Miíases

Miíases

Miíase etimologia da palavra: mye = moscas ase = doença conhecida popularmente como: “bicheira”

MIÍASE

Infestação de vertebrados vivos por larvas, que se alimentam por tecido vivo ou morto do hospedeiro.

MIÍASES - AGENTES ETIOLÓGICOS

PRINCIPAIS MOSCAS CUJAS LARVAS CAUSAM MIÍASE:

FAMÍLIA CALLIPHORIDAE

  • Cochliomya hominivorax *

  • Cochliomya macellaria * (também conhecida como Callitroga macellaria)

  • Lucilia *

  • Chrysomia *

FAMÍLIA SARCOPHAGIDAE *

  • Bercea hemorroidalis

  • Oxysarcodexia pattonella

  • Euroboettcheria

SUBFAMÍLIA CUTEREBRINAE

  • Cuterebra

  • Dermatobia *

MIÍASES - PRINCIPAIS ESPÉCIES

  • Cochliomya hominivorax

MIÍASES - Cochliomya hominivorax

  • É a mais importante mosca causadora da miíase primária, desde o sul dos EUA até o norte do Chile e Argentina;

  • Mede cerca de 8mm de comprimento;

  • Toda verde, com reflexos azul-metálico em todo o tórax e abdome;

  • Possui três faixas negras longitudinais no tórax;

MIÍASES –larvas (Cochliomya hominivorax )

  • As larvas maduras medem cerca de 15mm de comprimento;

  • As larvas têm cor branco amarelada;

  • Possuem dois estigmas respiratórios;

  • As traquéias são bem pigmentadas até o nível do terceiro ou quarto pigmento;

MIÍASES – MOSCAS (ADULTOS - Cochliomya hominivorax )

  • Voam até uma distância de 11 milhas em 24 horas;

  • Abundantes em climas quentes e úmidos;

  • Adultos só copulam uma vez, após cinco dias de nascidos;

  • Após a cópula ovipõem em aberturas naturais do corpo (narinas, vulva, ânus), ou em feridas recentes, incisões cirúrgicas, etc.

MIÍASES - PERÍODO DE INCUBAÇÃO (Cochliomya hominivorax)

  • Põem de 10 a 300 ovos em cada local

  • O período de incubação dos ovos é de 12 a 20 horas

  • As larvas amadurecem em quatro a oito dias

  • Enterram-se na terra e transformam-se em pupas

  • Em oito dias tornam-se adultas

  • Os adultos alimentam-se de néctar, sucos de frutas, secreções de feridas

  • É encontrada nos EUA, nas Antilhas e em quase toda a América do sul

MIÍASES - Cochilomya macellaria (também conhecida como Callitroga macellaria)

MIÍASES – Cochilomya macellaria

É diferenciada da Cochilomya hominivorax pelas

seguintes características:

  • Em larvas maduras a traquéia tem

pigmentação até a metade do primeiro

segmento larvar;

  • É encontrada em tecidos

necrosados ou cadáveres;

  • Só ovipõem em feridas necrosadas ou cadáveres;

  • É pouco frequente em vários Estados.

Miíases - Lucilia

  • Causa miíase traumática no homem e animais

Miíases - Lucilia

  • São moscas de tamanho médio;

  • Possuem o corpo todo verde metálico, acobreado, ou com reflexos azuis;

  • São agentes de miíases necrobiontófagas;

  • Muito frequente entre nós.

Miíases - Lucilia

  • As espécies mais comumente vistas são:

  • L. cuprina: espécie de ampla distribuição nos trópicos e nas regiões temperadas mais quentes em todo mundo; muito comum em terrenos baldios das cidades.

  • L. exímia: ocorre desde o sul dos EUA até Argentina e Chile. Mais comum em regiões rurais.

  • L. sericata: espécie cosmopolita, mais encontrada na zona urbana.

Miíases - Chrysomya

  • Devido a sua alta capacidade de reprodução superou o nº de outras espécies de moscas

  • As espécies C. putoria, C. megacephala, C. albiceps e C. rufifacies são agentes eventuais de miíases facultativas em mamíferos;

  • Têm hábitos de se alimentarem de fezes humanas e de outros animais;

Miíase – FAMÍLIA SARCOPHAGIDAE

  • As fêmeas são larvíporas: desenvolvem-se a partir das larvas; podem depositar até 50 larvas em uma ferida;

  • Preferem depositar as larvas em cadáveres, matéria orgânica vegetal em decomposição, fezes, etc;

  • Também podem depositar larvas em feridas necrosadas.

Miíase – FAMÍLIA SARCOPHAGIDAE

  • Apresenta grande nº de espécies, mas possui classificações controvertidas;

  • Podem ser encontradas, dependendo da espécie, na zona urbana, pastos e matas;

  • A determinação dos gêneros e espécies são baseadas em caracteres da genitália masculina;

  • São moscas médias a grandes, medindo cerca de 6 a 10mm (ou mais) de comp;

  • Apresentam cor acinzentada;

  • possui três faixas negras no tórax e abdome axadrezado;

Miíases – SUBFAMÍLIA CUTEREBRINAE Dermatobia hominis

“mosca berneira”

  • Responsável pela Berne;

  • Vive em todos os estados do Brasil, com exceção das áreas secas do nordeste;

  • Prefere áreas úmidas e montanhosas, (permanecem escondidas em capoeiras e matas)

Miíase- Dermatobia hominis ovipondo

Miíases – Dermatobia hominis

  • Os adultos não se alimentam; seu aparelho bucal não funciona;

  • Após o nascimento ocorre a cópula;

  • Durante sua vida pode ovipor de 400 a 800 ovos;

  • Mede cerca de 12mm de comprimento;

Miíases – LARVAS (Dermatobia hominis)

Miíases – LARVAS (Dermatobia hominis)

  • A larva adulta (berne) mede cerca de 2 cm de comp. X 0,5 cm de diâmetro;

  • Os espiráculos situam-se na parte mais afilada;

  • A boca fica localizada na parte mais volumosa;

Miíases – CICLO DE VIDA

MIÍASES – DESCRIÇÃO DA DOENÇA

  • Miíase primária

larvas que

alimentam-se de

tecidos vivos.

  • Forma furunculoíde

  • Forma migratória.

  • FORMA FURUNCULOÍDE: caracterizada por uma lesão nodular de 1 a 3cm. Apresenta orifício central de onde flui secreção serosa.

  • FORMA MIGRATÓRIA: forma clínica primária em que a larva percorre caminhos na pele.

  • FORMA CUTÂNEA: ocorre em tecidos necrosados de ulcerações expostas de pele.

  • FORMA CAVITÁRIA: as larvas podem permanecer localizadas ou serem disseminadas a vários órgãos internos, inclusive o cérebro.

CLASSIFICAÇÃO DAS MIÍASES

  • OBRIGATÓRIAS: Miíases primárias. As larvas desenvolvem-se sobre ou dentro de vertebrados vivos. Ex. Calliphoridae (gênero Cochliomya).

  • FACULTATIVAS: Miíases secundárias. Geralmente desenvolvem-se em matéria orgânica em decomposição. Podem infestar tecidos necrosados em hospedeiro vivo.

Ex. várias espécies das famílias Calliphoridae, Sarcophagidae e Muscidae.

PSEUDOMIÍASES: ocasionadas por ingestão de alimentos contaminados com ovos, podendo desenvolver larvas no intestino ou trato urinário. É raro ocorrer. ex. Espécies: Syrpridae, Muscidae, Tephritidae

MIÍASES – LESÕES vulva infestada; abaixo: após desbridamento cirúrgico

Miíase - oftalmiíase

Miíase - LESÕES

Miíase – couro cabeludo infestado; nota-se o crânio

Miíase - Pé infestado

Miíase –pé infestado pé necrosado

MIÍASES - SINAIS E SINTOMAS

  • Dor no local da lesão;

  • Sensação de queimação;

  • Irritabilidade;

  • Nervosismo;

  • A larva pode parasitar a pele, couro cabeludo,

Miíase - DIAGNÓSTICO

  • Visualização das larvas;

  • Anamnese;

  • Exame físico;

  • Exame clínico;

  • Exames laboratoriais;

  • Exame dermatológico;

  • Exame oftalmológico (ofatlmiíase);

Miíases - TRATAMENTO

  • Limpeza da ferida;

  • Matar o verme por asfixia;

  • Se necessário, anestesiar localmente a área;

  • Retirar as larvas com pinça;

  • Tratar a ferida com bacteriostático local;

Miíase – MEDIDAS DE PREVENÇÃO

  • Combate consciente das moscas para evitar desequilíbrios da cadeia alimentar;

  • Cobrir adequadamente feridas abertas, ulceradas com

Bibliografia

  • NEVES, D. P.; MELO, A. L.; GENARO, O.; LINARDI, P. M. Parasitologia humana.  11 ed.; São Paulo: Editora Atheneu, 2005

  • PESSOA SB, MARTINS EV. Parasitologia médica. 11 ed.Guanabara-Koogan: Rio de Janeiro. 1988.

OUTRAS FONTES

  • http://w http://shw.liliruralvet.fotopages.com/12097707/Larva-Stomoxys.html

  • ww.actiradentes.com.br/revista/2009/textos/6RevistaATO-Miiase-2009.pdf

  • http://www.youtube.com/watch?v=gve-HGJL2Hg

  • http://www.youtube.com/watch?v=nLPkRMilwkg

CENTRO UNIVERSITÁRIO CELSO LISBOA

Flávia Fidelis

Gilmar Soares

Guaraci Miranda

Lúcia Ferreira

Lúcia Medina

Lucimar Santos

Verônica Barbosa

 

CENTRO UNIVERSITÁRIO CELSO LISBOA

  • Trabalho de aproveitamento do curso de Enfermagem;

  • 3º período;

  • disciplina: Parasitologia Humana

  • professor: William B. Lopes;

  • turma: EN 321.

NOSSOS

SINCEROS AGRADECIMENTOS

AO PROFESSOR WILLIAM ,

E A TODOS

AQUI PRESENTES.

OBRIGADA PELA PARTICIPAÇÃO!

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