Safrinha - O que aprendemos com ela

Safrinha - O que aprendemos com ela

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(Tamanduá),

(Coró) e

(Lagarta elasmo).

Além do fipronil, o tratamento industrial com Cruiser 350 FS (Thiametoxan) tem sido bastante utilizado, na dose de 100ml/100kg de sementes, com o intuito de proteger e acelerar a germinação e estabelecimento das plântulas. Segundo pes- quisas realizadas, o Thiametoxan aumenta a produção de alguns aminoácidos que são precursores de hormônios vegetais como a citocinina, por exemplo, que é responsável pela divisão celular. A maior quantidade desses hormônios acelera a germinação e crescimento da planta e torna a plântula menos suscetível à ação de estresses ambientais.

Na soja é também de fundamental importância a inoculação das sementes com rizóbio visando a fixação biológica de nitrogênio. Você pode obter mais informações sobre o monitoramento do sucesso da inoculação no artigo "Cuidados com a soja nas fases iniciais de crescimento", publicado no Boletim Informativo Pioneer nº 20. Você pode fazer o do artigo pelo

Diabrótica speciosa Sternechus subsignatus Phyllophaga cuyabana Elasmopalpus lignosellus download site w.pioneersementes.com.br.

Benefícios da tecnologia - Milho Bt

São vários os benefícios do uso da tecnologia do milho . Inicialmente a eficiência de controle, já que, como é a própria planta que produz a proteína, ela está presente nas plantas desde as primeiras fases da cultura até o final do ciclo. Isso confere um controle eficiente das pragas- alvo. Uma das pragas controladas pela tecnologia é a lagarta do cartucho - durante todo o ciclo da cultura, evitando novas infestações e reduzindo significativamente os danos causados aos grãos das espigas e melhorando, conseqüentemente, a qualidade do produto final. Em suma, isso propicia melhor proteção e redução das perdas potenciais de produtividade.

Adicionalmente, como dispensa algumas pulverizações para controle de pragas de elevado potencial de dano e valor econômico para a cultura, há também economia não só de inseticidas, mas de combustível e água, reduzindo também as emis-

Bt sões de carbono da atividade agrícola. Esse conjunto proporcionaria uma melhor qualidade de vida e maior nível de proteção ambiental.

No entanto, esta tecnologia não é mágica. Em locais de alta infestação, o monitoramento deve ser constante e, eventualmente, alguma aplicação complementar pode ser necessária.

A aprovação do MON810 e do 1 pela CTNBio foi só o primeiro passo. Os híbridos, contendo estas tecnologias, ainda precisam ser registrados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que possam ser produzidos e comercializados no Brasil. O processo de registro está temporariamente suspenso por liminar da justiça federal do Paraná.

Além disso, o que é positivo para o agricultor, é que ainda existem outros dois eventos de milho , aguardando avaliação da CTNBio, e, com o avanço da tecnologia, outras novas tecnologias com certeza virão para melhorar ainda mais esta ótima ferramenta, finalmente à disposição do agricultor brasileiro.

No Brasil Bt

¹ Gerente de Registro e Regulamentação da Pioneer Sementes

Milho convencionalMilho convencionalMilho BtMilho Bt pudessem produzir estas proteínas e estas ficassem dentro dos tecidos vegetais, sem problemas de lavagem pela água ou degradação pela luz, esse problema estaria solucionado. Surgiu, então, uma nova e eficaz tecnologia.

Em 1996, nos Estados Unidos, foram aprovadas para uso comercial as primeiras plantas para as culturas da batata e algodão. No ano seguinte, foi a vez do milho. Atualmente, segundo o ISAAA, em 2006 foram plantados aproximadamente 32 milhões de hectares de culturas resistentes ao ataque de insetos, sendo que o milho foi plantado em 13 países (Estados Unidos, Argentina, Canadá, África do Sul, Uruguai, Filipinas, Espanha, França, Honduras, República Tcheca, Portugal, Alemanha e Eslováquia). Em 2007, além da aprovação brasileira, o milho recebeu também aprovação na Colômbia. Dentre os diferentes tipos de plantas transgênicas aprovadas comercialmente, sem dúvida o milho é o que foi aprovado em um maior número de países e que possui o maior volume de estudos.

Plantas Bt Bt

Bt Bt

FIGURA 1 - Forma da semente

RedondaOblonga

As peneiras e a sua importância na correta escolha do disco

A Pioneer comercializa 2 tipos de peneiras: P1 e P2. A variação existente entre as peneiras é de 1 m entre a menor e a maior circunferência das sementes, medidas a partir de uma linha perpendicular ao comprimento do hilo. (Veja a indicação na Figura 1).

Para as cultivares da Pioneer sugerimos as seguintes dimensões de disco:

P1-7,5mmou8mm P2-8,5mmou9mm Esta escolha dependerá se as sementes que você adquiriu são mais arredondadas ou oblongas e dos produtos que você irá utilizar no tratamento de sementes.

Plantio propriamente dito

Na hora do plantio a adequada umidade do solo é fator primordial para o bom estabelecimento da cultura. Segundo a Embrapa CNPSO, 2007, a semente de soja necessita absorver, no mínimo, 50% de seu peso em água para assegurar boa germinação. Nesta fase, o volume de água no solo deve estar entre 5% a 85% do total de água disponível.

Outro fator muito importante é, sem dúvida, a profundidade de semeadura. A soja não apresenta adequada emergência quando semeada a profundidades maiores do que 5 cm. Em terras altas, acima de 800 metros de altitude, a semeadura profunda pode predispor a soja a infecções causadas por fusário.

Também a quantidade e a concentração de determinados nutrientes podem provocar danos às sementes. Muitos técnicos desaprovam o uso de fórmulas concentradas em potássio no plantio porque a alta salinidade deste nutriente pode predispor o sistema radicular da soja à entrada de patógenos. Em doses acima de 80 kg/ha de K O recomenda-se o parcelamento da adubação. Os problemas de salinização são mais freqüentes quando o solo está compactado ou a semeadura é feita com discos desencontrados na distribuição da semente.

A velocidade de semeadura é outro fator importantíssimo na distribuição de sementes. O conceito que se tinha era que quanto à velocidapodia-se fechar os olhos

População de soja

O desempenho das cultivares de soja é muito influenciado pelo ambiente. Por isso, a recomendação de população de cada cultivar deve levar sempre em consideração 3 fatores: 1. O local de plantio - o ciclo das cultivares de soja é em função da latitude e, em menor proporção, da altitude; 2. A data de semeadura - como temos uma variação na quantidade de luz diária, a soja plantada mais cedo ou mais tarde sofrerá influência na altura de plantas e rendimento; 3. O nível de fertilidade ou tecnologia - solos mais férteis podem favorecer o acamamento e, conseqüentemente, favorecer o abortamento de vagens, ataque de doenças e, por conseqüência, redução de produtividade.

A recomendação da população final de plantas é determinada de acordo com a Zona Ambiental Homogênea em que se encontra o local de plantio (Figura 2) e pode ser encontrada no catálogo ou guia de soja da Pioneer.

de. A velocidade considerada ideal para o plantio de soja deve ficar ao redor de 10 km/h. Acima dessa velocidade, a distribuição das sementes ocorre de maneira irregular, comprometendo a produtividade. Principalmente as cultivares mais modernas necessitam, cada vez mais, de ajustes finos na população de plantas. Além disso, a adequada população e distribuição de plantas propicia maior possibilidade de aumento da produtividade, uma vez que permite melhor aproveitamento de luz, água e nutrientes.

Lembre-se de aferir a plantadeira/semeadeira com freqüência, pelo menos 3 vezes ao dia, pois assim você poderá corrigir possíveis erros ou falhas e garantir o estabelecimento inicial da lavoura.

A possibilidade de atingir altas produtividades na cultura da soja, assim como em outras culturas, é determinada pela combinação da genética da cultivar , da qualidade da semente plantada e do manejo da cultura.

Os cuidados no plantio da soja possibilitam o bom estabelecimento da lavoura, o que se traduz em produtividade na colheita.

20º 15º

FIGURA 2 - Localização das Zonas Ambientais Homogêneas de soja no Brasil

¹ Engenheiro Agrônomo, M. Sc. Gerente de Produtos e Tecnologia Região Centro da Pioneer Sementes

Alta Produtividade =Alta Produtividade = GenéticaGenética

Semente de Boa QualidadeSemente de Boa Qualidade ManejoManejo

Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), na sua reunião de agosto, aprovou o pedido de uso comercial do primeiro evento de milho geneticamente modificado para resistir ao ataque de insetos, também conhecido como milho , o MON810. Em seguida, na sua reunião de setembro, aprovou o segundo evento deste mesmo tipo: o 1. Essa denominação genérica, milho , é derivada da fonte dos genes utilizados nesta tecnologia, a bactéria .

Bt Bt

Bacillus thuringiensis

Goran Kuhar Jezovsek ¹

O Bacillus thuringiensis

O foi descoberto no início do século passado, no Japão, quando provocou uma grande mortalidade em lagartas do bicho-da-seda e, alguns anos mais tarde, foi classificado por Berliner, na Alemanha, que homenageou uma região deste país, a Turíngia. Poucos anos depois, formulações contendo esta bactéria já eram utilizadas comercialmente como inseticidas naturais, inicialmente na França.

A ação inseticida do , vem do fato que, durante seu desenvolvimento, especialmente na sua esporulação, ele produz proteínas tóxicas a determina-

B.thuringiensis B.thuringiensis dos tipos de insetos, notadamente Lepidópteros (borboletas e mariposas), Coleópteros (besouros) e Dípteros (moscas). O tipo mais comum destas proteínas é denominado de Proteína Cristal e são mais conhecidas como Proteínas Cry. Atualmente são conhecidos em torno de 50 tipos de famílias de proteínas Cry e elas são diferenciadas por números, Cry1, Cry2, etc., sendo que cada família atua sobre um tipo diferente de inseto. Por exemplo, Cry1 e Cry2 atuam sobre lepidópteros; Cry3 sobre Coleópteros; Cry4 sobre Dípteros; entre outros.

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