saude da Mulher

saude da Mulher

(Parte 3 de 4)

· Em caso de febre alta, calafrios e vermelhidão nas mamas pode ser início de mastite (inflamação que ocorre pelo acúmulo de leite). Procure orientação médica ou de um Banco de leite.

Apesar das muitas vantagens, há situações que para o bem do bebê, é fundamental não amamentar.

QUANDO NÃO AMAMENTAR ?

· Se a mãe for Aidética (infectada pelo HIV);

· Se a mãe estiver fazendo uso de medicação anticancerígena, antitireoideanas e substâncias radioativas.

5. CÂNCER DE MAMA

O câncer de mama lidera o índice de mortalidade no Brasil, só ficando atrás dos acidentes automobilísticos, atropelamentos e assassinatos. A cada ano morrem de câncer no Brasil dez mil mulheres e a faixa etária está acima dos 35 anos.

Uma das maiores causas da morte por câncer de mama é a detecção tardia e a metástese (transmissão de células cancerosas para um órgão próximo). Sessenta por cento dos casos são identificados em estágios avançados (tumores com mais de 5 cm de diâmetro). Aí a mastectomia (retirada de um dos seios) é inevitável. Em tumores iniciais (menos de 2 cm) pode ser feita uma cirurgia chamada quadrantectomia sem retirada do seio.

Depois da cirurgia é preciso esperar 10 anos. Se durante este período a mulher não apresentar nenhum tipo de câncer, será considerada curada. A tendência é de pelo menos 10% das vítimas apresentarem novamente o problema. Uma das explicações é a metástese da doença que pode começar um ou dois antes da manifestação do tumor, disseminar-se pelo sangue e órgãos vitais e levar à morte.

Somente o médico é que poderá realmente dizer se as alterações eventualmente notadas são nódulos malignos ou benignos, se haverá seqüelas de cirurgias, mastites ou displasias (modificações nos dutos e lobos glandulares) mamarias. Uma secreção espontânea no mamilo e a retração da pele também podem indicar a presença de tumores.

A melhor prevenção é o Auto-exame.

Para se obter um diagnóstico precoce é preciso fazer, periodicamente, um auto-exame dez dias após a menstruação. O ideal é realizá-lo mensalmente depois dos 20 anos de idade. Depois de completar 35 anos as mulheres devem intensificar os cuidados com visitas periódicas a um ginecologista ou um mastologista. O exame preventivo feito pelo especialista, pode detectar nódulos com até 1 cm de diâmetro, além de mudanças na textura da pele, coloração e saída de secreções.

Existe um exame mais preciso na detecção do câncer de mama que é a mamografia (é uma radiografia feita dos seios capaz de identificar tumores dois anos antes de ser palpável, por meio da presença de microcalcificação ou nódulos pequenos) e deve ser feito anualmente ou pelo menos de dois em dois anos. Os médicos recomendam a mamografia entre os 35 e 40 anos. Nos casos de câncer de mama na família é recomendado a mamografia após os 20 anos de idade, para se ter um controle maior da paciente.

O apoio psicológico após a cirurgia é fundamental, principalmente por parte dos familiares. O relacionamento conjugal e a volta ao trabalho são fases mais difíceis no processo de reintegração ao dia-a-dia. Normalmente a mulher fica com vergonha do próprio corpo e alguns maridos, sem conhecimento, as rejeitam por medo de uma contaminação que não existe.

Dependendo da extensão da mastectomia a mulher pode ficar com o movimento dos braço afetado. Tarefas como carregar peso, operar máquinas, estender roupa no varal se tornam muito difíceis ou até impossível. No campo profissional, às vezes, é necessário mudar de função. Por isso, a presença de assistentes sociais e psicólogos no tratamento pós-operatório é fundamental.

AUTO EXAME DAS MAMAS

1-O QUE É O AUTO-EXAME ? É o exame das mamas efetuado pela própria mulher. É conhecendo suas mamas que você pode verificar qualquer alteração. 

2-QUANDO FAZER? 

Faça o auto-exame uma vez por mês.  A melhor época é logo após a menstruação. Para as mulheres que não menstruam mais, o auto-exame deve ser feito num mesmo dia de cada mês, como por exemplo todo dia 15. 

3-O QUE PROCURAR? 

Diante do espelho:

Deformações ou alterações no formato das mamas,  Abaulamentos ou retrações, Ferida ao redor do mamilo .

No banho ou deitada: 

Caroços nas mamas ou axilas, Secreções pelos mamilos 

4-COMO EXAMINAR SUAS MAMAS? 

Diante do espelho:

Eleve e abaixe os braços.Observe se há alguma anormalidade na pele, alterações no formato, abaulamentos ou retrações.

Durante o banho:

Com a pele molhada ou ensaboada,eleve o braço direito e deslize osdedos da mão esquerda suavementesobre a mama direita estendendo atéa axila.Faça o mesmo na mama esquerda.

Deitada:

Coloque um travesseiro debaixo do lado esquerdo do corpo e a mãoesquerda sob a cabeça. Com os dedos da mão direita, apalpe a parteinterna da mama. Inverta a posição para o lado direito e apalpe damesma forma a mama direita.

Com o braço esquerdo posicionado ao lado do corpo, apalpe a parteexterna da mama esquerda com os dedos da mão direita. 

6. MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

Os métodos contraceptivos, ou anticoncepcionais, previnem a fertilização ou a implantação do ovo, dada pelo encontro do espermatozóide masculino com o óvulo maduro na trompa uterina, e tem por objetivo evitar a gravidez.

As estruturas e funções do aparelho reprodutor feminino são reguladas pelos hormônios sexuais, estrógeno e progesterona. Estes hormônios são produzidos pelos ovários. Nos ovários são econtrados os folículos, os quais contém os óvulos. A menina já nasce com milhões de folículos (cerca de 2 milhões), mas a maioria degenera, e na época da puberdade restam ainda em torno de 300.000 folículos. Os folículos liberam aproximadamente 450 óvulos durante a fase reprodutiva da mulher, um em cada ciclo menstrual. Os folículos restantes, com seus óvulos, degeneram ao longo dos anos. Quando não ocorre a fecundação, o óvulo é eliminado durante a menstruação, ao final do ciclo.

Os métodos contraceptivos se dividem de acordo com o mecanismo de atuação:

Prevenindo a penetração dos espermatozóides no útero (são os chamados "métodos de barreira", por exemplo: camisinha masculina e feminina, diafragma, ou os métodos espermicidas, que matam os espermatozóides;

Impedindo a ovulação (são os métodos hormonais, ou anovulatórios, como os anticoncepcionais orais, ou pílula, e os injetáveis ou subcutâneos, ou o DIU com hormônio, ou Mirena). A última novidade é a "pílula do dia seguinte", ou contracepção de emergência;

Métodos cirúrgicos ou esterilização: impedem a entrada do óvulo no útero (ligadura das trompas) ou a chegada do espermatozóide ao esperma (vasectomia)

Impedindo a fertilização do óvulo pelos espermatozóides (ex.: métodos comportamentais, como a tabelinha e os métodos de determinação da ovulação por temperatura ou muco cervical)

Evitando a implantação do ovo no útero, ou métodos endoceptivos (ex.: DIU - dispositivo intra-uterino)

Neste artigo você saberá mais sobre cada método anticoncepcional usado atualmente.

7. CÃNCER DO COLO DO ÚTERO

No Brasil, estima-se que o câncer do colo do útero seja o terceiro mais comum na população feminina, sendo superado pelo câncer de pele não melanoma e pelo de mama. Este tipo de câncer representa 10% de todos os tumores malignos em mulheres. É uma doença que pode ser prevenida, estando diretamente vinculada ao grau de subdesenvolvimento do país.

De acordo com dados absolutos sobre a incidência e mortalidade por câncer do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo do útero foi responsável pela morte de 3.879 mulheres no Brasil em 1999. Para 2002, as Estimativas sobre Incidência e Mortalidade por Câncer prevêem 4.005 novos óbitos.

Fatores de Risco

Vários são os fatores de risco identificados para o câncer do colo do útero. Os fatores sociais, ambientais e os hábitos de vida, tais como baixas condições sócio-econômicas, atividade sexual antes dos 18 anos de idade, pluralidade de parceiros sexuais, vício de fumar (diretamente relacionado à quantidade de cigarros fumados), parcos hábitos de higiene e o uso prolongado de contraceptivos orais são os principais.

Estudos recentes mostram ainda que o vírus do papiloma humano (HPV) e o Herpesvírus Tipo II (HSV) têm papel importante no desenvolvimento da displasia das células cervicais e na sua transformação em células cancerosas. O vírus do papiloma humano (HPV) está presente em 99% dos casos de câncer do colo do útero.

Prevenção

Apesar do conhecimento cada vez maior nesta área, a abordagem mais efetiva para o controle do câncer do colo do útero continua sendo o rastreamento através do exame preventivo. É fundamental que os serviços de saúde orientem sobre o que é e qual a importância do exame preventivo, pois a sua realização periódica permite reduzir em 70% a mortalidade por câncer do colo do útero na população de risco. O Instituto Nacional de Câncer tem realizado diversas campanhas educativas para incentivar o exame preventivo tanto voltadas para a população quanto para os profissionais da saúde.

Exame Preventivo

O exame preventivo do câncer do colo do útero - conhecido popularmente como exame de Papanicolaou - é indolor, barato e eficaz, podendo ser realizado por qualquer profissional da saúde treinado adequadamente, em qualquer local do país, sem a necessidade de uma infra-estrutura sofisticada. Ele consiste na coleta de material para exame na parte externa (ectocérvice) e interna (endocérvice) do colo do útero. O material coletado é afixado em lâmina de vidro, corado pelo método de Papanicolaou e, então examinado ao microscópio.

Para a coleta do material introduz-se um espéculo vaginal e procede-se à escamação ou esfoliação da superfície externa e interna do colo através de uma espátula de madeira e de uma escovinha endocervical. A coleta endocervical nas gestantes pode ser realizada, mas deve ser evitada.

A fim de garantir a eficácia dos resultados, a mulher deve evitar relações sexuais, uso de duchas ou medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nos dois dias anteriores ao exame e não submeter-se ao exame durante o período menstrual.

Quando Fazer o Preventivo?

Toda a mulher que têm ou já teve atividade sexual deve submeter-se a exame preventivo periódico, especialmente dos 25 aos 59 anos de idade. Inicialmente o exame deve ser feito a cada ano. Se dois exames anuais seguidos apresentarem resultado negativo para displasia ou neoplasia, o exame pode passar a ser feito a cada três anos.

O exame também deve ser feito nas seguintes eventualidades: período menstrual prolongado, além do habitual, sangramentos vaginais entre dois períodos menstruais, ou após relações sexuais ou lavagens vaginais.

O exame deve ser feito dez ou vinte dias após a menstruação, pois a presença de sangue pode alterar o resultado. Mulheres grávidas também podem realizar o exame. Neste caso, são coletadas amostras do fundo-de-saco vagina posterior e da ectocérvice, mas não da endocérvice, para não estimular contrações uterinas.

Sintomas

Quando não se faz prevenção e o câncer do cólo do útero não é diagnosticado em fase inicial, ele progredirá, ocasionando sintomas. Os principais sintomas do câncer do colo do útero já localmente invasivo são o sangramento no início ou no fim da relação sexual e a ocorrência de dor durante a relação.

Tratamento

Só um profissional de saúde pode avaliar adequadamente cada caso e fazer a indicação de um tratamento adequado.

Fazer o tratamento é:

- só tomar remédio ou passar pomadas e cremes que forem indicados pelo serviço de saúde;

- tomar a quantidade indicada e nas horas certas, até o final do tratamento. Não pare de tomar os remédios e/ou de colocar as pomadas antes do tempo indicado, mesmo que os sintomas desapareçam. A doença pode ficar "escondida";

- retornar ao serviço de saúde sempre que for marcado;

- manter seu exame preventivo em dia.

8. GRAVIDEZ

A gravidez é um período muito especial na vida da mulher. Nesse período ocorre o desenvolvimento do embrião dentro do organismo feminino. Esse processo normalmente dura 39 semanas, contadas após o último ciclo menstrual. Para que a gravidez ocorra, é necessário que o óvulo seja fecundado por um espermatozóide e que estes sejam identificados pelo organismo materno.

Cuidados Antes de Engravidar

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