NR-10 Módulo Básico

NR-10 Módulo Básico

(Parte 1 de 10)

01 -Introduçªo à Segurança Com Eletricidade........................... 03
02 -Riscos em Instalaçıes e Serviços com Eletricidade........... 23
 Choque ElØtrico, Mecanismo e Efeitos23
 Arcos ElØtricos, Queimaduras e Quedas3
 Campos EletromagnØticos38
03 -TØcnicas de AnÆlise de Risco................................................ 42
04 -Medidas de Controle de Risco ElØtrico................................. 58
05 -Normas TØcnicas e Legislaçªo Complementar.................... 81
06 -Regulamentaçªo do MTE........................................................ 85
 Código Civil e Penal Brasileiros97
 NR-109
07 -Equipamento de Proteçªo Coletiva....................................... 119
08 -Equipamento de Proteçªo Individual.................................... 123
09 -Rotinas de Trabalho – Procedimentos.................................. 142
10 -Responsabilidades................................................................. 146
1 -Prevençªo e Combate a Princípio de IncŒndio................... 156

1 - NOÕES DE ELETRICIDADE

A Eletricidade é a forma de energia mais usada em todo o mundo. Sem ela nªo hÆ dœvida de que o homem nªo teria as maravilhas que dispıe hoje. Ao acendermos uma simples lâmpada ou ligarmos o mais complexo dos aparelhos devemos sempre estar conscientes de que vÆrios fenômenos elØtricos estªo ocorrendo naquele momento.

Podemos afirmar que a Eletricidade estÆ presente em quase todos os instantes de nossas vidas. Nos momentos de lazer ou de trabalho estamos, de uma forma ou de outra, utilizando a Eletricidade.

HÆ muitos anos o homem vem se preocupando em desvendar os segredos que envolvem esta forma de energia tªo maravilhosa; as pesquisas e os estudos tŒm sido muitos, mas, apesar de todos os avanços que tŒm sido alcançados podemos afirmar que a Eletricidade, na sua essŒncia, continua sendo um mistØrio. E Ø exatamente esta sØrie de dilemas que nos faz cada vez mais ficar fascinados pelo estudo da Eletricidade.

1.1- ESTRUTURA DA MATÉRIA

Todos os corpos existentes na natureza sªo constituídos de matØria. Se pudØssemos observar a menor parte (dividindo-a ao meio atØ encontrarmos esta parte) da matØria, veríamos que ela Ø formada de pequenas partículas que recebem o nome de Ætomos.

tomos Sªo as Partículas Formadoras de Toda a MatØria

Um átomo nªo pode ser visto a olho nu, mas, caso isso fosse possível veríamos que ele Ø formado por trŒs partículas: prótons, nŒutrons e elØtrons. Os prótons e nŒutrons encontram-se numa parte central do Ætomo chamada de nœcleo, enquanto os elØtrons giram em torno desse nœcleo, constituindo a eletrosfera.

Os tomos Sªo Formados por Prótons, NŒutrons e ElØtrons.

1.2- CARGA ELÉTRICA

Verifica-se que os prótons e os elØtrons sªo providos de uma certa propriedade à qual se deu o nome de carga elØtrica (tambØm chamada de quantidade de eletricidade). Os nŒutrons nªo apresentam essa propriedade e, por isso, sªo desprovidos de eletricidade. As cargas elØtricas presentes nos prótons e nos elØtrons sªo de características opostas e, por isso, diz-se que as primeiras sªo positivas (+), enquanto que as outras sªo negativas (-).

As Cargas dos Prótons Sªo Positivas (+) As Cargas dos ElØtrons Sªo Negativas (-) Os NŒutrons Sªo Desprovidos de Cargas

1.3- CORRENTE ELÉTRICA

A corrente elØtrica Ø o movimento ordenado de cargas elØtricas, mas, como sabemos que as œnicas partículas que podem ser deslocadas sªo os elØtrons e, mais facilmente os elØtrons livres. Podemos entªo afirmar que:

Corrente ElØtrica Ø o Movimento Ordenado de ElØtrons Livres em um Caminho Condutor.

A corrente elétrica Ø representada por I ou i e a sua unidade de medida Ø o AmpØre, que se abrevia sempre por A.

O Instrumento Usado Para Medir Corrente ElØtrica Ø o Amperímetro.

Em eletricidade existem dois tipos de corrente que se distinguem pela forma como os elØtrons se deslocam no interior dos condutores. A corrente contínua e a corrente alternada. Vejamos em linhas gerais quais as diferenças entre as duas:

Corrente Contínua Ø Aquela em Que os ElØtrons se Deslocam Sempre no Mesmo Sentido.

Corrente Alternada Ø Aquela em Que os ElØtrons Períodicamente Invertem o Seu Deslocamento e em Cada Instante Tem um Valor Diferente.

1.4- DIFERENA DE POTENCIAL

Vimos que a corrente elétrica Ø o movimento ordenado de elØtrons. Mas para que os elØtrons se desloquem Ø necessÆrio que uma força atue sobre eles. Essa força recebe o nome de diferença de potencial (ddp) e tambØm Ø conhecida por tensªo (E), força eletromotriz (f.e.m) ou ainda voltagem (V). Todos estes termos servem para dar nome à força que dÆ origem ao movimento dos elØtrons, isto Ø, a corrente elØtrica.

A unidade de medida da tensªo elØtrica Ø o VOLT, que Ø se abrevia sempre por V.

O Instrumento Usado Para Medir Tensªo ElØtrica Ø o Voltímetro.

1.5- RESISTNCIA ELÉTRICA

Quando uma corrente elétrica atravessa um material qualquer ela encontra uma certa dificuldade que recebe o nome de ResistŒncia ElØtrica.

ResistŒncia ElØtrica Ø a Dificuldade Oferecida a Passagem da Corrente ElØtrica.

Todos os materiais existentes na natureza oferecem resistŒncia à passagem da corrente elØtrica. As características do material e as condiçıes em que ele se encontra Ø que definem o valor da sua resistŒncia elØtrica.

A resistŒncia elØtrica de um corpo Ø sempre representada pela letra R. A unidade de medida da resistŒncia Ø o OHM, que se representa (Ù) .

O Instrumento Usado Para Medir ResistŒncia ElØtrica Ø o Ohmímetro.

1.5.1 - Fatores Que Influem na ResistŒncia ElØtrica de um Condutor: 1.5.1.1- Temperatura

Verifica-se, na prÆtica que o valor da resistŒncia elØtrica de um corpo varia em funçªo da sua temperatura. Essa afirmaçªo pode ser constatada em laboratório ao medirmos a resistŒncia de um determinado corpo à temperatura ambiente e depois de o aquecermos. Verifica-se, nesse caso, que o valor da resistŒncia dos metais aumenta quando eles sªo aquecidos e diminui quando os mesmos sªo resfriados. Dizemos entªo, que a resistŒncia de um corpo metÆlico Ø uma funçªo direta da sua temperatura.

Ao Aquecermos um Corpo MetÆlico a Sua ResistŒncia ElØtrica Aumenta. Ao Resfriarmos um Corpo MetÆlico a Sua ResistŒncia ElØtrica Diminui.

Se um corpo tiver o seu comprimento cortado pela metade verificamos que a sua resistência tambØm serÆ reduzida à metade. Isto pode ser explicado da seguinte forma: Os elØtrons, ao atravessarem o corpo inteiro, encontrarªo um determinado nœmero de obstÆculos, o que vai caracterizar um certo valor de resistŒncia elØtrica, caso esse corpo tenha o seu comprimento cortado pela metade o mesmo ocorrerÆ com o nœmero de obstÆculos encontrados pelos elØtrons no seu deslocamento, o que faz com que a resistŒncia tenha seu valor reduzido à metade.

A ResistŒncia ElØtrica Ø Diretamente Proporcional ao Comprimento do Corpo.

1.5.1.3- Seçªo Transversal

Um fenômeno inverso ocorre quando cortamos um corpo no sentido da sua seçªo transversal. Nesse caso a passagem para os elØtrons torna-se mais difícil, fazendo, portanto, com que a sua resistŒncia elØtrica aumente.

A ResistŒncia ElØtrica Ø Inversamente Proporcional a Seçªo Transversal do Corpo.

1.5.1.4- Material A resistŒncia elØtrica, tambØm varia em funçªo do material do corpo.

1.6- LEI DE OHM

George Simon Ohm foi o cientista que descobriu que a relaçªo entre a tensªo (V) e a corrente (I) Ø uma constante sempre igual à resistŒncia (R). Essa relaçªo, em homenagem ao seu descobridor, ficou conhecida como Lei de Ohm e Ø uma das mais importantes da eletricidade. Matematicamente podemos escrever a Lei de Ohm assim:

A Intensidade da Corrente Ø Diretamente Proporcional a Tensªo Aplicada e Inversamente Proporcional a ResistŒncia do Circuito.

Exemplos de aplicaçªo:

1) Um resistor de 60 Ù Ø alimentado por um gerador que fornece tensªo de 120 Volts. Calcular a intensidade de corrente que atravessa o resistor.

Dados: V = 120 Volts R = 60 Ù

Soluçªo: Pela Lei de Ohm I = V∕ R, entªo, podemos escrever I = 120 / 60 I = 2 AmpØres

2) Uma corrente de intensidade igual a 4 A atravessa um resistor de 30 Ù. Calcular a tensªo aplicada.

Dados:

Soluçªo: A Lei de Ohm nos diz que I = V/R, portanto, podemos dizer que V = RI. Entªo: V = 30 x 4 = 120 Volts

Toda e qualquer forma de energia Ø usada para realizar um trabalho. Para que um trabalho seja realizado, evidentemente, Ø necessÆrio um certo tempo. Podemos afirmar que a potŒncia Ø a velocidade com que a energia Ø usada na realizaçªo de um trabalho. Essa definiçªo Ø genØrica e serve para todos os tipos de energia, seja ela elØtrica, mecânica, calorífica, luminosa ou outra forma qualquer existente na natureza.

(Parte 1 de 10)

Comentários