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Colégio Técnico de Campinas

Departamento de Informática - 2003

Curso Básico de Linux

Lucas Fernando Rosada – 2º Informática 2003

Índice

Sobre o Linux 3

Caracteristicas do Linux 3

- Diferenças entre Linux e Windows 3

- Código-fonte aberto 4

- Funcionamento do sistema 5

- Multi-usuário 5

- Multi-tarefa 5

- Vários terminais 6

- Ambientes gráficos 6

- Diversas distribuições 6

- Instalação 7

- Antes de começar 7

- O processo de instalação 7

- Básico do Sistema 11

- Log-In 11

- Arquivos executáveis e execução de programas 11

- Comandos de navegação no sistema de arquivo 12

- Comando de rede 15

- Editores de texto 16

- Browsers modo texto 17

- Utilização de unidades de disco 17

- Compilação em C 18

- Descompactação 20 - Instalação e desinstalação de programas 20

- Desligando o sistema 21

- Modo gráfico 21

- Vários ambientes gráficos 21

- Inicialização 22

- Daqui em diante 22

- Documentação 22

- Introdução 22

- Páginas de manual 22

- How-To's 23

- Outras fontes 23

Sobre o Linux

Apesar da natureza do projeto, o Linux atualmente tem uma grande parcela do mercado de sistema operacionais, permitindo uma competição acirrada entre outros sistemas operacionais tais como os diversos tipos de Unix, Windows (versões para servidor e estações de trabalho), entre outros sistemas operacionais.

O Linux foi inicialmente idealizado por Linuz Torvalds, um finlandês que certo dia teve uma brilhante idéia: começar a produzir um sistema operacional, porém não seria um sistema qualquer, como os outros na época (começo da década de 90), o Linux tinha uma pitada a mais, algo que o diferenciaria dos demais sistemas no mercado.

Inicialmente trabalhando por conta própria no código fonte do Minix (versão reduzida do UNIX), certo dia lançou uma mensagem que chamava por pessoas que gostariam de trabalhar em um sistema operacional que fosse livre: você não precisaria compra-lo, poderia personalizar o sistema, escrever seus próprios drivers para hardware, olhar, modificar, ou seja, poderia fazer tudo que um sistema comercial não lhe possibilitava ou dificultava na época.

Muitas pessoas responderam a Linuz sua mensagem e depois de algum tempo o projeto já tinha tomado grandes proporções. A primeira versão do Linux foi lançada dia 5 de outubrode 1991, não era uma versão estável, porém era um enorme passo no mundo da computação. A partir daí, o Linux não para mais de crescer e tomar lugar de outros sistemas no mercado.

Características do Linux

Deixando um pouco sua história de lado e focalizando as características do sistema atualmente disponível a nós, podemos logo de cara perceber que o Linux é um sistema operacional multi-tarefa (assim como o Windows, por exemplo), ou seja, roda vários processos (a grosso modo programas) "simultaneamente", usando a técnica de divisão do tempo da CPU. Outra característica muito notável é que este sistema é multi-usuário, com seu sistema de arquivos trabalhando com permissões (liberando ou não a leitura ou escrita para um usuário ou um grupo de usuário, veja posteriormente) e tendo também o conceito de administrador do sistema. Essas características serão mais exploradas em um momento futuro.

Diferenças entre Windows e Linux

A maior diferença, na minha opinião, a mais interessante e inteligente é o fato do ambiente gráfico ser totalmente separado do modo texto. Bem, para que seja entendido de uma melhor forma, veja o Windows: até o Windows 3.11 ele era uma espécie de casca (muito incrementada) para o DOS; já a partir do Windows 95, o kernel (o núcleo do sistema, onde a parte interna do sistema operacional acontece, i.e., gerenciamento de discos, memória e dispositivos de entrada) tinha o modo gráfico embutido. No Windows 95 o modo texto sob o ambiente gráfico tinha que ser emulado pois o Windows executava instruções de 32 bits e, para manter compatibilidade entre programas antigos e o "novo" sistema, o Windows fazia de conta que você estava em um ambiente do DOS para esses antigos programas não apresentar problemas. Já no Linux, o kernel não apresenta o modo gráfico em seu código; o kernel sob Linux é um arquivo, notavelmente pequeno (algumas centenas de kbytes) e o modo gráfico é um programa que você instala que ele dá suporte aos ambientes gráficos que, aí outra idéia muito inteligente, pode ser vários: temos desde gerenciadores de janelas simples que apresentam uma interface muito horrível (porém configurável) até gerenciadores completos e bem aparentes (temos inclusive um ambiente que é uma cópia do Windows 95).

Tudo no Linux é um arquivo, por exemplo, no Windows você tem os drivers, que são um arquivo codificado de um jeito que poucos sabem e que diz ao sistema operacional como trabalhar com a entrada/saida de um hardware. Por exemplo, o driver de uma impressora ligada na porta paralela do seu micro não funcionará sem o respectivo driver que ditará as regras de como o Windows deve trabalhar com a impressora que está conectada em seu micro, porém somente será o Windows que enviará e receberá dados da porta paralela. Sob Linux você tem um diretório que contém centenas, se não milhares, de arquivos (são muitos mesmos). Estes arquivos são como um ponteiro para a respectiva porta de seu micro, se você escrever um texto e redirecioná-lo para este arquivo, o dispositivo que está ligado na porta receberá (pode não funcionar, mas ele vai receber, pode ter certeza!).

No Linux o suporte a hardware pode ser embutido no kernel ou pode ser habilitado por meio de módulos. Módulo é um software, codificado diferentemente dos arquivos executáveis (binários) do Linux que através de programas especiais pode ser carregado. No windows o suporte a hardware é bem parecido, com os chamados drivers, que também são softwares que são carregados pelo sistema operacional para fazer interface com o hardware.

Uma das grandes e pouco prática diferença entre Windows e Linux é o fato de você não poder simplesmente usar um cd ao colocá-lo em um drive. No Windows isso é automático, você coloca o cd, acessa a unidade e pronto. Sob Linux você deve por o CD na unidade, executar um programa dizendo que você vai usar esta unidade (o termo usado é montar uma unidade) e quando você terminar de usar os arquívos na mídia em questão, você primeiro deve desmontá-la (dizer ao sistema que você já liberou o CD, por exemplo) para depois removê-la do drive.

Código-Fonte aberto

O diferencial desse sistema operacional é sua filosofia em relação à códigos-fonte: leia, aprenda, modifique. No Linux o código (diferentemente de um Windows, por exemplo) é liberado; junto com todos os outros arquivos de instalação do Linux (pacotes, ou seja, cada conjunto de programa ou bibliotecas) existe um que são os códigos-fontes do kernel (o núcleo do sistema) e seus cabeçalhos (o kernel foi programado em C, então tem os arquivos .C e os .H, respectivamente fontes e cabeçalhos de funções).

Assim como o sistema em si, todos os programas, com pouquíssimas exceções, também tem seu código-fonte liberado.

Funcionamento do Sistema

O Linux tem um funcionamento bem diferente do Windows e do DOS. Durante o processo de inicialização o Linux executa (e mostra para você o que ele está fazendo) vários programas, serviços, inicializa dispositivos, detecta hardware, entre muitas outras operações que são visíveis e, principalmente, configuráveis.

Existe um diretório no sistema de arquivos onde se localizam todos os arquivos de configuração dos programas (desde os arquivos de configuração de rede até os de inicialização e desligamento).

Você pode escolher o gerenciador de boot, ou seja, o programa que vai selecoinar o sistema operacional que será inicializado. Existem dois gerenciadores mais usados:o GRUB e o LILO.

O LILO (Linux Loader) é o mais clássico e, na minha opinião, o mais configurável. Ele tem três modos de seleção de sistema operacional, que pode ser escolhido no arquivo de configuração, são eles: modo texto simples, onde você tem que digitar o nome do sistema a ser inicializado; modo texto com menus rotativos, onde todos os sistemas que podem ser inicializados estão disponíveis para seleção; e o modo gráfico com menus rotativos. Este último nunca vi nenhum computador que estava usando o LILO e este modo.

O GRUB, gerenciador usado por padrão no Conectiva Linux (veja sobre distribuições de Linux a seguir), tem numa interface mais bonitinha por padrão. No GRUB você pode colocar um plano de fundo para embelezar a inicialização.

Aqui além do embelezamento do computador, você também deve escolher entre facilidade de configuração e aparência (GRUB) ou configuração detalhada, mais “na mão” (LILO).

Multi-Usuário

O Linux ele é um sistema multi-usuário, ou seja, você deve se logar para poder usar o computador. Existe, assim como no Windows 2000 por exemplo, permissões de arquivos e diretórios, onde você libera ou bloqueia determinado usuário, grupo de usuário ou todos para ler, escrever ou executar. Sendo administrador do sistema, você pode criar, excluir e alterar dados de usuários de seu computador.

Um fato interessante no Linux é que algumas tarefas tais como usar CD-ROM ou disquetes, utilizar determinados programas, ou até mesmo reproduzir sons em casos mais extremos, vem por padrão desabilitadas para usuários normais do computador, tornando o sistema mais seguro.

Multi-Tarefa

Vários processos (a grosso modo pode-se entender como programas) podem ser executados ao mesmo tempo e, cada processo pode ser de um usuário diferente.

No Linux existe o conceito de Daemons, programas que ficam sendo executados mesmo quando não há ninguém utilizando o computador. Esses programas são geralmente serviços de rede (um servidor de internet, de arquivos, etc.) ou programas para segurança do computador, por exemplo. São geralmente inicializados junto com o computador, antes mesmo de se logar na máquina.

Um fato muito interessante do Linux é que, diferentemente do Windows, você praticamente não precisa reinicar o computador. Se você, por exemplo, faz uma alteração em alguma configuração essencial de rede, somente é necessário reiniciar o serviço específico que você alterou. Para facilitar mais um pouco, existem em alguns diretórios especiais, alguns arquivos que servem justamente para estes fins.

Vários terminais

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