Enfermagem em Programa de Saúde da Família

Enfermagem em Programa de Saúde da Família

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Nesse período continua sendo necessária a visita ao ginecologista regularmente, e dependendo da mulher essa visita poderá ter seu intervalo reduzido.

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Doenças Sexualmente transmissíveis:

Cabe à equipe de saúde manter a mulher orientada quanto às diversas DST, como também seu tratamento e prevenção.

As principais patologias são:

Candidíase Tricomoníase Sífilis Aids Infecção por gardnerella Gonorréia Condiloma acuminado - HPV Herpes genital Linfogranuloma venéreo Pediculose do púbis Cancro mole

Planejamento familiar:

O planejamento familiar deverá ser decisão do casal e não apenas da mulher. A responsabilidade por gerar filhos não cabe apenas à mulher, mas sim ao casal.

O casal deverá ser orientado quanto aos:

Métodos anticoncepcionais: evitam a gravidez temporariamente, sendo revertido quando suspenso o método. Métodos de esterilização: são métodos considerados definitivos, pois nem sempre é possível a reversão do processo.

Entre os métodos anticoncepcionais podemos citar:

Tabelinha Temperatura corporal Hormonais Dispositivos intra-uterinos Camisinha masculina Camisinha feminina Espermicidas

Os métodos de esterilização são:

Laqueadura Vasectomia

Prevenção ao câncer de útero e mama:

A mulher deverá ser orientada quanto a necessidade de consultas rotineiras ao ginecologista.

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De acordo com o exame clínico da paciente, sua faixa etária e fatores de risco, a mulher deverá ser submetida a exames de rotina como: citologia oncótica, mamografia, densitometria óssea, ultra-sonografia tradicional e transvaginal, exames de dosagem hormonal, etc.

Esses exames deverão ser repetidos rotineiramente, sendo alguns anuais e outros a cada dois anos. Em caso de alteração o acompanhamento deverá ter o intervalo de tempo reduzido.

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Aula 03 – Idoso / Mental / Bucal

A Organização Mundial da Saúde estabelece o limite cronológico de 65 anos para o início da velhice nos países desenvolvidos, e 60 anos nos países em desenvolvimento.

A expectativa de vida humana

Com o advento da descoberta dos antibióticos, e outros avanços das ciências da saúde, os países desenvolvidos conseguiram retardar o processo do envelhecimento e aumentar a expectativa média de vida humana ao nascer, no século passado.

No Brasil, estamos em meio a um processo evolutivo caracterizado por uma progressiva queda da mortalidade em todas as faixas etárias, e um conseqüente aumento da expectativa de vida da população. Atualmente, a expectativa média de vida da população ao nascer é de 69 anos para os homens e 72 para as mulheres. A análise do crescimento populacional de diferentes faixas etárias mostra que o grupo de idosos, com 60 anos ou mais, é o que mais está crescendo no país. De 1980 a 2000, o contingente entre 0-14 anos teve um aumento de 14 % enquanto o grupo de pessoas idosas cresceu 107 %.

Esses dados configuram um enorme desafio para o país neste início de século em relação aos idosos. É preciso investir na promoção da saúde pública, para se lograr prevenir a morte prematura e aumentar a expectativa média de vida da população, para os patamares dos países desenvolvidos. Torna-se também imperativo investir na implementação de políticas públicas para propiciar condições de vida saudável e de qualidade para a população de idosos que cresce.

Violência em casa e nas ruas

Os idosos e as crianças estão entre as principais vítimas de violência doméstica e raras vezes conseguem se livrar do agressor e recomeçar uma vida saudável. Os maus-tratos não são exclusividade de países pobres, como o Brasil, e se tornam motivo de preocupação em todas as sociedades. Nos Estados Unidos, cerca de 2 milhões de idosos acima de 65 anos sofreram algum tipo de agressão.

No seu artigo 3º, inciso IV, a Constituição Federal do Brasil determina que o Estado deve promover o bem de todos, sem preconceito ou discriminação devido à idade. O Decreto Federal 1.948, de 3 de julho de 1996, regulamenta a lei sobre a Política Nacional do Idoso, pela qual "todo cidadão tem o dever de denunciar à autoridade competente qualquer forma de negligência ou desrespeito ao idoso". O impasse se encontra na aplicação das leis, em contraste com a realidade.

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O Rio de Janeiro é o estado brasileiro onde morrem mais idosos vítimas de violência, conforme pesquisa do Centro Latino-Americano de Estudos sobre Violência e Saúde (Claves), pertencente à Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Estima-se que, num grupo de 100 mil habitantes com mais de 60 anos, 249,5 morrem por homicídios, atropelamentos, tombos dentro de casa, entre outros.

O uso inadequado de medicamentos entre idosos

O uso de medicamentos entre os indivíduos acima de 65 anos é fator de preocupação, dada a possível ocorrência de reações adversas num organismo mais frágil. Dois aspectos podem agravar o problema: a qualidade da regulamentação sanitária e da assistência médicofarmacêutica.

Face às distorções na produção, na regulamentação, na prescrição e no uso de medicamentos, não é de estranhar que quase ¼ dos idosos receba no mínimo um fármaco impróprio (Gurwitz, 1994).

Cerca de 90% dos idosos consomem pelo menos um medicamento, e 1/3 deles cinco ou mais, simultaneamente (Stuck et al., 1994.; Polloow et al., 1994). Seu uso irracional se traduz em consumo excessivo de produto supérfluos, ou não indicados, e subutilização de outros, essenciais para o controle das doenças. A média de produtos usados por pessoa oscila entre 2 e 5 (Chrischilles et al.; Laukkanen, 1992.; Anderson & Kerluke, 1996). São preditores do uso a idade avançada (Baedel, 2000), o sexo feminino, as piores condições de saúde e a depressão (Chrischilles,1990; Chrischilles, 1992). Entre as classes terapêuticas mais consumidas estão os produtos os cardiovasculares, os anti-reumáticos, e os analgésicos.

Os psicotrópicos, produtos que atuam sobre o sistema nervoso central, em geral ansiolíticos e sedativos (Tancredi, 1979) são muito utilizados, sobretudo entre os viúvos ou separados (Wortman, 1994).

Socialização

O idoso necessita manter atividades de ordem social pois uma das necessidades básicas do ser humano é justamamente viver em sociedade.

A continuidade de atividades permite ao idoso permanecer útil a sua comunidade.

É importante que as atividades sejam avaliadas de acordo com a capacidade física da pessoa. Com o envelhecimento limitações físicas e mentais podem surgir e devem ser respeitadas.

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Mental

O estado de saúde somente será alcançado com o eqüilíbrio entre o físico, mental e espiritual do ser humano.

Todas as pessoas podem passar por distúrbios mentais oriundos de alterações emocionais.

Esses distúrbios são normais no dia a dia das pessoas, mas algumas apresentam uma reação exacerbada diante dessas situações.

Em qualquer situação é importante lembrar que o apoio de famíliares e amigos, como também a ajuda de profissionais é fundamental.

O profissional que atua em programas de saúde da família precisa estar atendo a alterações de comportamento dos pacientes que acompanha.

O início de vícios ou aumento de consumo de substâncias lícitas ou ilícitas pode indicar distúrbio mental.

Outro fator a ser observado é início ou aumento de agressividade, o que também deve ser avaliado pelo profissional.

Na maioria das vezes as informações são trazidas por familiares ou amigos e não pelo paciente. Toda informação merece ser investigada.

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