apostila clp

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COTIP Colégio Técnico Industrial de Piracicaba

APOSTILA C.L.P. – LOGO! Prof. Anderson Rodrigo Rossi

Piracicaba, 1 de fevereiro de 2008.

C.L.P. – CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL - 3º SEMESTRE

2 SUMÁRIO

1 – Introdução e História do P.L.C3
2 – Tipos de Programação7
3 – Arquitetura de CLPs13
4 – C.P.U., Cartões I/O, Fonte e Racks21
5 – Funcionamento e Utilização do Micro C.L.P. LOGO!35
6 – Blocos do LOGO! (LOGO! SOFT COMFORT)5
7 –Programas Básicos (Exercícios)72
8 – Programas complexos (Exercícios)78
9 – Desenvolvimento de Projetos82

OBS.: Este curso será baseado em CLP – LOGO!-SIEMENS.

C.L.P. – CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL - 3º SEMESTRE

1 – Introdução e História do P.L.C.

C.L.P. - Controlador Lógico Programável definido primeiramente nos E.U.A. como P.L.C. – Programmable Logic Controller, são equipamentos responsáveis por aplicações comerciais e industriais.

O primeiro CLP foi desenvolvido no final de 1960. Foi desenvolvido para atender a flexibilidade das indústrias, no caso a automobilística onde a linha de montagem é dinâmica em relação ao modelo do carro a ser produzido. Foi então que a Bedford Associates ofereceu a General Motors uma solução. Tratava-se de um dispositivo que poderia funcionar em várias operações distintas e facilmente programáveis. Esse equipamento era o Modular Digital Controller (MODICON), sendo o MODICON 084 o primeiro modelo comercial, apresentado na Figura 1.1.

Figura 1.1 – MODICON 084 – primeiro modelo comercial de CLP.

Já em 1970, o CLP era equipado com uma CPU, com processador AMD 2901.

Em 1973 surgiu a primeira comunicação entre CLPs – Mod bus. Em 1980, surge a primeira comunicação Standard – MAP (Manufacturing

Automation Protocol).

Em 1990 chega a norma IEC 1131-3 que leva todas as linguagens a um padrão internacional.

Hoje, dentro da nova IEC 61131-3, podemos programar o CLP de quatro modos: diagrama de blocos, lista de instruções, ladder e texto estruturado.

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Um CLP monitora entradas, toma decisões baseado em uma programação, e controla saídas para automatizar um processo ou máquina. A Figura 1.2 apresenta a integração do equipamento com as entradas e saídas.

Figura 1.2 – Integração de PLC com entradas e saídas.

O que são entradas? São dispositivos que introduzem informações ao CLP, tais dispositivos são como: -Chaves;

-Botões;

-Sensores;

-Encoders;

-Termopares;

O que são saídas? São dispositivos que recebem uma informação do CLP para executar uma determinada ação, tais dispositivos são como: -Motores;

-Bombas;

-Cilindros;

-Resistências.

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Vantagens do CLP: - Economia na mudança de função (facilidade de programação);

- Alta confiabilidade;

- Aumento da vida útil do controlador;

- Menor manutenção preventiva e corretiva;

- Envio de dados para processamentos centralizados;

- Expansão em módulos;

- Redução de dimensão em relação a painéis de Relês, para redução de custos.

O funcionamento de um CLP corresponde a três etapas distintas, as quais são: entradas, processamento e saídas. Essas etapas são ilustradas na Figura 1.3.

Figura 1.3 - Estrutura básica de funcionamento de um CLP.

O hardware de um CLP é formado por 3 unidades distintas, as quais são: fonte de alimentação, CPU (Unidade Central de Processamento) e interfaces de entrada e saídas ou I/O, a Figura 1.4 apresenta as unidades em um modelo de micro CLP.

Figura 1.4 – Unidades de hardware em um micro PLC (LOGO! – Siemens).

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1 – Defina CLP. 2 – Quando foi construído e qual o nome do primeiro CLP? 3 – O que são entradas em um CLP? Dê alguns exemplos (mínimo 3). 4 – O que são saídas em um CLP? Dê alguns exemplos (mínimo 3). 5 – Quais são as principais vantagens do PLC? 6 – Quais são as etapas de funcionamento de um PLC? 7 – Do que é formado ,basicamente, o hardware de um CLP? 8 – O que são módulos em um CLP? 9 – Quais são os modos de programação de PLC (dentro da IEC 61131-3)? 10 – Cite alguns fabricantes de CLP que você conhece.

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2 – Tipos de Programação

O que é linguagem de programação? Uma linguagem de programação é um meio de indicar a um sistema de execução de tarefas uma série de operações a serem executadas. Uma linguagem de programação é, sobretudo, um meio de exprimirmos idéias acerca de metodologias.

Até início de 1990 não existiam técnicas de programação padrão para CLP.

Os sistemas utilizados eram baseados em textos estruturados em linguagens como Basic, Fortran, C e várias outras linguagens. A não padronização de linguagem tinha desvantagens como desperdício de tempo, alto custo em treinamento e falta de integração de sistemas.

O International Electro-technical Commission (IEC) iniciou trabalhos para padronizar a programação de PLC e atualmente lança mão da IEC 61131-3.

Suas vantagens são: - Flexibilidade de programação, através de 3 modos gráficos e dois textos estruturados. O programador pode escolher qual é a melhor linguagem segundo o processo, e até utilizar várias linguagens em um mesmo processo mantendo a integração; - Permite que o programa seja “quebrado” em elementos funcionais;

- Reduz erros, principalmente aos relacionados com a digitação;

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