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6.2.2-ATUADOR DE GIRO CONTÍNUO

Através de motores pneumáticos podem ser executados movimentos rotativos de forma ilimitada. A principal característica destes motores é a alta rotação que se pode atingir. Como exemplos de aplicação podemos citar as ferramentas pneumáticas e as brocas utilizadas por dentistas, que podem atingir até 500.0 RPM (turbo motores). Os motores pneumáticos são classificados, segundo a construção, em motores:

• de pistão; • de palhetas;

• de engrenagens;

• turbomotores.

Figura 47: Atuador de Giro Limitado. Figura 48: Atuador de Giro Limitado de Aleta Giratória.

6.2.2.1-MOTORES DE PISTÃO Este tipo está subdividido em motores de pistão radial e axial.

6.2.2.1.1-MOTORES DE PISTÃO RADIAL

O êmbolo, através de uma biela, aciona o eixo do motor. Para que seja garantido um movimento sem golpes e vibrações são necessários vários pistões. A potência dos motores depende da pressão de entrada, número e área dos pistões.

Os motores de pistões radiais podem atingir até 5.0 min.-1 com potências variando entre 2 e 25 cv, a pressão normal.

6.2.2.1.2-MOTORES DE PISTÃO AXIAL

O funcionamento dos motores de pistões axiais é semelhante ao dos motores de pistões radiais. Um disco oscilante transforma a força de cinco cilindros, axialmente posicionados, em movimento giratório. Dois pistões são alimentados simultaneamente com ar comprimido. Com isso obtém-se um momento de inércia equilibrado, garantindo um movimento uniforme e sem vibrações do motor.

Figura 49: Atuador de Giro Contínuo – Pistão Radial.

Figura 50: Atuador de Giro Contínuo – Pistão Axial.

6.2.2.2-MOTORES DE PALHETAS

Graças ao pequeno peso e construção simples, os motores pneumáticos geralmente são fabricados segundo este tipo construtivo. Estes são, em princípio, de funcionamento inverso aos compressores de palhetas (multicelulares).

O rotor está fixado excentricamente em um espaço cilíndrico. O rotor é dotado de ranhuras.

As palhetas colocadas nas ranhuras serão, inicialmente, afastadas da parede interna do cilindro mediante uma pequena quantidade de ar aplicada sob elas.

Depois, pela força centrífuga, a vedação individual das câmaras estará garantida. Motores de palhetas podem atingir rotações entre 3.0 e 8.500 min.-1 com potências que vão de 0,1 a 24 cv, a pressão normal.

6.2.2.3-MOTORES DE ENGRENAGENS

A geração do momento de torção se dá neste tipo de motor pela pressão do ar contra os flancos dos dentes de duas rodas dentadas engrenadas. Uma roda é montada fixa no eixo do motor e a outra, livre no outro eixo. Estes motores, utilizados como máquinas de acionar; têm potências de até 60 cv.

Turbomotores são usados somente para trabalhos leves, pois sua velocidade de giro é muito alta (500.0 min.-1). Seu princípio de funcionamento é inverso ao dos turbocompressores.

7-SENSORES DE PROXIMIDADE

Os sensores de proximidade, assim como as chaves fim de curso, são elementos emissores de sinais elétricos, os quais são posicionados no decorrer do percurso de cabeçotes móveis de máquinas e equipamentos industriais, bem como das hastes de cilindros hidráulicos e/ou pneumáticos. O acionamento dos sensores, entretanto, não depende de contato físico com as partes móveis dos equipamentos, basta apenas que estas partes aproximem-se dos sensores a uma distância que varia de acordo com o tipo de sensor utilizado. Existem no mercado diversos tipos de sensores de proximidade, os quais devem ser

Figura 51: Atuador de Giro Contínuo – Palhetas selecionados de acordo com o tipo de aplicação e do material a ser detectado. Os mais empregados na automação de máquinas e equipamentos industriais são os sensores capacitivos, indutivos, ópticos, magnéticos e ultra-sônicos, além dos sensores de pressão, volume e temperatura, muito utilizados na indústria de processos.

Basicamente, os sensores de proximidade apresentam as mesmas características de funcionamento.

Possuem dois cabos de alimentação elétrica, sendo um positivo e outro negativo, e um cabo de saída de sinal. Estando energizados e ao se aproximarem do material a ser detectado, os sensores emitem um sinal de saída que, devido principalmente à baixa corrente desse sinal, não podem ser utilizados para energizar diretamente bobinas de solenóides ou outros componentes elétricos que exigem maior potência.

Diante dessa característica comum da maior parte dos sensores de proximidade, é necessária a utilização de relés auxiliares com o objetivo de amplificar o sinal de saída dos sensores, garantindo a correta aplicação do sinal e a integridade do equipamento.

7.1-SENSORES INDUTIVOS

São componentes eletrônicos capazes de detectar a aproximação de um material metálico sem a necessidade de contato físico entre sensor e o acionador, aumentando a vida útil do sensor por não possuir peças móveis sujeitas a desgastes mecânicos.

7.2-SENSORES CAPACITIVOS

São sensores capazes de detectar a aproximação de objetos sem a necessidade de contato físico, tal qual os sensores indutivos, porém com principio de funcionamento baseado na variação da capacitância.

Figura 52: Sensores Indutivos.

Figura 53: Sensores Capacitivos.

7.3-SENSORES ÓPTICOS

São sensores remotos que podem ter alcance de vários metros, são aplicados em ambientes que necessitam um resposta rápida de detecção.

Os sensores de proximidade ópticos detectam a aproximação de qualquer tipo de objeto, desde que este não seja transparente.

A distância de detecção varia de 0 a 100 m, dependendo da luminosidade do ambiente.

Normalmente, os sensores ópticos são construídos em dois corpos distintos, sendo um emissor de luz e outro receptor.

Quando um objeto se coloca entre os dois, interrompendo a propagação da luz entre eles, um sinal de saída é então enviado ao circuito elétrico de comando.

Outro tipo de sensor de proximidade óptico, muito usado na automação industrial, é o do tipo reflexivo no qual emissor e receptor de luz são montados num único corpo, o que reduz espaço e facilita sua montagem entre as partes móveis dos equipamentos industriais.

A distância de detecção é entretanto menor, considerando-se que a luz transmitida pelo emissor deve refletir no material a ser detectado e penetrar no receptor, o qual emitirá o sinal elétrico de saída.

Figura 54: Sensores Ópticos (Fotoelétricos).

8-PROJETOS 8.1- DISPOSITIVO DE ALIMENTAÇÃO DE PEÇAS

A figura abaixo representa um dispositivo de alimentação de peças. O funcionamento deste baseia-se no avanço de um atuador de simples ação que desloca as peças para dentro do sistema, retornando em seguida à sua posição inicial para uma nova alimentação.

O avanço do atuador ocorre através do acionamento de um botão e o retorno pelo desacionamento do mesmo.

Foi elaborado um projeto a fim de apresentar um circuito capaz de solucionar o exercício dado.

Figura 5: Dispositivo de Alimentação de Peças.

8.2- DOBRADOR DE CHAPAS

O funcionamento do dobrador de chapas baseia-se no avanço de um atuador de dupla ação que desloca as peças para dentro do sistema, retornando em seguida à sua posição inicial para uma nova alimentação.

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