Glossário de Epidemiologia e Ecologia das Doenças Infecciosas e Parasitárias

Glossário de Epidemiologia e Ecologia das Doenças Infecciosas e Parasitárias

(Parte 5 de 6)

Animal que mata sua presa e alimenta-se dela para subsistir até matar outra.

Prenatal

Período entre a concepção e o nascimento. O mesmo que Antenatal.

Prevalência

Proporção da população hospedeira infectada (ou com algum marcador de infecção passada ou presente) em um determinado período de tempo.

Prevalência, modelos

São modelos compartimentais que dividem a população hospedeira em susceptível, latente, infeccioso e imunes por isso também conhecidos como modelo SEIR).

Quiescência

Período durante o qual uma infecção está presente porém sem atividade dentro de um hospedeiro: p. ex., o período entre um ataque agudo de varicela e um subsequente recrudescência de zoster. Não é o mesmo que latência.

Razão de chance (odds ratio)

(O mesmo que razão de chance de exposição). Comparação da presença de um fator de risco para uma doença em uma amostra de sujeitos doentes e não doentes como controle. Razão entre o número de pessoas com a doença que foram expostas a um fator de risco (Ie) por aqueles com a doença que não foram expostos (Io), divididos pela razão entre aqueles sem a doença que foram expostos (Ne) por aqueles sem doença que não forma expostos (No). Assim, OR = (Ie/Io)/(Ne/No) = Ie.No / Io.Ne. Esta medida deveria ser usada para estudos de casos controle quado queremos observar retrospectivamente a ação de fatores de risco naqueles com e sem a doença.

Recrudescência

Reaparecimento de doença em um hospedeiro cuja infecção era quiescente.

Resistência

1) Redução, devido a seleção genética, da susceptibilidade de um parasita ou seu vetor à quimioterapia. 2) Capacidade do hospedeiro em ressitir a um patógeno. Compare com imunidade.

Retrospectivo, estudo

Estudo onde as pessoas arroladas tem suas histórias de risco, infecções ou doenças registradas.

Risco Relativo (R)

Proporção de doentes entre todos os expostos a um fator relevante de risco dividido pela proporção de doentes entre aqueles não expostos ao mesmo fator. Isto é usado em estudos de coorte onde os com e sem a doença são acompanhados para se saber que indivíduos se tornam doentes.

SEIR, modelo

Um tipo de modelo compartimental de prevalência, com os compartimentos Susceptível, Latente (Expostos), Infecciosos e Recuperados. Ele extrai seu nome de uma notação comum. Muitas combinações são possíveis.

Sensibilidade

Capacidade de um teste em diagnosticar pessoas que tiveram uma infecção, mais percisamente, TP/(TP+FN), onde TP é o número de verdadeiros positivos e FN o número de falsos negativos

Sintoma

1) Condição somática relatada por um indivíduio sofrendo de uma doença. 2) Qualquer evidência num indivíduo infectado que leve a um diagnóstico ou identificação de uma infecção.

Sorologia

Estudo das reações antígeno-anticorpos. Via de regra, o uso de dados sorológicos para inferir sobre a história infecciosa pregressa de um indivíduo.

Soropositivo

Indivíduo cuja sorologia sugere que ele contraiu uma infecção passada.

Soroprevalência

Proporção de uma população que é soropositiva.

Sorotipos

1) Variedade de anticorpos de um indivíduo, via de regra baseado em análises de amostras de sangue ou saliva. 2) Diferentes linhagens de um patógeno distinguidas pelos diferentes anticorpos que eles induzem no hospedeiro, ou com os quais reagem in vitro. Deste modo, a palavra sorotipo é também aplicada a uma linhagem particular, sendo este seu uso clínico mais comum. A variedade de anticorpos usada para definir um sorotipo depende obviamente daqueles que estão disponíveis para o pesquisador. Algumas vezes, como p. ex., para o sarampo, a presença de um anticorpo conhecido no soro de um indivíduo correlaciona muito bem com a observação clínica de que o indivíduo está protegido contra futuras infecções. Porém, algumas vezes, como, p. ex., para a malária, não há ainda uma relação definida entre um dado sorotipo e a presença de uma imunidade funcional, o que pode fazer a palavra sorotipo não ser útil quando se trata de distinguir entre diferentes parasitas com o propósito de se comprender suas transmissões.

Subclínica, infecção

Infecão cujos sintomas são inaparentes ou suficientemente brandos para escapar ao diagnóstico.

Superdispersão

V. agregação.

Susceptível Indivíduo accessível ou capaz de ser infectado por um patógeno.

Taxa

1) Número de eventos ocorridos dividido pelo tempo em que eles aconteceram. 2) Variação na quantidade de algo pelo tempo usado para se medi-la.

Taxa bruta de nascimento

Número de nascidos vivos em um ano dividido pelo tamanho da população.

Taxa bruta de mortalidade Número de mortes no ano dividido pelo tamanho da população.

Taxa ou razão reprodutiva básica, Ro

Parâmetro adimensional que encapsula os detalhes biológicos envolvendo diferentes mecanismos de transmissão. Para os microparasitas, Ro é definido como o número médio de casos secundários de infecção originados de um caso primário quando este, encontrando-se no seu período infeccioso, é introduzido numa população que consiste somente de indivíduos susceptíveis. Para macroparasitas, Ro é o número médio de descendentes de fêmeas (ou de toda descendência, tratando-se de espécies hermafroditas) produzidos durante o tempo de vida de um parasita fêmea maduro, que alcança sua maturidade reprodutiva na ausência de restrições densidade-dependente relativas à sobrevivência ou reprodução do parasita.

Taxa ou razão reprodutiva efetiva, R

Número de casos secundários (microparasitas) ou de descendência de fêmeas (macroparasitas) produzidos em uma população de hospedeiros que não consiste inteiramente de susceptíveis (microparasitas) ou na qual restrições densidade-dependente limitam o crescimento da população de parasitas (macroparasitas). Em condições endêmicas estáveis, R=1.

Transmissão

Processo pelo qual um patógeno passa de uma fonte de infecção para um novo hospedeiro. Há dois tipos de transmissão: horizontal e vertical. A maioria das formas de transmissão se dá horizontalmente, ou seja, de hospedeiro para hospedeiro.

Transmissão, limiar de

(Parte 5 de 6)

Comentários