Safrinha - O que aprendemos com ela

Safrinha - O que aprendemos com ela

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2. Verificando a CTC a pH 7,0

3. Verificar a saturação de bases (V%) deste solo

Para que se faça uma interpretação detalhada da análise, é importante verificar o local em que foi retirada a amostra, a data da análise e o laboratório em que a análise foi realizada.

Devido às rotinas do laboratório, podem ocorrer equívocos quando um produtor envia para um laboratório local amostras retiradas em propriedades localizadas em outra região ou estado.

A data da análise é importante, pois caso tenha havido um novo plantio após a retirada da amostra, o resultado dessa amostra se torna inválido, uma vez que os nutrientes presentes no solo já terão sofrido alteração. É recomendado que se realize uma análise química de solo por ano, ou no máximo, uma a cada dois anos. As análises de textura de solo, podem ser mais espaçadas, uma vez que a variação é pequena.

Quanto verificamos a CTC (capacidade de troca catiônica), indiretamente, estamos medindo a e a presente no solo, e principalmente, a quantidade e qualidade da deste solo. É recomendado que você saiba quais são os valores médios da CTC a pH 7,0 da sua região, para que possa ter um padrão de comparação.

Existem controvérsias a respeito do valor considerado ideal para a saturação de bases na cultura do milho. Na prática, percebemos que o valor que apresenta menor possibilidade de erros, é V% = 60. Para o cálculo da quantidade percentual atividade quantidade de argila matéria orgânica de Cálcio e Magnésio, que deve ser utilizada na correção do solo, é importante considerar as pesquisas regionais e que se leve em conta também: a CTC a pH 7,0, quantidade de argila e, principalmente, a matéria orgânica do solo.

Por exemplo, nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná, onde a CTC é elevada, os solos são menos intemperizados, ou seja bastante ativos. Nestes solos, grande parte do alumínio existente pode passar para a fase disponívelfacilmente. Desta forma, nestes solos, favorecidos pela pequena redução de pH/aumento de H+ no solo, podemos trabalhar com saturações de bases mais elevadas.

Já no caso de solos do Cerrado, saturações de base mais elevadas (acima de 50%) podem contribuir para a indisponibilização de micronutrientescomo o Mn, Zn, Fe e o Cu.

É importante que, antes de se fazer o cálculo da calagem, se verifique os valores absolutos e relativos (%) de Alumínio presentes no solo.

No Rio Grande do Sul e Santa Catarina existe grande quantidade de Alumínio no solo. Desta forma, mesmo com saturações de bases acima de 60%, o excesso de Alumínio ainda pode prejudicar o crescimento das raízes do milho. Em solos mais intemperizados, como é o caso do Cerrado, quando a saturação de Alumínio está próxima a 40%, geralmente este mineral já se encontra indisponível, não causando problemas para a cultura. Nos solos com histórico de plantio direto, com alto teor de matéria orgânica, é comum encontrarmos altos teores de Alumínio trocável, porém, sem causar danos às raízes, uma vez que o mineral se encontra complexado pela matéria orgânica.

Nos locais em que se utiliza o método de saturação de bases para o cálculo da quantidade de calcário, uma regra simples é: Se o V% (saturação de bases) for inadequado para a região, recomenda-se a calagem.

A quantidade de calcário a ser aplicada é calculada utilizando-se a seguinte fórmula:

Onde: = necessidade de calcário toneladas/ha; = saturação de bases para a região

= Poder Relativo de Neutralização Total do Calcário, dado em percentual.

4. Valores de Alumínio

5. Calagem

V2 T PRNT

André Aguirre Ramos ¹

NC = (V2 - V1) x T PRNT

Interpretação de análise química do solo para a cultura do milho

A população rural que, em 1950, representava 64,0% da população brasileira, em 2007 equivale a 18,0% e as projeções sinalizam que em 2030 somente 9,0% será rural. Ao mesmo tempo, a população mundial e brasileira cresce e, com isso, o consumo por alimentos. E qual será a mágica para resolver essa equação?

O quadro mostra claramente que a agricultura brasileira se modernizou e explora a produção agropecuária dentro do conceito de , onde a escala, a mecanização e a adoção de tecnologia são fatores fundamentais para viabilizar a competitividade e o conseqüente resultado econômico favorável do negócio.

Consumimos mais sementes melhoradas, mais tratores, plantadeiras, colheitadeiras, fertilizantes, além de outros insumos. As culturas não apresentam mais limitações territoriais. Hoje é possível cultivar qualquer cultura em qualquer parte do planeta.

commodities

Vantagens resultantes do planejamento da sucessão

Permanecem inalterados os poderes de disposição e administração dos proprietários sobre as terras, garantidos de forma vitalícia.

Organização da sucessão, evitando eventuais conflitos.

Proteção do patrimônio familiar, evitando divisão decorrente de separações jurídicas (inventário dos herdeiros).

Fracionamento da propriedade sem desestruturar as explorações agropecuárias da mesma.

Maior disponibilidade de áreas para garantias hipotecárias.

Possibilidade de ajustar o valor declarado da terra nua do imóvel, o que implicará em redução de impostos numa possível venda da propriedade.

Redução no Imposto de Transmissão

Causa Mortis ou Doação (ITCD).

As explorações poderão continuar sendo feitas em nome das Pessoas Físicas, donas da propriedade, ou Pessoa Jurídica, dependendo da conveniência tributária.

Preservar o patrimônio construído ao longo da vida e, ao mesmo tempo, manter a unidade familiar na hipótese de sucessão não é uma tarefa impossível, depende muito da postura e atitudes do empresário chefe da família.

O futuro da continuidade da empresa familiar é criado pelo que o proprietário faz hoje e não pelo que deixa para fazer amanhã.

É evidente que o futuro das Empresas

Rurais Familiares não dependerá apenas do mercado e da economia, mas também de uma gestão que leve em consideração os membros da família envolvidos ou não com o negócio rural.

O envolvimento familiar nos negócios da propriedade pode levar a sérios conflitos caso os pais não percebam a importância de planejar e organizar a participação dos membros da família.

Conscientes de que o futuro das empresas rurais não está ligado apenas às condições de mercado e da economia, mas também depende, ao longo de sua vida, de um processo saudável de troca de comando, é que cada vez mais empresários vêm se dedicando ao planejamento estratégico da sucessão.

O planejamento sucessório permite a definição, ainda em vida, da forma através da qual o patrimônio familiar e o controle dos negócios (Gestão da Empresa) serão transferidos aos sucessores.

Gestão familiar e processo sucessório

No Brasil mais de 90,0% das propriedades rurais são exploradas pela família do proprietário e, por isto, denominamos as mesmas de Empresa Rural Familiar . Como existe uma relação direta na produção agropecuária entre negócio e família, precisamos entender essa relação para que possa existir uma gestão eficiente das Empresas Rurais Familiares.

Quando se fala em gestão, para muitos parece algo impossível de ser alcançado. Mas, na verdade, gestão é gerenciar de maneira articulada, observando-se toda a cadeia produtiva e considerando todos os recursos disponíveis, quer de capital, terra, estrutura ou pessoas.

Evolução das populações Rural e Urbana no Brasil

URBANA 64%

Fonte: MAPA/AGE

Lendo o mercado

Há muito tempo é cobrado dos agricultores que a busca pela informação seja feita de forma incessante. E isto nunca esteve tão em pauta quanto nos dias atuais. Constantemente, ouvimos que

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