Manual de normas e rotinas de procedimentos para a enfermagem

Manual de normas e rotinas de procedimentos para a enfermagem

(Parte 3 de 5)

MATERIAIS: 1. Espéculo. 2. Lâmina com uma extremidade fosca. 3. Espátula de Ayres. 4. Escova cervical. 5. Par de luvas para procedimento. 6. Formulário de requisição do exame. 7. Lápis – para identificação da lâmina. 8. Fixador apropriado. 9. Recipiente para acondicionamento das lâminas, de preferência caixas de madeira. 10. Lençol para cobrir a paciente. 1. Avental. 12. Gaze. 13. Pinça de Cheron.

DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO: 1. Recepcionar a paciente com atenção. 2. Realizar anamnese. 3. Orientar a paciente quanto ao procedimento. 4. Identificar a lâmina na extremidade fosca, com lápis grafite, colocando-a na mesa auxiliar, para receber o material coletado. 5. Ofereça avental à paciente encaminhando-a ao banheiro/ local reservado solicitando-a que retire a parte inferior da roupa e esvazie a bexiga. 6. Lave as mãos. 7. Solicite que ela deite na mesa ginecológica, auxiliando-a a posicionar-se adequadamente para o exame. 8. Cubra-a com o lençol. 9. Calçar as luvas de procedimento. 10. Inicie a primeira fase examinando a região vulvar. 1. Escolha o espéculo adequado.

12. Introduza o espéculo, na posição vertical, ligeiramente inclinado, fazendo uma rotação de 90°, mantendo-o em posição transversa de modo que a fenda da abertura do especulo fique na posição horizontal. 13. Abra o especulo lentamente e com delicadeza. 14. Se ao visualizar o colo houver grande quantidade de muco ou secreção, seque-o delicadamente com uma gaze montada em uma pinça, sem esfregar, para não perder a qualidade do material a ser colhido. 15. Proceda a coleta do ectocérvice, utilizando a espátula de madeira tipo Ayres. 16. Encaixe a ponta mais longa da espátula no orifício externo do colo, apoiando-a com firmeza, e com movimento rotativo de 360° em todo orifício, realize a coleta na mucosa ectocervical. Caso considere que a coleta não tenha sido representativa, faça mais uma vez o movimento de rotação. 17. Estenda o material ectocervical na lâmina dispondo-o no sentido vertical ou horizontal, ocupando 2/3 da parte transparente da lâmina, em movimentos de ida e volta esfregando a espátula com suave pressão, garantindo uma amostra uniforme. 18. Proceda à coleta endocervical, utilizando a escova cervical. 19. Introduza a escova delicadamente no canal cervical, girando-a 360°. 20. Estenda o material, ocupando o 1/3 da lâmina, rolando a escova de cima para baixo. 21. Fixar o esfregaço, imediatamente após a coleta, utilizando uma das formas: 9 O uso do polietilenoglicol é o mais recomendado; pingar 3 a 4 gotas da solução fixadora sobre o material, que deverá ser completamente coberto pelo líquido. Deixar secar ao ar livre em posição horizontal, até a formação de uma película leitosa e opaca na superfície. 9 Propinilglicol – Borrifar a lâmina com o spray fixador a uma distância de 20 cm. 2. Feche o espéculo, retire-o delicadamente colocando em balde próprio. 23. Retire as luvas. 24. Lave as mãos. 25. Auxilie a paciente a descer da mesa, encaminhando-a para se trocar. 26. Oriente a paciente para que venha retirar o exame conforme a rotina da unidade de saúde. 27. Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar (conforme decisão do COREN-SP-DIR/001/2000). 28. Registrar o procedimento em planilha de produção. 29. Acondicionar as lâminas nas caixas de madeira, específicas para transportá-las. 30. Preencha a relação de remessa na mesma seqüência das lâminas e das requisições. 31. Enviar as lâminas ao Laboratório de Citologia. 32. Mantenha ambiente de trabalho em ordem.

A. O espéculo de tamanho pequeno deve ser utilizado em mulheres muito jovens, que não tiveram parto vaginal, menopausadas e em mulheres muito magras.

B. O espéculo de tamanho grande pode ser indicado para as mulheres multíparas e para as obesas.

C. Condições intermediárias ou em caso de dúvida, use o de tamanho médio. D. Caso esteja apresentando dificuldade para visualização do colo, sugira que a paciente tussa. Se não conseguir visualizar o colo peça auxílio à enfermeira ou ao médico.

E. Não estar menstruada, preferencialmente aguardar o 5º dia após menstruação F. A presença de pequeno sangramento de origem não menstrual, não é impeditivo para coleta, principalmente nas mulheres após menopausa.

G. Não usar creme vaginal nem submeter-se a exames intravaginais (ultrasonografia) por dois dias antes do exame.

H. Não lubrifique o especulo com qualquer tipo de óleo, glicerina, creme ou vaselina.

I. Em caso de mulheres idosas, com vaginas extremamente ressecadas, recomenda-se molhar o especulo com soro fisiológico ou solução salina.

J. Em paciente virgem, a coleta deverá ser realizada pelo profissional médico.

Espéculo pequeno, caso a paciente não tenha tido parto normal.

K. Em gestante ou na suspeita de gravidez, não realizar coleta de material endocervical.

L. Caso identifique alterações (nódulos, verrugas, pólipos, etc.) na vulva ou vagina, solicite a presença da enfermeira ou do médico. 9 A coleta é dupla: do ectocervice e do canal cervical 9 As amostras são colhidas separadamente. 9 A paciente pode ter sofrido alguma intervenção cirúrgica no colo ou uma histerectomia (retirada do útero). 9 Nos casos de mulheres que tenham sofrido histerectomia com manutenção do colo uterino a coleta deve ser realizada como de hábito, inclusive com a escova endocervical. 9 Nos casos em que houve a retirada total do colo a coleta pode ser feita no fundo da vagina (fundo cego). 9 O orifício externo do colo uterino das mulheres que nunca tiveram parto vaginal é puntiforme e das que já tiveram é em fenda transversa.

NORMAS DE PROCEDIMENTOS – Nº 015 Departamento de Saúde/ Coordenadoria de Enfermagem Procedimento: COLETA DE PKU

EXECUTANTES: Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de enfermagem.

MATERIAL: 1. Luvas de procedimento. 2. Álcool a 70%. 3. Gaze ou algodão. 4. Lanceta com ponta triangular. 5. Cartão específico para a coleta.

DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO: 1. Recepcionar a família, orientando-a sobre o exame. 2. Preencher os formulários, livros de registros e cartão de coleta, checando todas as informações com a família. 3. Solicitar à mãe que permaneça em pé e segure a criança na posição vertical. 4. Lavar as mãos. 5. Envolver o pé e o tornozelo da criança, com o dedo indicador e o polegar, mantendo-o fletido, deixando exposto apenas o calcanhar. 6. Massagear o calcanhar do bebê suavemente. 7. Fazer antissepsia no local, com algodão e álcool a 70%. 8. Secar o excesso de álcool. 9. Puncionar o local, com movimento firme e contínuo (sentido quase perpendicular a superfície da pele). 10. Desprezar a primeira gota, limpando-a com algodão ou gaze seca. 1. Encostar levemente o verso do papel de filtro, na direção do círculo, a partir da segunda gota, fazendo leves movimentos circulares. 12. Repetir o procedimento até preencher os quatro círculos. 13. Ao término da coleta deitar a criança no colo ou na maca, comprimir o local com algodão ou gaze. 14. Desprezar a lanceta no lixo para perfuro-cortante. 15. Colocar a amostra para a secagem por período de 3 a 4 horas. 16. Lavar as mãos. 17. Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar (conforme decisão do COREN-SP-DIR/001/2000). 18. Registrar o procedimento em planilha de produção. 19. Manter a sala em ordem.

laboratório

Observações: 1. Não realizar coleta em salas frias e/ ou com ar refrigerado. 2. Não há necessidade de jejum da criança. 3. Iniciar a coleta somente após checar se todos os dados foram preenchidos corretamente. 4. Manter o calcanhar do RN sempre abaixo do nível do coração facilita o fluxo. 5. A punção é exclusivamente nas laterais da região plantar, no calcanhar, para não correr o risco de atingir o osso. 6. Durante a coleta, deixar o sangue fluir naturalmente, de maneira homogênea, impregnando os dois lados do papel filtro. 7. Caso não obtenha uma mancha adequada de sangue, aguardar a formação de uma nova gota, colocando-a próxima a primeira gota. 8. Nunca preencha os espaços vazios com pequenas gotas para completar a área total, pois proporciona sobreposição do sangue e interfere no exame. 9. Caso necessário faça uma nova punção para obter a gota adequada, que deverá ser próximo da primeira, nunca no mesmo local, utilizando nova lanceta. 10. A secagem da amostra deve ser realizada com os cartões na horizontal, nunca as expondo ao sol. 1. Após secas, as amostras devem ser acondicionadas em um único envelope, e estes colocados dentro de caixa (isopor ou plástica), que devem permanecer na parte inferior da geladeira (no máximo por 3 dias) até que sejam enviadas ao

NORMAS DE PROCEDIMENTOS – Nº 016 Departamento de Saúde/ Coordenadoria de Enfermagem Procedimento: CURATIVO

EXECUTANTES: Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem.

MATERIAIS: 1. Pacote de curativo (pinça Kelly, pinça dente de rato, pinça anatômica e ou pinça mosquito). 2. Soro fisiológico (0,9%), água tratada ou fervida. 3. Agulha 40/12 ou 25/8. 4. Seringa 20 ml. 5. Gaze, chumaço.

6. Luva de procedimento ou estéril se necessário. 7. Cuba estéril ou bacia plástica. 8. Cobertura ou produto tópico prescrito (cremes, pomadas, hidrocolóides, etc.). 9. Esparadrapo, fita adesiva e "micropore" ou similar. 10. Faixa crepe de 8 ou 15cm (atadura). 1. Tesoura (Mayo e Iris). 12. Cabo de bisturi e lâmina de bisturi.

DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO: 1. Receber o paciente de maneira cordial. 2. Explicar o procedimento a ser realizado. 3. Manter o paciente em posição confortável. 4. Manter a postura correta durante o curativo. 5. Lavar as mãos. 6. Preparar o material para a realização do curativo. 7. Avaliar a ferida. 8. Realizar o curativo utilizando técnica segundo a classificação da ferida:

após o procedimento cirúrgico

Lesões fechadas: ¾ Incisão simples: 9 Remover a cobertura anterior com a pinça dente de rato, desprezando-a na borda do campo. 9 Montar a pinça Kelly com gaze, auxiliada pela pinça anatômica. 9 Umedecer a gaze com soro fisiológico. 9 Proceder a limpeza da incisão de dentro para fora, sem voltar ao início da lesão. 9 Secar a incisão de cima para baixo. 9 Ocluir com gaze, chumaço ou outro curativo prescrito. 9 Fixar com micropore. 9 Trocar o curativo a cada 24 horas ou sempre que estiver saturado (úmido). 9 Manter a incisão aberta se estiver limpa e seca no período de 24 a 48 horas

¾ Incisão com pontos subtotais: 9 Remover a cobertura anterior. 9 Lavar todos os pontos subtotais, introduzindo soro fisiológico no interior de cada ponto, com auxílio de seringa e agulha, colocando gaze do lado oposto para reter a solução. 9 Proceder a limpeza como descrita para lesões simples. 9 Proteger a área central com gaze seca ou chumaço. 9 Fixar com micropore.

9 Manter o curativo ocluído enquanto houver exsudação. 9 Realizar troca a cada 24 horas ou sempre que estiver saturado.

Lesões abertas: 9 Remover a cobertura anterior, de forma não traumática. 9 Irrigar abundantemente com soro fisiológico, quando a cobertura primária for de gaze. 9 Realizar a limpeza com técnica adequada (asséptica ou limpa). 9 Manter o leito da úlcera úmido. 9 Manter a área ao redor da úlcera sempre seca, evitando a maceração e facilitando a fixação da cobertura. 9. Lavar as mãos. 10. Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar (conforme decisão do COREN-SP-DIR/001/2000). 1. Registrar o procedimento em planilha de produção. 12. Manter a sala em ordem.

Observações: A. A prescrição do curativo é privativa do enfermeiro e do médico. B. A limpeza de feridas com tecido de granulação deve ser preferencialmente feita através de irrigação com jato de soro fisiológico morno, com seringa de 20 ml e agulha 40x12 ou 25x8, ou ainda frasco de soro perfurado de diferentes maneiras.

C. Proteger sempre as úlceras com gazes, compressas, antes de aplicar uma atadura.

D. Não apertar demais a atadura, devido ao risco de gangrena, por falta de circulação.

E. Iniciar o enfaixamento sempre, no sentido distal para o proximal para evitar garroteamento do membro.

F. Observar sinais e sintomas de restrição circulatória: palidez, eritema, cianose, formigamento, insensibilidade ou dor, edema e esfriamento da área enfaixada.

G. Trocar o curativo com gaze a cada 24 horas ou quando estiver úmido, sujo ou solto.

H. A recomendação atual, para realização do curativo consiste em manter a ferida limpa, úmida e coberta, exceto incisões fechadas e locais de inserção de cateteres e introdutores e fixadores externos.

NORMAS DE PROCEDIMENTOS – Nº 017 Departamento de Saúde/ Coordenadoria de Enfermagem Procedimento: ELETROCARDIOGRAMA

EXECUTANTES: Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem.

MATERIAIS: 1. Eletrocardiógrafo. 2. Gel hidrossolúvel. 3. Álcool á 70%. 4. Algodão seco. 5. Lençol.

5. Solicitar que o paciente retire relógio, correntes, chaves, celulares, etc

DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO: 1. Testar o eletrocardiógrafo, assegurando que o mesmo está ligado. 2. Checar a presença e integridade do cabo de força, fio terra e cabo do paciente com cinco vias. 3. Seguir as orientações de utilização segundo o fabricante. 4. Solicitar ao paciente que exponha o tórax, punhos e tornozelos. 6. Cobrir o paciente para que o mesmo não fique totalmente exposto. 7. Orientar o paciente a deitar, evitar a movimentação, tossir ou conversa, enquanto o

ECG está sendo registrado, a fim de evitar artefatos. 8. Efetuar a remoção de gordura, com algodão embebido em álcool 70%, das faces anteriores dos antebraços, na porção distal e das faces internas dos tornozelos (acima dos maléolos internos). 9. Colocar os eletrodos no tórax e nos membros conforme determinado, usando eletrodos auto-adesivos ou gel hidrossolúvel ou ainda, outro material de condução (conforme orientação do fabricante). 10. Iniciar o registro no eletrocardiógrafo. 1. Avaliar se o registro efetuado pelo equipamento é compatível com o esperado para um traçado eletrocardiográfico. 12. Finalizar o procedimento, auxiliando o paciente a levantar-se da maca e vestir-se. 13. Avaliar o registro, comunicando as alterações ao enfermeiro, identificando alterações precocemente. 14. Aferir o pulso do paciente, classificando conforme a freqüência, ritmo e amplitude. 15. Anotar em livro próprio os seguintes dados: data, nome do paciente, idade, ficha e se será encaminhado para laudo.

16. Identificar a fita registro do eletrocardiograma com: nome do paciente, idade, número da ficha e nome do Centro de saúde. 17. Registrar as derivações nos seguimentos, na seguinte ordem: DI, DII, DIII, AVR,

19. Lavar as mãos

AVL, AVF, V1, V2, V3, V4, V5 e V6. 18. Anexar a fita do eletrocardiograma à solicitação do exame. 20. Checar a realização do exame no verso da prescrição, anotando data, horário, nome e registro do profissional que executou o exame. 21. Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar (conforme decisão do COREN-SP-DIR/001/2000). 2. Registrar o procedimento em planilha de produção. 23. Manter a sala em ordem.

Procedimento: MEDIDA DE CIRCUNFÊRENCIA DE CINTURA

NORMAS DE PROCEDIMENTOS – Nº 018 Departamento de Saúde/ Coordenadoria de Enfermagem

EXECUTANTES: Enfermeiro, Técnicos e Auxiliares de enfermagem.

MATERIAL: 1. Fita métrica.

DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO: 1. Recepcionar o paciente. 2. Orientar o procedimento ao paciente. 3. Orientar o paciente a permanecer de pé, ereta, abdômen relaxado, braços estendidos ao longo do corpo e os pés separados numa distância de 25-30 cm. 4. Solicitar ao paciente que afaste a roupa, de forma que a região da cintura fique despida. A medida não deve ser feita sobre a roupa ou cinto. 5. Mantenha-se de frente para o paciente, segure o ponto zero da fita métrica em sua mão direita e, com a mão esquerda, passar a fita ao redor da cintura ou na menor curvatura localizada entre as costelas e o osso do quadril (crista ilíaca). 6. Ajustar a fita métrica no mesmo nível em todas as partes, em seguida, solicite que o paciente expire totalmente. 7. Realizar a leitura imediata antes que a pessoa inspire novamente. 8. Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar (conforme decisão do COREN-SP-DIR/001/2000).

9. Registrar o procedimento em planilha de produção. 10. Lavar as mãos. 1. Manter a sala em ordem.

NORMAS DE PROCEDIMENTOS – Nº 019 Departamento de Saúde/ Coordenadoria de Enfermagem Procedimento: MEDIDA DE CIRCUNFERÊNCIA DE QUADRIL

EXECUTANTES: Enfermeiro, Técnicos e Auxiliares de enfermagem.

MATERIAL: 1. Fita métrica.

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