Reciclagem para leigos

Reciclagem para leigos

(Parte 3 de 4)

CAEC, se formou no intuito de separar o lixo por categorias e fazer uso da reciclagem para geração de renda e redução de uso de matéria-prima.

Seguindo esta mesma linha de raciocínio, também é mostrado que com esta geração de renda, são injetados recursos nas economias locais, também beneficiando entidades assistências, como igrejas e escolas. Fazendo um paralelo com os benefícios ambientais, podemos dizer com isso é formada uma consciência ambiental nas pessoas que atuam neste setor que possivelmente não existia antes, tanto na população quanto nas empresas.

No setor industrial existem setores responsáveis pela questão ambiental, onde são criadas políticas internas de meio ambiente que são criadas de acordo com as normas brasileiras de meio ambiente.

Nesta linha de pensamento, é possível dar aos órgãos governamentais subsídios para que possam ser definidas as políticas ambientais destinadas à reciclagem de resíduos em geral. A reciclagem, de modo geral, reduz a quantidade de energia que seria utilizada no processo produtivo utilizando matéria-prima extraída da natureza.

Categoria: EstudanteModalidade: Comunicação

Reciclagem – Uma apresentação deste processo de disposição de resíduos. Área de abrangência: Gestão Ambiental

Nos estudos feitos na Oxiteno Nordeste S/A, estudos estes realizados para a apresentação sobre educação ambiental para suas empresas terceirizadas, foi visto que a reciclagem contribui decisivamente para a melhoria da saúde pública evitando a proliferação de vetores (ratos, baratas e insetos em geral) ligados à transmissão de doenças.

No ramo educacional, podemos dizer que as entidades atuantes no ramo da reciclagem podem funcionar como grande laboratório de ciências para que professores e alunos tenham aulas práticas relacionadas com a reciclagem do lixo urbano;

A reciclagem dá oportunidade aos cidadãos de preservarem o meio ambiente de uma forma concreta. Assim, as pessoas se sentem mais responsáveis pelo lixo que geram tendo a idéia de que todo e qualquer habitante de sua população é responsável pelo meio ambiente.

7.7.7.7ASPECTOS ECONÔMICOS DA RECICLAGEM

Para que seja possível uma análise do aspecto econômico da reciclagem, é necessário fazer uma analise macroeconômica. Pode-se dizer que o desenvolvimento econômico será sustentável quando a inevitável agressão ambiental for menor do que a velocidade com que a natureza consegue reagir para compensar os danos causados pelo ser humano.

Tradicionalmente, não se deve pensar no aspecto econômico da reciclagem como um processo imediatista, uma vez que se devem considerar vários fatores para que este processo de disposição de lixo.

“Uma abordagem macroeconômica da reciclagem de resíduos sólidos pode indicar os ganhos que ela pode proporcionar, tanto do ponto de vista da sociedade como um todo, quanto de cada um dos agentes envolvidos nesse processo (empresas que desejam valorizar os resíduos que geram, empresas recicladoras, empresas que utilizam como insumos materiais recicláveis ou reciclados, prefeituras municipais, etc.)”.

(ASPECTOS ECONÔMICOS DA RECICLAGEM DE MATERIAIS, BRITO, Hélio)

Como disse Hélio Brito em seu trabalho sobre aspectos econômicos da reciclagem de materiais, os fatores a serem relevados para a viabilidade econômica de todo e qualquer material deve ser estudada antes de qualquer coisa, no fator de quem vai processar, para que com estes dados seja possível identificar em qual quantidade será

Categoria: EstudanteModalidade: Comunicação

Reciclagem – Uma apresentação deste processo de disposição de resíduos. Área de abrangência: Gestão Ambiental feita à disposição, se será viável para aquela quantidade. Para cada segmento que deseje praticar a reciclagem existem alguns estudos de viabilidade a serem feitos.

Uma empresa, por exemplo, que deseja valorizar os resíduos gerados em seu processo produtivo, ou seja, trata os resíduos gerados como matéria-prima, esta empresa deve calcular o ganho, levando em consideração todos os gastos que terá, utilizando o cálculo abaixo:

Sendo:

• V = valor de venda dos materiais reciclados (resíduos valorizados), se for o caso;

• C = custo do processo de reciclagem;

• E = o custo evitado pelo processo de reciclagem. (incluindo custos de armazenamento, tratamentos diversos, transporte, disposição em aterro, etc.).

De um modo geral, a maior ou menor viabilidade do reaproveitamento dos resíduos dessa Indústria vai depender de fatores tais como:

• Proximidade da instalação de reprocessamento;

• Custo do transporte de resíduos;

• Volume de resíduos disponíveis para o reprocessamento;

• Custo de armazenagem do resíduo no ponto de geração ou fora do local de origem;

• Utilidade para o produto reciclado; • Mercado para o produto reciclado.

Em um segundo caso, para uma indústria que trabalha com insumos recicláveis, o mesmo enfoque é dado para o estudo de viabilidade. Embora, em primeira instância, para essa indústria só seja evidente o custo dos insumos, em comparação com o emprego de materiais não reciclados (feitos a partir de matéria-prima virgem) esse custo embute um ganho que pode ser expresso como:

Onde: V = valor da venda dos materiais recicláveis (que, para esta indústria, é despesa); W = ganhos decorrentes da economia no consumo de energia; M = ganhos decorrentes da economia de matérias-primas; H = ganhos decorrentes da economia de recursos hídricos;

Categoria: EstudanteModalidade: Comunicação

Reciclagem – Uma apresentação deste processo de disposição de resíduos. Área de abrangência: Gestão Ambiental

A = ganhos com a economia de controle ambiental (poluição da água, do ar, etc.);

D = demais ganhos econômicos (vida útil dos equipamentos, subsídios, etc.). Em um terceiro caso que pode ser citado, vemos os possíveis ganhos de uma prefeitura municipal.

Para a prefeitura de um município que encaminha seus resíduos para a reciclagem (via de regra mediante coleta seletiva ou, pelo menos, postos de entrega voluntária), o ganho (G) com a reciclagem deve ser computado como:

Onde: V = valor da venda dos materiais recicláveis pela prefeitura; C = custo do processo de reciclagem para a prefeitura (incluindo coleta, triagem, beneficiamento, acondicionamento, estocagem, etc.);

E = custo evitado de coleta, transporte, transbordo e disposição final (presumivelmente, aterro ou incineração, mas, eventualmente, também a disposição em locais inadequados, como lixões, rios, terrenos públicos, etc.).

No quarto e último caso, vemos como a sociedade como um todo pode ganhar com a reciclagem.

A abordagem apresentada sugere que, para a sociedade como um todo, a reciclagem de resíduos sólidos poderá resultar em um ganho líquido, expresso por:

Onde: V = valor da venda dos materiais recicláveis; C = custo do processo de reciclagem; E = custos das prefeituras e das indústrias com a disposição final dos resíduos sólidos, evitados em função do processo de reciclagem;

W = economia no consumo de energia; M = economia de matérias-primas; H = economia de recursos hídricos; A = economia devida à redução dos custos de controle ambiental; D = demais ganhos econômicos – não só da indústria, mas também ganhos para os governos federal e estadual: redução de dispêndios com saúde pública; divisas (por

Categoria: EstudanteModalidade: Comunicação

Reciclagem – Uma apresentação deste processo de disposição de resíduos. Área de abrangência: Gestão Ambiental exemplo, petróleo, insumos para produção de materiais como vidros, metais, etc.); geração líquida de empregos.

8. COMO RECICLAR O LIXO EM CASA

É certo o fato de que quase 9% do resíduo gerado nas residências pode ser aproveitado de alguma maneira. Antes de iniciar o processo de reciclagem, é necessário separar o lixo residencial para um melhor aproveitamento dos resíduos.

Inicialmente deve-se separar todo o material orgânico do material inorgânico.

Com o material orgânico pode ser feito composto orgânico utilizado como adubo, como o processo de compostagem pode ser feito de maneiras bem simples, o lixo orgânico residencial pode ser disposto em um processo de compostagem caseira. A compostagem consiste na transformação de sobras de comida, restos de podas de árvores e esterco de animais em adubo e/ou composto.

Com o material inorgânico, pode-se separá-los em sacos. Normalmente em todos os locais só existe um cesto de lixo. Em resumo, separam-se vários sacos plásticos e coloca-se cada tipo de lixo em cada um destes sacos.

Este processo é simples e consiste apenas em "guardar" os sacos de embalagens que são adquiridos nos supermercados. Depois se fixa um painel de uns dois metros na parede do quintal ou da área de serviços e penduram-se os sacos com um prego, e vai substituindo-os conforme eles encherem. É possível também escrever no painel, um nome para o destino de cada saco. Nas empresas os funcionários são orientados e colocam-se tambores grandes com os respectivos nomes, logo terão muitas pessoas de olho naquele lixo.

É recomendável a utilização de sacos plásticos biodegradáveis para separar seu lixo doméstico.

Então na separação dos sacos plásticos podemos fazer a seguinte distribuição: 1. Papeis: neste saco serão jogados revistas papéis, jornais e seus derivados, vale salientar que papel higiênico ou algum similar não pode ser disposto neste saco. 2. Vidro: neste saco serão jogadas lâmpadas queimadas, garrafas, copos dentre outros utensílios de vidro. 3. Plásticos: neste saco serão colocados os brinquedos e garrafas plásticas além dos recipientes reutilizados que são provenientes de sorvetes dentre

Categoria: EstudanteModalidade: Comunicação

Reciclagem – Uma apresentação deste processo de disposição de resíduos. Área de abrangência: Gestão Ambiental outros. Não serão dispostas garrafas PET neste saco devido à disposição de óleo de cozinha que será explicada em tópicos posteriores. 4. Artigos de borracha: Caso tenha pneus velhos para jogar, devem-se tomar cuidados para deixá-los sempre secos, devido ao risco da Dengue. Fura-se ou corta-se em pedaços. Ou também é possível levá-los em lojas de vendas de pneus. 5. Entulhos: neste saco serão depositados os entulhos de construção civil e restos de sujeiras de faxina. 6. Objetos perigosos: Estes objetos não podem ser dispostos em lixo comum devido à presença de produtos que são altamente contaminantes como baterias em geral, pilhas ou lâmpadas fluorescentes. 7. Metais diversos: neste saco serão dispostos as latas diversas, arames, pregos, alumínio etc. 8. Orgânicos: a disposição final deste saco foi citada logo mais acima. 9. Papel usado: Papel higiênico, por exemplo, guardanapos, fotografias, fita crepe, tocos de cigarros, esponjas de aço usadas, panos sujos dentre outros. 10. Óleo de cozinha: neste caso em especial não se deve utilizar os sacos plásticos, o óleo de fritura deve ser disposto em garrafas PET, que não deverão ser jogadas em lixo comum, o óleo de cozinha é utilizado na produção do Biodiesel, e também pode virar sabão.

Categoria: EstudanteModalidade: Comunicação

Reciclagem – Uma apresentação deste processo de disposição de resíduos. Área de abrangência: Gestão Ambiental

9. CONCLUSÃO

É verdade que o Brasil é um país agraciado com a riqueza de recursos naturais, contudo, com o desenvolvimento contínuo e o aumento populacional o meio ambiente não consegue reagir em velocidade suficiente para repor a demanda de recursos necessários para suprir as necessidades básicas industriais e residenciais.

(Parte 3 de 4)

Comentários