Aplicação de Defensivos Agrícolas

Aplicação de Defensivos Agrícolas

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Pulverizador centrífugo

Os pulverizadores centrífugos são equipamentos para a aplicação de defensivos agrícolas que utilizam o processo chamado atomização centrífuga para a subdivisão do líquido em gotas menores.

Neste processo, a subdivisão é obtida através da introdução do líquido sob baixa pressão no interior de um mecanismo giratório, que pode ser um cilindro de tela, escova circular ou mesmo um rotor ranhurado.

O maior desenvolvimento destes equipamentos se deu somente nas últimas duas décadas, como conseqüência da dificuldade para controlar a deriva das gotas pequenas e uniformes, que são produzidas com essa técnica de pulverização, nas diferentes condições ambientes. Também o grande avanço da pulverização hidráulica contribui para esse desenvolvimento tardio.

Inicialmente esses pulverizadores, utilizados para a aplicação de inseticida, aplicavam gotas na ordem de 80 micras, o que as tornavam bastante sujeitas à deriva. Entretanto pesquisadores com o objetivo de reduzir a faixa de variação do tamanho de gotas desenvolveram um pulverizador de gotas controladas (CDA), equipamento este que por meio do disco rotativo produzia gotas de tamanho muito uniforme e centradas em um tamanho médio de 250 micras, as quais apresentam ótima eficiência biológica e menor susceptibilidade a evaporação e deriva.

A pulverização centrífuga é uma alternativa bastante utilizada nas aplicações aéreas, entretanto sua utilização nos equipamentos terrestres deve ser bastante criteriosa, sendo recomendada somente em explorações agrícolas capazes de manejar bem esta técnica.

Em condições ambientais apropriadas (brisa moderada) pode se realizar aplicações fitossanitárias em baixo volume sobre cultivo baixos com bons resultados. As maiores dificuldades para uma correta aplicação aparecem quando a velocidade do vento aumenta, o que incrementa muito a deriva.Também quando não existe vento algum, ocorre um depósito somente superficial sem penetração do produto no interior da folhagem tratada.

Outro problema é a falta de mão de obra e assistência técnica especializada. Além disso, a pulverização centrífuga somente opera com eficiência quando o volume aplicado é pequeno o bastante para impedir que se inunde o disco rotativo. Existe um fluxo máximo permitido, por exemplo 1,5 ml/seg para o equipamento “Herbi”.

Em contrapartida a pulverização centrífuga apresenta uma série de benefícios que a torna viável em determinadas condições.

As gotas produzidas resultam em um tamanho extraordinariamente uniforme, adequadas para os tratamento de baixo (BV) e ultra baixo (UBV) volume ( 1 a 50 L/ha). Com a utilização de gotas muito pequenas se consegue uma boa cobertura com baixos volume de calda, no entanto, existe maior dificuldade para controlar e dirigir este tipo de gotas pequenas em condições atmosféricas desfavoráveis.

Este método de trabalho teve sua origem na "Aviação Agrícola" e em equipamentos manuais, para regiões com escassez de água. Seu uso tem crescido nos equipamentos terrestres, a medida que se desenvolvem produtos químicos adequados para essa forma de aplicação.

Análise operacional e econômica das técnicas de aplicação

A análise operacional e econômica das diferentes técnicas de aplicação permite a seleção do equipamento mais adequado e do procedimento mais apropriado para as distintas situações.

A análise operacional envolve basicamente a determinação da capacidade da máquina pulverizadora e do seu rendimento. A capacidade é quantidade de trabalho executada em uma unidade de tempo, e é muito importante para se fazer o planejamento dos tratos culturais. Uma forma simplificada de se calcular essa capacidade, observada em condições reais de operação, é através da seguinte fórmula:

• Cco = capacidade de campo operacional (hectare/hora) • TPe = tempo de preparo (acoplamento, regulagem e calibração da máquina) • Tr = tempo de reabastecimento do tanque pulverizador

• Td = tempo de deslocamento, indo e vindo para o tempo de abastecimento • Tv = Tempo de virada nas cabeceiras

• TPr = Tempo de produção

Já a análise do custo de um sistema de pulverização, deve levar em conta o custo de utilização de todos os componentes, isto é, do trator, do pulverizador e, quando houver, da carreta tanque.

É de fundamental importância não se perder de vista, nesta análise, o componente biológico do problema. As medidas a serem preconizadas nunca deverão afetar a eficácia do controle do problema fitossanitário que se pretende resolver. Além disso, uma aplicação mais rápida e mais barata não deve provocar maiores riscos ao operador e ao ambiente.

Cálculo da produção diária* Para calcular a produção diária de pulverizadores de barra, pode se usar:

Onde,

• T - capacidade do tanque, em litros • q - vazão total da barra, em L/min

• J - jornada diária de trabalho, em minutos

• Q - volume de pulverização, em L/ha

• Ab - tempo gasto de abastecimento, em minutos

• E - fator que indica eficiência operacional (%)

Vazão total

Para obter a vazão de calda aplicado ao longo da barra em um determinado tempo usa-se a fórmula:

onde,

• q - vazão total da barra, em L/min • Q - volume de pulverização em L/ha

• V - velocidade em, Km/h

• f - faixa de aplicação da barra, em metros

• 600 - fator de conversão de unidades

Tempo de abastecimento

Para determinar o tempo de reabastecimento, considera-se todo o tempo gasto desde a interrupção da pulverização, quando termina a calda, até o reinício da aplicação, podendo-se calcular pela fórmula:

onde,

• Td - tempo de deslocamento até o local de abastecimento • Tprep - tempo de preparo do pulverizador para abastecimento

• Tench - tempo de enchimento do tanque

• Tmist - tempo de preparo da mistura

Eficiência operacional O cálculo da eficiência operacional é feito usando a fórmula:

onde,

• E - eficiência operacional • Tpulv - tempo real de pulverização, em minutos

• Tcampo - tempo total do pulverizador no local de trabalho, em minutos, menos o tempo de abastecimento

Fonte de consulta: Manual técnico sobre orientação de Pulverização. Empresa Jacto. 32p.

Pontas de pulverização

Ao final desse módulo você será capaz de:

*Conhecer as principais pontas de pulverização disponíveis no mercado *Aprender a selecionar a ponta de pulverização mais adequada a cada condição de aplicação *Entender a importância da correta seleção da ponta de pulverização

Bicos hidráulicos e pontas de pulverização

Os bicos hidráulicos são dispositivos utilizados nos pulverizadores para subdivisão do liquido em gotas, capazes de promover uma distribuição uniforme do defensivo sobre a superfície de aplicação.

Os bicos fragmentam o liquido pela ação da pressão exercida por uma bomba, que força o líquido passar por um orifício, adquirindo velocidade e energia no difusor para subdividir-se em pequenas gotas ao sofrer o impacto com o ar.

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