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Quando se esta usando um computador rodando um sistema operacional multi-tarefa e multi-usuário, geralmente você se autentica (se loga) uma só vez e fica usando. Caso haja necessidade de você fazer alguma tarefa com outro usuário, geralmente desloga-se e loga-se com o novo usuário, fechando a sessão do usuário anterior.

Isso é diferente em Linux, por padrão você tem mais de um terminal, veja. Quando o sistema termina de iniciar, você chega em uma tela de log-in, onde você digita seu usuário e sua senha para poder usar o sistema, o que você está atualmente usando se chama terminal. Se você apertar uma determinada seqüência de teclas junto (geralmente Alt+F*) você muda para outros terminais, que podem tanto estar fechados, estar abertos com um ambiente gráfico ou com o modo texto.

Vários ambientes gráficos

A liberdade de escolha é um fato em nossa vida, nos vestimos da forma que bem entendemos, escolhemos nossas companias, etc., porém no mundo dos sistemas pagos e fechados isso é diferente. Lhe obrigam a divulgar o nome da empresa, muitos computadores já vem com o sistema como padrão e até mesmo ficamos presos a uma determinada aparência, sendo as vezes difícil de modifica-la drasticamente. Mas ainda existem os sistemas livres onde, além de se ter total controle da aparência e de toda a funcionalidade, também se tem escolha de vários tipos de padrões.

No Linux existem muitos ambientes gráficos, desde um que é uma cópia do Windows ou do Mac-OS, até gerenciadores de janelas extremamente simples e configuráveis.

Diversas distribuições

A liberdade de escolha não se propaga somente no quesito ambiente gráfico na filosofia de software livre, muitas empresas juntam todos os programas que acham necessários ao funcionamento do sistema Linux que estão desenvolvendo (uma palavra melhor seria pesonalizando), encontram o núcleo do sistema mais estável e adaptável ao foco dessa empresa, geralmente colocam um ou outro ambiente gráfico padrão com as cores do logotipo da empresa (muitas vezes até mesmo o logotipo vem já como papel de parede, por exemplo) e dão um nome à personalização do GNU/Linux deles e distribuem gratuitamente na internet ou encaixotado na prateleira. Nasce aí uma distribuição GNU/Linux.

Atualmente existem muitas distribuições de Linux, algumas mais famosas mundialmente, outras usadas e conhecidas por determinados grupos de usuários, algumas asiáticas, outras brasileiras, emfim, temos várias empresas que personalizam uma distribuição do Linux.

As distribuições mais famosas atualmente são Conectiva (Distro. Brasileira), Red Hat, Slackware, Mandrake, Debian.

Instalação

Antes de começar...

Devemos tomar nota de certas coisas antes de começarmos o processo de instalação do sistema.

Primeiro de tudo saiba o quanto de espaço você irá reservar para o Linux, o qual possui opções de instalação que ocupam desde 50 Megabytes até modos que ocupam mais de 1 Gigabyte. Para usuários iniciantes recomendaria o uso da instalação padrão, que ocupa cerca de 900 Megabytes. Quando chegarmos no processo de particionamento, pensaremos mais detalhadamente no quanto de espaço deveremos reservar.

Saiba também o a marca, modelo e o chipset de sua placa de vídeo. Caso possua uma placa de rede, anote também o modelo, o endereço e a interrupção.

Para a instalação será necessário um drive cd CD-ROM e, talvez um drive de disquete. Anote também o quanto você possui de memória RAM.

Caso não consiga nenhuma das informações anteriores, algumas partes do sistema ficará desconfigurada (ambiente gráfico ou rede por exemplo), porém o sistema operacional ainda funcionará.

O processo de instalação

Vamos por a mão na massa! Temos, de início, duas alternativas para começar a instalação do sistema: a primeira delas é você bootar (inicializar o computador) pelo CD-ROM. Para isso tente configurar na BIOS de seu computador a inicialização pelo CD-ROM; caso seja um computador muito antigo você não terá a opção de inicialização pelo CD.

Se você conseguir configurar a incialização pelo CD, coloque o disco de instalação no drive e veja se aparece uma interface bonitinha. Caso apareça selecione a primeira opção (Desktop Edition), que te levará a um ambiente muito fácil.

Bem, se você não conseguiu a bootar pelo CD, inicie o Windowso ou o DOS, qualquer ambiente Windows que tenha suporte a CD-ROM. Iniciado o sistema entre na unidade de CD e vá para o diretório dosutils, onde você encontrará um arquivo executável chamado rawrite (rawrite.exe). Execute-o.

Consiga um disquete formatado e quando o programa executado lhe perguntar:

"Enter disk image source file name: " digite "..\images\boot.img"

E quando lhe perguntar pelo drive de destino digite "A:". Insira o disquete formatado e pressione <ENTER>.

Espere pelo programa terminar (demora um bom tempo) e reinicie seu computador, efetuando boot pelo disquete criado com o programa rawrite.

Aparecida a interface selecione a primeira opção (Desktop Edition) e aguarde a janela principal da instalação aparecer e siga os passos a seguir, sempre atentando para o que o instalador lhe pergunta:

1. Seleção de idioma Selecione o idioma que você quer ter o sistema e siga em frente apertando o botão "Próximo".

2. Seleção do Mouse

A maioria das vezes o mouse é detectado automaticamente. Verifique se isto ocorreu movimentando o mouse; se ele estiver funcionando corretamente clique em Próximo. Caso a detecção do mouse não tenha ocorrido, você mesmo terá que escolher o tipo do mouse. Clique na opção Seleciona mouse manualmente e em seguida escolha um mouse que corresponda ao seu modelo na caixa de texto Mouses disponíveis.

Caso o seu mouse seja um dispositivo serial você deve também selecionar a porta na qual ele está conectado, na janela Porta serial. Se desconhece o tipo ou a porta serial do mouse, você pode escolher uma configuração e clicar no botão Tentar configuração. Se o mouse funcionar, siga em frente com a instalação, caso contrário clique em outro modelo e tente novamente.

Você também pode tentar configurar o seu mouse como um genérico e testar a configuração; existem dois tipos de mouses genéricos: Generic Mouse (serial) e o Generic Mouse (PS/2). A diferença é que os primeiros são conectados em portas seriais (quadradas) e os segundos são conectados em portas PS/2 (redondas). Se você não conseguiu nenhuma outra configuração, teste os mouses genéricos.

3. Seleção do Teclado

O próximo passo no programa de instalação é a seleção do teclado. Os modelos de teclado mais utilizados são:

- Teclado ABNT modelo 2 (Brazilian ABNT2): Contém o ç no teclado. Este teclado é um dos mais utilizados no Brasil. Verifique se este modelo não corresponde ao seu teclado.

- Teclado US com suporte à acentuação (Generic 105-key (Intl) PC): Modelo que possui o sinal de til ("~") localizado na parte esquerda superior do teclado.

Você deve escolher o Layout do teclado, e depois seu Modelo correspondente. Se a configuração não estiver correta, retorne e escolha um novo modelo. Você pode também selecionar um modelo e clicar no botão Área de teste do teclado para testar sua configuração.

Para ter certeza que escolheu o modelo certo, existe uma caixa de texto para teste, escreva lá tentando digitar acentos, números, letras, verificando se tudo está correto.

4. Instalação ou Atualização

Se você já possui um Conectiva Linux instalado (Conectiva Linux 4.0, 5.0, 5.1 ou 6.0) e deseja apenas atualizar a sua máquina, selecione o botão Atualizar uma versão anterior. Ao escolher esta opção, o programa pergunta se você deseja escolher os pacotes para atualizar individualmente. Se desejar, basta seguir em frente que surgirá a tela para a seleção individual de pacotes. Após a escolha dos pacotes, a atualização continua do mesmo modo que a instalação.

Caso seu computador ainda não tem Linux selecione "Fazer uma nova instalação" e siga em frente.

5. Seleção de um Perfil

Neste passo você irá escolhes qual o tipo de instalação que deseja. Vamos escolher a instalação padrão

Das três opções seguintes, selecione "Forçar particionamento manual" para que nós particionemos o disco de acordo com nossa necessidade.

6. Particionamento

Chegamos a uma parte muito importante do programa de instalação, talvez a mais importante. Para instalar o Linux é necessário haver espaço disponível no disco rígido, o qual deve estar separado em áreas, tanto para o próprio sistema como para outros sistemas operacionais. Estas áreas são as partições do disco. Existem diversos tipos de partições, dos quais o instalador somente nos dá algumas opções.

As partições disponíveis são:

Ext2- Tipo de partição usada para o sistema operacional mesmo, contendo toda a estrutura de diretórios necessária para o funcionamento do Linux.

Ext3 - Uma terceira versão da partição acima, sendo a grande diferença em relação a versão anterior (ext2) o acesso mais rapido a arquivos.

LinuxSwap - Este tipo de partição serve como memória virtual. Quando sua memória RAM ficar cheia, o Linux começará a usar esta partição como memória virtual, logicamente tornando o sistema mais lento. Geralmente essa partição é de 2 a 2,5 vezes o tamanho de sua memória RAM total.

Para esta instalação que iremos realizar, criar as seguintes partições (para criar uma partição selecione um espaço livre e dê um clique duplo ou pressione <ENTER>):

Ponto de montagem: /boot; Tamanho: 10mb; Sistema de arquivos: Ext2 Ponto de montagem: N/D; Tamanho: 2 x Memória RAM; Sistema de arquivos: LinuxSwap Ponto de montagem: /; Tamanho: mais de 1Gb; Sistema de arquivos: Ext2

Está feito o esquema de partições. O ponto de montagem é o diretório no sistema de arquivos onde essa partição será usada.

7. Seleção de grupos e pacotes individuais

Caso tenha escolhido pela opção de selecionar pacotes neste local você selecionará cada grupo de softwares ou cada softwareseparado para a instalação.

8. Seleção de placa vídeo

Nesta seção você selecionará a placa de vídeo que usará no ambiente gráfico. Aqui o instalador já adianta uma bela parte de configuração da parte gráfica do sistema. Geralmente o instalador já detecta automaticamente a sua placa de vídeo, porém confira. Evite de efetuar o teste, pois a instalação pode travar e será necessário começar tudo de novo. O modo gráfico no Linux pode ser algo um pouco perigoso em relação a travamento.

9. Configuração de Contas e Senhas

Aqui você deve atribuir uma senha ao administrador (root), também lhe dando a opção de criação de contas de usuário normais, por enquanto sem senha. A senha de cada usuário criado será configurada depois da instalação, no sistema.

10. Escolha do gerenciador de inicialização

Para inicializarmos o Linux e para que possamos escolher entre os vários sistemas operacionais disponíveis que podem coexistir em nossos computadores usaremos um gerenciador de inicialização, que nada mais é um programa que executa logo após a BIOS ter saido de cena, quando se liga o computador.

Para um maior conforte, selecione o GRUB, que já vem com uma interface mais amigável. Selecione para o gerenciador de boot ser instalado no registro mestre de inicialização (o MBR).

11. Finalizando a instalação

Estamos agora finalizando o processo de instalação do Conectiva Linux. A penúltima janela pergunta se você deseja criar um disco de inicialização. Isto pode ser útil quando surgir algum problema após o processo de instalação, principalmente em relação a escrita do programa gerenciador de boot em seu disco. Se você possui um disquete à mão, formatado (a instalação não aceita um disquete com dados) e pronto para ser utilizado, coloque o disquete no dispositivo e crie um disquete de inicialização, caso contrário não se preocupe.

Após esta tela, sua instalação está concluída! Basta agora clicar em finalizar, retirar o CD (ou o disquete, dependendo da instalação) e inicializar o Linux

Básico do sistema

Log-In

Instalado o sistema, vamos liga-lo e esperar algum tempo até o final da inicialização que, dependendo de seu computador, pode durar cerca de dois minutos.

Então, concluída a inicialização, você chegará a uma tela onde estará o nome atribuido ao seu computador na instalação seguido da palavra "log-in:". Como esta é provavelmente a primeira vez que você está entrando no sistema, digite a palavra root e pressione <ENTER>.

root no Linux é o administrador de sistemas, este usuário tem permissão de fazer tudo o que bem entender. Muito cuidado com suas ações usando este usuário pois se você apagar ou modificar algum arquivo importante, será razoalvemente difícil recuperar.

Durante a instalação, em um determinado passo você configurou uma senha de root. Ao ter apertado a tecla enter na tela anterior provavelmente aparecerá escrito a palavra "Password: " esperando que você digite a senha deste usuário; digite a senha configurada na instalação.

Agora você chegou no bash, o interpretador de comando que vem como padrão na maioria das distribuições.

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