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Uso geral:

who

hostname - Mostra o nome do computador local e o domínio.

Uso Geral:

hostname

telnet - Este programa permite que você se conecte a computadores na rede e tenha um terminal remoto. Você trabalha no computador que conectou como se você estivesse fisicamente nele. Obviamente para se conectar a um computador através deste programa, o servidor de telnet deve estar sendo executado, você ter permissão para se conectar ao computador e, dependendo de como a máquina remota estiver configurada, será necessário ter um login e uma senha válidos.

O parâmetro porta passado ao cliente telnet é opcional; caso omita este parâmetro, a porta padrão de telnet será utilizada (porta de número 21).

Uso geral:

telnet <nome ou ip da máquina> [porta]

ftp - O FTP (File Transfer Protocol) é um programa utilizado para transferência de arquivos entre computadores em uma rede. Assim como com o telnet, para se conectar a um computador remoto você deve ter permissão, o computador estar executando o servidor de ftp e você ter um login e senha válidos.

Uso geral:

ftp <nome ou ip do computador>

Editores de texto

Apesar de serem feios, os editores de texto em modo texto em Linux são funcionais e existem vários diferentes. Os mais famosos são o vi (pronuncia-se "vi ai") e o emacs, que, quando vistos somente da aparência externa parecem simples, porém quando explorados a fundo você percebe que são softwares realmente complexos e completos. Abordarei aqui, de forma básica, somente o vi.

O editor vi é excelente para programadores, pois apresenta as palavras chaves, tipos de dados e comandos da linguagem cada um em uma cor diferente, sendo estas cores personalizadas através de arquivos de configuração. Neste editor não existem menus, não se trabalha com mouse (sim, existe mouse no modo texto no linux e ele serve para algo!) nem diretamente com teclas de atalho.

Para inicar o vi, a sintaxe geral é:

vi [nome do arquivo a editar]

Ao entrar no vi para editar um arquivo você começa no modo de navegação, no qual você somente pode visualizar o arquivo, apagar linhas, apagar caracteres, entre outras operações; para entrar no modo de edição (para digitar realmente algo no programa) é necessário pressionar a tecla ESC e depois a tecla "i", desta forma você já poderá digitar. Para sair do modo atual, seja ele qual for, somente se pressiona a tecla ESC; resumindo: antes de qualquer comando deve se pressionar a tecla ESC para cancelar o comando anterior.

Existem comandos que são montados na linha de comando, como os comandos para salvar e sair. Para salvar as alterações em um arquivo, deve pressionar ESC, seguido de ":" e por último "w", pressionando-se a tecla ENTER logo em seguida.

Para sair deste editor deve pressionar ESC, seguido de "q" e, caso queira cancelar as alterações feitas no arquivo, deve colocar um "!" em seguida e pressionar ENTER.

Existem infinitos outros comando do vi, porém o essencial são os comandos explicados anteriormente.

Não existe somente editores pobres de interface como o VI e o Emacs no modo texto do Linux, existem alguns editores alternativos que, pessoalmente não me dou bem com eles. O jed, rhide (este último deve ser baixado da internet. Ótimo IDE que lembra muito o Turbo Pascal e o Turbo C), joe, entre outros editores similares.

Brownsers modo texto

Parece piada, mas existem navegadores de internet em modo texto que, obviamente, não exibem imagens. O bom grande ponto positivo destes navegadores é o fato deles serem práticos para a visualização de um arquivo HTML ou uma página na internet. São essencialmente rápidos pelo fato de não carregar nenhum tipo de imagem.

Existem dois navegadores em modo texto mais conhecidos: o lynx e o links.

O lynx vem como padrão na maioria das distribuições, não apresenta menus e basicamente tem o mesmo funcionamento do links (este último tem menus que auxiliam um pouco).

O uso geral destes navegadores é:

lynx <site ou arquivo html>

links <site ou arquivo html>

Para utilizá-los é simples, usando as setas para cima e para baixo para passar ou voltar, respectivamente, cerca de 25 linhas de texto; a tecla ENTER para abrir links e as teclas INSERT e DELETE para passar e voltar linhas da página; e TAB (ou as setas para a direita e esquerda) para levar o foco até os links.

Utilização de Unidades de Disco

Para se utilizar um disquete ou um CD-ROM no Linux, é muito diferente do que estamos acostumados no Windows, onde somente colocamos o CD e acessamos o a letra da unidade de CD, e depois quando não queremos mais utilizar, retiramos o CD e está tudo certo.

O modo de se utilizar qualquer unidade de disco (seja disquete, cd ou até mesmo uma partição de um disco rígido) sob Linux se baseia no conceito de montar a unidade a ser usada. Montar uma unidade é a mesma coisa que você dizer ao sistema operacional que os arquivos da unidade de disco a ser utilizada estarão listados em determinado diretório, o qual é definido por você, sendo que você pode trabalhar com estes arquivos (apagar, ler, renomear, exclui, etc.) da mesma forma que faria em um diretório comum de seu sistema de arquivos.

Antes de vermos qual é o comando, devemos aprender como o Linux trabalha com dispositivos de hardware.

Algum dia provavelmente você ouvirá alguém falar, assim como eu ouvi, que tudo no Linux é arquivo, porém como assim? Pense no Windows, nele temos por exemplo um driver para a porta COM 1 que, no fundo, a forma como trabalhar com esta porta está dita em um arquivo, porém você não pode diretamente escrever nesta porta, muito menos ficar esperando que esta porta lhe envie algo e quando lhe enviar você capturar de uma maneira fácil como esperar que alguém pressione uma tecla. Sob Linux existe um diretório chamado dev (devices ou dispositivos em português), o qual contém milhares de arquivos que fazem referência cada um a um dispositivo diferente; estes arquivos funcionam como um ponteiro para o dispositivo em questão.

Bem, indo ao que interessa, a montagem de unidades de disco em Linux é feita da seguinte forma através do comando mount:

mount [/dev/dispositivo] [-t tipo do sistema de arquivos] [diretório destino]

Caso sejam omitidos todos os parâmetros, o mount exibirá as unidades atualmente montadas.

O dispositivo geralmente se encontra no diretório /dev, como explicado acima; os tipos de sistemas de arquivos mais comuns são:

iso9660 - usado por CD-Roms

vfat - Tipo de partição usado pelo Windows (chamada fat32)

  • ntfs -Tipo de partição utilizado pelo Windows 2000

msdos - Partição geralmente usada em disquetes; reconhecida pelo Windows

O diretório de destino, também como já comentado, é onde você usará os

arquivos contidos no dispositivo ou partição.

Os arquivo de dispositivos mais comuns são:

/dev/fd0 - Disquete (A: sob Windows)

/dev/hdaX - Primeiro HD (Primary Master), onde X seria o número da partição começando do 1 indo até quantas partições existirem em seu disco.

/dev/hdbX - Dispositivo Primary Slave (configurado na BIOS do computador como Primary Slave).Assim segue-se até o /dev/hddX (seguindo a ordem de secundary master e depois secundary slave).

Atenção: por exemplo, caso o /dev/hdc seja seu CD-Rom, na horá de

montar a unidade, você omitirá o “X”, e.g.:

mount /dev/hdc -t iso9660 /mnt/cdrom

O diretório mais utilizado para montagem é o /mnt, onde cada sub-diretório

é relativo a um dispositivo.

Quando você terminar de utilizar a unidade, você deve desmontá-la. Ao gravar em disquetes, por exemplo, o Linux guarda grande parte num buffer que, somente na desmontagem da unidade, é efetivamente escrito no disquete.

Para montar ou desmontar uma unidade de disco, você deve ser o root, ao menos que o administrador tenha dado permissões para seu usuário (através de algum outro mecanismo) para efetuar estas operações.

Compilação em C

Como o Linux foi um sistema operacional totalmente desenvolvido em C e Assembly e, conseqüentemente, a maioria dos softwares feitos para ele também são feitos em C, tendo geralmente seu código-fonte livre, o Linux apresenta um compilador da linguagem C praticamente de padrão.

Obviamente programas podem ser feitos e compilados (ou interpretados) em outras linguagens tais como Perl, Python, Bash Scripting, Java, PHP, entre outras, porém os programas em C são mais comuns.

O compilador de C mais usado é o gcc (GNU C Compiler) que possui uma infinidade de bibliotecas de desenvolvimento que acompanham ele e o sistema operacional. Este compilador gera executáveis para Linux que, por motivos óbvios não são compatíveis com o Windows ou MAC-OS; porém entre diferentes distribuições de Linux, um executável gerado em uma roda normalmente em outra, pelo fato do kernel usado ser o mesmo, apesar de versões diferentes.

A sintaxe geral para compilar um programa no modo-texto é:

gcc [-o nome_arquivo_saida_executável] <arquivo fonte>

Descompactação

Vários tipos de arquivos compactados existem no Linux, os mais famosos e respectivamente os comandos para descompactação são:

.tgz: tar -xvzf <nome do arquivo.tgz>

.tar.gz: tar -xvzf <nome do arquivo.tar.gz>

.bz2: bzip2 -d <nome do arquivo.bz2>

.tar: tar -xvf <nome do arquivo.tar>

Instalação e desinstação de programas

Em alguns casos quando você pega um programa que vem somente o código-fonte, realidade extremamente comum devido ao fator compatibilidade, a instalação de um programa se faz uma tarefa um pouco trabalhosa e muitas vezes desanimadora. Com esses softwares somente com o fonte, antes de conseguir usá-los, devemos executar certos programas (na verdade são arquivos chamados scripts que contém comandos que são interpretados pelo próprio interpretador de comandos) para testar o sistema e ver se possui todas os requisitos para a compilação, posteriormente compilar, executar o script de instalação (copia os executáveis e os arquivos dependentes do programa para os diretórios corretos) e somente depois podemos usar.

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