Estatísticas da Produção Pecuária 2009

Estatísticas da Produção Pecuária 2009

(Parte 1 de 7)

Indicadores IBGE

Estatística da Produção Pecuária Setembro de 2009

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE

Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva

Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão Paulo Bernardo Silva

Presidente Eduardo Pereira Nunes

Diretor-Executivo Sérgio da Costa Côrtes

Diretoria de Pesquisas Wasmália Socorro Barata Bivar

Diretoria de Geociências Luiz Paulo Souto Fortes

Diretoria de Informática Paulo César Moraes Simões

Centro de Documentação e Disseminação de Informações David Wu Tai

Escola Nacional de Ciências Estatísticas Sérgio da Costa Côrtes (interino)

UNIDADE RESPONSÁVEL Diretoria de Pesquisas

Coordenação de Agropecuária Flávio Pinto Bolliger

Gerência de Pecuária Octávio Costa de Oliveira

Supervisão de Indicadores Pecuários Denise Vouga Tardelli

Supervisão de Atividade Pecuária Lídia Maria de Souza Martins

Redator:

Adriana Helena Gama dos Santos Edmon Santos Gomes Ferreira

Editoração: Adriana Helena Gama dos Santos

Indicadores IBGE

Plano de divulgação:

Pesquisa mensal de emprego Estatística da produção agrícola * Estatística da produção pecuária * Pesquisa industrial mensal: produção física Brasil Pesquisa industrial mensal: produção física regional Pesquisa industrial mensal: emprego e salário Pesquisa mensal de comércio Sistema nacional de índices de preços ao consumidor: IPCA-E Sistema nacional de índices de preços ao consumidor: INPC - IPCA Sistema nacional de pesquisa de custos e índices da construção civil Contas nacionais trimestrais: indicadores de volume e valores correntes

* Continuação de: Estatística da produção agropecuária, a partir de janeiro de 2006

Iniciado em 1982, com a divulgação de indicadores sobre trabalho e rendimento, indústria e preços, o periódico Indicadores IBGE incorporou no decorrer da década de 80 informações sobre agropecuária e produto interno bruto. A partir de 1991, foi subdividido em fascículos por assuntos específicos, que incluem tabelas de resultados, comentários e notas metodológicas. As informações apresentadas estão disponíveis em diferentes níveis geográficos: nacional, regional e metropolitano, variando por fascículo.

I -PRODUÇÃO ANIMAL NO 2º TRIMESTRE DE 20094
Abate de animais4
i) Bovinos4
i) Frangos6
i) Suínos7
Aquisição de Leite8
Aquisição de Couro10
Produção de Ovos de Galinha1
I - TABELAS DE RESULTADOS12
– Comparação entre os trimestres de 2008 e 2009 – Brasil12
2 - Abate de Animais no ano de 2009 – Brasil13
3 - Aquisição e industrialização de leite – Brasil – 200916
4 -Aquisição de couro cru bovino no ano de 2009 – Brasil17
5 -Produção de Ovos de Galinha nos anos de 2008 e 2009 - Brasil17
I -TABELAS DE RESULTADOS POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO18
1 -Abate de Animais no 2º trimestre de 2009 – Unidade da Federação18
2 -Aquisição de Leite no 2º trimestre de 2009 – Unidade da Federação21
3 -Aquisição de Couro Cru no 2º trimestre de 2009 – Unidade da Federação2

1 -Abate de animais, Aquisição de leite, Aquisição de Couro e Produção de Ovos de Galinha 4 -Produção de Ovos de Galinha no 2º trimestre de 2009 – Unidade da Federação..........24

I - Produção Animal no 2º Trimestre de 2009

Abate de animais i) Bovinos O 2º trimestre de 2009 registrou o abate de 6,844 milhões de cabeças de bovinos.

Com relação ao 1° trimestre de 2009, houve um aumento de 5,5% do número de animais abatidos quebrando uma seqüência de quedas sucessivas iniciada no 3° trimestre de 2008, e uma redução de 10,2% com relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Esse desempenho do abate de bovinos pode ser o início de uma reversão de ritmo de baixa que culminou, no trimestre anterior, com o mesmo volume de abate no patamar dos 6,446 milhões de cabeças verificado no primeiro trimestre de 2005. O gráfico abaixo mostra a evolução trimestral do abate de bovinos a partir do 1° trimestre de 2007.

Todas as categorias apresentaram redução do volume abatido em relação ao mesmo período do ano anterior, com destaque para o abate de vacas (-15,8%). Comparando-se o 1º trimestre de 2009 e o trimestre imediatamente anterior, o aumento de 10,8% no abate de bois e de 4,0% no abate de novilhos assegurou a possível retomada de crescimento.

Como vinha ocorrendo durante o primeiro trimestre, grandes frigoríficos ainda estão tendo que equilibrar seus custos à nova realidade, ajustando suas escalas de produção, que trabalham num cenário ainda de baixa, impossibilitando a recuperação das recentes demissões ocorridas no setor.

Abate trimestral de bovinos 2007-2009

A n i m ais a batidos

(mil c a b e ç a s )

Fonte: IBGE, Departamento de Pesquisas, Coordenação e Agropecuária, Pesquisa Trimestral do Abate de Animais

Segundo o Cepea/USP, a oferta de boi gordo ao longo do segundo trimestre seguiu baixa. Mas, no mês de junho, a dificuldade de frigoríficos em encontrar animais prontos para abate animou pecuaristas que ainda possuíam boi gordo nesta entrada de entressafra. O indicador do Boi Gordo Esalq/BMF fechou em R$ 78,78/@ em abril e a R$ 82,02/@ em junho.

Em termos de peso de carcaças, registrou-se 1,612 milhão de tonelada, resultando em queda de 7,8% e de aumento de 6,3% respectivamente em relação ao 2º trimestre do ano anterior e 1º trimestre de 2009.

Com relação ao peso de carcaças por categoria investigada, o item vacas também destaca-se com variação negativa de 14,2%. Quando a comparação é feita com o 1º trimestre de 2009, destaca-se a categoria de bois que teve variação positiva de 1,2%.

No 2º trimestre de 2009, verificou-se uma redução de 12 informantes, participando da pesquisa um total de 1.446 informantes, distribuídos por todas as Unidades da Federação. Os estados do Rio Grande do Sul, de Pernambuco, do Ceará e de Minas Gerais continuam sendo os estados com o maior número de informantes de abate de bovinos totalizando quase 50,0% do número total. Mato Grosso é o principal estado brasileiro, em volume de abate, 13,6% de toda a produção nacional feita pelos estabelecimentos fiscalizados. A seguir destacam-se as produções feitas em São Paulo (13,3%), Mato Grosso do Sul (12,2%) e em Goiás (9,2%).

As regiões Centro-Oeste e Sudeste concentram cerca de 58,5% do abate de bovinos do Brasil. Tanto Goiás como Minas Gerais apresentaram uma queda acentuada no número de bovinos abatidas quando comparado no mesmo período de 2008. Cerca de 23,0% a menos para ambos. Quando compara-se com o 1° trimestre de 2009, o estado do Paraná registrou o maior crescimento com 27,8%.

A comercialização externa de carne bovina no 2º trimestre de 2009 teve aumento de 2,1% em volume e de 31,2% em faturamento em moeda americana quando comparado ao trimestre anterior. Este resultado foi suavizado pela brusca queda da taxa de câmbio durante o período que variou em seus extremos cerca de 15%.

Comparando-se com o 2º trimestre de 2008 observa-se queda de 7,2% no volume comercializado e de 24,2% no faturamento. Considerando a comparação feita no trimestre anterior que verificou uma queda de 19% no volume, houve uma aproximação no desempenho do ano anterior quando o comércio exterior ainda não tinha sido impactado pela crise financeira internacional. O preço médio da tonelada do produto no trimestre ficou em U$3.085, valor superior aos U$2.871 do 1º trimestre de 2009. No acumulado do semestre, as carnes congeladas de bovinos tiveram queda de 14,3% em volume, comparativamente ao mesmo período de 2008.

i) Frangos O abate de frangos no 2º trimestre de 2009 foi de 1,168 bilhão de cabeças, segundo a

Pesquisa Trimestral do Abate de Animais. A pesquisa investiga todos os estabelecimentos industriais que atuam sob inspeção sanitária, seja ela federal, estadual ou municipal. Comparando o abate registrado no 2º trimestre de 2009 com o obtido no mesmo período de 2008, observou-se queda de 2,4% no número de animais abatidos e aumento de 3,8% com relação ao 1º trimestre de 2009. A região sul do país contribui com 60,1% de todo o abate nacional de frangos. O Paraná é o principal estado, responsável por 26,5% da produção.

O Gráfico mostra o abate de frangos no 1º semestre entre os anos de 2005 e 2009.

Por ele pode se observar o pico alcançado em 2008 e a redução em 2009. Entre o primeiro semestre dessa série e o 1º semestre de 2006 houve aumento no abate de 3,0%; entre o 1º semestre de 2007 e o 1º de 2006, o aumento foi de 1,5%; entre 2008/2007 houve aumento de 12,2% e entre 2009 e 2008, reversão com queda de 4,0% no número de animais abatidos.

O peso total das carcaças abatidas foi de 2,450 milhões de toneladas, indicativo de queda de 4,2% com relação ao 2º trimestre de 2008 e aumento de 4,9% com relação ao 1º trimestre de 2009. O peso médio do animal abatido ficou em torno de 2,0 quilos.

Comparando-se os volumes abatidos nos 2º trimestres dos anos de 2008 e 2009, observa-se queda de participação da região Sudeste (8,4%), sendo ocasionada pela redução significativa registrada no estado de São Paulo (14,9%). A região Centro-oeste, por sua vez teve aumento de participação (6,7%). Nacionalmente, o estado de Alagoas teve a queda mais significativa (60,4%), enquanto que o Mato Grosso teve aumento de produção (20,2%).

Abate de frangos nos 1º semestre - Brasil - 2005 a 2009

1º semestre 20051º semestre 20061º semestre 20071º semestre 20081º semestre 2009 Semestre

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