Fornecimento de energia eletrica a edificaçoes de uso coletivo-celpe

Fornecimento de energia eletrica a edificaçoes de uso coletivo-celpe

(Parte 4 de 12)

4.28O poste particular do padrão de entrada, para unidades consumidoras situadas em vias internas de condomínios horizontais ou vielas, deve situar-se no limite entre a unidade consumidora e a via interna, sendo dimensionado conforme tabela 08 do ANEXO I.

4.29O padrão de entrada tem no máximo três curvas de 90 graus. A distância máxima entre curvas é 3 m.

4.30Os condutores para os ramais de entrada devem ser de cobre, classe de encordoamento 2, com isolação mínima para 750 V. Se subterrâneos ou embutidos devem ser cobertos em polietileno reticulado XLPE, isolados para 0,6/1 kV.

4.31No caso de condomínios horizontais, a seção dos condutores da unidade consumidora deve ser dimensionada a partir de sua carga instalada ou demanda máxima, conforme a norma SM01.0-0.01 Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária de Distribuição a Edificações Individuais.

4.32Não é permitida a emenda de condutores do ramal de entrada dentro de eletrodutos.

4.33Os eletrodutos e caixas de inspeção do ramal de entrada não podem ser utilizados para fins não elétricos.

4.34Quando subterrâneo e derivando diretamente dos bornes secundários do transformador de distribuição, não deve cruzar terrenos de terceiros nem vias públicas. Deve ser construída base e caixa de inspeção padronizadas para subida em poste, utilizando curva 90 graus. A caixa de inspeção deve ser dotada de tampa em concreto armado com duas alças, conforme desenho 07 do ANEXO I.

4.35Os condutores da descida vertical em poste devem ser protegidos exclusivamente por eletroduto de aço carbono galvanizado, do tipo pesado, espessura mínima 3,75 m, com a respectiva bucha, diâmetro mínimo de Φ40 m, fixados ao poste por meio de fita de aço inoxidável.

4.36No trecho subterrâneo, devem ser utilizados eletrodutos de PVC rígido ou PEAD, instalados a uma profundidade mínima de 300 m, com declividade mínima entre caixas de passagem de 1%.

4.37Nas edificações em que o ramal de entrada seja instalado de forma aparente, sob o teto do pavimento subsolo, as caixas de inspeção devem ser construídas em chapas metálicas de ferro galvanizado nº 18 USG (mínimo), com dimensões mínimas internas de 400 m x 400 m x 300 m e dotadas de tampas constando o nome CELPE em alto relevo e munidas de dispositivo para aplicação de lacre da CELPE, conforme desenho 08 do ANEXO I.

4.38Nesta condição, os condutores do ramal de entrada devem estar protegidos por eletroduto de aço carbono galvanizado, fixados ao teto através de abraçadeiras metálicas, convenientemente instaladas a espaços regulares a fim de manter o eletroduto perfeitamente nivelado em relação ao teto. As extremidades do eletroduto entre duas caixas devem ser fixadas às mesmas através de bucha e arruela de alumínio.

4.39Devem ser construídas caixas de inspeção à distância de 500 m do poste, junto ao centro de medição e onde houver curva com ângulo superior a 45 graus em relação à direção do ramal. A distância máxima entre caixas, em trechos retilíneos, deve ser de 25 m.

4.40Os cabos devem ter comprimento reserva entre 1 e 2 m, pelo menos, nas caixas localizadas nas extremidades do ramal.

4.41É vedado o uso de qualquer dispositivo de interrupção no condutor neutro.

4.42As caixas de inspeção devem ser construídas em alvenaria com dimensões mínimas internas de 600 m x 600 m x 700 m de modo que permitam raios de curvatura dos cabos de no mínimo 10 vezes seu diâmetro externo ou conforme a especificação do fabricante e ter fundo falso com pedra britada, conforme desenho 07 do ANEXO I.

4.43As caixas de inspeção devem dispor de tampa de concreto armado, apresentando o nome CELPE em baixo relevo, subtampa em chapa de ferro galvanizado nº 12 USG e chumbadores. Para fins de lacre da CELPE, a chapa deve dispor de 04 (quatro) furos e dois dos quatro chumbadores devem ter furo transversal

Norma Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo na extremidade do mesmo, para permitir a instalação do lacre da CELPE. Devem ser instalados em disposição diagonal em relação à chapa, conforme desenho 07 do ANEXO I.

4.44Circuitos medidos e não medidos não podem coexistir nos mesmos eletrodutos e nem nas mesmas caixas de inspeção.

Subestação Condições Gerais

4.45A área exclusiva e delimitada ou o compartimento destinado à subestação da CELPE não pode ser utilizado para outros fins diferentes da transformação, operação e proteção da transformação.

4.46Na montagem da subestação, não se deve utilizar materiais de fácil combustão.

4.47Em caso de subestação com mais de um transformador, deve ser pintado nos centros de medição, de forma legível, o número do código operativo do transformador que alimenta o respectivo centro.

4.48As potências padronizadas para transformadores de uso coletivo são 75, 112,5, 150, 225, 300 e 500 kVA.

4.49O transformador de 300 kVA está padronizado exclusivamente para fins de substituição do transformador de 225 kVA, quando ocorrer eventual necessidade de aumento de potência para edificações existentes.

4.50No poste da CELPE do qual derivar o ramal de ligação aéreo ou subterrâneo deve ser instalado um jogo de chaves fusíveis, classe 15 kV, tendo capacidade de interrupção mínima de 10 kA, dimensionado e instalado pela mesma, e os elos fusíveis de acordo com a tabela 07 do ANEXO I.

4.51Deve ser instalado um jogo de pára-raios classe 12 kV, capacidade de interrupção mínima 10 kA, em todos os pontos onde houver transição da rede aérea para subterrânea ou vice-versa, solidamente aterrado.

Subestação Aérea com Dupla Transformação

4.52Deve ser reservada uma área mínima de 12,0 m² (4 m x 3 m), na área de recuo da edificação, isolada, visando não permitir o estacionamento de veículos. Esta área deve ser delimitada por no mínimo quatro piquetes interligados por corrente ou cordoalha, instalados nos vértices da referida área.

4.53Deve ser montada em 2 (dois) postes de concreto duplo T, dimensionados conforme tabela 09 do ANEXO I e instalado no centro da área reservada, com o lado de menor esforço (gaveta) do poste voltado para a via pública, conforme desenhos 12 ou 13 do ANEXO I.

4.54Deve ter localização e características construtivas que ofereçam boas condições de acessibilidade, operação e manutenção.

4.55Deve estar localizada o mais próximo possível da via pública, observada uma distância mínima de 2 m do limite com a mesma, e de 2 m para a lateral do terreno.

4.56O transformador utilizado deve ser trifásico, do tipo distribuição. 4.57Os pára-raios devem ser instalados solidamente aterrados no sistema de aterramento da subestação.

4.58O sistema de aterramento da subestação aérea deve ser composto, no mínimo, dos seguintes elementos:

4.58.1Uma haste de aço cobreada de dimensões 2400 m x 16 m, instalada a uma distância mínima de 1,50 m da base do poste;

Norma Fornecimento de Energia Elétrica a Edificações de Uso Coletivo

4.58.2Cabo de cobre de seção dimensionada conforme tabela 1 do ANEXO I (seção mínima 25 mm² ou aço cobreado seção 2 AWG), interligando o ponto comum dos pára-raios, neutro e carcaça do transformador à haste de aterramento, protegido por eletroduto fixado ao poste ou embutido neste;

4.58.3Conector haste-cabo, tipo TGC, conector de aterramento em bronze para conexões com duas porcas (grampo de aterramento tipo U) ou conector tipo cunha para aterramento, conforme desenho 14 do ANEXO I;

4.58.4A conexão de aterramento deve estar acessível para efeito de inspeção e medição da resistência de terra, conforme desenho 14 do ANEXO I.

Subestação Abrigada 4.59Deve existir compartimento interno, com uma área mínima de 12 m², tendo o menor lado 3 m.

4.60A subestação deve ser dotada de iluminação artificial de acordo com os níveis de iluminamento previstos pela NBR 5413.

4.61Caso a edificação possua sistema de iluminação de emergência, a subestação deve ter um ponto de luz ligado ao mesmo.

4.62Deve existir proteção contra incêndio através de extintor de CO2 de 12 kg, na parte externa da subestação, próximo à porta de entrada, devidamente protegido contra intempéries e sinalizado conforme norma do Corpo de Bombeiros.

4.63A ventilação da subestação deve ser feita através de janelas protegidas por combogós, tipo veneziana, devidamente telados, com malha de 5 a 13 m, em arame galvanizado, bitola 12 BWG, e com acesso para o ar livre ou área adjacente com esse acesso.

4.64As aberturas para ventilação natural devem ser no mínimo duas. Sendo uma para entrada de ar situada a, no mínimo, 0,50 m do piso exterior e outra, para saída de ar, situada o mais próximo possível do teto da subestação.

4.65No caso que não seja possível ventilação natural, deve ser feita a instalação de um sistema de exaustão que garanta, no máximo, 15 ºC de diferença de temperatura entre o ambiente interno e o externo da subestação.

4.66A área em [m²] para cada janela de ventilação deve ser calculada pela fórmula: A = 0,002* P, onde P é a potência instalada no centro de transformação em kVA. A área mínima é 1 m².

4.67O piso da subestação deve ter uma inclinação de 2% na direção de pelo menos um dreno de água com diâmetro mínimo de Φ100 m.

4.68Subestação com uma ou mais unidades transformadoras cujo volume de líquido isolante seja superior a 100 litros (que equivale aproximadamente ao volume de óleo contido em um transformador de 150 kVA) deve possuir sistema de drenagem com eletroduto de aço galvanizado diâmetro mínimo de 100 m (Φ4”) e caixa de coleta de óleo, com capacidade volumétrica mínima compatível com o volume de óleo dos transformadores, conforme desenho 15 do ANEXO I.

4.69As paredes de alvenaria devem ter espessura não inferior a 0,15 m, o teto da subestação deve ser em concreto armado e a cobertura acima do mesmo impermeável.

4.70Deve existir acesso à subestação que assegure a largura mínima para circulação de modo a permitir a fácil instalação ou retirada dos transformadores e equipamentos conforme tabela 02, não sendo permitido escadas com mais de três degraus.

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