História da eletricidade

História da eletricidade

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Apoio As histórias e os personagens do mundo das instalações elétricas

Volume 2

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Apoio índice grandes questões ABNT NBR 5410 – eficaz também contra incêndios? história Evolução dos fios e cabos elétricos, hoje aparatos indispensáveis à transmissão de infra-estrutura, tecnologia e comunicação.

biografia É de Eurico de Freitas Marques a primeira tabela de honorários para os engenheiros. Profissional, aos 81 anos, continua contribuindo para as engenharias civil e elétrica.

dentro da lei As normas técnicas são obrigatórias ou voluntárias? conformidade O cumprimento das normas é verificado por mecanismos de avaliação de conformidade. Conheça os métodos utilizados no Brasil e saiba como isso tudo começou.

formação profissional Depois da universidade, cursos de menor duração surgiram para atender a uma demanda interna: a origem dos ensinos técnico e tecnólogo e sua contribuição para o desenvolvimento industrial.

descontração Um diagrama com termos de eletricidade para o leitor pensar e se divertir.

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Capa Kanji Design

Impressão Gráfica Ipsis

Distribuição ACF Alfonso Bovero

Atitude Editorial Ltda.

Rua Piracuama, 280 cj. 72 / Pompéia CEP 05017-040 / São Paulo - SP expediente 8 carta ao leitor

Hilton Moreno, engenheiro eletricista, consultor e presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Elétricos - Nema Brasil

Caro amigo (a) do setor de instalações elétricas,

Primeiro, agradeço a todos aqueles que se manifestaram em relação ao conteúdo e ao formato da primeira edição da Coleção Elétrica.

O nível de satisfação e de compreensão da filosofia que marca este projeto excedeu nossas expectativas e confirmou que estamos no caminho certo ao oferecer aos profissionais um conjunto de informações históricas, técnicas, normativas, educacionais, biográficas e de exercício profissional, entre outras, focadas no setor de instalações elétricas.

Foi particularmente tocante a reação de todos à reportagem que homenageou nosso inesquecível professor Cotrim. Como era esperado, ao ler o texto publicado na Coleção Elétrica, cada um, imediatamente, lembrou-se de pelo menos uma história vivida pessoalmente com nosso querido mestre ou contada por outra pessoa. Com isso, atingimos plenamente nosso objetivo, que não era outro, senão, fazer as pessoas lembrarem e homenagearem esta figura tão querida.

Estimulados pelas avaliações positivas do primeiro número e buscando sempre melhorar o que ainda pode ser melhorado, preparamos para esta segunda edição algumas matérias que vão ao encontro do objetivo do projeto, na medida em que abordarão questões relativas à segurança contra incêndio abordadas ou não na ABNT NBR 5410, a história da evolução dos fios e cabos elétricos, a obrigatoriedade das normas técnicas brasileiras, o processo de avaliação da conformidade e os rumos que tomaram o ensino da eletricidade no País. Findamos este número com um diagrama composto por termos de eletricidade para o leitor se divertir.

Mesmo considerando todos os assuntos de relevante importância, destaco a seção “Biografia”, na qual prestamos um tributo ao engenheiro e eterno professor Eurico de Freitas Marques, uma pessoa e um profissional muito especial. Com esta homenagem, reafirmamos nossa admiração por alguém que, ao longo de décadas, vem trabalhando arduamente para que a profissão e os profissionais do setor sejam devidamente valorizados. Simultaneamente a esta luta, Marques elaborou importantes projetos de instalações elétricas, que são referências no mercado até hoje.

Espero que você, amigo leitor, aprecie este segundo volume da Coleção Elétrica e aguardamos, com todo interesse, seus comentários.

Boa leitura e abraços! Hilton Moreno

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Fogo, muito fogo. Essa foi a imagem que marcou, há dez anos, milhares de pessoas no País, quando um grave incêndio atingiu o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Na madrugada do dia 13 de fevereiro de 1998, cerca de 70% dos 35 mil metros quadrados do prédio de cinco andares foram atingidos pelas chamas. O fogo, que só foi controlado dez horas depois, chegou a atingir quase 700 metros de altura e destruiu o terminal de passageiros. O prejuízo na época foi calculado em R$ 40 milhões. A provável causa dessa tragédia teria sido um curto-circuito nas instalações elétricas.

Outro acidente sério, que também apontou como principal culpada a precariedade das instalações elétricas, foi o incêndio do Edifício Joelma, em São Paulo. O prédio, localizado no Vale do Anhangabaú, teve 14 de seus 25 andares completamente destruídos pelo fogo. Seis pavimentos de garagem queimaram por inteiro e a estatística final dessa tragédia revelou mais de 170 mortos e cerca de 300 feridos.

Exemplos de tristes episódios como estes apontam como são perigosas e, muitas vezes, fatais, instalações elétricas ruins, irresponsáveis e mal projetadas. Mas, será que incêndios causados por falhas como essas não têm normas e cuidados a seguir? A resposta é simples: existem sim regras e precauções que deveriam ser cumpridas, mas isso nem sempre acontece e não há fiscalização e inspeção que verifique se a regra é cumprida.

A 6 anos, foi criada uma das mais importantes normas do setor elétrico, a antiga NB-3, depois transformada em NBR 5410. Ela estabelece “as condições a que devem satisfazer as instalações elétricas de baixa tensão, a fim de garantir a segurança de pessoas e animais, o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens. Aplicase principalmente às instalações elétricas de edificações, qualquer que seja seu uso (residencial, comercial, público, industrial, de serviços, agropecuário, hortigranjeiro, etc.), incluindo as pré-fabricadas”.

Desde que foi publicada em 1980, a NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão –, considerada a normamãe do setor, passou por quatro revisões, sofrendo algumas modificações e adaptações em cada uma delas. Embora a sua última atualização de 2004 tenha sido considerada positiva por alguns especialistas, ainda existem detalhes a melhorar. E são esses pontos que muitas vezes fazem a diferença para evitar a ocorrência de grandes transtornos quando o assunto é segurança nas instalações elétricas de baixa tensão.

A norma por si só aponta uma série de importantes prescrições, mas somente ela não garante a proteção e a segurança adequada. O processo de elaboração e de revisão das normas técnicas é aberto à participação de qualquer indivíduo. Entretanto, o que se tem observado, não só na última edição, mas como em todas as outras atualizações da NBR 5410, é somente a participação de pessoas gabaritadas do setor elétrico, em sua maioria, engenheiros eletricistas.

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