Enfermagem em Programa de Saúde da Família

Enfermagem em Programa de Saúde da Família

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Propor mecanismos para a programação, controle, regulação e avaliação da atenção básica Manter as bases de dados nacionais

Estadual

Acompanhar a implantação e execução das ações de atenção básica em seu território Regular as relações inter-municipais

Coordenar a execução das políticas de qualificação de recursos humanos em seu território

Co-financiar as ações de atenção básica

Auxiliar na execução das estratégias de avaliação da atenção basica em seu território.

Municipal

Definir e implantar o modelo de atenção básica em seu território Contratualizar o trabalho em atenção básica

Manter a rede de unidades básicas de saúde em funcionamento (gestão e gerência)

Co-financiar as ações de atenção básica

Alimentar os sistemas de informação

Avaliar o desempenho das equipes de atenção básica sob sua supervisão.

1 – Conceitos Gerais

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Enfermagem

Aula 02 – Visita Domiciliar/Saúde da Mulher

A Visita Domiciliar é um dos instrumentos mais indicados à prestação de assistência à saúde, do indivíduo, família e comunidade e deve ser realizada mediante processo racional, com objetivos definidos e pautados nos princípios de eficiência. Apesar de antiga, a Visita Domiciliar traz resultados inovadores, uma vez que possibilita conhecer a realidade do cliente e sua família in loco, contribuir para a redução de gastos hospitalares, além de fortalecer os vínculos cliente – terapêutica – profissional.

MATTOS (1995) evidencia a amplitude de a Visita Domiciliar na área da saúde, permitindo avaliar, desde as condições ambientais e físicas em que vivem o indivíduo e sua família, até assistir os membros do grupo familiar, acompanhar o seu trabalho, levantar dados sobre condições de habitação e saneamento, além de aplicar medidas de controle nas doenças transmissíveis ou parasitárias.

A Visita Domiciliar também deve ser considerada no contexto de educação em saúde por

contribuir para a mudança de padrões de comportamento e, conseqüentemente, promover a qualidade de vida através da prevenção de doenças e promoção da saúde. Garante atendimento holístico por parte dos profissionais, sendo, portanto, importante à compreensão dos aspectos psico-afetivo-sociais e biológicos da clientela assistida.

Em 1984, o Ministério da Saúde, atendendo às reivindicações do movimento de mulheres, elaborou o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), marcando, sobretudo, uma ruptura conceitual com os princípios norteadores da política de saúde das mulheres e os critérios para eleição de prioridades neste campo (Brasil, 1984).

O PAISM incorporou como princípios e diretrizes as propostas de descentralização, hierarquização e regionalização dos serviços, bem como a integralidade e a eqüidade da atenção, num período em que, paralelamente, no âmbito do Movimento Sanitário, se concebia o arcabouço conceitual que embasaria a formulação do Sistema Único de Saúde (SUS). Incluía ações educativas, preventivas, de diagnóstico, tratamento e recuperação, englobando a assistência à mulher em clínica ginecológica, no pré-natal, parto e puerpério, no climatério, em planejamento familiar, DST, câncer de colo de útero e de mama, além de outras necessidades identificadas a partir do perfil populacional das mulheres.

Em 28 de maio de 2004 o Ministro da Saúde, Humberto Costa, lançou a - Política

Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher - Princípios e Diretrizes construídas a partir da proposição do SUS, respeitando as características da nova política de saúde.

A construção da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher - Princípios e

Diretrizes teve início em 2003, quando a equipe técnica de saúde da mulher avaliou os avanços e retrocessos alcançados na gestão anterior.

Na análise preliminar foram considerados os dados obtidos por intermédio dos estudos e pesquisas promovidos pela Área Técnica de Saúde da Mulher para avaliar as linhas de ação

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Enfermagem desenvolvidas, tendo destaque o Balanço das Ações de Saúde da Mulher 1998-2002, o Estudo da Mortalidade de Mulheres em Idade Fértil, a Avaliação do Programa de Humanização do Prénatal e Nascimento, a Avaliação dos Centros de Parto Normal e a Avaliação da Estratégia de Distribuição de Métodos Anticoncepcionais.

Em seguida, a Área Técnica buscou a parceria dos diferentes departamentos, coordenações e comissões do Ministério da Saúde. Incorporou as contribuições do movimento de mulheres, do movimento de mulheres negras e de trabalhadoras rurais, sociedades científicas, pesquisadores e estudiosos da área, organizações não governamentais, gestores do SUS e agências de cooperação internacional. Por fim, submeteu a referida Política à apreciação da Comissão Intersetorial da Mulher, do Conselho Nacional de Saúde. Trata-se, portanto, de um documento legitimado por diversos setores da sociedade e pelas instâncias de controle social do Sistema Único de Saúde (SUS).

A saúde da mulher inclui ações preventivas, curativas e de reabilitação, com foco em:

Assistência em clínica ginecológica, No pré-natal, Parto, Puerpério, No climatério, Planejamento familiar, DST, Câncer de colo de útero e de mama.

Assistência Ginecológica:

O processo de assistência ginecológica está relacionado com a educação da mulher, desde criança, passando pela adolescência e idade adulta.

É responsabilidade da equipe de saúde orientação sobre:

Higiene pessoal Ciclo menstrual Visitas periódicas ao ginecologista Exames ginecológicos de prevenção Relacionamento sexual

Assistência no pré-natal:

O pré-natal inicia-se com a descoberta da gravidez prolongando-se até o nascimento.

Em algumas situações o pré-natal poderá iniciar-se no momento que o casal faz a opção pela gravidez. Muitas mulheres com problemas de saúde precisam de cuidados e orientações mesmo antes da gravidez.

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As consultas médicas de pré-natal deverão ser mensais até o sétimo mês, quinzenais do sétimo ao nono mês e depois semanais até o nascimento.

Durante todo o período de gravidez a gestante deverá ser reavaliada em casos de intercorrências, tanto com ela como com a criança.

As visitas médicas podem ser intercaladas com a consulta de enfermagem, que além de avaliar fisicamente a gestante fará orientações para o período pós-nascimento.

Objetivos da Assistência Pré-natal

Preparar a gestante e seu parceiro para um nascimento e para um parto humanizado; Orientar e esclarecer as dúvidas quanto às modificações no organismo materno; Orientar quanto a modificações de hábitos, alimentação e atividades físicas; Reforçar o uso de medicamentos com orientação médica; Estimular o alojamento conjunto.

A gestante deve entender que, durante a gestação, seu corpo vai passar por uma série de mudanças, tanto físicas quanto psicológicas.

Precauções Importantes

Evitar o fumo a todo custo. Sua prática pode levar a recém-nascidos de baixo peso e a outras complicações; Dieta balanceada é fundamental. A mãe e o bebê devem consumir os alimentos necessários para que ambos mantenham a saúde durante a gestação; Gravidez não significa sedentarismo. Deve-se tentar manter a atividade física e até esportes leves podem ser realizados sob orientação médica; É recomendável o uso de sapatos de salto baixo para evitar pressões no sistema ósteoarticular; Apoiar os pés em banquinhos ao sentar e tornar mais constante o uso de meias-calças para prevenir o aparecimento de varizes; Relações sexuais são possíveis até o oitavo mês de gravidez, mas sempre sob orientação do obstetra.

Os cuidados da gestante também devem se estender às doenças que possam afetar a ela e ao feto. As mais perigosas são a rubéola e a toxoplasmose. Enfermidades que podem afetar a mãe nos primeiros três meses de gravidez.

Quanto mais no início da gravidez se dá o contágio, maior o risco para o feto. As conseqüências vão desde problemas de visão, distúrbios de desenvolvimento neuromotor, má formação, até morte fetal e aborto.

Outro aspecto, que deve ser acompanhado pela equipe de saúde, é impedir que a paciente fique anêmica, pois o volume sanguíneo sofre alterações durante o período de gestação.

Causam mais freqüentes de Anemia na Gravidez: Deficiência no consumo de ferro;

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