Livro de Estágio de Enfermagem

Livro de Estágio de Enfermagem

(Parte 2 de 25)

• Observar a persistência/reincidência da sintomatologia: sudorese, diminuiçãoPA, dor torácica o Registo ECG com 12 derivações o Oxigeno terapia o Administração de vasodilatador coronário e morfina o Prepara o doente para a cirurgia cardíaca o Adaptação individual ineficaz relacionada com ameaça da auto-estima, ruptura do padrão do sono Reforçar a capacidade de lidar com a doença

• Escutar o doente e familiar e avaliar o grau de compreensão

• Ajudar a ter uma atitude positiva

• Promover um ambiente tranquilo

• Despiste de sinais que evidenciem a falta de repouso/sono (irritabilidade, desorientação, diminuição da tolerância à dor)

• Preparar a lata para a UCI intermédios/enfermaria o Risco de hemorragia (Fibrinolíticos) Prevenir a hemorragia

• Avaliação de SV Despiste de lesões cutânea (petéquias, equimoses, hematomas)

• Evitar traumatismos

• Cuidado a lavar os dentes e a barbear

Avaliar as queixas do doente a nível lombar (retro peritoneu) Observar os locais das diversas punções durante a fibrinólise. Pensos compressivos nos locais de acesso Despiste de sinais hemorrágicos: gengivorragias, hematúria, retrorragias, secreções hemáticas Minimizar as venopunções Evitar administrar medicamentos por vis I.M. Colheita de sangue para: tempo de protrombina, tempo de tromboplastina parcial, hematócrito e hemoglobina Administrar antiácidos para evitar úlceras de stress Evitar procedimentos invasivos (aspirações…) o Educação/Manutenção da Saúde Informar o doente e família relativamente:

• Fisiologia e anatomia do coração

• Diferença entre angina de peito e enfarte agudo do miocárdio

• Processo de cicatrização do miocárdio (6-8 semanas)

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Instruir o doente relativamente a resposta do organismo à actividade

• Explicar o conceito de que as actividades exigem diferentes gastos de oxigénio

• Salientar a importância do repouso alternado com actividade

• Instruir o doente a fazer a avaliação do P antes e após as actividades

• Sinais que indicam uma resposta face à intolerância à actividade (pré-cordialgia, fadiga e dispneia) Planear um programa de aumento progressivo de actividades

• Determinar níveis de actividades de acordo com o resultado da prova de esforço de exercícios de nível baixo

• Estabelecer um plano de actividade segundo o nível de energia gasto por ordem crescente o Caminhar diariamente e aumentar progressivamente a distância e o tempo o Evitar actividades que promovam exercícios isométricos o Evitar trabalhar com os braços acima da cabeça o Retornar ao trabalho progressivamente o Evitar temperaturas extremas o Evitar actividades após uma refeição pesada

• Retorno às relações sexuais o Se o doente tolerar a subida de dois lances de escadas, pode voltar à actividade sexual

• Aconselhar a repousar 7h de sono e 2períodos diurnos de 30 min.

• Dieta alimentar, pequenas refeições e várias (6-7) o Limitação de ingestão de bebidas alcoólicas e cafeína

• Medicação: objectivos e efeitos colaterais

• Instruir quanto à seguinte sintomatologia o Pré-cordialgia não aliviada em15min. com o repouso ou nitroglicerina o Dispneia o Fadiga acentuada o Edema maleolar o Bradicardia e taquicardia o Lipotimia o Ajudar a diminuir os factores de risco

Explicar que os factores de risco podem aumentar a probabilidade de outro EAM; Analisar com o doente as estratégias que possam modificar os factores de risco, ou seja, explicar que os factores de risco podem aumentar a probabilidade de outro EAM; Analisar com o doente as estratégias que possam modificar os factores de risco, ou seja, a adopção de estilos de vida saudáveis.

Endocardite Infecciosainfecção microbiana das válvulas cardíacas ou do endocárdio na

proximidade de defeitos cardíacos congénitos ou adquiridos

E.B. sub-aguda desenvolve-se numa válvula cardíaca previamente lesada, contudo também se pode desenvolver em válvulas sãs(E.B.aguda) Válvula normal lesão endotelial deposição de plaquetas E.trombótica não bacteriana colonização endocardite infecciosa endocardite curada

Doentes + infectados – cardiopatia valvular reumática, cardiopatia congénita(actual), próteses valvulares e endocardite infecciosa prévia;

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Válvulas + atingidas – mitral, mitro-aórtica, aórtica (E.B. em válvulas sãs), tricúspide(em viciados em drogas i.v.) e pulmonar(raro); Foco primário dentário, amigdalino, cutâneo…

Manifestações clínicas: o E.B.sub-aguda – inicio incidioso

Síndrome infeccioso: anorexia, fraqueza, cefaleias, mialgias, artralgias, febre com arrepios e suores nocturnos, palidez, taquicardia, toxemia; Sinais e sintomas cardíacos – novos sopros doente com síndrome infeccioso ou nenhuma anomalia; perfusão duma válvula ou rotura de corda tendinosa insuficiência cardíaca severa; o Manifestações cutâneas – petéquias, nódulos de Osler (quase patognómicos), hemorragias”em lasca”, lesões de Janeway, hipocratismo digital; o Esplenomegalia; o Fenómenos embólicos – baço (dor e esplenomegalia), rim (lombalgia, hematúria), cérebro (hemiplagia, síndromes neurológicos), MI; o Hemorragias punctiformes de Roth;

Pericarditeinflamação da serosa cardíaca (pericárdio) havendo a formação de um derrame

rico em proteínas (exsudato)

P.Aguda (<6sem.): o Com pequeno derrame:

Manifestações clínicas – dor (início +/-brusco, retroesternal ou apexiana, com irradiação variável – pescoço, ombro, trapézio, epigastro, braço - e de intensidade flutuante, agrava-se com tosse, inspiração…), atrito pericárdico (início), alterações no ECG (supra-desnivelamentoST, alteração da ondaT e complexos[QRS] de baixa voltagem) Sintomas – anorexia, astenia, emagrecimento, taquicardia; o Com derrame significativo:

A mais importante alteração circulatória é a restrição à distensão diastólica dos ventrículos aumento da pressão diastólica final aumento da pressão venosa dispneia, aumento da pressão venosa central, engorgitamento e congestão venosa (quadro de ICC); Manifestações clínicas – dor, taquicardia, dispneia, diminuição da intensidade, choque ponta, não atritos, aumento da área de macicez cardíaca, baixa voltagem nos complexos[QRS], aumento progressivo da sombra cardíaca em Rx tórax, congestão venosa (aumento da pressão venosa central, engorgitamento jugular inspiratório, hepatomegalia congestiva, edema MI; Pericardiocentese; o Com tamponamento cardíaco acumulação de derrame pericárdio que causa pressão, impedindo o enchimento das câmaras cardíacas e diminuindo o débito cardíaco; doente em choque devido a queda brusca de TA e débito cardíaco (ICC);

Sintomas sub-agudos – dispneia, fraqueza e confusão; Exame físico – taquicardia, hipotensão, pulsus paradoxus, engorgitamento jugular, hipofonese; se sub-aguda tb edemas periféricos, hepatomegalia e ascite; Tratamento pericardiocentese;

Pág. 7 o Tuberculosa: início incidioso; dor pré-cordial pouco intensa; tuberculose noutros órgãos; líquido punção pericárdica hemorrágico; sintomas – astenia, anorexia, emagrecimento, frutícola; o Reumática o Benigna ou idiomática precedida de infecção vias aéreas superiores, instala-se de forma abrupta com febre e dor pré-cordial intensa. Também tosse e dispneia.

o Urémica doentes com IRC ou hemodiálise, atrito pericárdico, sem dor; o Purulenta doente em toxémia com febre e leveda e leucocitose com neutrofilia; muitas vezes tamponamento; líquidopurulento com agente patogénico; o Neoplásica invasão do pericárdio por células Neoplásicas;

Derrame Pericárdico Crónico (>6meses): o Causa + frequência tuberculose o Outras mixedema (hipertiroidismo), neoplasias, colagenoses, quilopericárdio, infecções micóticas ou piogénicas, radioterapias, doença pericárdica pelo colesterol; o Causas com mais frequência derrame pericárdico hemorrágico neoplasias, tuberculose, uremia, extravasamento lento de aneurisma aórtico,

P. Constritiva Crónica (>6meses): o Ocorre quando a cicatrização d1 pericardite aguda é seguida pela obturação da cavidade pericárdica com espessamento fibrótico dos folhetos pericárdicos que forma 1 carapaça que encarcera o coração e interfere com o enchimento dos ventrículos; taquicardia compensadora; pressões ; função miocárdica normal; o Causas – tuberculose (+importante), pericardite idiopática ou virusal, neoplasias, pósradiação/traumática/cirurgia cardíaca, colagenoses; o Manifestações clínicas – astenia, anorexia, peso , dispneia e congestão pulmonar, engorgitamento jugular com acentuação inspiratória, pulso paradoxal, hepatomegalia congestiva, ascite, tons cardíacos abafados e batimento apical mal definido, sombra cardíaca, P.venosa central; ECG (inversãoT, P larga e entalhada), Rx tórax (calcificação pericárdica); o Tratamento – Pericardiectomia ou descorticação cardíaca completa é o único tratamento definitivo.

Insuficiência Cardíaca Congestiva

Avaliação: o Obter a história da sintomatologia, limite de actividades e respostas ao repouso o Avaliar os pulsos arteriais periféricos (qualidade e características), FC, ritmo e TA o Identificar os padrões de sono e dispositivos utilizados para dormir

Intervenções de enfermagem: o diminuição DC relacionado com a contractilidade prejudicada e a pré e pós carga aumentada Manter o débito cardíaco adequado

• Manter o repouso físico e emocional (diminuição W cardíaco)

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• Avaliação frequente da TA (diminuição TA isquémia do miocárdio) e P alternante

• Monitorizar para despiste de arritmias

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