Glossário de Epidemiologia e Ecologia das Doenças Infecciosas e Parasitárias

Glossário de Epidemiologia e Ecologia das Doenças Infecciosas e Parasitárias

(Parte 4 de 6)

Linear

Um processo é linear se dobrando as condições inicias de partida, dobram-se os resultados. Exemplo, o número de novas infecções por xistosoma estabelecida em camundongos é diretamente proporcional ao número de cercárias para as quais camundongos são expostos, até um determinado limite. Além deste limite, a resposta será não linear, não havendo mais proporcionalidade direta. Esta propriedade permite-nos solucionar analiticamente equações diferenciais pela linearização das funções. Por outro lado, muitas equações não-lineares não podem ser resolvidas analiticamente.

Longitudinal, estudo

Estudo realizado na população ao longo do tempo. Pode ser prospectivos ou retrospectivos. Se um grupo é selecionado para ser acompanhados, este é um estudo de coorte longitudinal. Se não são indivíduos que são acompanhados, mas classes (geralmente classes etárias), este será um estudo transverso longitudinal. O contrário é um estudo horizontal.

Macroparasites

Tipifica os parasitas helmintos e artrópodes. Via de regra, parasitas que não se multiplicam dentro do seu hospedeiro definitivo, mas através de estágios de transmissão (ovos e larvas) que ocorrem no ambiente externo. Respostas imune elicitada contra macroparasitas geralmente depende do número de parasitas presente em um dado hospdeiro e tende a ser de uma natureza relativamente transiente. A chave epidemiológica é geralmente o número de parasitas por hospedeiro. Tais parasitas são freqüentemente encontrados em distribuições altamente agregadas. Contrastam com microparasitas.

Matemático, modelo

Suporte formal para idéias sobre a interação entre os compnentes da interação parasitahospedeiro. A construção de um modelo requer tres tipos de informação: (a) uma clara compreensão da interação entre o agente infeccioso e o seu hospedieor, (b) o modo e a taxa de transmissão entre os indivíduos, e (c) características da população hospedeira, tais como demografia e comportamento. Os modelos matemáticos podem ajudar na exploração do comportamento do sistema sob várias condições para determinar os fatores dominantes que dão origem aos padrões e fenômenos observados. Eles também ajudam na interpretação de coleções de dados e nas estimativas de parâmetros, e fornecem ferramentas para identificar possíveis abordagens para o controle e para avaliar o impacto potencial de medidas intervencionistas.

Materna, imunidade

A imunidade de um recém-nascido é proporcionada por anticorpos IgG maternos que lhes são fornecidos pela mãe através da placenta quando ainda feto. Isto confere proteção a curto prazo (com meia vida típica de 3-6 meses) ao neonato.

Mesoendêmico

Um termo da malariologia usado para especificar grosseiramente alguma transmissão ocorrendo em determinada área.

Microparasitas

Tipifica os vírus, bacterias, fungos e protozoários. De um modo geral, organismos que se multiplicam no interior de seus hospedeiros definitivos. Microparasitas caracterizam-se por pequeno tamanho, pequenos tempos de geração, e uma tendência para induzir imunidade nos hospedeiros que sobrevivem à infecção. A duração da infecção é, via de regra, pequena em relação ao tempo de vida do hospedeiro, porém, há importantes exceções, como a dos vírus lentos. A variável epidemiológica chave, em contraste com os macroparasitas, é se o hospedeiro individual foi ou não infectado.

Modelo estruturado por faixa etária

Modelo matemático que leva em consideração a divisão da população do hospedeiro em diferentes faixas etárias. Tais modelos são usados quando se consideram fatores tais como infecção idade-dependente, taxas de morbidade ou mortalidade por faixa de idades, ou esquemas de vacinação específico para determinadas faixas etárias.

Morbidade

Estado de doença.

Mortalidade, taxa

Mortes per capita numa população. A taxa de mortalidade é a recíproca da expectativa de vida de uma população.

Mortalidade tipo I

Padrão de mortalidade no qual os membros de uma população supostamente vivem por um tempo igual às suas expectativa de vida. Comum nos mamíferos superiores e humanos.

Mortalidade tipo I

Padrão de mortalidade no qual os membros de uma população supostamente morrem à uma taxa constante. Esta taxa é igual ao inverso da expectativa de vida. Comum em aves.

Mortalidade tipo I

Padrão de mortalidade onde grande parte dos membros da população morrem em idade muito jovem. Comum em insetos, moluscos e peixes.

Não-linear

Que não segue as propriedades de proporcionalidade. V. “Linear”. NIME (BIDE)

Nascimento, imigração, morte, emigração; os quatro processos demográficos usados em modelos compartimentais.

Pandemia

Epidemia de dimensões continentais.

Panzootia

Epizootia largamente distribuída, frequentemente afetando mais de uma espécie de hospedeiro animal.

Parasita

1) qualquer organismo que causa doença. 2) organismo exibindo uma depência obrigatória sobre outro organismo, seu hospedeiro, sendo prejudicial a este.

Patogenicidade

Grau em que um patógeno debilita seu hospedeiro.

Patógeno

O mesmo que parasita.

Período de incubação

Tempo decorrido entre a infecção e o aparecimento dos sintomas de uma doença. Não confundir com período de latência.

Período pré-patente

Tempo desde a infestação até o momento em que uma fêmea parasita começa a produzir ovos numa infecção helmíntica. Equivale ao período latente em infecções microparasitárias.

Perinatal

Entre o 28o semana de gravidez e o fim da primeira semana de vida.

Portador

Indivíduo infectado que não manifesta os sintomas da doença. Há dois tipos de estado portador: portadores silenciosos, que retém sua infecciosidade, e portadores latentes, que não são infecciosos. Por exemplo, muitos daqueles infectados com tuberculose são portadorres silenciosos, enquanto a infecção pelo herpesvírus pode criar portadores latentes.

Pós-natal

Subsequente ao (e dentro do primeiro ano do) nascimento.

Predador

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