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USINAGEM

Índice

Índice 1

1 Ferramentas de corte 1

2.1 Classificação 4

2.2 Exemplos de ferramentas de corte utilizadas em tornos. 5

3 Fresadora 8

3.3 Exemplos de ferramentas de corte para Fresadora 10

4 Furadeiras 12

A ferramenta chamada broca é uma haste metálica confeccionada em metal duro muitas vezes produzido pelo processo de sinterização composto de canais helicoidais que facilitam a saída de material erodido ou usinado do gume de corte para fora do furo, semelhante à um parafuso de Arquimedes. A broca penetra no metal ou outro material deixando um furo redondo e de dimensões precisas. 12

Portanto, as furadeiras são máquinas operatrizes especializadas em fazer furos. 12

4.1 Classificação 12

4.2 ferramentas de corte em furadeiras (Brocas) 13

5 Plaina 14

5.1 Ferramentas de corte Plaina 14

6.1 Classificação 16

6.2 Ferramentas de corte (Rebolo) 17

7 CNC 18

Bibliografia 19

1 Ferramentas de corte

A

Exemplo de Pastilha de metal duro

s Ferramentas de corte são otimizadas por grupos de materiais e tipo de operações. Aplicadas corretamente e com os dados de cortes, otimizados melhoram a produtividade para muito alem do que as pastilhas de metal duro podem lhe oferecer.

Metal duro é o nome dado a uma liga de carboneto de tungstênio, produzido por metalurgia do pó. O produto é obtido pela prensagem e sinterização de uma mistura de pós de carboneto e outros materias de menor ponto de fusão, chamados aglomerantes (cobalto, cromo, níquel ou uma combinação deles).

Após a prensagem, o composto já tem consistência suficiente para ser usinado na forma desejada, ou bem próximo dela. Ocorre a seguir o processo de sinterização, aquecimento a uma temperatura suficiente para fundir o aglomerante, que preenche os vazios entre os grãos dos carbonetos. O resultado é um material de dureza elevada, entre 75 e 90 HRa, dependendo do teor de aglomerante e do tamanho de grão do carboneto. A maiores durezas são conseguidas com baixos teores de aglomerante e tamanho de grão reduzido. Por outro lado maior tenacidade é obtida aumentando o teor de aglomerante e/ou aumentando o tamanho de grão.

As ferramentas de corte, onde a propriedade desejada é elevada dureza, tem teores baixos de aglomerante, menos de 5%. Já em discos de laminação, onde a resistência ao impacto passa a ser vital, é necessário perder um pouco da dureza para conseguir um mínimo de tenacidade. Nesse caso, dependendo da aplicação, o teor de aglomerante pode chegar a 30 ou 35%.

Seu advento no final da década de 20, na Alemanha, quando Karl Schröter conseguiu produzir em laboratório WC em pó pela primeira vez, provocou o segundo grande impulso na área dos materiais de ferramenta de corte (o primeiro foi com o surgimento do aço rápido). Com os metais duros, as velocidades de corte puderam ser aumentadas na usinagem de aço comum, e passou a ser possível a usinagem de materiais endurecidos como cilindros de ferro fundido para laminação.

Na época, quando foram verificadas as excelentes propriedades de dureza e resistência ao desgaste desse material, os alemães logo o batizaram de widia (de wie diamant do alemão, como diamante), fazendo referência à semelhança das propriedades desse material com as do diamante, o que até certo ponto é um exagero. Materiais descobertos posteriormente como o CBN (nitreto cúbico de boro) merecem mais essa honraria.

As ferramentas de metal duro revolucionaram a indústria, pois permitem avanços e velocidades de corte maiores no processo de usinagem, e a fabricação de discos e anéis para cilindros de laminação com capacidade de laminar até 10 vezes mais entre reusinagens que os equivalentes em ferro fundido, reduzindo assim os câmbios de cilindros que interrompem a produção. Devido sua alta dureza, elas tendem a quebrar, submetidas a paradas repentinas ou esforços muito grandes, para minimizar o problema, várias soluções foram apresentadas novas coberturas e geometrias de corte para seu maior rendimento e vida útil.

O segundo grande impulso na área dos materiais de ferramenta de corte aconteceu com o aparecimento do metal duro (o primeiro foi com o surgimento do aço rápido). Com os metais duros, novamente, as velocidades de corte puderam ser aumentadas em praticamente uma ordem de grandeza: de 35 m/min com os aços rápidos para 250 a 300 m/min com os metais duros. O advento desta classe aconteceu no final da década de 20, na Alemanha, quando Karl Schröter conseguiu produzir em laboratório WC em pó pela primeira vez. A mistrura deste pó principalmente com o cobalto, também em pó. trouxe ao mercado, na década de 30, um dos mais fantásticos grupos de materias de ferramentas de corte: o metal duro.

A grande aplicação dos metais duros, que são fabricados pro processo de metalurgia do pó, se deve ao fato deles possuírem a combinação de resistência ao desgaste, resistência mecânica e tenacidade em altos níveis.

2 Torno Mecânico

O

Exemplo de Torno Mecânico

torno mecânico é uma máquina operatriz extremamente versátil utilizada na confecção ou acabamento em peças. Para isso, utiliza-se de placas para fixação da peça a ser trabalhada. Essas placas podem ser de três castanhas, se a peça for cilíndrica, ou quatro castanhas, se o perfil da peça for retangular.

Basicamente é composto de uma unidade em forma de caixa que sustenta uma estrutura chamada cabeçote fixo. A composição da máquina contém ainda duas superfícies orientadoras chamadas barramento, que por exigências de durabilidade e precisão são temperadas e retificadas. O barramento é a base de um torno, pois sustenta a maioria de seus acessórios, como lunetas, cabeçote fixo e móvel, etc.

Esta máquina-ferramenta permite a usinagem de variados componentes mecânicos: possibilita a transformação do material em estado bruto, em peças que podem ter seções circulares, e quaisquer combinações destas seções.

Através deste equipamento é possível confeccionar eixos, polias, pinos, qualquer tipo possível e imaginável de roscas, peças cilíndricas internas e externas, além de cones, esferas e os mais diversos e estranhos formatos.

Com o acoplamento de diversos acessórios, alguns mais comuns, outros menos, o torno mecânico pode ainda desempenhar as funções de outras máquinas ferramentas, como fresadora, plaina, retífica ou furadeira.

Pelo desenvolvimento do torno mecânico, a humanidade adquiriu as máquinas necessárias ao seu crescimento tecnológico, desde a medicina até a indústria espacial. O torno mecânico é a máquina que está na base da ciência metalúrgica, e é considerada a máquina ferramenta mais antiga e importante ainda em uso.

Cuidados com a Segurança

Extremo cuidado é necessário ao operar este tipo de máquina, pois por ter suas partes giratórias, necessariamente expostas, pode provocar graves acidentes. Nunca devem ser utilizadas luvas, correntes, anel, roupas com mangas compridas e folgadas por que podem ser "arrastadas" pelos movimentos giratórios dos componentes. As castanhas necessariamente devem ficar protegidas com anteparos, preferencialmente, transparentes, como Policarbonato, e ter um sistema de intertravamento de segurança.

2.1 Classificação

Este equipamento também possui uma classificação em relação ao trabalho efetuado:

Torno CNC

É uma máquina na qual o processo de usinagem é feita por Comandos Numéricos Computadorizados (CNC) através de coordenadas X(vertical) e Z(longitudinal). Sua grande vantagem em relação ao torno mecânico é o acabamento e o tempo de produção.

Torno revolver

É um torno simples com o qual é possível executar processos de usinagem com rapidez, em peças pequenas [Ex: buchas]

Torno vertical

É muito usado para trabalhar com peças com um diâmetro elevado;

Torno horizontal universal

É usado para várias funções principalmente em peças de pequeno diâmetro e grande comprimento.

2.2 Exemplos de ferramentas de corte utilizadas em tornos.

Ferramenta de canal

SEÇÃO

BITOLA

h

b

l1 + 5%

l2

PASTILHADIM 4950

1010121216162020252532324040

10121620253240

10121620253240

90100110125140170200

10121620253240

C10C12C16C20C25C32C40

2012251632204025

20253240

12162025

125140170200

20253240

C12C16C20C25

Ferramenta de desbaste

SEÇÃO

BITOLA

h

b

l1 + 5%

l2

PASTILHADIM 4950

1010121216162020252532324040

10121620253240

10121620253240

90100110125140170200

10121620253240

C10C12C16C20C25C32C40

2012251632204025

20253240

12162025

125140170200

20253240

C12C16C20C25

Ferramenta Curva para Desbaste

SEÇÃO

BITOLA

h

b

c

l1 + 5%

r1

PASTILHADIM 4950

10101212161620202525323240405050

1012162025324050

1012162025324050

6781012141822

90100110125140170200240

0.50.50.50.51111.6

C8C10C12C16C20C25C32C40

2012251632204025

20253240

12162025

781012

125140170200

0.50.50.51

C12C16C20C25

Feramenta de canal ou rosca interna

SEÇÃO

BITOLA

h

b

d

c

l1 + 5%

l2

b1

k

PASTILHA SMS

 

12121616202025253232

1216202532

1216202532

1418222836

810141822

160180220250315

40506080100

34568

2532405060

D3D4D5D6D8

Ferramenta de tornear interno

SEÇÃO

BITOLA

h

b

d

c

l1 + 5%

l2

r1

PASTILHADIM 4950

k

08081010121216162020252532324040

810121620253240

810121620253240

810121620253240

34568101216

1251501802102503003551

40506380100125160200

0.50.50.50.50.5111

A5A6A8A10A12A16A20A25

1418212734435262

0810121620253240

--------

--------

810121620253240

34568101216

1251501802102503003551

--------

0.50.50.50.50.5111

A5A6A8A10A12A16A20A25

1418212734435262

Ferramenta Para canal de polia

SEÇÃO

BITOLA

h

b

l1 + 5%

b1

v

TAM.CORREIA

PASTILHA SMS

2516-322516-342516-362516-383220-323220-343220-363220-384025-344025-364025-38

2525252532323232404040

1616161620202020252525

150150150150170170170170200200200

4.94.64.33.96.56.05.55.18.58.07.4

32º34º36º38º32º34º36º38º34º36º36º

AAAABBBBCCC

CR16CR16CR16CR16CR20CR20CR20CR20CR25CR25CR25

3 Fresadora

F

Exemplo de Fresadora

resadora é uma máquina de movimento continuo, destinada a usinagem de materiais. Remove-se cavacos por meio de uma ferramenta de corte chamada fresa.

A operação de fresagem consta da combinação de movimentos simultâneos da ferramenta e da peça a ser usinada simultaneamente

3.1 Tipos e característica

A ferramenta de trabalho da fresadora é classificada de fios (Afiações) múltiplos e se poder montar num eixo chamado porta–fresas. As combinações de fresas de diferentes formas, conferem à máquina características especiais e sobretudo vantagens sobre outras máquinas-ferramenta.

Uma das principais características da fresadora, é a realização de uma grande variedade de trabalhos tridimensionais. O corte pode ser realizado em superfícies situadas em planos paralelos, perpendiculares, ou formando ângulos diversos: construir ranhuras circulares, elípticas, fresagem em formas esféricas, côncavas e convexas, com rapidez e precisão.

Outras características importantes e que nos dão ideia das possibilidades da máquina são:

Comprimento e largura da mesa;

Giro da mesa em ambos os sentidos;

Máximo deslocamento longitudinal da mesa;

Máximo deslocamento transversal da mesa;

Máximo deslocamento vertical do suporte da mesa;

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