analise e projeto de sistemas

analise e projeto de sistemas

(Parte 4 de 10)

Assim, uma questão, em sí, não caracteriza o problema, nem mesmo aquela cuja resposta é desconhecida; mas uma questão cuja resposta se desconhece e se necessita conhecer, eis aí um problema.

Algo que eu não sei não é um problema; mas quando eu preciso saber, eis-me, então, diante de um problema.

3.1. O papel do Analista de Sistemas Os usuários ou pretensos usuários de computador tem algo em comum: os problemas.

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Análise e Projeto de Sistemas

Necessitam do computador trabalhando para sí, mas a grande maioria desconhece a princípio o que e como proceder para usá-lo. Aqueles que fazem alguma idéia de como utilizá-lo, não dispõem da formação necessária para tal.

Surge então o profissional Analista de Sistemas, que será o elo entre os usuários e o computador.

Ele deverá entender e avaliar as necessidades e expectativas de cada usuário, a fim de que estas sejam organizadas e especificadas seguindo uma formalidade técnica.

Eventualmente, analista e usuários poderão optar por uma solução do problema que não venha a ser empregado o computador. Todas estas decisões de se fazer ou não algo, via computador, é resultado de um processo que envolve analista e usuário.

O trabalho do Analista de Sistemas não é fácil.

Ele tem de ser capaz de lidar, ao mesmo tempo, com um grupo de usuários, outros profissionais de informática e um corpo administrativo (gerentes/diretores). Cada qual trazendo formações, pontos de vistas, vivências, experiências e maturidade totalmente distintas.

Os usuários, ou estarão preocupados em dinamizar seu serviço, tornando-o automático e extremamente rápido, aumentando a confiabilidade de resultados, ou ainda, estarão com medo da informatização, às vezes, até obstruindo o trabalho do Analista de Sistemas.

O pessoal técnico estará se preocupando com aspectos de performance, bits, bytes, estruturas de dados, técnicas de randonização, topologia de hardware e diversidade de recursos.

Administração

Usuários Pessoal Técnico

Analista de Sistemas

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Por fim, na administração, tem-se aqueles que só querem saber do retorno sobre o investimento e a proporção custo/benefício, lembrando a cada momento, que aquilo que você estará fazendo, era necessário para ontem.

Por causa deste contexto, onde impera uma absurda diversidade, é necessário que o Analista de Sistema, tanto quanto possível, busque os requisitos apresentados a seguir.

A maior desvantagem em estabelecer uma lista de requisitos, é que jamais encontrar-se-a alguém que venha a possuir todos eles.

Mesmo assim, não esqueça este panorama, e tente conciliar o máximo possível a presença destes requisitos na sua formação profissional.

Para uma boa atuação como Analista de Sistemas, é conveniente observar algumas diretrizes de conduta, que servirão para facilitar seu trabalho:

• Tente entender o que o usuário “quer dizer” e não o que “você pensa” que ele quer dizer

• Escute muito primeiro, fale muito pouco depois ! (desenvolva grandes orelhas e boca pequena)

• Esteja sempre familiarizado com os últimos progressos da tecnologia de informação e compreenda como aplicá-los na sua empresa

Iniciativa Criatividade

Comunicativo

Concentração

Persuasão

Autoconfiança

Simplicidade Ação Conciliadora

Clareza de

Raciocínio Espírito de Grupo

Sensibilidade Percepção

Persistência Flexibilidade

Determinação

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• Conheça a área de negócio para a qual desenvolverá sistemas, passando boa parte de seu tempo com o usuário

• Sugira soluções inovadoras aos requisitos de informação e desenvolva com clareza, analisando sempre a relação custo / benefício, utilizando alternativas viáveis

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4Análise Esencial

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Desenvolver sistemas de informação não é desenvolver programas.

Esta prática suicida para as organizações, ainda hoje, por incrível que pareça, em grande abundância no mercado, tem mostrado desde os primórdios do desenvolvimento os inúmeros riscos que traz para as empresas. Motivado, normalmente por “necessidades de última hora”, situações de emergência, necessidades não antecipadas, (enfim ingerências, desorganização, falta de planejamento) as empresas se lançam na aventura de construir remendos para alicerçar suas bases para tomadas de decisão, e normalmente, tornam-se reféns dos aspectos que seguem:

· Não há planejamento de qualquer natureza, isto compromete, futuras expansões, integrações e visão corporativa. Em geral, os problemas oriundos deste aspectos, serão sentidos a nível de ausência de informação para decisões estratégicas.

• Esta “memória do conhecimento” começa a apresentar problemas quando há um crescimento do sistema

• Normalmente há problemas quando se trata de efetuar manutenção naquilo que foi desenvolvido

• Em geral não há qualquer documentação sobre o desenvolvimento, assim, qualquer intervenção no mesmo, requer a leitura dos programas fontes para se entender o que o sistema faz exatamente

O método que um Analista empregará para o desenvolvimento de um sistema, pode ser entendido como um caminho a ser percorrido em etapas, algumas delas podendo ser desenvolvidas em paralelo, outras não. As técnicas são procedimentos parametrizados e sistemáticos, pelos quais uma tarefa é executada; em uma analogia: é a forma de se caminhar pelo caminho escolhido.

Há vários métodos para o desenvolvimento de sistemas, isto decorre do fato de que sendo uma atividade de criação, desenvolvida pelo ser humano, sempre há uma preocupação com a pesquisa de novos caminhos de forma a tornar o método mais rápido e eficaz, segundo BALLESTERO ALVAREZ (1990:75) “ o objetivo básico do estabelecimento de um método padronizado no desenvolvimento de sistemas é obter maior consistência no trabalho, melhor qualidade oferecida ao usuário, maior facilidade no treinamento de novos Analistas, eliminação das perdas acarretadas por caminhos sem saída e, sem dúvida, melhor controle dos resultados obtidos no desenvolvimento de sistemas.”

O método que revela o estado da prática atual é a chamada Análise Essencial. Na Análise Essencial, deve-se considerar perfeito o ambiente tecnológico onde será implementado o software a ser projetado (princípio da neutralidade tecnológica). Isto significa considerar que a memória do computador é infinita, seu tempo de resposta é instantâneo, ele não para (não trava), não tem custo, ou seja, é infalível. Este aspecto

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Análise e Projeto de Sistemas propicia a análise pensar em uma solução ideal, no desenho do software, fazendo com que não sejam considerados certos requisitos impostos pelas restrições tecnológicas.

O método da Análise Essencial é uma evolução da Análise Estruturada, a qual o antecedeu. Pode-se sublinhar alguns fatores de seu uso:

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