Informática para concursos

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(Parte 1 de 9)

João Antonio - BrOffice

Capítulo 1 – Software Livre

Considerações Iniciais

É impossível, já há algum tempo, não perceber o movimento quase silencioso e sorrateiro que toma conta do mundo dos programas de computador: o movimento do Software Livre. Esse movimento aparentemente sem volta tomou de assalto desenvolvedores (aqueles que criam os programas), usuários (aqueles que os usam) e empresas (aquelas que “forçam” o seu uso).

“Mas por que 'sem volta', João?” - você poderia perguntar(sim, leitor, eu ouvi!)

É simples, amigo(a) leitor(a): quando você entender completamente do que se trata o Software Livre e toda a filosofia por trás de seus conceitos, verá que, simplesmente, não é possível negar sua vocação para a hegemonia.

Acompanhe-me nessa interessante viagem. Apaixone-se também por essa idéia! Participe, você também, da maior mudança de paradigma que o mundo da informática já experimentou! Seja parte da revolução!

João Antonio

Tipos de Softwares

Não é possível entender a magnitude por trás do conceito de software livre sem entender como os programas de computador (softwares) estão divididos quanto às suas classificações. Vamos a algumas delas...

Software Comercial (Baseado em Licença de Uso)

A grande maioria dos programas de computador encontra-se dentro desta classificação: são Softwares Comerciais. A regra que rege o processo de instalação destes programas é muito simples: o usuário que deseja usá-los deve pagar uma taxa a título de licença de uso.

“Certo, João, mas isso é o certo! Se quisermos comprar um programa para nossa casa, devemos pagar por ele, não é mesmo? Afinal, os desenvolvedores trabalharam para fazê-lo! É o salário deles, não é?”

Concordo, amigo leitor! Concordo com sua colocação. Mas é necessário salientar, aqui, que a licença de uso não permite que você instale o programa em mais de um computador (a exemplo de “na nossa casa”, como você mencionou)! Ou seja, a licença é para que você utilize o programa em apenas uma única máquina!

“Quer dizer que seu tiver 4 computadores em meu escritório e quiser que haja um determinado software comercial em todos eles, terei de...”

João Antonio - BrOffice

Pagar 4 licenças! PERFEITO!

O simples ato da instalação de um programa em um computador sem a licença adequada para ele naquela máquina constitui um ato de pirataria!

“Pirataria? Mas eu não copiei nenhum CD para outra pessoa...”

Pirataria não é somente copiar o software sem autorização! É utilizá-lo sem autorização (ou seja, a bendita licença).

Softwares como Windows (sistema operacional da Microsoft), Microsoft Office (conjunto de programas de escritório da mesma empresa), Adobe Photoshop (programa de edição de fotografia mais festejado no mundo) e Autocad (programa para desenho de arquitetura e engenharia da empresa Autodesk) são exemplos de programas comerciais (os dois últimos, inclusive, com licenças extremamente caras!).

com cinco computadoresSe todos eles precisarem de Windows (e provavelmente

Vamos partir para um entendimento mais prático: imagine um escritório de arquitetura vão, porque um micro não funciona sem sistema operacional) e de Autocad (bastante recomendado para o desempenho da função a que se propõe a empresa do exemplo), haverá a necessidade de pagar mais pelo software (programas) em cada micro que pelo próprio hardware (peças físicas – corpo) da máquina.

Imagine só ter de pagar R$ 5.0,0 a mais por um computador, sabendo que a máquina em si (hardware) custou apenas R$ 2.o,o! Já imaginou? Absurdo, né?

Não se esqueça: instalar um software comercial (que exige licença de uso) em mais de uma máquina tendo apenas uma licença de uso para ele é pirataria!

Shareware (Demos e Trial)

Há muitos programas, disponíveis na internet e por meio de outras formas, que podem ser livremente avaliados pelos usuários, mas que não contêm todos os recursos disponíveis em suas versões oficiais comerciais. São como “amostras grátis” dos softwares.

Tais programas são conhecidos como Trial (versão de teste) ou Demos (versão demonstrativa) – o termo shareware também é usado para definir esses softwares que têm certas limitações. Tais limitações podem ser técnicas (como a falta de recursos especiais, ou comandos específicos) ou temporais (o programa avisa que vai “expirar” em alguns dias, e, transcorrendo este prazo, deixa de funcionar).

Normalmente os programas shareware são distribuídos para tornar conhecidos os softwares para o público geral, despertando o interesse na aquisição do software comercial que, adivinha, exige pagamento de licença de uso!

Freeware

Os softwares classificados como freeware são distribuídos completos (sem limitações) e sem exigência de qualquer tipo de licença. Ou seja, programas nessa categoria podem

João Antonio - BrOffice ser instalados, utilizados e copiados livremente – sem custo algum!

Um exemplo muito famoso de freeware é o Adobe Reader, programa usado para ler arquivos no formato PDF. O Skype, para comunicação telefônica na Internet (VoIP), também é um exemplo de freeware famoso!

“Joãonão vais me dizer que há algo 'melhor' que um software freeware? Tem?”

Sim, leitor! Os Softwares livres são melhores (mais “democráticos”) que os softwares classificados “apenas” como freeware. Vamos analisar isso mais detalhadamente agora...

Software Livre

distribuir o software e usá-lo sem culpa em quantos computadores quisermosUm

Um programa classificado como software livre oferece mais que a “liberdade” de software livre passa a ser nosso quando o adquirimos e, com isso, temos sobre ele os mesmos direitos que o desenvolvedor original teve.

“PeraíMas o desenvolvedor pôde alterá-lo, construí-lo, fazê-lo... não foi?”
criouUsar o software é muito pouco! Podemos fazer parte da história daquele

Sim, mas podemos o mesmo! Podemos alterar o programa (criando um novo software), podemos estudar como o programa funciona, para entender como o programador o programa! Podemos fazê-lo evoluir! Podemos torná-lo melhor...

Clarodesculpe...

“Dá para ser 'menos dramático' e mais objetivo, João?” A rigor, um software livre oferece quatro liberdades para os seus usuários:

Liberdade de Uso

A primeira liberdade descreve que um programa classificado como software livre poderá ser usado para qualquer finalidade. Sem restrições.

“Até aqui, João, nenhuma diferença em relação aos softwares comerciais, não é mesmo, João?”

Engano seu, caro leitorHá softwares comerciais que, mesmo sendo oficialmente

adquiridos (através do pagamento de licença) limitam, via normas “contratuais”, o uso para determinados cenários/tarefas.

O conjunto de escritório Microsoft Office 2007 edição Home And Student, por exemplo, não permite o uso de seu Word para a escrita de documentos “de trabalho”, mas apenas para documentos educacionais ou pessoais. A existência de uma restrição de uso é justificada (pela Microsoft) pelo fato de a licença dessa edição do programa ter um custo muito menor que as licenças das suas edições profissionais.

Mas é claro que a maioria dos programas de computador comerciais não restringem, de maneira alguma, a sua utilização por parte dos usuários.

João Antonio - BrOffice

Liberdade de Cópia e Distribuição

Um Software Livre pode ser copiado e distribuído livremente, sem restrições. Isso decorre da filosofia do próprio software livre: evoluir! Evoluir os programas, evoluir a qualidade de vida, evoluir a humanidade!

Um software livre é uma idéia que deve ser passada adiantePara tantas pessoas

quanto for possível!

Bem visto, leitor! ParabénsMas ainda faltam 2 liberdades...

“Aí igualamos um Software Livre a um Freeware, não é?”

Liberdade de Estudar (Conhecer) o Software

Uma das liberdades mais controversas da filosofia do Software Livre é aquela que determina que os usuários do software vão ter direito a analisar o software na exata maneira como ele foi feito.

Para isso, é necessário que, além do software pronto em si, seja disponibilizado, ou através do mesmo CD onde o software foi gravado, ou através de algum site na Internet, o código-fonte do software.

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