Projeto de Pesquisa Cientifica

Projeto de Pesquisa Cientifica

Tema: Relações das grandes e pequenas empresas com o lucro.

Universidade estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”

Autor: Abner Katagiri.

Orientador: Prof. Dr. Daniel Bertoli Gonçalves

Novembro de 2009.

Sumario

Página

  1. Sumario 2

  2. Introdução 3

  3. Referencial Teórico 4

  4. Metodologia 6

  5. Cronograma 7

  6. Referencias bibliográficas 8

Introdução

A escolha do tema foi baseada em quesitos de fácil compreensão, como fácil acesso da comunidade, grande inserção dentre a comunidade, alto nível de influencia na vida de todos que participam de uma vida coletiva nos tempos atuais. Com uma pesquisa desse porte poderíamos entender, e com certeza melhorar o sistema econômico que rege a sociedade, especialmente no Brasil.

Dentro de estudos econômico-científicos são comuns estudos desse porte pois a economia é uma ciência muito complicada, mas que inclui em seus processos todos os participantes de uma mesma coletividade, isso a torna especialmente importante.

Socialmente essa pesquisa nos leva um patamar onde praticamente tudo depende do dinheiro, e a vida não existe sem “compras”, logo este tema afeta direta e profundamente toda a sociedade.

O comercio, segundo Peter Watson, foi desenvolvendo desde cerca de 150.000 anos e foi consolidado com a invenção da moeda, por volta do sec. VII a.C., com essas invenções surgiram também alguns conceitos e práticas dentro desse contexto, o lucro é um deles, no momento em que eram cunhadas as primeiras moedas o lucro era a grande motivação disso. Hoje pode se dizer que a procura pelo lucro é a grande motivação das pessoas, tudo o que fazem só o fazem se forem obter lucro.

Dentro do entrecho de empresas, existem algumas questões, como: “porque pequenas empresas não podem competir com as grandes”. Minha principal hipótese é de que são gananciosas.

Objetivos:

  1. Pesquisar uma base para os lucros das grandes e pequenas empresas;

  2. Elaborar e aplicar um questionário;

  3. Entrevistar um gerente de uma grande empresa;

  4. Entrevistar um dono de um pequeno negocio;

  5. Analisar em literaturas assuntos relativos à economia de mercado;

  6. Comparar os dados obtidos;

  7. Traçar as conclusões.

Referencial teórico

“Pode se afirmar que a economia como corpo teórico de estudo comecou quando Adam Smith lançou o livro “An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations” (1776; Uma investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações), logicamente a economia já existia muito antes disso, com o comercio e a política, mas foi a partir desse momento que os grandes cientistas passaram a ver de forma diferente o estudo da economia ”[1]. Após lançar esse livro Adam deu lugar para que fosse criada a “Escola de Economia Política Inglesa”, Em 1817, a obra de David Ricardo Principles of Political Economy and Taxation (Princípios de economia política e tributação) comentou criticamente a Riqueza das nações em uma nova perspectiva: a economia política. Na década de 1870, surgiu a denominada revolução marginalista, desenvolvida pelo inglês William Stanley Jevons, o austríaco Anton Menger e o francês Léon Walras. Sua grande contribuição consistiu em substituir a teoria do valor do trabalho pela teoria do valor baseado na utilidade marginal, ou seja, o valor de determinado produto decresce a mediada em que deixa de ser “precisado”, podendo assumir até mesmo um valor negativo. Nas três ultimas décadas do século XIX, os teóricos marginalistas foram se afastando e com isso deram lugar a três novas escolas, uma baseava-se na utilidade ainda, outra tentava conciliar a “nova economia” com a clássica, e a ultima se baseava em termos matemáticos. “Quando Marshal publicou seu livro Principles of Economics (1890; Princípios de economia) começou então uma reaproximação das três escolas e no “crash” de wall street já havia surgido a teoria neoclássica econômica, liderada por Marshal e Walras”[2]. Todos esses teóricos procuravam entender e até prever a economia, muitos deles criticavam as coroas por sacrificar outros em beneficio de sua economia. Sob essa mesma ótica observamos as atuais Grandes empresas, sacrificam os empregados, os fornecedores, e clientes, tudo para conseguir mais lucro. Temos um exemplo Claro de que o grande sobrepõe o pequeno, dentro dos próprios setores da economia: “É claro que esta continua expansão do Setor de Mercado Externo teria que repercutir sobre o Setor de Subsistencia” [3]. Existem na historia muitos relatos sobre “dumping’s” (Dumping é uma prática comercial, geralmente desleal e injusta, que consiste em uma ou mais empresas venderem seus produtos por preços extraordinariamente abaixo de seu valor justo, visando prejudicar e eliminar os fabricantes de produtos similares concorrentes, passando então a dominar o mercado e impondo preços altos) dentro do Brasil, temos alguns exemplos, um deles ocorreu quando a empresa Gillette no ano de 1991 dava como brinde uma caneta Parker (ou uma calculadora, ou ainda dois barbeadores pelo preço de um) para quem comprasse o barbeador Gillette (modelo GII), isso fez com algumas pequenas empresas que fabricavam barbeadores fechassem, já que a caneta (e também os brindes) era mais cara que o barbeador, logo todos compravam Gillette, com o encerramento das atividades das pequenas empresas, a Gillette passou a quase monopolizar o mercado. Práticas como essa hoje são combatidas e consideradas crimes. Fato comprovado é que uma grande empresa possui muito mais espaço dentro da economia que as pequenas, não só se falando em volume de capital, mas também em oportunidade e incentivo, quando uma pequena empresa necessita de um financiamento, passa por uma imensa burocracia, sem contar com a falta de respeito que muitas delas sofrem para conseguir se legalizar, muitas vezes, na maioria, apelam para métodos ilegais, com funcionários corruptos. Talvez tudo isso seja resultado de nosso sistema econômico, capitalismo, que é basicamente a economia política de mercado, que está firmada nos pilares do neoliberalismo. Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), dentre 3,6 milhões de empresas brasileiras existentes em 1998, 98,8% eram micro e pequenas empresas. Ou seja, as unidades de menor porte representam a imensa maioria das empresas brasileiras. Realidade que se verifica não apenas para o conjunto da economia, como em todos os setores de atividade. “Mas contudo, as grandes empresas são responsáveis por 72,4% da renda de salários e de outras remunerações geradas em 1998. As micro e pequenas empresas, embora detenham 98,8% do número de estabelecimentos e 43,8% do pessoal ocupado, respondem por apenas 17,4% dessa renda” [3]. Ou seja aproximadamente 1,02% das firmas registradas no Brasil controlam a nossa economia, e usando desse argumento controlam a maquina do poder publico, fazendo com a economia local se volte a seus pés, mesmo sendo algo talvez inesperado, ocorre a mesma coisa com essa grandes empresas no âmbito mundial, uma vez que existem empresas multinacionais muito maiores e que controlam, da mesma forma, a economia.

“Ao contrário, o que se constata é que grandes empresas manipulam a opinião pública, abastecidas por polpudas verbas de publicidade, fazendo de conta que também estão preocupadas com meio ambiente” [4].

Mas o que leva tais empresas a fazer o que fazem, é sem duvida a ganância, andando sobre o neoliberalismo apenas seguindo a rota da economia de mercado.

Metodologia

Através de pesquisas de mercado, consulta de preços (valores e taxas), relativos a produtos comercializados tanto por grandes como por pequenas empresas. Dessa forma poderei traçar gráficos contendo: custo efetivo para grandes empresas x custo efetivo para pequenas empresas, custo efetivo para clientes de grandes empresas x custo efetivo para clientes de pequenas empresas, base de lucro em grandes empresas x base lucro em pequenas empresas.

Fazendo também entrevistas com um gerente de uma grande empresa e com um dono de um pequeno negocio, as perguntas ainda não foram elaboradas mas abordarão as principais questões relativas ao “relacionamento” entre as grandes e pequenas empresas, e ainda abordando questões que envolverão o crescimento de tais empresas.

Utilizando-me do questionário, saberei o quão por dentro desse assunto as pessoas estão, e também saber de novas opiniões a respeito, o questionário ainda não foi elaborado, pessoas serão selecionadas de modo aleatório.

Traçando os gráficos e baseando-se nos resultados da pesquisa e do questionário, poderei concluir se as empresas são mesmo gananciosas ou apenas seguem o fluxo-tendência do mercado.

O método será hipotético-dedutivo já que através da tentativa de comprovação da hipótese chegarei ao resultado.

Cronograma

Atividades\período

Outubro

Novembro

Dezembro

Janeiro

Fevereiro

Estudo bibliográfico

X

X

Elaboração das questões

X

X

Coleta de Textos

X

Entrevista e Questionário

X

Estudo do Material

X

X

Estudo da Hipótese

X

X

Analise e Revisão

X

Redação da Monografia

X

X

Defesa da Monografia

X

Referencias bibliográficas

[1] Autor não identificado. Aprendizado Historia da Economia. In: Bastter.com, o seu melhor amigo do investidor. São Paulo, 04 de jan. de 2004. Disponível em: <http://www.bastter.com.br/BR/MERCADO/Aprendizado/Economia/Historia_da_Economia.aspx>

Acessado em 30 de novembro de 2009.

[2] Autor não identificado. Aprendizado Historia da Economia. In: Bastter.com, o seu melhor amigo do investidor. Local de publicação desconhecido, 04 de jan. de 2004. Disponível em: <http://www.bastter.com.br/BR/MERCADO/Aprendizado/Economia/Historia_da_Economia.aspx>

Acessado em 30 de outubro de 2009.

[3] SINGER, Paul. Economia política da Urbanização. 6 ed. São Paulo: Editora brasiliense soc an. 1993. P. 101.

[4] AMARO, Meiriane Nunes; PAIVA, Silvia Maria Caldeira. Situação das micro e pequenas empresas. 02 de abril de 2002. Disponível em:

<http://www.senado.gov.br/conleg/artigos/economicas/SituacaodasMicro.pdf>

Acessado em: 02 de novembro de 2009.

[5]MENDONÇA, Maria Luisa. O monocultivo da cana causa morte e destruição. In: Brasil de Fato - Especial Agrocombustíveis. Disponível em:

< http://www.cptpe.org.br/modules.php?name=News&file=article&sid=1022>

Acessado em 29 de outubro de 2009.

CANO, Wilson. A economia de Mercado. In: _______. Introdução à economia. 2. Ed. São Paulo: Editora UNESP, 2007. P. 17-40.

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