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• (plana longitudinal) (comutador);

• giratória (disco).

5.2.1-VÁLVULAS DE ASSENTO

útilElas são robustas e insensíveis à sujeira.

As ligações nas válvulas de assento são abertas por esfera, prato ou cone. A vedação das sedes de válvula efetua-se de maneira muito simples, geralmente com elemento elástico de vedação. As válvulas de assento com sede possuem poucas peças de desgaste e têm, portanto, uma longa vida

A força de acionamento é relativamente alta; sendo necessário vencer a força da mola de retorno e do ar comprimido agindo sobre a área do elemento de vedação.

5.2.1.1-VÁLVULAS DE SEDE ESFÉRICA

A construção das válvulas de sede esférica é muito simples e, portanto, de preço vantajoso.

Estas válvulas se caracterizam por suas reduzidas dimensões.

esfera da sede. Para isto, é necessário vencer a força da mola e a força do ar comprimidoEstas

Inicialmente uma mola força a esfera contra a sede, evitando que o ar comprimido passe do orifício de pressão P para o orifício de trabalho A. Por acionamento da haste da válvula, afasta-se a são válvulas direcionais de 2 vias, pois têm 2 posições de comando (aberto e fechado) e 2 ligações, entrada e saída (P e A).

Com um canal de exaustão pela haste elas podem ser empregadas também como válvulas direcionais de 3 vias. O acionamento pode ser realizado manual ou mecanicamente.

Figura 27: Válvula Direcional 2/2 vias – Sede Esférica.

5.2.1.2-VÁLVULA DE SEDE DE PRATO

As válvulas de sede de prato têm uma vedação simples e boa. O tempo de comutação é curto. Um pequeno movimento do prato libera uma área bastante grande para o fluxo do ar. Também estas, como as de sede esférica, são insensíveis à sujeira e têm uma longa vida útil.

Ao acionar o apalpador são interligadas, num campo limitado, todos os três orifícios: P, A e

R. Isto provoca, quando em movimento lento, um escape livre de um grande volume de ar, sem ser aproveitado para o trabalho. Quando isto ocorre, dizemos que existe "exaustão cruzada".

As válvulas construídas segundo o princípio de sede de prato único, são livres de exaustão

Figura 28: Válvula Direcional 3/2 vias – Sede Esférica.

Figura 29: Válvula Direcional 3/2 vias – Sede Prato NA. Figura 30: Válvula Direcional 3/2 vias – Sede Prato NF.

cruzada. Não existe perda de ar quando de uma comutação lenta.

Ao acionar o apalpador fecha-se primeiro a passagem de A para R (escape), pois o mesmo se veda no prato. Empurrando mais ainda, o prato afasta-se da sede, abrindo a passagem de P para A; o retorno é feito por meio da mola.

As válvulas direcionais de 3/2 vias são utilizadas para comandar cilindros de ação simples ou como emissores de sinal para pilotar válvulas de comando.

Uma válvula em posição de repouso aberta, ao ser acionada, é fechada primeiramente a ligação entre P e A com um prato e posteriormente a passagem A para R através de um segundo prato. Uma mola retrocede o apalpador com os dois pratos na posição inicial.

O acionamento das válvulas pode ser feito manual, mecânica, elétrica ou pneumaticamente. Uma válvula direcional de 4 vias (4/2), construída com sede de prato, consiste na combinação de duas válvulas de 3 vias (3/2); uma válvula em posição inicial fechada e outra aberta.

Na figura a seguir, estão abertas as vias de P para B e de A para R. Ao serem acionados simultaneamente os dois apalpadores, serão fechadas as vias de P para B e de A para R. Empurrando-se ainda mais os apalpadores até os pratos, deslocando-os contra a mola de retorno, serão abertas as vias de P para A e de B para R.

Figura 31: Válvula Direcional 3/2 vias – Sede Prato – Sem cruzamento NF.

Figura 32: Válvula Direcional 3/2 vias – Sede Prato NF.

Figura 3: Demonstração do funcionamento da válvula 4/2 vias.

Esta válvula direcional de 4 vias por 2 posições é livre de exaustão cruzada e volta à posição inicial por meio de mola. Estas válvulas são usadas em comando de cilindro de ação dupla.

Existem inúmeras outras válvulas direcionais de sede de prato, alterando apenas suas vias e posições dependendo da aplicação.

5.2.2.-VÁLVULAS CORREDIÇAS

Os diversos pontos de ligação das válvulas corrediças serão interligados e fechados por pistões corrediços, comutadores corrediços ou discos giratórios.

5.2.2.1-VÁLVULA CORREDIÇA LONGITUDINAL

Esta válvula tem como elemento de comando um pistão que seleciona as ligações mediante seu movimento longitudinal. A força de acionamento é pequena, pois não é necessário vencer a pressão do ar ou da mola, ambas inexistentes (como nos princípios de sede esférica e de prato). Neste tipo de válvulas são possíveis todos os tipos de acionamentos: manual, mecânico, elétrico e pneumático, o mesmo e válido também para o retorno à posição inicial.

O curso é consideravelmente mais longo do que as válvulas de assento assim como os tempos de comutação.

vedação "metal sobre metal" da hidráulica, requer um perfeito ajuste da corrediça no corpoA
0,004 mUma folga maior provocaria grandes vazamentos internos. Para diminuir as despesas

A vedação nesta execução de válvula corrediça é bastante problemática. A conhecida folga entre a corrediça e o cilindro em válvulas pneumáticas não deve ser maior do que 0,002 a para este custoso ajuste, veda-se geralmente com anéis "O" (O-Ring) ou com guarnições duplas tipo copo, montados no pistão (dinâmico) ou com anéis "O" (O-Ring) no corpo da válvula (estático).

As aberturas de passagem de ar podem ser distribuídas na circunferência das buchas do pistão evitando assim danificações dos elementos vedantes

Figura 34: Válvula Direcional 5/2 vias – Corrediça Longitudinal .

Por deslocamento da bucha serão unidas as passagens de P para A ou de A para R. Esta válvula, de construção simples, é utilizada como válvula de fechamento (alimentação geral) antes da máquina ou dispositivo pneumático.

5.2.2.2-VÁLVULA CORREDIÇA PLANA LONGITUDINAL

porém, por uma corrediça plana adicionalUma boa vedação ao deslizar é também garantida. A
corrediça se ajusta automaticamente pela pressão do ar e pela mola montadaAs câmaras de ar são

Esta construção tem para comutação, um pistão de comando. A seleção das ligações é feita, vedadas por anéis "O" (O-Ring) montados no pistão de comando; não existem furos na camisa do pistão que poderiam provocar danificação na vedação.

Mediante um breve impulso pneumático na ligação de comando Y, a corrediça une P com B e A com R e outro impulso do lado Z liga P com A e B com R.

Figura 35: Vedação entre êmbolo e corpo da válvula. Figura 36: Válvula corrediça longitudinal manual 3/2 vias.

Tirando o ar da linha de comando, o pistão permanece em posição estável até que seja dado outro sinal do lado oposto (comportamento bi-estável).

5.2.2.3-VÁLVULA CORREDIÇA GIRATÓRIA

outro tipo de acionamento a essas válvulasSão fabricadas geralmente como válvulas direcionais

Estas válvulas são geralmente de acionamento manual ou por pedal. É difícil adaptar-se de 3/3 vias ou 4/3 vias. Mediante o deslocamento rotativo de duas corrediças pode ser feita à comunicação dos canais entre si.

essas posições intermediárias não podem ser fixadas com exatidãoDevido à compressibilidade do

A figura à esquerda mostra que na posição central todos os canais estão bloqueados. Devido a isso, o êmbolo do cilindro pode parar em qualquer posição do seu curso, porém ar comprimido, ao variar a carga a haste também varia sua posição.

Prolongando os canais das corrediças, consegue-se outro tipo de posição central. A figura à direita mostra que na posição central os canais A e B estão conectados com o escape. Nesta posição, o êmbolo do cilindro pode ser movido por força externa, até a posição de ajuste.

Figura 37: Válvula direcional corrediça plana longitudinal de 4/2 vias - Comutação por impulso pneumático.

Figura 37: Válvula Corrediça Giratória (posição central em exaustão).

Figura 38: Válvula Corrediça Giratória (posição central fechada).

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