analise e projeto de sistemas

analise e projeto de sistemas

(Parte 5 de 10)

a) O método mais utilizado atualmente.

Este fator tem grande importância, visto que os domínios e recursos são totalmente utilizáveis por uma ampla parcela de profissionais, credenciando a metodologia para sua efetiva aplicação, em contrapartida a outras metodologias, cujo modelo de desenvolvimento de sistemas é restrito e falta uma maior definição de termos.

b) Princípio da Abstração. Este aspecto permite resolver o problema, separando os aspectos que estão ligados a certa realidade, visando representá-los de forma simplificada e geral. Parte dos eventos existentes naquela sintética visão da realidade para chegar aos dados ou informações manipulados. Nas outras metodologias, também está presente este princípio, mas com a preocupação de não dissociar eventos dos dados os quais manipulam, tendo nessa associação o encapsulamento que caracteriza o objeto.

c) Princípio da divisão.

Para resolver um problema, o mesmo é dividido em um conjunto de problemas menores, que são mais fáceis de serem compreendidos e resolvidos.

A idéia global do caminho a ser trilhado pelo Analista de Sistemas, ao utilizar o método de análise essencial, pode ser sucintamente descrito como segue:

Domínio do Problema

O primeiro momento, de altíssima importância é delimitar exatamente o que se espera do sistema a ser desenvolvido. Trata-se de estabelecer seus limites fronteiriços, exatamente o que deverá ser feito. Por exemplo, alguém pode solicitar seus serviços para informatizar um hotel. Mas veja, um hotel é sem dúvida um macro problema. Ele é composto de várias facetas que podem ser informatizadas, como o controle da locação de quartos, o controle financeiro (contas a pagar/receber), a folha de pagamento dos funcionários, a contabilidade do hotel, enfim, é necessário que você verifique se a expectativa de quem o contratou é realmente informatizar todas estas facetas.

Uma vez delimitado a abrangência do que deverá ser feito, o segundo passo de absoluta importância deve ser dado, ou seja, fazer um amplo, rigoroso, profundo, minucioso

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Análise e Projeto de Sistemas levantamento de eventos abrangendo o conteúdo que deverá ser informatizado. Ou seja, deve ser feito o famoso levantamento de requisitos do sistema. Todos os aspectos envolvidos no problema devem ser levantados, pessoas devem ser entrevistadas, documentos devem ser avaliados, o fluxo de trabalho deve ser entendido. Você deverá sair desta fase sendo quase um especialista sobre o assunto que deverá informatizar, ou seja, no mínimo saberá todos os eventos e dados essenciais relativos ao assunto.

De posse deste conhecimento você começa a estar apto a iniciar alguma especificação dos requisitos do sistema.

Modelo Ambiental

Assim, passado este momento inicial em que se avalia o domínio do problema e se busca os requisitos do sistema, você poderá definir qual a relação do sistema a ser desenvolvido com o ambiente no qual ele estará inserido. Vai descrever qual é ou quais serão os objetivos do sistema, bem como quais serão os estímulos que o sistema receberá do meio ambiente, que eventos eles acionarão e quais respostas o sistema devolverá ao meio.

Basicamente, neste ponto há uma descrição da relação entre o sistema e o meio ambiente onde ele se encontra.

Modelo Comportamental

Neste ponto, o trabalho se volta para definição interna do sistema. Serão especificados todos os processos que irão compor o sistema. Haverá também a definição do modelo de dados que será utilizado para armazenar as informações por ele manipuladas.

Projeto(“design”)

Nesta fase, o objetivo é modelar o sistema determinando como implementar, em um ambiente de processadores, a solução sistêmica idealizada na fase de análise.

Esta parte do trabalho cuidará das especificações referentes as limitações impostas pela tecnologia, a distribuição dos processos de acordo com os lugares onde serão executados.

As restrições de implementação, da tecnologia não ideal e imperfeita serão incorporadas através de atividades de infra-estrutura administrativas.

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5Feramentas

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O Analista de Sistemas, deverá utilizar algumas ferramentas que o ajudarão a trilhar o seu caminho.

Elas poderão ser utilizadas em diferentes partes do método de análise essencial. Daí a razão de destacar-se o funcionamento de cada uma antes de conhecermos profundamente o método. Desta forma, o objetivo é entender a ferramenta em sí, livre do contexto onde será empregada.

5.1. Entrevistas

É certo que um grande volume de informações, persuasão, flexibilização, consenso e especialmente divergências, ocorrerão em encontros pessoais (duas ou mais pessoas), às vezes de caráter mais formal, outras vezes bem informal e que, em geral, recebe o nome de reunião. A reunião pode ter um momento de questionamentos, na busca de informações; ou seja, uma entrevista, normalmente sem qualquer conotação de rigor ou formalidade como o termo pode sugerir.

Entrevistas portanto, são situações inseridas nas relações humanas que não estão sujeitas a regras ou fórmulas exatas. Mas, pode ser útil que o Analista de Sistemas tenha em mente alguns aspectos, relacionados a esta atividade que poderão ajudar na sua execução.

O objetivo de uma entrevista (para a análise de sistemas) é o de coleta de informações sobre o sistema a ser desenvolvido. Talvez, seja esta a fonte mais rica de conhecimentos sobre o sistema que deverá ser feito. Ajuda nos aspectos chaves do sistema bem como esclarece pontos contraditórios do mesmo, ou, em alguns casos, torna o aspecto mais contraditório, o que é algo também importante de se conhecer. Verifica-se posicionamentos pessoais acerca das questões envolvidas (omissões, medo, desvios).

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A entrevista de que se fala aqui, pode ser um simples bate-papo durante o cafezinho. Pode ser um encontro no corredor, por acaso. Enfim, qualquer situação que se apresente como oportunidade para se buscar a informação necessária, em que o meio seja o diálogo entre duas ou mais pessoas. O Analista deve estar pronto para realizá-la, sabendo de antemão, que a ela poderá acontecer assim, ao acaso.

Não raro, haverá a necessidade de se entrevistar diversas vezes uma ou várias pessoas, para se chegar a informação desejada.

Como Preparar

Para se conseguir uma entrevista eficaz, alguns cuidados devem ser tomados: - Clareza de sua finalidade

Atente para alguns detalhes: quando se tratar de aspectos gerais sobre um assunto, a pessoa mais indicada para se buscar esta informação é a gerência. Quando o interesse for para assuntos que exijam maior riqueza de detalhes, o ideal é entrevistar uma pessoa operacional, que esteja no seu dia a dia, envolvida com aquele aspecto. Mas, lembre-se da hierarquia da empresa, primeiro fale com o supervisor a quem a pessoa estiver locada. Isto envolve desde aspectos políticos até um fator de motivação para que a pessoa fale melhor sobre o assunto, visto que “o chefe a indicou por ser a melhor funcionária que domina aquela questão...”.

Programe a entrevista de acordo com a disponibilidade do entrevistado.

Toda entrevista bem conduzida, formal ou não, possui três aspectos: abertura, corpo e o fecho.

Na abertura, procure estabelecer uma atmosfera amigável para a comunicação, informe sobre o objetivo.

O corpo se caracteriza por ser a entrevista propriamente dita, a arrancada é feita com sua primeira pergunta. Certifique-se de que entendeu o que lhe foi transmitido. Um meio indicado é o repasse (deixa ver se entendi, então quer dizer que...).

Ouça as respostas enquanto a questão está sendo respondida, não se preocupe em elaborar a próxima. Faça as anotações que julgar necessárias, porém seja breve, sintetize as idéias.

Entrevista não é julgamento, disputa do saber ou concorrência com o entrevistado. Lembre-se sempre que a pessoa é a especialista no que faz e você apenas busca informações. Procure distinguir fatos de opiniões pessoais.

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No fecho da entrevista, procure manter a atmosfera de comunicabilidade. Esteja atento ao horário para evitar qualquer transtorno ao entrevistado. Agradeça a colaboração, mesmo que o encontro tenha sido infrutífero e distante do planejado.

5.2. Diagrama de Fluxo de Dados (DFD)

É utilizado para a representação lógica de processos. O objetivo é descrever graficamente, o que acontece, sem se preocupar em como e quando tais coisas acontecem. Trata-se de uma ferramenta para o modelo funcional do sistema.

Pode ser empregado para comunicação com pessoal técnico ou não técnico, já que a representação gráfica é de fácil entendimento. O seu uso não depende de hardware, software, estrutura de dados ou organizações de arquivos.

O DFD permite que se organize informações colhidas nas entrevistas acerca do sistema que se desenvolverá. Possibilita a visão global do sistema e seu desmembramento a níveis mais detalhados. O DFD às vezes também é chamado de diagrama de bolhas.

A seguir, a notação gráfica utilizada: Para representar processos (ações):

Para representar sentido do fluxo Para representar armazenamento de dados (depósito de dados)

Entidades externas ao sistema

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Operação de
Inclusão

Algumas situações com agregação da simbologia: Operação de Leitura

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