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Portanto:VL = VF

4.3.6 Corrente de linha e corrente de fase na ligação em triângulo:

Na ligação em triângulo, a corrente de linha (IL) é aquela que se encontra em cada uma das linhas, ou seja, nos condutores externos. Já a corrente de fase (IF) é a corrente de cada bobina.

Para estudar o comportamento das correntes de linha e de fase na ligação em triângulo, é preciso lembrar que cada condutor externo é comum a duas fases, ou seja, uma corrente de linha e composta de duas correntes de fase.

Analogamente com o que ocorre com as tensões de linha em um circuito de ligação em estrela, na ligação em triangulo, a corrente de linha é também a soma vetorial das duas correntes de fase que a compõem.

Veja um exemplo, conforme convencionado no diagrama anterior:

Como as correntes estão defasadas 120º, na ligação em triangulo com tensões e cargas balanceadas, a corrente de linha é igual à corrente de fase multiplicada por raiz de três, ou seja:

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4.3.7 Potência Elétrica e Fator de Potência: Potência é a capacidade de produzir trabalho, na unidade de tempo, isto é:

Tempo EnergiaPotência=

Os motores, os transformadores e outros equipamentos de unidades consumidoras têm como força a energia elétrica, que é utilizada de duas formas distintas: a energia reativa e a energia ativa.

Isso faz com que a potência total resultante, a qual chamamos de Potência

Aparente (PA) seja composta de duas parcelas distintas: a Potência Reativa e a Potência Ativa. A potência aparente medida em kVA (quilovolt-ampere) é a soma vetorial das potências ativa e reativa, ou seja, é a potência total absorvida pela instalação.

A potência aparente provê a energia elétrica que possibilita a força motriz das máquinas e dos equipamentos de uma instalação. No entanto as máquinas elétricas em grande parte equivalem a circuitos com resistências e reatâncias indutivas combinadas, normalmente com predominância indutiva, Assim, quando em funcionamento as mesmas apresentam um comportamento no qual as formas de onda senoidais da tensão e da corrente acabem ficando defasadas, conforme a figura ao lado:

A potência reativa (PR), medida em kVAr (quilovolt-ampere-reativo), é responsável pela formação do campo magnético (magnetização) necessário para o funcionamento das máquinas girantes, a exemplo dos motores de indução e também dos transformadores.

A potência ativa (P), medida em kW (quilowatt), é aquela que efetivamente produz trabalho útil, aquela que realmente possibilita a execução das tarefas, isto é, faz os motores girarem realizando o trabalho do dia a dia.

A composição vetorial destas duas formas de potência é que resulta na potência aparente. Uma analogia bastante conhecida e que permite uma percepção do entendimento prático dessas duas formas de energia é a seguinte: num copo de cerveja com espuma, a

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O chamado Fator de Potência nada mais é que o cosseno do ângulo da defasagem existente entre a tensão e a corrente (cos φ). O fator de potência (cos φ) pode ser determinado também pela razão entre potência ativa e potência aparente.

A medida do Fator de Potência é utilizada pelas concessionárias fornecedoras de energia elétrica para saber se uma empresa consome energia de modo adequado ou não. Ele indica a eficiência do uso da energia. Um alto fator de potência indica uma eficiência alta e um fator de potência baixo indica baixa eficiência. Atualmente é exigível por lei um Fator de Potência de igual ou maior que 0,92.

Quanto maior for o consumo de energia reativa, para o mesmo consumo de energia ativa, mais baixo será o Fator de Potência.

A correção do baixo Fator de Potência é uma das soluções para reduzir as perdas de energia elétrica, diminuir os riscos com acidentes elétricos por superaquecimento e, também, para evitar acréscimo na fatura de energia.

Um baixo Fator de Potência pode ser corrigido com:

• O correto dimensionamento de motores e equipamentos;

• A correta seleção, utilização e operação de motores e equipamentos elétricos em geral;

• A utilização permanente de reatores de alto Fator de Potência;

• A instalação de capacitores ou banco de capacitores onde for necessário (de preferência próximo da carga).

4.3.8 Potência em ligações triângulo / estrela:

A potência aparente (PA) total, de um sistema carga trifásico, seja o mesmo ligado em triângulo ou estrela, é calculada simplesmente multiplicando-se a os valores de VL e IL

3⋅⋅=LLAIVP em kVA (quilovolt-ampere)

Já potência ativa (P) de um sistema trifásico, procede-se levando em consideração o fator de potência da carga consumidora (cosϕ), ou seja:

ϕcos⋅⋅⋅=3LLIVP em kW (quilowatt)

Assim, para calcular a potência ativa, basta-nos multiplicar a potência aparente pelo co-seno do ângulo de defasagem (cos ϕ ou fator de potência):

ϕcos⋅=APP

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Por sua vez a potência reativa (PR) é dada por:

ϕsenPPAR⋅= em kVAr (quilovolt-ampere-reativo)

Um triângulo retângulo é freqüentemente utilizado para representar as relações entre KW, KVAR, e KVA

ϕcos

P André Luis Lenz – 1998 -2009

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