Livro de Estágio de Enfermagem

Livro de Estágio de Enfermagem

(Parte 7 de 25)

• Avaliação das complicações:

• Punção cardíaca involutiva

• Arritmias

• Punção do pulmão, estômago ou fígado

• Laceração das artérias coronárias ou do miocárdio

• Prepara o doente para drenagem cirúrgica do pericárdio se:

• Há acumulação repetida de líquido pericárdico

• A aspiração (drenagem) foi mal sucedida

• Surgirem complicações

• Enviar amostra ao laboratório, devidamente rotuladas

• Registos

Pressão venosa central (PVC)

Pressões na aurícula dta ao nível da veia cava superior. Fornece-nos informação relativa ao volume de sangue circulante, do tónus vascular e até certo ponto à função cardíaca. Os valores normais da PVC 5 a 10 cmH2O. Dever-se-á valorizar uma alteração da PVC de 5 para 10, num período de meia hora, apesar de ambos os valores serem normais.

Factores que afectam a PVC: • Volume de sangue em circulação

• Função de bombeamento do lado direito

• Grau de vasoconstrição periférica

Para se conseguir a leitura da PVC introduz-se 1 cateter através de uma veia que segue através da veia cava superior até à aurícula dta. O cateter está conectado, através de uma torneira de 3 vias, a uma infusão intravenosa (SF heparinizado) e 1 manómetro de H2O.

Como fazer a leitura da PVC:

• Certificar-se que o ponto zero do manómetro se encontra ao nível médio auricular. Este posicionamento deve ser sempre aferido antes de se efectuar a medição (fiável até uma elevação de 45º)

• Abre-se a torneira para o manómetro que se enche com o soro

• Volta-se a torneira para a linha venosa (doente). O nível do líquido do manómetro deve flutuar a cada respiração

• Deixa-se estabilizar o SF antes de se fazer a leitura, e utiliza-se o nível + elevado do SF que flutua na coluna

Negativo Neutro Positivo

• Após a leitura, volta-se a torneira para a posição da solução e a infusão prossegue • Para que a leitura seja exacta, o doente deve estar descontraído

• O local de inserção do cateter deve ser correctamente desinfectado e com penso

• Os movimentos não são limitados, desde que se mantenha a infusão e as tubagens correctamente fixadas

• Executar o penso no local da punção

Medidas para minimizar o risco de embolia gasosa: • Utilização exclusiva de conexões Luer-Locque (conexões que têm 1 sistema de rosca)

• Evitar o sistema de iv muito compridos

• Usar tampas de rosca nas torneiras de 3 vias

No caso de embolia gasosa: (angústia respiratória e colapso cardiovascular)

• Administração de O2 a 100%

• Decúbito em Trendelenburg lateral esquerdo

Interpretação do traçado PVC: • Onda a – contracção auricular e segue-se à onda P do ECG

• Onda c – encerramento da válvula tricúspide e corresponde ao intervalo QT do ECG

• Onda v – enchimento da aurícula e aumento da pressão contra a válvula tricúspide encerrada no início da diástole

O comprimento de uma quadrícula grande corresponde ao de 5 pequenas. 1 m = 0,04 segundos ; 5 m = 0,2 segundos

Determinação da frequência cardíaca: • O nº de intervalos R em 6 segundos vezes 10 (6 seg = 30 quadrículas)

• 300 dividido pelo nº de quadrículas grandes entre os complexos QRS

• 1500 dividido pelo nº de quadrículas pequenas existentes entre os complexos QRS

1.4. ARRITMIAS

• Onda P – representa a activação eléctrica ou despolarização das aurículas e tem origem no nódulo SA

• Complexo QRS – representa a despolarização dos ventrículos. Qualquer deflexão positiva dentro deste complexo é denominada onda R. A deflexão negativa que precede uma onda R é chamada onda Q. A deflexão negativa que segue uma onda R é chamada onda S

• Onda T – representa a recessão da despolarização ou repolarização dos ventrículos

• Intervalo PR (PQ) – representa o tempo que leva a despolarização auricular e a condução do impulso através do nódulo SA. O segmento PR regista um atraso fisiológico na transmissão do impulso devido ao nódulo SA

Monitorização

• Segmento ST – representa o período de inactividade eléctrica depois de todo o miocárdio ter sido depolarizado

• Intervalo QT – representa o tempo necessário para a despolarização e repolarização dos ventrículos, isto é a duração da sístole eléctrica

• Intervalo TP – representa o estado de repouso do miocárdio durante o qual não existe actividade eléctrica, de tal modo que o traçado é uma linha horizontal denominada de linha de base ou isoeléctrica

• Intervalo P – no ritmo sinusal regular, é a distância entre duas ondas P sucessivas (também nos podemos guiar pelas R)

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