O futuro da indústria: Biodiesel

O futuro da indústria: Biodiesel

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O Futuro da Indústria: Biodiesel

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Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva Presidente

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Luiz Fernando Furlan Ministro

Secretaria de Tecnologia Industrial Jairo Klepacz Secretário

André Marcos Favero Chefe de Gabinete

Manuel Fernando Lousada Soares Diretor de Política Tecnológica

José Rincon Ferreira Diretor de Articulção Tecnológica

Secretaria de Desenvolvimento da Produção Antônio Sérgio Martins Mello Secretário

Nilton Sacenco Kornijezuk Diretor de Setores Intensivos em Capital e Tecnologia

Confederação Nacional da Indústria e Conselho Superior do IEL Armando Queiroz Monteiro Neto Presidente

Instituto Euvaldo Lodi Carlos Roberto Rocha Cavalcante Superintendente

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O Futuro da Indústria: Biodiesel

Coletânea de Artigos

Série Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior – 14

Brasília, DF 2006

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O futuro da indústria: biodiesel4

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Secretaria de Tecnologia Industrial Departamento de Articulação Tecnológica Esplanada do Ministérios, bloco J, sobreloja 70053-900 – Brasília-DF, Brasil Tel.: 5 (61) 3425-7391 – Fax: 5 (61) 3425-7286 http://www.desenvolvimento.gov.br – e-mail: sti@desenvolvimento.gov .br

Instituto Euvaldo Lodi – Núcleo Central SBN Quadra 1, bloco B, 9o andar, Ed. CNC 70040-902 – Brasília-DF, Brasil Tel.: 5 (61) 3317-9080 – Fax: 5 (61) 3317-9403 http://www.iel.cni.org.br – e-mail: iel.cni@iel.cni.org.br

Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida, desde que citada a fonte.

Série Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior 1 - O futuro da indústria de bens de capital: a perspectiva do Brasil 2 - O futuro da indústria de fármacos: a perspectiva do Brasil 3 - O futuro da indústria de semicondutores: a perspectiva do Brasil 4 - O futuro da indústria de software: a perspectiva do Brasil 5 - O futuro da indústria da construção civil: construção habitacional 6 - O futuro da indústria de transformados plásticos: embalagens plásticas para alimentos 7 - O futuro da indústria têxtil e de confecções: vestuário de malha 8 - O futuro da indústria: produtividade de capital 9 - O futuro da indústria: empreendedorismo 10 - O futuro da indústria: educação corporativa 1 - O futuro da indústria: tendências tecnológicas e a indústria brasileira 12 - O futuro da indústria: a importância da metrologia para o desenvolvimento industrial 13 - O futuro da indústria: educação corporativa – reflexões e práticas

O futuro da indústria: biodiesel: coletânea de artigos / coordenadores José Rincon Ferreira, Carlos Manuel Pedroso Neves Cristo. – Brasília : MDIC-STI/IEL, 2006.

145 p. : il. – (Série Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior, 14).

ISBN 0

1. Energia renovável. 2. Biocombustível. 3. Política industrial. 4. Biodiesel. I. Título. I.Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior. II. Instituto Euvaldo Lodi. IV. Série. CDU 620.92

A Série Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior tem o apoio do Conselho

Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no âmbito do projeto Integração de Iniciativas Interinstitucionais ao Fome Zero: Aproximação do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia.

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O “lock in” tecnológico e as ações de Governo5

Agradecimentos

Agradecemos a Amil Assistência Médica, Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica (Abipti), Associação Brasileira de Educação Corporativa (ABEC), Banco do Brasil, Banco Itaú, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Companhia Brasileira de Alumínio – Grupo Votorantin, Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Datasul Educação Corporativa, Guanabara Química Industrial (Getec), Grupo Gerdau, Isvor/Fiat, Motorola Brasil, Natura, Petrovina Sementes, Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), e, em especial, à Empresa Brasileira de Aeronáutica, Embraer, pela participação na edição das Coletâneas da Série Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior.

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Apresentação

Esta coletânea de artigos sobre Biodiesel é um esforço de reflexão num campo de futuro promissor. Estão aqui reunidos textos que revelam uma janela de oportunidade para o desenvolvimento nacional. Esta publicação, articulada pela Secretaria de Tecnologia Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (STI/MDIC), dá seqüência a um trabalho que vem sendo desenvolvido em parceria com a Confederação Nacional da Indústria, em consonância com a nova Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE).

Essa política evidencia o uso da biomassa como uma atividade portadora de futuro e, nessa direção, o Governo Federal, por meio do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, vem implementando medidas para a consolidação de uma nova opção energética, não apenas para o País, mas para o mundo.

São reconhecidas as vantagens comparativas do Brasil quanto à qualidade de solo, clima e disponibilidade de água para a produção agrícola. O ProÁlcool desenvolve-se como o maior programa mundial de agroenergia, aproveitando-se dessas condições e da disponibilidade de terras agriculturáveis.

O Biodiesel surge, ainda com uma forte motivação social.

Várias oleaginosas adaptam-se generosamente ao semi-árido brasileiro, o que oferece uma opção econômica para as regiões pobres. A utilização de áreas ociosas e a recuperação de áreas degradadas, somadas às ações do programa de produção e uso de biodiesel, são um caminho de desenvolvimento.

As características do nosso óleo mineral cru ensejam uma forte redução do enxofre liberado no meio ambiente, evitando a proliferação de enfermidades respiratórias, principalmente nas áreas urbanas. A redução do enxofre encontra no biodiesel um aliado que, além disso, melhora as condições de uso do combustível para os motores.

Em São Paulo já temos, em caráter experimental, uma expressiva parcela da frota urbana usando uma mistura de 30% de biodiesel.

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O biodiesel pode tornar-se uma commodity de ampla demanda internacional, principalmente na Europa. No continente Europeu, a produção de biocombustíveis provavelmente não será suficiente para atingir a meta de 5,75% do total dos combustíveis utilizados até 2010, com matéria-prima local. O Brasil já participa de forma expressiva do suprimento do mercado de etanol, para fins automotivos, da Suécia.

A proposta do MDIC aponta para a difusão de conhecimento sobre o uso do nosso biodiesel. Buscamos participar do processo de elaboração das normas internacionais e estimular a indústria automobilística a realizar testes com percentuais crescentes de biodiesel, na mistura com diesel mineral.

Há, ainda, outro tema de grande importância, que deverá se constituir, por si só, assunto de uma futura publicação: os coprodutores e os bioplásticos. Tanto a partir do etanol, quanto a partir de óleos – o de mamona (rícino), em evidência – obtemos plásticos de alta qualidade. A demanda internacional por esses produtos cresce na mesma medida em que a consciência sobre os problemas do meio ambiente se difunde. Da produção de biodiesel, resultam 10% de glicerina, matéria-prima para uma infinidade de produtos a serem pesquisados e desenvolvidos.

O biodiesel oferece uma oportunidade para a integração entre indústria, agricultura familiar e combate à pobreza. Tudo isso ao lado da conquista de novo padrão energético: sustentável, ambientalmente responsável e economicamente dinâmico.

Luiz Fernando Furlan Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

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