Safrinha - O que aprendemos com ela

Safrinha - O que aprendemos com ela

(Parte 10 de 17)

¹ Coordenador Técnico Pioneer no MT ² Coordenador Técnico Pioneer em GO ³ Coordenador Técnico Pioneer no PR/MS Gerente de Produtos e Tecnologia Pioneer Região Sul

Oq ue aprendemos com ela erca de 90% das propriedades rurais brasileiras são exploradas pelas famílias dos proprietários.

Nos últimos 70 anos, o êxodo rural fez com que a população rural se reduzisse em 5%.

O processo de sucessão nas empresas rurais tem sido tema de inúmeros estudos não só no Brasil, mas em vários países. Uma das preocupações com esse processo está no fato de que as mudanças tecnológicas estão ocorrendo de maneira extremamente rápida. Como se isso não bastasse, aquilo que o homem rural, ou produtor rural como é chamado, mais aprendeu a fazer nessas últimas décadas, isto é, produzir, hoje já não é mais suficiente para a sua sustentabilidade.

Hoje, mais do que nunca, o produtor rural, necessita de novos conhecimentos de gestão que passam pelas áreas ambiental, trabalhista, recursos humanos, comercialização, compras, dentre outras. Além

C Cilotér Borges Iribarrem ¹

Sucessão nas empresas rurais familiares de novas habilidades, faz-se necessário administrar melhor o tempo, cada vez mais curto, e as finanças, cada vez mais apertadas.

Um novo desafio surge a cada momento, novas formas de negócios aparecem e são estranhas à rotina a que o produtor está acostumado. Além disso, surgem os filhos, noras, genros que, criados numa outra condição, disputam o processo de sucessão familiar. O conflito de gerações estará estabelecido se nada for feito ou pensado. Mas, isto é parte do processo e a fórmula do sucesso é combinar a experiência dos mais velhos com a ousadia dos mais novos dentro de uma atmosfera de respeito e lealdade.

Na prática, isso não é fácil. É difícil colocar em risco histórias de sofrimento e muito trabalho que proporcionaram a construção da estrutura da propriedade rural.

Mas, o mundo gira e gira cada vez mais rápido e de maneira diferente da habitual. E, assim, esse é o tema que gostaríamos de trazer para uma reflexão. Estamos nós preparados para o processo de sucessão familiar? Como devemos nos preparar?

A produção de grãos da agricultura brasileira cresceu, no período de 1990/1991 a 2006/2007, cerca de 126,75%, enquanto a área cultivada aumentou, no mesmo período, somente 21,82%. Estes crescimentos fantásticos ocorreram neste mesmo período também com a produção de carnes bovina, frango e suína e que, junto com a soja, são responsáveis por um significativo volume das exportações.

Para as pessoas que não conhecem o setor agropecuário, a conclusão a que chegam é que este aumento de produção em parte se deu por um maior número de pessoas envolvidas no processo de produção.

Entretanto, ocorreu exatamente o inverso como podemos ver no gráfico a seguir, em que a população rural brasileira diminuiu neste mesmo período.

O que vem acontecendo com o setor agropecuário

Para a definição de qual o tipo de calcário que se deve utilizar , observe a relação Cálcio/Magnésio.

- Ca/Mg 3, dê preferência para calcário dolomítico;

- Ca/Mg 3, dê preferência para calcário calcítico;

- Ca/Mg 3 em áreas acima de 3 anos de cultivo, com níveis médios de cálcio e magnésio, usar calcário em que a relação Ca/Mg seja próxima a 3/1;

- Relação Ca/Mg de áreas novas e/ou com valores muito baixos, usar, preferencialmente, calcário dolomítico.

As relações entre os nutrientes passam a ser cada vez mais importantes quanto mais estes estiverem no limite.

No caso da utilização do método SMP existe uma tabela específica para o cálculo da quantidade de calcário a ser aplicada.

O pH do solo serve como um indicativo da situação do solo.

A faixa de pH ideal pode ser considerada entre 4,5 a 7,5, sendo que valores abaixo ou acima desta faixa, podem causar danos à cultura.

Solos com pH abaixo de 4,5, provavelmente, possuem baixos teores de Cálcio e Magnésio, altos teores de Alumínio, e grande capacidade de fixação de Fósforo. Solos com pH acima de 7,5 possuem altas restrições quanto à disponibilidade de micronutrientes.

Há ainda o pensamento errôneo de que devemos procurar híbridos que se adaptem a pH baixos, quando o correto é resolver este problema por meio da correção do solo através da seleção do corretivo.

Considerando-se os teores de matéria orgância e os teores de Nitrogênio do solo, a regra básica é que a quantidade necessária de nitrogênio a ser aplicada para a produção de um saco (60 kg) de milho, varia entre 0,75 kg de N até 1,2 kg de N por saco produzido. Nos casos de plantio de milho após feijão, soja precoce bem adubada ou coberturas de solo que forneçam Nitrogênio para o sistema, como por exemplo o nabo forrageiro, e em condições favoráveis de precipitação e temperatura, a quantidade de Nitrogênio aplicada poderá ser mais baixa.

Nos plantios de milho após gramíneas como aveia e trigo, este nutriente terá uma baixa disponibilidade no solo, sendo neces- sária a aplicação de doses mais altas. Isso, principalmente, porque durante as fases iniciais de desenvolvimento da cultura do milho, os microorganismos se utilizarão do Nitrogênio contido no solo como fonte de energia para decompor essa aveia ou trigo concorrendo, assim, com a cultura do milho - Processo de imobilização do N.

Podemos considerar um valor médio, a aplicação de 1 kg de N por saco de 60 kg que se deseja produzir. Na prática, o que ocorre é que a necessidade de Nitrogênio aumenta com o acréscimo da produtividade. Assim, a cultura necessita cerca de 0,7 kg a 0,8 kg N por saco de grãos produzidos para produtividades até 6.0 kg por hectare. Ao redor de 0,8 a 1,0 kg N por saco de grãos para produtividades entre 6.0 e 7.500 kg por hectare, e assim por diante. Entretanto, estas taxas de absorção por nível de produtividade não fixas podem variar conforme o híbrido, manejo, condições ambientais, etc. Mas, servem como parâmetro básico.

Já no caso da safrinha, devido às peculiaridades de clima e aos residuais deixados quando o milho safrinha é plantado após a cultura da soja, a quantidade de Nitrogênio necessária é geralmente menor, cerca de 0,3 kg de N por saco de milho que se deseja produzir. Porém, num patamar de produtividade menor quando comparado com a safra verão.

Ao se interpretar a análise de solo para o cálculo de quantidade de Fósforo, devem ser observados alguns fatores: a) Qual o extrator utilizado: Mehlich ou Resina? Os valores de interpretação da análise são diferentes para os diferentes extratores. Caso isso não seja observado, pode-se classificar o teor de Fósforo errôneamente; b) Quantidade de argila; c) O histórico da área quanto à aplicação de fosfatos naturais. Caso o produtor tenha aplicado fosfatos naturais recentemente, os teores de Fósforo podem ser superestimados quando o extrator utilizado for o Mehlich. Isto também ocorre quando a saturação de bases é elevada.

Após observados esses fatores, podese utilizar tabelas estaduais para o cálculo da recomendação de Fósforo de acordo com a produtividade desejada.

O Potássio não é retido pela matéria orgânica, não é fixado no solo como o

Fósforo (com exceção de alguns solos do Rio Grande do Sul que possuem argila 2:1), não lixivia como o Nitrogênio e está disponível no solo na maioria dos casos.

Assim, podemos tratá-lo como prontamente disponível. Na CTC a pH 7,0, o ideal é que a quantidade de Potássio apresente 5% de saturação.

Alguns técnicos consideram que se a

CTC a pH 7,0 for maior que 8,0 cmolc/dm , a quantidade ideal de Potássio deve ser de 3% a 4%. Caso a CTC a pH 7,0 for menor que 8,0 cmolc/dm , a quantidade ideal é de 5%.

A dinâmica do Enxofre no solo é bastante similiar à do Nitrogênio e os níveis críticos, geralmente, estão nas camadas inferiores entre 20 a 40 cm. Apesar de o milho não ter alta necessidade de Enxofre, é importante observar os teores deste nutriente, uma vez que teores muito baixos podem apresentar restrições a produtividades mais altas.

Já os Micronutrientes requerem uma amostragem bastante representativa no solo. Alguns técnicos recomendam que a melhor forma de se visualizar realmente a quantidade de Micronutrientes em uma área é através da análise foliar. No caso dos Micronutrientes, o extrator utilizado também é muito importante no resultado final da análise.

Sugerimos que, nesses casos, informese de como devem ser retiradas as amostras e, também, sobre a qualificação do laboratório. Hoje, no Brasil, existem laboratórios de análise de solo credenciados por meio de um selo de qualidade. Informe-se antes.

Para mais informações a respeito da interpretação regional de Fertilizantes e Corretivos você pode consultar os seguintes :

6. Interpretação do valor do pH do solo

7. Nitrogênio 8. Fósforo

9. Potássio

10. Enxofre e Micronutrientes sites http://sistemaproducao.cnptia.embra pa.br/FontesHTML/Milho/CultivodoMilho/f ertilsolo.htm http://www.cnpms.embrapa.br/public acoes/publica/comuni82.pdf http://www.ipni.org.br/ppiweb/brazil. nsf/87cb8a98bf72572b8525693e0053ea 70/d5fbc829a2f54298832569f8004695c 5/$FILE/Milho.pdf

11¹ Engenheiro Agrônomo, M. Sc. Gerente de Produtos e Tecnologia Região Centro da Pioneer Sementes

interpretação das análises de solo e o cálculo da adubação para a cultura do milho podem variar de acordo com o método de análise e com os procedimentos de interpretação utilizados. Os níveis de nutrientes detectados e os coeficientes utilizados em cada análise dependem grandemente da região do país, do tipo de solo analisado, e da metologia de análise utilizada pelo laboratório.

Assim, é muito importante que você sempre consulte um profissional da região e obtenha informações junto a entidades de pesquisa, universidades locais, cooperativas, empresas de consultoria técnica ou o Engenheiro Agrônomo de sua confiança.

Neste artigo, sugerimos dez passos para a correta interpretação e decisões com base na análise de solo. Partimos do presuposto de que as amostras de solo foram retiradas de maneira correta, seguindo todos os requisitos técnicos para que representem, de maneira adequada, o estado nutricional em que o solo se encontra naquele momento. Para mais informações sobre a coleta de amostras para análise de solo, veja o quadro informativo na matéria "Preparo de solo e melhor uso de corretivos", publicada no Boletim Informativo nº 21, páginas 6 e 7, que pode ser encontrado na área Informações Técnicas do

Portal Pioneer (). w.pioneersementes. com.br

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