Enfermagem em Programa de Saúde da Família

Enfermagem em Programa de Saúde da Família

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É mais comum o aparecimento após os 60 anos de idade,mas casos são encontrados ate em indivíduos aos 40 anos.Seu crescimento depende de altos valores de Hormônio Masculino na circulação sangüínea, por isto é importante a prescrição destes hormônios, para tratamento de Impotência, por um especialista, no caso,um urologista.Existem estudos relacionando seu aparecimento com características raciais, genéticas e com doenças venéreas.

Sintomas

Na sua grande maioria, os sintomas estão relacionados a obstrução urinaria podendo estar também associada a infecção urinaria.Dentre eles podemos citar:

Dificuldade de iniciar a micção. Perda da força e do calibre do jato urinário. Dor ao urinar. Varias micções noturnas.

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Retenção de urina Dores na coluna, fêmur e bacia. Sangue na urina (hematúria). Perda de peso. É importante frisar, que em alguns casos, é totalmente silencioso.

Febre amarela

É uma doença infecciosa aguda , causada por um vírus RNA, arbovírus do grupo B, ou seja vírus transmitidos por artrópodes (Arthropod Borne Viruses) do gênero Flavivírus, família Togaviridae, podendo apresentar ciclo urbano ou silvestre, com transmissão através de vetores alados. É basicamente uma antropozoonose, isto é, uma doença de animais silvestres, acometendo o homem acidentalmente, principalmente quando participa de atividades militares em área de selva, extrativismo vegetal, caça ou desmatamento. Ocorre no norte do Brasil, abrangendo toda a Amazônia, acometendo cerca de quinhentas pessoas/ano.

Diferencia-se em dois padrões epidemiológicos: o urbano e o silvestre. O primeiro deve-se a ação de um mosquito de hábitos urbanos, o Aedes aegypti, que transmite a doença de pessoas doentes à uma população sensível, e que apesar de não ocorrerem casos há mais de cinquenta anos, volta a causar temor pela possibilidade de sua reemergência, devido intensa proliferação do Aedes aegypti nos grandes centros urbanos do Brasil no momento atual. O ciclo silvestre, por sua vez, é mantido pelas fêmeas de mosquitos antropofílicos (especialmente do gênero Haemagogos), as quais necessitam de sangue para amadurecer seus ovos; têm atividade diurna na copa das árvores, ocorrendo a infecção acidental do homem ao invadir o ecossistema viral.

Após um período de incubação médio de três a seis dias surgem os primeiros sintomas: febre alta, cefaléia, congestão conjuntiva, dores musculares e calafrios. Algumas horas depois podem ocorrer manifestações digestivas, tais como, náuseas, vômitos e diarréia, correspondendo à fase em que o vírus está circulando no sangue (Período de Infecção), evoluindo em dois a três dias à cura espontânea (Período de Remissão). Formas graves da Febre Amarela podem surgir um ou dois dias, após a cura aparente, observando-se aumento da febre e dos vômitos, prostração e icterícia (Período de Intoxicação).Em seguida surgem outros sintomas de gravidade da doença, tais como, hematêmese (vômito negro), melena (fezes enegrecidas), petéquias (pontos vermelhos) e equimoses (manchas roxas) em várias regiões da superfície corporal, desidratação, agitação, delírio, parada renal, torpor, coma e morte (em cerca de 50% dos casos).

O diagnóstico é essencialmente clínico, sendo que nas formas graves, somente é obtido post-mortem, através de provas laboratoriais para isolamento do vírus e exame anatomopatológico.

Não existe tratamento específico para o vírus da Febre Amarela. O tratamento consiste no uso de medicação sintomática, evitando-se os salicilatos (Ácido Acetil Salicílico e

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Enfermagem derivados), em função do risco de hemorragias, utilizando-se preferencialmente o Paracetamol. Pacientes com formas graves da doença necessitam de cuidados de Terapia Intensiva.

Na prevenção da Febre Amarela fundamental é a aplicação da vacina Anti-Amarílica, na dose de 0,5 ml por via subcutânea, com aplicação de reforço a cada dez anos. Não se recomenda a aplicação em gestantes e portadores de imunodeficiência (inclusive pelo Vírus da Imunodeficiência Humana). Deve-se ter especial cuidado na conservação (manter sob refrigeração) e utilizar no máximo por duas horas após abrir o frasco, pois a partir daí há uma perda de 50% do poder imunogênico da vacina.

Também conhecida como febre das Montanhas Rochosas, febre do carrapato, febre negra ou doença azul, a febre Maculosa é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida ao homem, basicamente, pelo carrapato-estrela o carrapato-de-cavalo (espécie Amblyomma cajennense) infectado pela essa bactéria, que vive em roedores como capivara e em gambás, coelhos, cavalo, gado, cão, etc. que funcionam como hospedeiros da doença. Conhecida no Brasil há mais de 70 anos (década de 20), a febre maculosa se não for diagnosticada em tempo pode matar o paciente em duas semanas.

Por se tratar de enfermidade antiga, embora pouco conhecida e de diagnóstico sorológico difícil no meio rural, deve-se tomar algumas precauções, principalmente para as pessoas que vivem no campo ou eventualmente visitam essas áreas. Ao se alimentar do sangue desses animais, o carrapato adquire a riquétsia e a transmite os seus filhotes e, o homem, ao ser picado por um desses carrapatos adquirirem a doença.

Desde a década de 30 os pesquisadores visavam obter uma vacina contra a febre maculosa. Ente os cientistas se encontrava José Lemos Monteiro da Silva, do Instituto Butantã, que acabou adquirindo a doença juntamente com o seu auxiliar técnico Edison Dias. Os dois trabalhavam no laboratório triturando carrapatos quando foram picados por eles. O cientista do Instituto Butantã e o seu assistente morreram pois na época não havia medicamentos para a doença e a pessoa picada por essa espécie de carrapato infectado morria antes do décimo dia de evolução da enfermidade. Depois disso, as pesquisas que vinham sendo desenvolvido pelo Instituto Butantã para conseguir uma vacina foram abandonadas. Somente no final da I Guerra Mundial é que surgiram os antibióticos do grupo tetraciclina e cloranfenicol, responsáveis pelo tratamento das pessoas atingidas pela doença.

Apesar de a febre maculosa ser uma doença antiga, é rara e o diagnóstico é difícil, principalmente se tiver que ser feito no meio rural. Somente por meio do teste sorológico é possível detectar a doença que se manifesta no homem depois de um período de incubação de dois a 14 dias. Logo que a enfermidade se manifesta, a pessoa sente forte mal-estar, acompanhado de gripe violenta com uma febre repentina de 39 a 40 graus. Abatida, a pessoa fica prostrada por causa do componente tóxico-infeccioso que se encontra em seu organismo. Paralelamente, aparecem máculas (manchas avermelhadas) nos pulsos, tornozelos, palmas das mãos e nas solas dos pés. Caso o diagnóstico não seja feito a tempo, o paciente pode morrer. No início, os sintomas parecem um estado gripal ou outras doenças febris de pequeno risco, o que pode confundir o diagnóstico. Se não tiver tratamento a doença evolui para um quadro de infecção generalizada, com complicações pulmonares, vasculares, desidratação, choques, coma e morte. Em casos de alguns desses sintomas, o médico deve ser procurado imediatamente, principalmente para quem vive na área de risco

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Trata-se de uma zoonose transmitida do animal para o homem, quando ele fica mais exposto a uma área endêmica. Por esse motivo é importante que as pessoas tomem alguns cuidados quando estiverem no meio rural. "É comum ver pessoas entrarem no mato de bermuda e tênis, correndo riscos, inclusive de serem picadas por carrapatos. As pessoas devem se vestir adequadamente quando forem a esses lugares. A calça e a camisa devem ser compridas e claras, para que se possa ver o carrapato que, quando adulto, atinge o tamanho de uma unha do dedo mindinho. Se acontecer de o carrapato picar, é importante retirá-lo o mais depressa possível, a fim de diminuir o risco de infecção. Ao retirar o carrapato, a pessoa deve fazê-lo bem junto à pele para não deixar as peças bucais do invertebrado no local onde ocorreu a picada.

O combate às diferentes espécies é feito por meio de carrapaticidas, que podem ser diluídos na água em que os animais são banhados. O estudo dos carrapatos tem revelado fatos curiosos, como a reprodução agâmica ou partenogenética, já verificada na espécie Amblyomma rotundatum, comum em sapos e cobras do Brasil.

Psoríase

Psoríase (do grego psoríasis = erupção sarnenta) já era conhecida desde os tempos mais remotos, existindo sua descrição e tratamento no Papiro de Ebers datado de 1550 a.C., foi descrita modernamente por Willan em 1801. Esta doença é uma afecção típica da espécie humana, não podendo ser reproduzida experimentalmente. Como a acne e o eczema, a psoríase é uma das dermatoses mais freqüentes e de distribuição universal, sendo possível que ela ocupe o segundo lugar, por ordem de freqüência, depois dos eczemas. Nas grandes estatísticas dermatológicas, a psoríase figura entre 5 a 7% dos casos. É uma doença muito comum, crônica e recorrente, caracterizada por placas e pápulas descamativas, bem delimitadas, de vários tamanhos e de cor prateada.

A gravidade da psoríase pode variar desde 1 ou 2 lesões praticamente assintomáticas, até doença generalizada com esfoliação e artrite debilitantes. A causa da doença é desconhecida, mas sabe-se que a descamação espessa deve-se a um aumento na velocidade de proliferação das células epidérmicas. Cerca de 2 a 4% da população branca é acometida. Entre os negros esta porcentagem é bem menor. O aparecimento da doença em geral se dá entre a 1ª e a 4ª décadas de vida, mas nenhum grupo etário está livre do risco. É comum haver história familiar de psoríase. O estado geral do paciente não é afetado, exceto pelo estigma psicológico de uma doença "feia", a menos que haja artrite grave ou esfoliação resistente ao tratamento.

A psoríase é mais freqüente no sexo feminino antes da puberdade, enquanto que no homem, a doença costuma iniciar-se mais tarde, entre os 15 e 30 anos de idade. Em apenas 2% dos pacientes, a psoríase se instala após os 60 anos de idade. O aparecimento da doença em geral é gradual. A evolução típica do quadro se dá com remissões e recidivas crônicas (às vezes com exacerbações agudas), que variam tanto na freqüência quanto na duração. Há diversos fatores relacionados com o aparecimento das erupções psoriásicas. Entre eles temos traumatismo local (fenômeno de Koebner, que se constitui no aparecimento de lesões sobre o

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Enfermagem local onde ocorreu um trauma), queimadura solar intensa, estado emocional, medicamentos tópicos, suspensão de tratamento com corticóides, pós infecção das vias aéreas superiores (principalmente em crianças).

As lesões, eritemático-escamosas ou descamativas, têm limites nítidos, tamanhos e formas diversas, podendo surgir em qualquer parte da pele, ainda que sejam mais habituais em certos locais (couro cabeludo, cotovelos, joelhos, o dorso e as nádegas). Com efeito, as lesões podem ser muito pequenas, em pontos (psoríase pontuada), de tamanho lenticular (psoríase em gotas ou psoríase lenticular), ou do tamanho de moedas (psoríase numular), porventura em forma de anéis (psoríase anular) ou em figuras serpiginosas (psoríase serpiginosa), às vezes muito extensas (psoríase geográfica). É óbvio, porém, ser possível aparecerem no mesmo doentes diversas modalidades morfológicas. As lesões podem ser muito discretas em qualquer região do corpo, surgir em locais dispersos e até em toda a superfície cutânea.

Sendo habitualmente fácil o diagnóstico da psoríase, em alguns casos pode ser necessário comprová-lo. Para isso, tem importância a curetagem metódica de Brocq, que consiste em rapar a lesão psoriática com uma cureta ou simplesmente com a unha, destacando sucessivas camadas de escamas (sinal da vela). Aparecerá uma última fina camada epidérmica, a qual, arrancada, evidencia uma superfície brilhante e momentos depois hão de surgir algumas gotículas de sangue (sinal do orvalho hemorrágico ou sangramento de Auspitz). Em volta das lesões observa-se, freqüentemente, uma área pálida, decorrente de provável constricção vascular (anel ou halo de Woronoff).

Podemos distinguir três modalidades clínicas da psoríase, a psoríase vulgar, a psoríase pustulosa e a psoríase artropática. A psoríase vulgar responde por cerca de 90% dos casos que, por sua vez, apresenta as formas "pontuada", "em gotas", "numular", "geográfica", etc. A psoríase pustulosa caracteriza-se por pústulas estéreis, que acometem as palmas e as plantas ou são generalizadas, nem sempre apresentando lesões típicas da psoríase. A psoríase artropática lembra muito a artrite reumatóide e pode ser tão debilitante quanto ela, não se encontra, no entanto, o fator reumatóide no soro do paciente.

A doença evolui por surtos de intensidade variável durante toda a vida. Pode, porém, desaparecer durante um tempo mais ou menos longo, de meses ou anos, espontaneamente ou após terapêutica.

O prognóstico depende da gravidade e da extensão do acometimento inicial. Em geral, observa-se que quanto mais cedo ocorrer a doença, pior o prognóstico. As crises agudas em geral melhoram logo, mas a remissão total do quadro é rara. Nenhum dos métodos terapêuticos conhecidos até hoje garantem a cura, mas é possível controlar a doença na maioria dos casos. O tratamento deve ser sempre acompanhado por um médico.

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Enfermagem Aula 08 – Avaliação

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Enfermagem Aula 06 – patologias ginecológicas

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