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CURSO: MBA de Regulação em Petróleo & Gás DISCIPLINA: OPERAÇÕES EM DOWNSTREAM

Professor: Jorge Navaes Caldas

Componentes do Grupo:

Antônio Roberto de Medeiros José Antônio de Sousa Meireles Roseane Brazil Ribeiro Wânia Maria Teixeira Rodrigues

21 de setembro de 2007 Rio de Janeiro - RJ

Jorge Navaes Caldas 29/08/2007

1- Discutir as principais características de qualidade e as principais perspectivas de aplicação da GASOLINA nos próximos anos no Brasil e no mundo.

2- Descrever principais características que devem ser avaliadas no petróleo para o seu adequado processamento nas refinarias, chamando a atenção para o tratamento que o mesmo sofre durante a produção e que é chamado de processamento primário do petróleo.

3- Descrever como as refinarias brasileiras estão se adequando para processar os petróleos nacionais, em especial o Marlim, de modo a compatibilizar a produção com a demanda interna e externa de derivados.

4- Descrever o processo de CRAQUEQMENTO CATALÍTICO, comentando a importância desta unidade no esquema de refino.

5- Discutir a logística de distribuição dos derivados de petróleo no Brasil e no mundo, destacando o papel do modal dutos.

O padrão esperado para cada resposta deste trabalho é de aproximadamente duas páginas A4 em espaçamento simples e tamanho de letra igual a 10. Devendo ser respondidas após uma pesquisa do assunto na Internet, livros e apostilas.

Empregue, em especial, a apostila e os livros sugeridos:

è “PROCESSOS DE REFINO” do professor Elie Abadie Ł “FUNDAMENTOS DO REFINO DE PETRÓLEO” de Alexandre Salem Szklo Saraceni da editora Interciência

Ł “IMPACTOS AMBIENTAIS DO REFINO DE PETRÓLEO” de Jacqueline Barboza Mariano da editora Interciência

Ł “LOGÍSTICA DO PETRÓLEO – TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO” de Luiz Cláudio dos Santos Cardoso da editora Interciência

Ł “TRANSPORTE MARÍTIMO DE PETRÓLEO E DERIVADOS” de Pedro Paulo Saraceni da editora Interciência

Devem conter também figuras e tabelas que ajudem o entendimento do texto. Sítios indicados para consulta inicial:

- Petrobras (http://www2.petrobras.com.br/). - ANP (http://w.anp.gov.br/).

- Oil&Gas Journal (http://ogj.pennnet.com/home.cfm).

- TN-Petróleo (http://w.tnpetroleo.com.br/index.asp?browser=Microsoft%20Internet%20Explorer) - Brasil Energia (http://w.brasilenergia.com.br/)

As respostas devem ser enviadas para o meu e-mail: jnavaes@gmail.com

1. Discutir as principais características de qualidade e as principais perspectivas de aplicação da GASOLINA nos próximos anos no Brasil e no mundo.

Resposta:

Descrição – tipo A gasolina é um produto obtido a partir do refino do petróleo e sua composição depende de sua utilização, para aviação ou automotiva, de sua origem e dos processos de refino do petróleo.

A gasolina de aviação é uma gasolina que apresenta alto índice de desempenho, além de outras características especiais. É uma mistura de hidrocarbonetos de 5 a 10 átomos de carbono, que destila entre 30ºC e 170ºC aproximadamente, e é obtida por processos desenvolvidos para produção de compostos com alto número de octano tais como: reforma, isomerização, polimerização e alquilação.

Já a gasolina automotiva é uma mistura de hidrocarbonetos contendo desde 4 até 12 átomos de carbono, com pontos de ebulição entre 30°C e 225°C. Com base no seu número de octano, as gasolinas automotivas são classificadas, de modo geral, em dois tipos: “regular” e “premium”. No Brasil, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) especifica três tipos de gasolinas automotivas, tipo A, tipo B e tipo C, sendo a gasolina do tipo B de uso exclusivo das forças armadas.

A gasolina tipo A é a gasolina produzida pelas refinarias de petróleo e entregue diretamente às distribuidoras. É uma mistura de naftas numa proporção tal, que enquadre o produto na especificação da ANP. Já a gasolina tipo C é a gasolina tipo A recebida pelas distribuidoras, proveniente das refinarias, adicionada de álcool etílico anidro combustível (AEAC). Essa gasolina é a que se encontra disponível no mercado, sendo comercializada nos postos revendedores.

A gasolina chamada “aditivada” é a gasolina tipo A adicionada, além do álcool etílico, dos chamados aditivos detergentes dispersantes. Esses aditivos têm a finalidade de minimizar a formação de depósitos no carburador e nos bicos injetores, assim como, no coletor e hastes das válvulas de admissão e também são anticorrosivos. A gasolina aditivada recebe um corante que lhe confere uma cor distinta daquela apresentada pela gasolina comum, evitandose possíveis fraudes e adulteração do produto.

Considerações e Características Devido à importância desse combustível, diversos estudos são desenvolvidos visando garantir sua qualidade e minimizar os efeitos ambientais de seu uso e possíveis danos à saúde da população. Como já foi mencionada, a gasolina automotiva é uma mistura de hidrocarbonetos contendo desde 4 até 12 átomos de carbono, com pontos de ebulição entre 30°C e 225°C. Além disso, é um líquido inflamável, volátil, obtido por meio de processos de destilação direta, craqueamento, reforma, alquilação e isomerização.

Os hidrocarbonetos presentes na gasolina pertencem às séries parafínica, olefínica, naftênica e aromática e suas quantidades relativas dependem do petróleo e dos processos de obtenção utilizados. Atualmente, as gasolinas que saem das refinarias são compostas de misturas obtidas a partir de diferentes processos, balanceadas de modo a obter determinadas características que atendam aos requisitos de desempenho dos motores, de acordo com a composição desses hidrocarbonetos. A gasolina para o consumo pode ainda receber a adição de outros compostos como tolueno ou xilenos, álcoois, como o metanol ou o etanol anidros, além de outros aditivos com finalidades específicas, como os antioxidantes, detergentes, anticongelantes, desativadores de metal, corantes, etc. A reação básica que ocorre no interior de um motor é a quebra dos hidrocarbonetos que compõem o combustível para produzir dióxido de carbono, água e, o mais importante, calor (energia). Nos motores a explosão, a gasolina é vaporizada e recebe uma certa quantidade de ar. Essa mistura é então comprimida e explode sob a ação de uma faísca elétrica produzida pela vela do motor. A explosão desloca o pistão e esse movimento é aproveitado para produzir trabalho. Sob certas condições, essa mistura explosiva detona ao ser comprimida e essas detonações espontâneas, chamadas de “knocking”, prejudica o trabalho do motor, diminuindo sua potência e rendimento.

Os parâmetros mais críticos de qualidade da gasolina referem-se justamente às suas características antidetonantes. O índice de octano, ou octanagem, é uma medida da capacidade do combustível de resistir à detonação espontânea. O poder antidetonante é um dos principais parâmetros de medição da qualidade da gasolina automotiva, sendo determinado tradicionalmente segundo normas internacionais, em um equipamento padrão que consiste, essencialmente, em um motor monocilíndrico, com taxa de compressão variável e um medidor do número de batidas do motor por unidade de tempo (“knockmeter”), que foi desenvolvido pelo Cooperative Fuel Research Committee - CFR.

A determinação do número de octano tem por objetivo verificar a cinética de progressão da chama durante a queima, que deve ser a mais homogênea possível, evitando variações de velocidade de progressão ao longo do cilindro, que provocaria perda de potência e baixo rendimento, além de sérios danos mecânicos à máquina, dependendo de sua intensidade.

A gasolina adequada para os motores de combustão interna de ignição por centelha (endotérmicos) deve apresentar as seguintes características:

· Entrar em combustão por meio da centelha da vela de ignição, de forma homogênea e progressiva, sem detonar, proporcionando bom desempenho do motor, sem ocasionar danos.

• Vaporizar-se completamente no interior da câmara de combustão, em mistura com ar, de forma a queimar-se completamente e com o mínimo de formação de resíduos (depósitos).

• Vaporizar-se suficientemente com o motor frio, enviando para o motor a quantidade necessária para partir sem nenhuma dificuldade.

• Não vaporizar excessivamente antes de alcançar o sistema de injeção, para não acarretar problemas operacionais na bomba de gasolina e no sistema de injeção, tais como interrupção de fluxo de combustível para o motor.

Os elementos naturais que afetam a qualidade da gasolina (já estabilizada) são:

• Luz solar • Calor

• Raios ultravioletas • Temperatura ambiente alta

• Umidade alta

• Temperatura no tanque de gasolina

Especificações e Metodologias A Portaria No 309, da Agência Nacional do Petróleo (ANP), de 27 de dezembro de 2001 (9), estabelece as especificações de qualidade para a gasolina automotiva. O Regulamento Técnico da ANP No 05/2001 (vigente até 24/02/2005) especificava a gasolina tipo “C” com 25 ± 1% de Álcool Etílico Anidro Combustível - AEAC. As especificações para os pontos de destilação com 10%, 50%, 90% evaporados e PFE (ponto final de ebulição) são, respectivamente, 65°C, 80°C, 190°C e 220°C. Para a octanagem motor (MON) o valor mínimo é de 82,0, e o índice antidetonante (IAD) tem valor mínimo de 87,0.

Vários testes físico-químicos são utilizados para avaliação da qualidade da gasolina. Entre eles está o acompanhamento do seu perfil de destilação, a pressão de vapor e a relação vapor/líquido. Essas propriedades estão diretamente relacionadas à composição e às características químicas dos constituintes da mistura, influenciando o controle da partida do motor, seu aquecimento, aceleração, tendência ao tamponamento e diluição do óleo do carter e, em parte, o consumo de combustível e a tendência ao congelamento no carburador. A determinação da curva de destilação tem aplicação, também, no que se refere à verificação de contaminações com produtos de características diferentes, bem como de adulterações propositais, além de ser de grande utilidade na previsão do desempenho da gasolina no motor .

O Regulamento Técnico, supramencionado, aplicado à gasolina automotiva comercializada em todo território nacional, foi modificado em 25/02/2005, quando foi publicada no Diário Oficial da União, uma nova Resolução ANP, determinando nova metodologia e especificação. A determinação das características das gasolinas é realizada mediante o emprego de Normas

Brasileiras (NBR) e Métodos Brasileiros (MB) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ou normas da American Society for Testing and Materials (ASTM).

Especificações atualizadas das gasolinas brasileiras são mostradas na Tabela I, abaixo, de acordo com a RESOLUÇÃO ANP Nº 6, DE 24.2.2005 - DOU 25.2.2005 que estabelece as características e especificações de qualidade para a gasolina automotiva e a normatização das metodologias, que podem ser consultadas no Anexo - Regulamento Técnico ANP No 02/2005.

Tabela I - Especificação da Gasolina Padrão para Ensaios de Consumo e Emissões

Gasolina A Gasolina C ABNT ASTM D Aspecto Aprovada (1) Aprovada (1) NBR 14954 (2) 4176 (2)

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