profundidade, geralmente, maior que o seu diâmetro, como mostra a figura 10. A figura 1 mostra diferentes formas com que a corrosão por pite pode se apresentar, segundo a ASTM (Americam Stamdart of Testing Materials).

Figura 10 . Corrosão por pite em um tubo de aço inoxidável AISI 304.

Figura 1. Várias formas de pite, segundo a ASTM.

A corrosão intergranular ocorre entre os grãos da rede cristalina do material metálico, como mostra a figura 12, o qual perde suas propriedades mecânicas e pode fraturar quando solicitado por esforços mecânicos, tendo-se então a corrosão sob tensão fraturante, figura 13.

Figura 12. Corrosão integranular ou intercristalina

Apostila de corrosão 16

Figura 13. Corrosão sob tensão fraturante em tubo de aço inoxidável AISI 304.

A corrosão intragranular se processa nos grãos da rede cristalina do material metálico, como pode ser visto na figura 14.a. O material perde suas propriedades mecânicas e pode fraturar à menor solicitação mecânica, ocorrendo a corrosão por tensão fraturante, figura 14.b.

Figura 14.a. Corrosão intergranular ou transcristalina em aço inoxidável submetido à ação de cloretos e temperatura.

Figura 14.b. Corrosão sob tensão fraturante em palheta de agitador de aço inoxidável.

Apostila de corrosão 17

A corrosão filiforme se processa sob a forma de finos filamentos, mas não profundos, que propagam em diferentes direções e que não se ultrapassam. Admite-se que isso não ocorre porque o produto de corrosão possui carga positiva, ocorrendo repulsão. Geralmente ocorre em superfície metálicas revestidas com tintas ou com metais, ocasionando o deslocamento do revestimento. Tem sido observada mais frequentemente quando a umidade relativa do ar é maior que 85% e em revestimentos impermeáveis à penetração de oxigênio e água ou apresentando falhas, como riscos ou em regiões de arestas.

A corrosão por esfoliação ocorre de forma paralela à superfície metálica. Aparece em chapas ou componentes extrudados que tiveram seus grãos alongados e achatados, criando condições para que inclusões ou segregações, presentes no material, sejam transformadas, devido ao trabalho mecânico, em plaquetas alongadas. O produto de corrosão é volumoso e ocasiona a separação das camadas contidas entre as regiões que sofreram a ação corrosiva. Essa forma de corrosão tem sido frequentemente observada em ligas de alumínio 2.0 (Al, Cu, Mg), 5.0 (Al, Mg) e 7.0 (Al, Zn, Cu, Mg). A figura 15 mostra um exemplo da ocorrência deste tipo de corrosão.

Figura 15. Corrosão por esfoliação em liga de alumínio.

A corrosão grafítica se processa no ferro fundido cinzento em temperatura ambiente. O ferro metálico é convertido em produtos de corrosão, restando a grafite intacta. A área corroída fica com um aspecto escuro, característico da grafite, como pode ser visto na figura 16.

Figura 16.a. Corrosão grafítica do ferro fundido (observe o aspecto escuro da área corroída).

Apostila de corrosão 18

Figura 16.b. Corrosão grafítica em ferro fundido cinzento (veja parte escura da figura).

A corrosão por dezincificação ocorre em ligas de cobre-zinco (latões), surgindo uma região avermelhada, em contraste com a cor amarelada típica desses materiais. Ocorre a corrosão preferencial do zinco, restando o cobre com suas características e cor avermelhada. Vide figuras 17.

A dezincificação e a corrosão grafítica são exemplos de corrosão seletiva, ocorrendo a corrosão preferencial do zinco e do ferro, respectivamente.

Figura 17.a. Trecho de tubos de latão (70/30) com dezincificação: as áreas mais escuras são as dezincificadas.

Apostila de corrosão 19

Figura 17.b. Parte interna da válvula de latão apresentando corrosão por dezincificação: área com coloração avermelhada e destruição da parte rosqueável.

O empolamento pelo hidrogênio ocorre quando o hidrogênio atômico penetra no material metálico. Como possui pequeno volume atômico, difunde-se facilmente para regiões onde existem descontinuidades, como inclusões ou vazios. Nesses lugares, transforma-se em hidrogênio molecular (H2), exercendo pressão e originando a formação de bolhas, como pode ser visto na figura 18.

Figura 18.a. Tubo de aço carbono com empolamento pelo hidrogênio ocasionado por H2S em água.

Apostila de corrosão 20

A corrosão em torno do cordão de solda, como mostra a figura 19, ocorre em aços inoxidáveis não-estabilizados ou com teores de carbono superiores a 0,03%. A corrosão segue o mecanismo intergranular.

Figura 19.a. Corrosão em componentes tubulares nas proximidades da solda.

Figura 19.b. Corrosão em componentes tubulares com perfuração localizada na parte inferior do cordão de solda.

Apostila de corrosão 21

Uma das formas de corrosão é a destruição eletroquímica de materiais metálicos por reação com o meio ambiente. Temos então, uma interação de eletricidade e de reação química que ocasiona ou é ocasionada por m fluxo de elétrons.

Para um corrente de elétrons escoar é necessário um circuito elétrico completo, sendo ele, em um sistema de corrosão, constituído de quatro componentes:

Anodo - eletrodo em que há oxidação (corrosão) e onde a corrente, na forma de íons metálicos positivos, entra no eletrólito;

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