Materiais e Equipamentos em Sistemas de Baixa Tensão

Materiais e Equipamentos em Sistemas de Baixa Tensão

(Parte 3 de 11)

Nas tabelas abaixo temos as características principais dos motores monofásicos de fase auxiliar.

C.V. 110V (A) 220V (A)

1/6 1/4 1/2

3,2 4,6 7,4

1,6 2,3 3,7

3/4 1 1 1/2

10,2 13,0 18,4

5,1 6,5 9,2

2 24,0 12,0

Número de Velocidade aproximada em R.P.M. 50 Hertz 60 Hertz

Pólos Em vazio À plena carga Em vazio À plena carga 2 3.0 2.920 3.600 3.500 4 1.500 1.435 1.800 1.730 6 1.0 960 1.200 1.140

Para velocidade em vazio foi tomada a velocidade de sincronismo, embora, na prática, essa velocidade seja ligeiramente menor.

A velocidade marcada na placa dos motores refere-se àquela medida à plena carga.

Os motores monofásicos de indução tem os seguintes inconvenientes:

• Pequena capacidade para suportar sobrecarga; • Baixo rendimento;

• Baixo fator de potência;

• Manutenção de custo elevado.

Os motores monofásicos de indução de fase auxiliar são utilizados em máquinas de lavar roupas, em eletrobombas, em geladeiras, enceradeiras de potência elevadas, etc.

A tabela ao lado dá o valor da corrente em ampères dos motores monofásicos em geral, nas diversas potências relacionadas com a tensão de alimentação.

Espírito Santo _

16 Companhia Siderúrgica de Tubarão

O condensador aplicado nos motores de fase auxiliar tem dupla finalidade:

• dar maior conjugado no arranque;

• produzir maior defasamento entre os campos magnéticos principais e auxiliar.

A capacidade dos condensadores de partida, determinada experimentalmente pelos fabricantes de motores, varia ao variar a potência do motor, conforme a tabela abaixo com limite máximo até 1 c.v.

Condensadores de Partida

C.V. microfarads (µµµµF) 1/6 de 161 até 193 1/4 de 216 até 259 1/3 de 270 até 324 1/2 de 340 até 408 3/4 de 430 até 516 1 de 540 até 648

Motor Trifásico Assíncrono

O motor trifásico se compõe de um estator com ranhuras no seu interior, onde são alojadas várias bobinas perfeitamente isoladas da massa estatórica e entre si, devidamente distribuídas e ligadas formando três circuitos distintos e simétricos chamados fases.

Estas fases deverão estar ligadas em triângulo (∆) ou estrela (Υ) a uma rede trifásica para que suas bobinas produzam um campo resultante giratório de valor invariável.

O motor trifásico de aplicação mais comum tem seu rotor do tipo gaiola de esquilo, podendo também ser do tipo bobinado com anéis para controlar o arranque por intermédio de reostato.

O campo giratório ao passar pelas barras ou condutores produz nestes correntes induzidas, fazendo com que o rotor crie um campo magnético que acompanhe seu sentido de giro.

Pode-se enunciar o seguinte princípio de funcionamento: três enrolamentos idênticos A, B e C simetricamente colocados com os respectivos eixos a 120º entre si, percorridos por três correntes alternadas de igual freqüência e valor eficaz, mas defasadas uma da outra de 120º elétricos ou de 1/3 de período, produzem um campo magnético rotativo φ R com amplitude constante, igual a 1,5 vezes o valor máximo de cada um dos três campos componentes φA, φB e φC.

Espírito Santo _

Departamento Regional do Espírito Santo 17 φ R = 1,5 x φ B, onde φB = máximo no instante considerado.

O campo magnético rotativo gira com velocidade uniforme, fazendo uma rotação em cada período da corrente de alimentação.

O sentido de giro está subordinado à seqüência de fases das correntes nos três enrolamentos das fases do motor que para girar ao contrário é preciso inverter-se a corrente de dois enrolamentos. Em geral, os três enrolamentos são ligados em estrela ou triângulo, para receber ligação de uma linha trifásica com três fios. O sentido de giro do campo poderá ser invertido, trocando-se simplesmente dois fios da linha ligados aos terminais do motor.

O gráfico abaixo mostra uma curva senoidal que é a representação da f.e.m. da corrente alternativa, e do campo magnético variável produzido por uma corrente que varia periodicamente seu sentido e sua intensidade.

Espírito Santo _

18 Companhia Siderúrgica de Tubarão

O motor trifásico de indução tem rotação de campo girante de acordo com a freqüência da rede e do número de pares de pólos: n= 120 xP

, onde: f = frequência de rede elétrica eP

f = número de pólos do motor

Escorregamento

A diferença entre a velocidade do campo girante e a do rotor dáse o nome de escorregamento. Geralmente o escorregamento é expresso percentualmente em relação à velocidade de sincronismo. Seu valor é baixo quando o motor funciona à vazio.

O escorregamento é calculado pela relação:s n n xs onde: s = escorregamento, em %; ns = velocidade síncrona; n = velocidade do rotor.

O rotor do motor à plena carga dá um escorregamento que varia de 3% para os motores potentes até 6% para os de pequena potência.

Estes motores levam vantagem sobre o motor síncrono, pelo fato de poder partir com carga.

Há dois tipos de motores de indução, conforme a forma do enrolamento do seu induzido:

• Motor de rotor gaiola de esquilo; • Motor de rotor bobinado.

Rotor com Gaiola de Esquilo

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