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Podem se classificar, conforme sua alimentação, em motores de corrente contínua, motores de corrente alternada e motores universais.

1. Motores de corrente contínua

São fabricados em modelos com e sem escovas.

1.1. Os motores de corrente contínua sem escovas podem ser simples, de dois terminais, ou mais complexos de vários terminais, denominados “motores de passos”.

1.1.1. Os motores C sem escovas simples são muito utilizados, por exemplo em ventiladores de computadores, por serem extremamente silenciosos e duráveis.

1.1.2. Os motores de passos podem ter seu eixo posicionado em passos ou frações da volta, de acordo com sua alimentação, que aliás é especial e proveniente de circuitos eletrônicos que possibilitam não só o posicionamento do eixo como também o controle do sentido e da velocidade de giro. Nos tipos usados nos ventiladores dos computadores a alimentação externa é por dois terminais mas internamente esta alimentação é distribuída a vários terminais.

1.2. Os motores elétricos de corrente contínua com escovas, apresentam tipos de grandes potências e grande facilidade de mudança em sua velocidade de giro, além de poderem girar nos dois sentidos bastando para isso que se inverta a polaridade de sua alimentação. Durante muito tempo os motores C com escovas eram a única opção nas aplicações onde grande torque e controle de velocidade fossem necessários.

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2. Motores de corrente alternada

2.1. Os motores de corrente alternada se classificam de acordo com o sincronismo do rotor em relação ao campo do estator e de acordo com o número de fases que os alimentam.

2.2. Quanto ao sincronismo podem ser síncronos e assíncronos

2.2.1. Os motores síncronos têm essa denominação por que seu rotor gira em velocidade igual à do campo girante e apresentam as seguintes características:

• A velocidade de seu eixo é constante e determinada pela freqüência da rede de alimentação e pela sua constituição, independendo da carga.

• Podem ser usados como geradores de energia elétrica desde que um outro motor lhe gire o eixo.

• Podem ser usados para correção de fator de potência, pois podem se comportar como capacitores ou como indutores de acordo com ajuste .

2.2.2. Os motores assíncronos, têm essa denominação por que seu rotor, também denominado induzido, não acompanha a rotação do campo girante do estator, ficando o rotor com velocidade menor que o campo (por volta de 5% abaixo), sendo essa diferença de velocidade chamada de escorregamento. Apresentam baixo torque de partida.

2.2.2.1. A velocidade de rotação dos motores assíncronos é determinada pela freqüência (aumentando a freqüência, aumenta a velocidade), pela sua constituição e pela carga (por causa do escorregamento, aumentando a carga a rotação diminui).

A velocidade de rotação do campo é

120f V= Onde V = velocidade em rotações por minuto (rpm) f=freqüência da alimentação em hertz p= número de pólos do motor

• São classificados em motores de rotor bobinado e rotor em curto ou de gaiola.

Apresentam a vantagem de ser de construção bem mais simples que os síncronos e por isso mais baratos que aqueles.

• Os motores com rotor bobinado apresentam anéis coletores nos quais se faz, com escovas, a conexão do rotor com um reostato com o qual se controla o torque do motor, coisa útil para diminuir sua corrente de partida. Este motor exige manutenção para a limpeza e eventualmente troca das escovas e anéis.

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• Os motores de rotor em curto, que são os mais comuns, (usados em bombas d’água de uso residencial, por exemplo) não têm anéis ou escovas e isso é uma grande vantagem pois exige baixa manutenção. Porém esses motores não têm controle próprio de torque o que exige formas externas de controlar sua corrente de partida, quando esses motores são de grandes potências (acima de 5cv).

2.3. Quanto ao número de fases o motor pode ser monofásico ou trifásico

2.3.1. O motor chamado de monofásico é alimentado através de dois condutores.

• Embora chamado de monofásico, esse motor pode ser ligado a duas fases ou a fase e neutro, desde que seja obedecida sua tensão nominal.

• Os motores monofásicos de maiores potências exigem a utilização de capacitores e/ou dispositivo interno de partida chamado chave centrífuga de partida.

• Os motores monofásicos, de acordo com o número de terminais acessíveis externamente, podem ter seu sentido de rotação invertido.

2.3.2. Os motores trifásicos devem ser ligados, impreterivelmente, a três fases e portanto através de três condutores.

• Não necessitam de capacitor nem de chave centrífuga de partida, o que reduz a freqüência de manutenção.

• Os motores trifásicos podem, todos, ter o seu sentido de rotação invertido, bastando para isso que se troquem, entre si, duas das três fases que os alimentam.

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3.3. São os utilizados em máquinas de pequeno porte que necessitem de grande torque de partida como é o caso das máquinas de furar portáteis, batedeiras, liqüidificadores, enceradeiras, lixadeiras, máquinas de costura entre outros.

3.4. São motores de escovas, por isso exigem manutenção para troca dessas escovas.

3.5. Esses motores podem ser alimentados tanto por tensão contínua quanto por alternada, no entanto o valor de tensão contínua que os alimenta é bem inferior ao de tensão alternada, pois neste caso o motor apresenta reatância além da resistência.

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Acionamento e proteção de motores

Por questão de segurança todos os motores fixos devem ter suas carcaças aterradas.

Os motores CA não devem, em freqüência nominal, ser energizados por tensão diferente da nominal especificada pelo fabricante do motor, pois sua corrente nessas condições cresce e pode danificá-lo.

Os motores devem ser acionados por chave contatora, para que sua ligação e desligamento se façam de forma eficiente.

Devem ser ligados através de fusíveis de proteção, contra curto-circuito, devidamente dimensionados.

Partidas

Durante a partida a corrente pode atingir valores muito altos. Por isso, nos motores de maiores potência utilizam-se meios de aplicar às bobinas menor valor de tensão durante a partida, a fim de se reduzir a corrente nesse momento.

Esta mesma técnica pode ser usada para o motor de 12 terminais que funciona em 440V

Uma das formas de se conseguir essa redução é ligar as bobinas de forma que pudessem receber tensão maior que a de funcionamento. Por exemplo se o motor funciona em 220V, na partida este pode ser ligado em estrela, de forma que cada bobina receba 127V, e depois que o motor atinge pelo menos 75% da rotação nominal as bobinas passam para ligação triângulo. Esta técnica de partida é chamada estrela triângulo, Υ/Δ.

Os motores de maior porte, e por conseguinte maior custo, justificam a utilização de relés de proteção, um para cada parâmetro protegido, como relé de sobrecorrente, de subtensão, de sobretensão, de falta de fase e de sobretemperatura.

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