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Figura 13: Ponto de Orvalho

O processo de absorção caracteriza-se por: • montagem simples da instalação;

• desgaste mecânico mínimo, já que o secador não possui peças móveis:

• não necessitar de energia externa

3.4- SECAGEM POR ADSORÇÃO

Adsorçãofixação de uma substância na superfície de outra substância O elemento

A secagem por adsorção está baseada num processo físico: secador é um material granulado com aresta ou em formas de esferas.

Este elemento secador é formado de quase 100% de dióxido de silício. Em geral é conhecido pelo nome de gel (sílica gel). O ar comprimido úmido é conduzido através da camada de gel e o elemento secador adsorve a água e o vapor de água.

É evidente que a capacidade de acumulação de uma camada de gel é limitada. Quando o elemento secador estiver saturado, poderá ser regenerado facilmente: basta soprar ar quente através da camada saturada e o ar quente absorverá a umidade do elemento secador. A energia calorífica para a regeneração pode ser gerada também por eletricidade ou por ar comprimido quente. Mediante a montagem em paralelo de duas instalações de adsorção uma delas pode estar ligada para secar enquanto a outra estiver sendo soprada com ar quente (regeneração).

Figura 14: Processo de Secagem-ABSORÇÃO.

Figura 15: Processo de Secagem - ADSORÇÃO.

3.5- SECAGEM POR RESFRIAMENTO

O secador de ar comprimido por resfriamento funciona pelo princípio da diminuição da temperatura do ponto de orvalho. O ponto de orvalho é a temperatura à qual deve ser resfriado um gás para se obter a condensação do vapor de água contido nele. O ar comprimido a ser secado entra no secador, passando primeiro pelo trocador de calor a ar. Mediante o ar frio e seco proveniente do trocador de calor (vaporizador), o ar quente que está entrando é resfriado. Forma-se um condensado de óleo e água que é eliminado pelo trocador de calor. Esse ar comprimido pré - resfriado circula através do trocador de calor (vaporizador) e assim sua temperatura desce até 1,70C, aproximadamente. Desta maneira, o ar é submetido a uma segunda separação de condensado de água e óleo.

Posteriormente, o ar comprimido pode ainda passar por um filtro fino a fim de eliminar os corpos estranhos.

3.6- REGULADOR DE PRESSÃO

O regulador de pressão tem por finalidade manter constante a pressão de trabalho (secundária) independentemente da pressão da rede (primária) e consumo de ar. A pressão primária tem de ser sempre maior que a secundária.

3.6.1- REGULADOR DE PRESSÃO COM EXAUSTÃO (ESCAPE)

Figura 16: Processo de Secagem - RESFRIAMENTO.

Figura 17: Estrutura do Regulador de Pressão com exaustão.

A pressão é regulada por meio de uma membrana. Uma das faces da membrana é submetida à pressão de trabalho. Do outro lado atua uma mola cuja pressão é ajustável por meio de um parafuso de regulagem. Com aumento da pressão de trabalho, a membrana se movimenta contra a foca da mola. Com isso, a secção nominal de passagem na sede da válvula diminui progressivamente ou se fecha totalmente. Isto significa que a pressão é regulada pelo fluxo.

Na ocasião do consumo, a pressão diminui e a força da mola reabre a válvula. Com isso, para manter a pressão regulada, há um constante abrir e fechar da válvula. Para evitar a ocorrência de vibração indesejável sobre o prato da válvula, existe um amortecimento por mola ou ar. A pressão de trabalho é indicada por um manômetro.

Se a pressão aumentar muito do lado secundário, a membrana é pressionada contra a mola.

Com isso, abre-se a parte central da membrana e o ar em excesso vai pelo furo de escape para a atmosfera.

Outro tipo de regulador de pressão existente é o regulador sem abertura para escape do ar.

Neste tipo de regulador, não se permite a saída para a atmosfera do ar contido no sistema secundário.

3.6.2- REGULADOR SEM ABERTURA DE ESCAPE

O funcionamento inicia-se quando por meio de parafusos de ajuste, a mola é tencionada juntamente com a membrana. Conforme a regulagem da mola, a passagem do primário para o secundário torna-se maior ou menor. Com isso, o pino, encostado à membrana, afasta ou aproxima a vedação do assento. Se do lado secundário não houver consumo de ar, a pressão cresce e força a membrana contra a mola. Desta forma, a mola pressiona o pino para baixo e a passagem é fechada pela vedação. Somente quando houver demanda de ar pelo lado secundário é que o ar comprimido do lado primário voltará a passar.

3.7- LUBRIFICADOR DE AR COMPRIMIDO

Nos elementos pneumáticos encontram-se peças móveis que devem ser submetidas a lubrificação. Os materiais lubrificantes são necessários para garantir desgaste mínimo nos

Figura 18: Estrutura do Regulador sem abertura para escape.

elementos móveis, manter tão mínimas quanto possível as forças de atrito e proteger os aparelhos contra corrosão. Mediante o lubrificador, espalha-se no ar comprimido uma névoa adequada de óleo.

Lubrificadores de óleo trabalham, geralmente, segundo o princípio Venturi. A diferença de pressão p (queda da pressão) entre a pressão existente antes do bocal nebulizador e a pressão no ponto estrangulado do bocal será aproveitada para sugar óleo de um reservatório e misturá-lo com o ar em forma de neblina. O lubrificador de ar somente começa a funcionar quando existe um fluxo suficientemente grande. Quando houver pequena demanda de ar, a velocidade no bocal é insuficiente para gerar uma depressão (baixa pressão) que possa sugar o óleo do reservatório. Devese, portanto,prestar atenção aos valores de vazão (fluxo) indicados pelo fabricante.

O funcionamento do lubrificador inicia-se quando a corrente de ar no lubrificador vai de A para B. A válvula de regulagem H obriga o ar a entrar no depósito E, pelo canal C. Pelo efeito de sucção no canal C, o óleo é transportado pelo tubo ascendente L até a câmara D. Nesta câmara, o óleo é gotejado na corrente de ar e é arrastado.

Figura 19: Princípio da Venturi.

Figura 20: Estrutura do lubrificador.

Mediante o parafuso k, ajusta-se a quantidade de óleo adequada. O desvio do ar comprimido até o depósito realiza-se através da câmara F, onde se efetua o fenômeno da aspiração.

As gotas grandes demais caem no ambiente E. Somente a neblina ar - óleo chega à saída B, através do canal G.

3.8- UNIDADE DE CONSERVAÇÃO

A unidade de conservação tem a finalidade de purificar o ar comprimido, ajustar uma pressão constante do ar e acrescentar uma fina neblina de óleo ao ar comprimido, para fins de lubrificação. Devido a isso, a unidade de conservação aumenta consideravelmente a segurança de funcionamento dos equipamentos pneumáticos. A unidade de conservação é uma combinação de:

• Filtro de ar comprimido;

• Regulador de ar comprimido;

• Lubrificador de ar comprimido.

No emprego da unidade de conservação, devem-se observar os seguintes pontos:

• A vazão total de ar em Nm3/h é determinada para o tamanho da unidade. Demanda (consumo) de ar muito grande provoca queda de pressão nos aparelhos. Devem-se observar rigorosamente os dados indicados pelo fabricante.

• A pressão de trabalho nunca deve ser superior à indicada no aparelho. A temperatura ambiente não deve ser superior a 50ºC (máxima para copos de material sintético).

3.8.1- MANUTENÇÃO DAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

FILTRO DE AR COMPRIMIDO Quando o filtro não é dotado de dreno automático, o nível de água condensada deve ser controlado regularmente, pois a água não deve ultrapassar a altura determinada no copo. A água condensada acumulada pode ser arrastada para a tubulação de ar comprimido e equipamentos.

REGULADOR DE PRESSÃO DE AR COMPRIMIDO Quando existe um filtro de ar comprimido instalado antes do regulador, dispensa-se praticamente a manutenção desse regulador.

LUBRIFICADOR DE AR COMPRIMIDO. Controlar o nível de óleo no copo reservatório. Sempre que necessário, completar o óleo até no nível indicado. Filtros de material plástico e copo lubrificador devem ser limpos somente com

Figura 21: Unidade de Conservação.

querosene. Solventes como “tinner”, acetona, acetatos, etc. não são recomendados, pois os mesmos atacam o material plástico. Para o lubrificador, devem ser usados somente óleos minerais de baixa viscosidade (máximo 200Engler).

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