Raizes de especies florestais com importancia economica

Raizes de especies florestais com importancia economica

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RAÍZES MEDICINAIS

Nome popular

BARDANA

Nome científico

Arctium lappa L.

Fotos ampliadas

Família

Compostas

Sinonímia popular

Gobô, orelha-de-gigante, bardana-maior

Sinonímia científica

Lappa major Gaert. , Arctium majus Bernh.

Parte usada

Raiz e folha

Propriedades terapêuticas

Depurativa, diurética (eficaz eliminador do ácido úrico), colerética, laxativa, diaforética, anti-séptica, estomáquica, antidiabética, atua nos casos de insuficiência hepática, dermatoses, antibiótico externo principalmente para bactérias gram-positivas

Princípios ativos

Óleo essencial até 0,2%, polifenóis, inulina 40 a 50%, mucilagens, lapatina, taninos, sais minerais, princípio antibiótico, ácido clorogênico, vitaminas do grupo B e A, fuquinona, glicosídeos, resina, cálcio, potássio, magnésio, princípio amargo

Indicações terapêuticas

Purificador do sangue, afecções reumáticas, queda de cabelo, picadas de insetos, torções, hemorróidas, enfermidades crônicas da pele, acnes, eczemas, pruridos, seborréia da face, herpes, vesícula inflamada, cálculo biliar, hepatite viral, cirrose

Outro sinônimo científico

Lappa tormentosa Lam.

Outros nomes populares

Erva dos tinhosos, pergamasso, pegamasso, pegamassa, carrapicho grande, carrapicho-de-carneiro, labaça, pega-pega, carrapichão

Nome em outros idiomas

  • Alemão: Grosse Klette

  • Espanhol: lampazo mayor

  • Francês: grande bardane

  • Inglês: great burdock, clot bur, beggars buttons

  • Italiano: bardana

Origem

Européia, sendo muito comum no Japão, Portugal, França, Itália. Naturalmente na América do Sul, nasce espontaneamente até a Argentina e está bem aclimatada no Brasil.

Uso medicinal

Conhecida desde a antiguidade na medicina caseira, nunca tendo sido contestada ao longo dos séculos.

As raízes e as folhas tenras podem ser utilizadas como alimento, podendo a raiz também ser consumida crua. Na Europa as folhas e brotos novos são consumidos como verdura e no Japão é cultivada uma variedade para produção de raízes comestíveis.

No Brasil tem um crescimento vigoroso, sendo considerada uma espécie daninha em pomares e terrenos baldios no sul do Brasil. Antigamente era utilizada em mistura com outras ervas, para clarear a pele, a bardana tem hoje aplicações como depurativo e cicatrizante.

O decocto de suas raízes é eficaz, como purificador do sangue, em doenças reumáticas, afecções reumáticas, afecções renais e distúrbios digestivos. Externamente, prepara-se com elas uma pomada para eczema e uma loção para evitar a queda de cabelo.

Um cataplasma das folhas frescas alivia as dores provocadas por picadas de insetos, torções e hemorróidas, e a sua infusão serve para limpar feridas e inflamações cutâneas.

O extrato das sementes e também suas infusões ou decocções são especialmente indicados para a cura de enfermidades crônicas da pele.

As folhas esmagadas e aplicadas diretamente sobre a epiderme tem uma ação bactericida e anti-micótica que a torna um remédio eficaz contra inúmeras doenças de pele, como dermatoses úmidas e purulentas, acnes, eczemas, pruridos, tinha, seborréia da face ou do couro cabeludo e herpes simples.

O óleo de bardana é considerado um estimulante capilar.

Na medicina chinesa empregam-se as sementes para aliviar os males do "ar e do calor".

Nome popular

ALCAÇUZ

Nome científico

Glycyrrhiza glabra L.

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Família

Leguminosas

Parte usada

Raiz

Propriedades terapêuticas

Antitussígeno, antiúlcera, laxante, antihistamínico, regulador hormonal, expectorante, laxante

Princípios ativos

Glicósidos do grupo das flavonas, saponinas, óleo essencial, taninos, enzimas, glycirrizinina 5 a 10%, goma, sucrose, fitoesteróis, polissacarídeos, cumarinas

Indicações terapêuticas

Conjuntivite, fígado, supra-renais, desequilíbrios hormonais, úlceras pépticas, baço, rins, hepatite, toxinas, difteria, tétano, garganta

Origem

Europa meridional e Oriente. O uso medicinal do alcaçuz é datado dos povos antigos do Egito, relatado em seus papiros.

Uso medicinal

A complicada composição química do alcaçuz dá a ele um largo espectro de propriedades. Centenas de estudos já comprovaram sua ação no tratamento de doenças do fígado, supra-renais, desequilíbrios hormonais e úlceras pépticas.

Na China, onde é uma das ervas mais utilizadas, é indicado para o baço, rins e proteger o fígado de doenças. No Japão um preparado de alcaçuz é utilizado para tratar a hepatite. Estudos mostram que o uso do alcaçuz ajuda o fígado a combater as toxinas produzidas pela difteria, tétano, cocaína e estriquinina e também aumenta a estocagem de glicogênio.

Uma outra ação é de estimular as supra-renais. Muitos estudos comparam sua ação com a hidrocortisona, mas sem seus efeitos colaterais. Como a cortisona, diminui as inflamações e alivia sintomas de artrite e alergias, daí seu efeito anti-histamínico. A raiz possui glicirrizina (cinquenta vezes mais doce que a sacarose), que favorece a formação de hormônio como a hidrocortisona. Mulheres com ciclos menstruais irregulares tratadas com alcaçuz normalizam seus ciclos, pelo equilíbrio hormonal que o tratamento promove.

O alcaçuz também é utilizado para tratamento de úlceras. Seu uso cobre o estômago como um gel protetor, além de diminuir a acidez estomacal e reduzir os espasmos intestinais. O alcaçuz também combate irritações na garganta e congestão nos pulmões, sendo um expectorante. Estudos na Índia comprovaram o uso do alcaçuz para combater conjuntivites.

O alcaçuz é ligeiramente laxante. O suco evaporado, purificado e engrossado é abundantemente utilizado em farmacologia como coadjuvante aromático e elástico para pastilhas.

Nome popular

ALCACHOFRA

Nome científico

Cynara scolymus L.

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Família

Compostas

Sinonímia popular

Alcachofra-hortense, cachofra

Parte usada

Folhas, brácteas (cabeça), raízes

Propriedades terapêuticas

Antiesclerótico, digestiva

Princípios ativos

Cinarina(amargo cristalizável), Ácido cafeico, Pigmentos, Flavonóides(luteol), Glicosídeos, Cinarosídeos, Cinaropectina, Taninos, Mucilagens, Pró vitamina A, Vitamina C, Enzimas

Indicações terapêuticas

Psoríase, doenças das vias biliares e hepáticas, diabetes, icterícia, eczemas, erupções cutâneas, anemia, escorbuto, raquitismo, colesterol, hemorróidas, prostatite, uretrite, bronquite asmática, debilidade cardíaca, hepatite, colecistite

Origem

Planta européia das regiões do Mediterrâneo, sendo cultivada no sul da Europa, na Ásia menor e ainda na América do Sul, principalmente no Brasil.

Uso medicinal

Possui substâncias com efeito benéfico nas doenças das vias biliares e hepáticas. Possui como princípios ativos a cinarina e o ácido cafeico que estimulam a formação da bile hepática, regularizam a formação de sais biliares e o colesterol, e o seu uso é indicado para os diabéticos.

São usadas igualmente com sucesso contra a icterícia, cujos sintomas desaparecem mais rapidamente. As folhas reduzem a taxa de açúcar no sangue e são usadas como adjuvantes no tratamento da diabetes. Tem efeito antiesclerótico, ou seja, é um bom combatente do endurecimento das artérias e servem também para fabricar licores e bebidas amargas.

O suco fresco é utilizado externamente para tratar eczemas e erupções cutâneas. O consumo da cabeça de alcachofra é excelente para quem sofre de anemia, pois é uma fonte muito rica em ferro. Por ter ação digestiva, auxilia também na prisão de ventre. Combate o escorbuto e o raquitismo pelo conteúdo de suas vitaminas.

É portadora da enzima cinerase, que coagula o leite na fabricação de queijos. Possui como matérias minerais: cal, ácido silícico, óxido de ferro, cloreto de sódio, magnésio e ácido fosfórico.

Nome popular

AMORA

Nome científico

Morus alba L.

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Família

Moráceas

Sinonímia popular

Amoreira (variedades negra e branca)

Sinonímia científica

Morus nigra L.

Parte usada

Folhas, frutos, raízes, cascas

Propriedades terapêuticas

Laxativa, sedativa, expectorante, refrescante, emoliente, calmante, diurética, antidiabético, antiinflamatória, tônica

Princípios ativos

Morus Alba: adenina, proteína, sais, glicose, flavonóides, cumarina, taninos; Morus nigra: adenina, glicose, asparagina, carbonato de cálcio, proteína, tanino, cumarina, flavonóides, açúcares, ácido málico, matérias albuminóides e pectínicas, pectosa.

Indicações terapêuticas

Dor de dente, pressão sanguínea, tosse, inapetência, prisão de ventre, inflamação da boca, febre, diabetes, dermatoses, eczema, erupções cutâneas

Propriedades terapêuticas

Laxativa, expectorante, refrescante, emoliente, calmante e diurética, antidiabético (variedade nigra), dor de dente, antiinflamatório, reduz pressão sanguínea.

Frutos:tônico, laxante

Folhas: antibacteriana, expectorante,sudorífero

Cascas: anti-reumática,reduz a pressão sanguínea, analgésica

Cascas da raiz: sedativa, diurética, expectorante

Princípios ativos

Continuação (Morus nigra): Os frutos contém vitaminas A,B1,B2,C. Os frutos maduros contém 9% de açúcares (frutose e glicose), ácido málico (em estado livre 1,86%), matérias albuminóides e pectínicas, pectosa, goma e matérias corantes com 85% de água.

Uso medicinal

São conhecidas duas variedades alba e nigra. A segunda com frutos negros e a primeira com frutos brancos. No século XVI, na Europa, se empregavam tanto os frutos como a casca e as folhas da amora negra. O fruto para as inflamações e hemorragias, a casca para as dores de dentes e as folhas para as mordidas de cobra e também como antídoto de envenenamento por acônito. Apesar da amoreira estar desaparecendo da matéria médica na Europa, a amoreira branca segue sendo muito empregada na China como remédio para tosse, resfriados seguidos de febre, dor de cabeça, garganta irritada e pressão alta. Com o conceito chinês de yin e yang, a amoreira branca é empregada para dissipar o calor do canal do fígado, que pode levar a irritação dos olhos e afetar estados de ânimo e também para refrescar o sangue. Portanto é considerada um tônico yin. Na Europa recentemente tem-se empregado as folhas da amora negra para estimular a produção de insulina na diabetes.

Nome popular

ANIL

Nome científico

Indigofera tinctoria L.

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Família

Leguminosas

Sinonímia popular

Anileira, anileiro-da-india, caá-chica, timbozinho

Parte usada

Folhas, raiz, semente

Propriedades terapêuticas

Antiespasmódico, estomáquico,febrífugo,diurético, purgativo, insetífuga

Princípios ativos

Leucoindigotina

Indicações terapêuticas

Epilepsia, icterícia, dores articulares e nevrálgicas, distúrbios circulatórios, afecções das vias respiratórias, inflamações agudas da pele, hemorragia nasal, intestino, uretrites blenorrágicas, afecções do sistema nervoso, sarna,

O anil é representado por muitas espécies. Vamos nos referir neste site principalmente a duas espécies: Indigofera tinctoria L. e Indigofera anil L.

Outros nomes populares

caobi-indigo, timbó-mirim

Origem

Leste da Índia

Princípios ativos

as folhas da anileira encerram leucoindigotina, substância que convenientemente tratada, precipita o índigo. Mas este fica só quimicamente puro na forma de indigotina, quando dissociado de diversos sais, de uma matéria vermelho esverdeada e de uma resina vermelha, reduzindo o seu peso a pouco mais de 20%.

Uso medicinal

Na homeopatia o anileiro tem indicações para os seguintes casos: dores articulares e nevrálgicas, distúrbios circulatórios, afecções das vias respiratórias, inflamações agudas da pele (com erupções de vesículas) e hemorragia nasal. As folhas têm propriedades antiespasmódicas e sedativas, estomáquicas, febrífugas, diuréticas e purgativas, com ação direta sobre a última parte do intestino, empregadas contra as uretrites blenorrágicas e as afecções do sistema nervoso.

Ainda com ação contra a epilepsia e icterícia. As folhas machucadas são usadas topicamente contra a sarna. A raiz é odontálgica e útil na cura da icterícia. Outrora empregavam na mordedura de cobras. As sementes depois de pulverizadas tem ação insetífuga, ou seja afugenta insetos. É planta reputada antídoto do mercúrio e do arsênico.

Nome popular

BURUTUTU

Nome científico

Cochlospermum angolense

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Sinonímia popular

Borututu, brututu

Parte usada

Raiz

Propriedades terapêuticas

Altamente purificante e desintoxicante

Princípios ativos

Quinonas, catequinas, polióis, bioflavonóides

Indicações terapêuticas

Melhora a circulação sanguínea, reduz a taxa de colesterol e normaliza a tensão arterial. Problemas do fígado e da vesícula. Em lavagens externas esta raíz é muito eficaz em casos de herpes, chagas e afecções da pele.

OrigemAngola (África).

Nome popular

CAAPEBA

Nome científico

Pothomorphe peltata (L.) Miq.

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Família

Piperáceas

Sinonímia popular

Capeba, caapeba-do-norte, catajé, malvarisco, caapeba cheirosa, pariparoba. guaxima.

Sinonímia científica

Pothomorphe umbellata (L.) Miq.

Parte usada

Raiz, folha, caule, sementes

Propriedades terapêuticas

Diurética, desobstruente, emoliente, resolutiva, tônica, estomáquica, sudorífera, febrífuga, antipirética, antipiléptica

Princípios ativos

Óleo essencial, substâncias fenólicas, esteróides, mucilagens, pigmentos, apiol

Indicações terapêuticas

Moléstias das vias urinárias, afecções das vias respiratórias,escorbuto, escrofulose, resfriado, leucorréia, úlcera, sífilis, doenças gástricas,, pleurisias, tumores, furúnculos, fígado, vesícula, baço, amenorréia, dispepsia, menstruação

Outros nomes populares

Capeua, aguaxima, caapeba-verdadeira, malvaísco, caena, capeva, catajé, lençol-de-santa-bárbara.

Origem Brasil, ocorrendo nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e sul da Bahia.

Uso medicinal

Com suas propriedades emolientes e desobstruentes, as folhas da caapeba promovem a cura de moléstias das vias urinárias, do escorbuto, escrofulose, resfriados, leucorréias, úlceras, sífilis e doenças gástricas.

As cascas em decocções atuam contra as afecções das vias respiratórias.

Em uso externo, as sementes agem beneficamente nas pleurisias, servindo ainda como maturativas nos tumores e furúnculos. As raízes funcionam como febrífugas, sudoríferas, diuréticas e estomáquica, combatendo as doenças do fígado, vesícula e do baço.

Tanto na homeopatia como na alopatia, ela é recomendada no tratamento da sífilis, leucorréias, amenorréias, úlceras e dispepsias.

Um estudo farmacológico com ratos confirmou sua atividade antimalárica sobre Plasmodium berghei, tanto via oral como subcutânea.

Num outro ensaio provou-se a ausência de atividade mutagênica desta planta.

No seu extrato encontrou-se alta atividade antioxidante. Num estudo fitoquímico com esta planta isolou-se e identificou-se o composto nerolidycatechol.

Das folhas foram isolados os apióis Dill e Parsley. O apiol tem sido usado para combater a febre e regular a menstruação.

Nome popular

CANA-DE-AÇÚCAR

Nome científico

Saccharum officinarum L.

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Família

Gramináceas

Sinonímia popular

Cana

Sinonímia científica

Saccharum edule HassK.

Parte usada

Raíz, colmo, folha

Propriedades terapêuticas

Galactogênica, antidiurético (infusão das folhas), diurético (decocção das raizes), hipotensor, antiparasitário

Princípios ativos

Polissacarídeos pécticos, ligninas e ácidos fenólicos, ácidos p-coumárico, ferúlico e sinápico.

Indicações terapêuticas

Distúrbios dos rins, fadiga, estômago, aumentar lactação, insônia, parasitas intestinais, anginas, úlceras da córnea, rachas dos seios, aftas, envenenamento, pneumonia, tuberculose, escarlatina, erisipela, cólera, febres, vômitos da gravidez

Origem Ásia, provavelmente Índia ou Polinésia.

Princípios ativos

Do extrato das raízes foi isolado éter glicosídeo aromático denominado vaniloil-1-O-beta-glucosídeo acetato. Foi isolado também o policosanol, um álcool alifático com alto peso molecular, capaz de diminuir os índices de colesterol em voluntários hipercolesterolêmicos.

O policosanol também foi capaz de prevenir as lesões espontâneas ateros-cleróticas e na isquemia cerebral em animais. O efeito antioxidante do policosanol foi observado sobre a peroxidação lipídica de membrana de fígado.

Além de hipocolesterolêmico, é antiplaquetário e não apresentou efeito tóxico.

Uso medicinal

É um alimento nutritivo e do qual não se perde partícula nenhuma, retardador da fadiga e fonte poderosa de energia, queimando-se parcialmente no sangue, matendo sempre a tensão muscular, sendo que os músculos em ação rejeitam qualquer outro alimento, dando-lhe preferência, mas não basta à alimentação humana, por faltar-lhe o nitrogênio.

Substância que excita a secreção das glândulas salivares e a atividade do estômago, todavia sua exagerada ingestão pode ter sérias consequências, tais como a constipação do ventre, as afecções das gengivas, a corrosão dos dentes, a ulceração da boca, assim como os embaraços gástricos e uma super-secreção do ácido úrico.

Na região amazônica, o suco do colmo da planta, duas vezes ao dia, é utilizado para aumentar a lactação e para tratar a insônia.

Na região da Mata Atlântica, a infusão das folhas é usada como antidiurético, ao passo que decocção das raízes é amplamente usada como diurético e contra hipotensão.

A decocção dos bulbos é usada contra distúrbios dos rins e para expulsão de parasitas intestinais.

Outras indicações incluem a referência de que a espécie é útil internamente contra resfriados e anginas e externamente, contra úlceras da córnea, rachas dos seios, aftas, envenenamento com arsênico, chumbo e cobre, além de o açúcar servir para combate à pneumonia, tuberculose, escarlatina, erisipela, cólera, febres, vômitos da gravidez.

Muito utilizado na indústria farmacêutica, o açúcar entra para corrigir e mascarar o sabor desagradável de certos medicamentos, que se administram em forma de xaropes, elixires, pastilhas, etc.

O mais simples dos xaropes se prepara somente com água e açúcar. Sua simplicidade se supera quando se usa água destilada. Se nesta água se encontram dissolvidas substâncias adequadas, resultam os xaropes medicinais. No lugar da água, pode-se preparar também com infusões e cozimentos de plantas, ou com suco de ervas e frutos, e neste caso o açúcar atua como conservador e evita que entrem em fermentação e se decomponham.

Nome popular

CARDUS MARIANUS

Nome científico

Foto

Silybum marianum

Família

Asteraceae

Sinonímia popular

Cardo-de-santa-maria

Sinonímia científica

Carduus mariae Crantz, Mariana lactea Hill

Parte usada

Raízes, folhas e frutos

Propriedades terapêuticas

Antioxidante, desintoxicante, protetor da pele.

Princípios ativos

Silimarina, silibina, vários flavonóides, esteróides, ácido fumárico e flavonolignanas.

Indicações terapêuticas

Doenças do fígado (hepatite, cirrose), proteger o fígado dos alcoólicos, pedra da vesícula e níveis elevados de gordura no sangue, psoríase, próstata.

Nome popular

CEREFÓLIO

Nome científico

Anthriscus cerefolium (L.)

Fotos ampliadas

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Família

Apiaceae

Sinonímia científica

Anthriscus longirostris Bertol., Cerefolium anthriscus (L.) Beck, Cerefolium cerefolium (L.) Sch. & Thell., Chaerophyllum sativum Lam., Scandix cerefolium L.

Parte usada

Raiz

Propriedades terapêuticas

Tônica, depurativa, diurética, hipotensiva

Princípios ativos

Flavonóides, lignana, óleo essencial.

Indicações terapêuticas

Problemas na circulação, contra radicais livres, recomendado para a memória.

HistóricoEsta erva é nativa do Oriente Médio, provavelmente sul da Rússia e do Cáucaso, e possivelmente foi introduzida na Europa pelos romanos. Tornou-se uma das ervas mais utilizadas na culinária francesa, na qual é considerada indispensável. O cerefólio embora tenha sido utilizado como uma droga é empregada principalmente como aromática para fins culinários (Fejes et al. 2000a).

ConstituintesMetilcavicol, 1-alil-2, 4- dimetoxibenzeno (Fejes et al. 2000).

Atividade farmacológica

O extrato possui atividade antioxidante e anti-lipoperoxidante, é utilizada popularmente para problemas na circulação (Fejes et al. 2000a, Fejes et al. 2000b).

A raiz é usada como tônica no Japão e na China (Mitsugi et al. 1982). Possui atividade depurativa, diurética e hipotensiva (Flamini et al, 1997).

Flavonóides e lignanas da raiz mostraram forte atividade contra os radicais livres, enquanto que o óleo obtido a partir da planta foi menos eficaz. A identificação dos constituintes dos extratos indicam que apiin é o principal flavonóide, deoxipodofilotoxina a principal lignana, e metilcavicol o componente predominante do óleo essencial (Fejes et al., 2003).

O extrato é recomendado para melhorar a memória (Adams et al., 2007).

Nome popular

CRAVO-VERMELHO-DO-CAMPO

Nome científico

Trichocline macrocephala Less

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Parte usada

Raiz

Indicações terapêuticas

Pneumonia. Indicado como remédio para os rins.

Informações complementares

Planta de clima frio, ocorre nos campos de cima das Serras Gaúcha e Catarinense. É utilizada por muitas pessoas no tratamento de pneumonia. Segundo relatos, muita gente já tomou o chá da raiz desta planta. Nunca foi feita pesquisa científica a seu respeito.

A flor é muito bonita, razão pela qual também é empregada como ornamental.

Área de dispersão

Brasil: Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Argentina: Misiones.

Espécie de grande efeito ornamental poe seus enormes capítulos de lígulas vermelhas. A raiz constitui um poderoso remédio para os rins receitado por médicos em Santa Catarina.

Dados fenológicos

Floresce durante os meses de janeiro, fevereiro, março e abril.

Nome popular

DENTE-DE-LEÃO

Nome científico

Taraxacum officinale Weber

Fotos ampliadas

Família

Asteraceae

Sinonímia popular

Alface-de-cão, alface-de-côco, amargosa, amor-dos-homens, chicória-louca, chicória-silvestre, coroa-de-monge, dente-de-leão-dos-jardins, leutodonte, quartilho, radite-bravo, relógio-dos-estudantes,salada-de-toupeira, soprão, taraxaco, taraxacum.

Sinonímia científica

Leontodon taraxacum L.; Taraxacum dens-leonis Desf.;Taraxacum retroflexum Lindb. F.

Parte usada

Rizoma, folhas, inflorescência, sementes, raiz.

Propriedades terapêuticas

Alcalinizante, anódina, anti-anêmica, anti-colesterol, anti-diarréica,antiescorbútica, antiflogística, anti-hemorrágica, anti-hemorroidária, anti-hipertensiva, antiinflamatória, antilítica biliar, anti-oxidante.

Princípios ativos

Látex, óleo-resina, taraxina (alcalóide que se encontra na raiz), tanino, sais minerais, carotenóides, fitosterol, colina, ácido caféico, ácido cítrico, ácido dioxinâmico, ácido p-oxifenilacético, ácido tartárico, ácidos graxos, alcalóides, amerina

Indicações terapêuticas

Ácido úrico; acidose, acnes, afecções biliares, afecções hepáticas, afecções ósseas, afecções renais, afecções vesicais, aliviar escamações da pele, aliviar irritações da pele, aliviar vermelhidões na pele, anemias; arteriosclerose, astenia.

OrigemÉ originária das regiões temperadas dos dois hemisférios, e sua utilização é relatada nos achados arqueológicos da Era do Imperador Amarelo na China de 2704-2100 a.C, pelos escritos preservados em cascos de tartaruga, juntamente com descrições sobre a acupuntura e outras bases que fazem parte até hoje da Medicina Tradicional Chinesa.

DescriçãoErva vivaz de até 50 cm de altura. Raiz pivotada, folhas radicais, dispostas, em roseta, lanceoladas; algumas são inteiras, outras são onduladas, outras (a maioria) apresentam recortes mais ou menos profundos e irregulares, formando lobos desiguais, triangulares, terminados por uma ponta aguda.

O limbo das folhas é sustentado por um pecíolo curto, abarcante, frequentemente avermelhado. Do ápice do caule subterrâneo partem hastes florais eretas, curvas, mais compridas que as folhas, fistulosas, terminadas por inflorescência amarela.

Cada capítulo floral compõe-se unicamente de flores liguladas, de maneira que parecem dobradas, como acontece com os cravos. Os frutos são aquênios.

Terminam em apêndices compridos e coroados de topetes de cerdas finíssimas, estendidas por todos os lados, dando ao conjunto um aspecto de pára-quedas. Os frutos se deslocam com o mais leve toque da brisa ou do assopro, voando para longe. As folhas, hastes e flores, sofrendo a mínima lesão, emitem um látex.

Princípios ativos e composição química

Aminoácidos, apigenina, carboidratos, carotenóides, cobalto, cobre, colina, compostos nitrogenados, estigmasterol, ferro,, flavonóides, fósforo, frutose, glicosídeo, (taraxacosídeo), inulina, lactucopicrina, látex, levulina, luteolina, magnésio, matéria graxa, mucilagem, níquel, óleo essencial, pectina, potássio, pro-vitamina A, resina, sais de cálcio, saponinas, silicatos, sitosterol, soda, sódio, stigmasterol, taninos, taraxina, taraxacosídeos, taraxasterol, taraxerol, vitaminas: A, B1, C, PP, D; xantofilas.

Contém em 100 gramas: Calorias: 45,00 Água: 85,50 % Hidratos de carbono: 7,00% Proteínas: 2,70% Sais: 2,10% Vitamina A: 1 250 U.I. Vitamina C: 30 mg

Propriedades terapêuticas

Anti-reumática, antiúrica, anti-virótica, aperiente, bactericida, carminativa, colagoga, colerética, depurativa, desobstruente das vísceras abdominais, diurética, digestiva, estimulante, expectorante, febrífuga, fortificante dos nervos, galactagoga, hepática, hipocolesterolêmica, hipoglicêmica, laxante suave, nutritivas, problemas do fígado, sudorífera, tônica.

Indicações terapêuticas

Baixa produção de leite por lactantes, cálculos biliares; cárie dentária, celulite, cirrose, cistite, colecistite (inflamação da vesícula biliar); colesterol, constipações, depurativo para todo o organismo, dermatoses, desordens hepatobiliares, desordens reumáticas, diabetes, diluir gorduras do organismo, distúrbios menstruais; diurético, dermatoses, doenças ósseas, eczemas, edemas; escarros hemópticos, espasmos das vias biliares, esplenite (inflamação do baço); excesso de colesterol, falta de apetite, fígado, fraqueza; gota, hemorróidas, hepatite; hidropisia; hiperacidez do or! ganismo, hipoacidez gástrica, icterícia, impurezas no sangue, insuficiência hepática; litíase biliar, manchas na pele, nevralgia, nefrite, obesidade, obstipação, oligúria, palidez; paludismo, pele, piorréia, prevenção de derrames, prisão de ventre, problema hepáticos, problemas digestivos, radicais livres, renovar e fortalecer o sangue, reumatismo; rugas, sardas, tonificar o sistema sexual, varizes, verrugas, vesícula.

Utilizada também na prevenção da gota, artritismo, cálculos renais, cárie dentária, doenças das gengivas e reumatismo.

Nome popular

EQUINÁCEA

Nome científico

Echinacea purpurea DC.

Família

Asteráceas (Compostas)

Sinonímia popular

Equinácea, echinacea

Parte usada

Partes aéreas, raízes

Propriedades terapêuticas

Imunomoduladora; antiinflamatória; atividades sobre as vias respiratórias; antiinfecciosa; antioxidante.

Princípios ativos

Glicosídeos do ácido fenilcarbônico, resinas, óleos essenciais, flavonóides, taninos, vitaminas.

Indicações terapêuticas

Tratamento ou prevenção de infecções do trato respiratório superior; para uso tópico, apresenta atividade bacteriostática e fungistática sobre o Trichomona vaginalis e Candida albicans; sinusite.

FOTOS

Echinacea purpurea Moench

Echinacea pallida (Nutt) Britt.

Descrição botânica

Trata-se de uma erva perene, com altura média de meio metro. Raiz axonomorfa, talo delgado, aveludado. Folhas ásperas, lanceoladas ou lineares, opostas, inteiras, com largura entre 7,5 e 20 cm.

Inflorescência solitária sobre um pedúnculo terminal, com pétalas radiais de 3 cm de largura, nas cores rosa purpúrea ou branca e com pétalas discóides eretas, de 3 cm de largura e de cor púrpura. Florescem desde meados do verão até o princípio do outono (Gruenwald et al., 2000).

OrigemGramados, terras improdutivas e lugares abertos e secos. Aparece desde o sul do Canadá até o centro e leste dos Estados Unidos. É cultivada na Europa.

Partes utilizadas

E. purpurea: partes aéreas da planta fresca, colhidas na época da floração; ou raízes frescas ou secas, colhidas no outono.

E. angustifolia: raízes frescas ou secas coletadas na floração.

E. pallida: partes aéreas fresca e secas, colhidas na época da floração.

A equinácea precisa de três a quatro anos para que suas raízes tenham utilidade medicinal.

Princípios ativos

A composição química varia de uma espécie de equinácea para outra. Glicosídeos do ácido fenilcarbônico: equinaceína, cinarina e equinacosídeo (formado por glicose, ramnose, ácido cafeico e benzocatequina-etil-álcool); resinas, contendo ácidos graxos (oléico, linolênico, cerotínico e palmítico) e fitoesteróis; óleos essenciais na parte aérea: humuleno, burneol, burnil acetato, germacreno D, cariofileno, canferol; mucopolissacarídeos ou heteroglicanos: arabinose, xilose, galactose e ramnose; alcalóides pirrolizidínicos: tussilagina e isotussilagina; polissacarídeos: inulina, betaína; minerais: zinco e enxofre; equinolona; ácido chicórico (presente nas folhas e nas raízes); triterpenos; ácidos orgânicos: clorogênico e isoclorogênico; flavonóides; taninos; vitaminas: timina e riboflavina.

HistóricoO termo equinácea vem do grego e significa ouriço, em alusão à forma pontiaguda das brácteas. Era utilizada pelos índios nativos americanos, que a chamavam de ek-ih-nay-see-uh, para tratar ou prevenir doenças infecciosas e tumorais, e também para neutralizar os efeitos tóxicos de mordidas de serpentes ou animais venenosos. Os índios Sioux foram os primeiros que reconheceram na equinácea seu uso como antídoto contra a raiva, muito tempo antes de Pasteur.

Os nativos Meskwakis utilizavam a raiz ralada como antiespasmódico e os Cheyennes a mastigavam como parte do ritual da Dança do Sol. Nas culturas indígenas e dos primeiros colonizadores americanos, a planta era fumada para combater cefaléias (dores de cabeça), sendo sua fumaça soprada nas narinas de cavalos enraivecidos com a finalidade de acalmá-los.

Os feiticeiros lavavam as mãos com o suco de equinácea antes de mergulhá-las em água fervente. Índios da tribo winnebago utilizavam a equinácea antes de colocar um carvão em brasa na boca. A raiz mastigada era utilizada, também, para as dores de dentes, aumento de gânglios, como na caxumba e seu suco era aplicado sobre queimaduras e feridas. Foi introduzida na Inglaterra em 1.699, cujos colonos adotaram como remédio para quadros gripais e resfriados.

Em 1.890, a Lloyd Brothers tornou-se a primeira companhia norte-americana a exportar a equinácea para o mercado europeu. No final daquele século, a Farmacopéia Norte-americana considerou a tintura de equinácea um imunomodulador.

Na década de 30, Gerhard Madaus (fundador do Laboratório Dr. Madaus & Co. da Alemanha), em visita aos Estados Unidos, interessou-se pela planta e levou diversas sementes para iniciar um cultivo em seu país. As sementes adquiridas de uma empresa em Chicago eram de Echinacea purpurea Moench, razão pela qual existem inúmeros estudos desta espécie naquele país (Foster, 1999).

O gênero Echinacea, conhecida como "antibiótico natural", contendo como espécies conhecidas a Echinacea pallida (Nutt) Britt., Echinacea purpurea Moench e Echinacea angustifolia DC, é o mais estudado e utilizado como imunoestimulante. É uma planta originária da América do Norte, mas cujos maiores estudos vêm da Alemanha, país onde o uso de plantas medicinais é o maior do mundo. A Austrália também se encaixa entre os grandes consumidores de Echinacea.

Nome popular

GENGIBRE

Nome científico

Zingiber officinale Roscoe

Família

Zingiberácea

Sinonímia popular

Gengibre-de-jamaica, gengibre-africano

Parte usada

Rizoma (raiz)

Propriedades terapêuticas

Estimulante gastrintestinal, aperiente, carminativo, tônico, expectorante

Princípios ativos

40% de amido, lipídios, resinas, 1 a 3% de óleos voláteis, aminoácidos, proteína, vitaminas, minerais, terpeno, gorduras, princípios amargos, ácidos orgânicos, sais minerais, mucilagem

Indicações terapêuticas

Combate gases intestinais, vômito, rouquidão, traumatismo, reumatismo, rinite, faringite, laringite, redução do colesterol, alergias respiratórias, diabete, asma, bronquite, amigdalite, tosse

Principios ativos

Tem 40% de amido, vários lipídios, resinas, de 1 a 3% de óleos voláteis, aminoácidos, proteína (de 2,5g a 10g dez em cada 100g de rizoma), vitaminas, minerais, terpenos (mono e sesqui), gorduras (10%), princípios amargos (1 a 2,5%), ácidos orgânicos, sais minerais e mucilagem.

Uso medicinal

É conhecido desde o século XIV, na China. Gregos e romanos já o usavam como especiaria.

Hoje é popularmente usado como estomáquico (digestivo), carminativo e para náuseas, vômitos (aniemético), artrite, sintomas do aparelho respiratório como rinite, faringite, laringite, tosses, irritações das cordas vocais e alergias respiratórias, na redução do colesterol, para aumentar a imunidade celular e até externamente para estimular a circulação, reduzir dores e rigidez musculares.

Também é usado como antisséptico e antiinflamatório.

Há um outro gengibre, Asarum canadense L, tido como gengibre selvagem (aristochiaceae), usado pelos indígenas do norte dos EUA e do Canadá.

É produto de exportação do Brasil, estados do Paraná (Morretes, principalmente) e Santa Catarina, para Estados Unidos, Canadá e Japão.

Na fitoterapia é padronizado internacionalmente como antiemético, carminativo e aromático, portanto tem comprovação científica para estes usos e há ainda trabalhos mostrando utilidade na diabete, na redução de plaquetas e de prostaglandinas, como cardiotônico, e em patologias respiratórias.

Tem poucos efeitos colaterais e a toxidade de seu óleo é bastante baixa. Como alimento tem 61 calorias em cada 100g.

É o melhor medicamento para náuseas e vômitos, principalmente pós-operatórios e os causados por viagens (as marítimas, por exemplo), o que foi provado por J. Pace em 1987 e comprovado por M. Bone et al em 1990, no Hospital São Bartolomeu de Londres, além de outros estudiosos.

O Dr. Daniel Mowrer (em Utah, EUA) revelou que esta droga é melhor que o “dramamine”, droga conceituada mundialmente como antiemética de primeira.

Em 2000, o British Journal of Anaesthesia, em seu volume 84 (3), das páginas 367 a 371, publicou trabalho comprovando nos EUA este efeito por E. Ernst et M. H. Pitler.

Há seis trabalhos internacionais publicados, de 1998 para cá, comprovando ações desta planta espetacular.

W. Rasmussen Fischer (em 1990) estudou seu efeito em grávidas e fez com que o European American Phytomedicines Coalition pleiteasse perante o FDA a sua inclusão como droga antinauseante.

Tem efeito antiplaquetário - vide abaixo - portanto pode facilitar sangramentos, o que faz com que cuidemos mais quando a indicamos para gestante, apesar do trabalho do pesquisador.

J. Sertie (1992) mostrou seu efeito antiácido e Yamahara, Kasahara, Sakai e Yoshikawa mostraram ser o gengibre um bom cicatrizante de úlceras pépticas.

Inibição da agregação das plaquetas e da formação de prostaglandinas foram comprovadas por Srivastava, Mustafá, Verma, Lumb, todos na década passada.

Foi comprovado por Srivastava (em 1992) como antinflamatório e antipirético em animais.

Está na farmacopéia da Áustria, EUA, Grã-Bretanha, China, Egito, Japão, Índia e Suíça, o que é sinal de comprovação científica de seus atributos.

Há mais de duzentos trabalhos científicos registrados sobre gengibre.

Na Índia (terra do pesquisador acima citado) – e no mundo todo - é tido como planta quente, pois acumula o fogo que consegue com a fotossíntese e segundo eles é o princípio do metabolismo e da transformação. Assim ela gera energia em nosso corpo. É o que parece adquirirmos quando tomamos um quentão numa noite fria.

Nome popular

GUAÇATONGA

Nome científico

Casearia sylvestris Sw.

Fotos ampliadas

Família

Flacourtiaceae

Sinonímia popular

Chá-de-bugre, cafeeiro-do-mato, erva-de-bugre, guassatonga, guassatunga, café-de-frade, apiá-acanoçu, bugre-branco, café-bravo, cambroé, erva-lagarto, erva-pontada, língua-de-teju, língua-de-tiú, para-tudo, varre-forno, fruta-de-saíra, café-do-diabo

Sinonímia científica

Casearia parviflora Willd, Samyda sylvestris (Sw) Poir., Casearia puctata Spreng., Casearia samyda (Gaert) DC.

Parte usada

Cascas, folhas e raiz

Propriedades terapêuticas

Diurética, diaforética, depurativa

Princípios ativos

Flavonóides, saponinas, alcalóides, óleo essencial, terpenos, limoneno, ácido hexanóico, triterpenos, diterpenos clerodano (casearinas A-S), taninos, lapachol

Indicações terapêuticas

Febre, picada de cobra, envenenamento de gado, úlceras, herpes, diarréia, hematomas, sífilis, queimaduras, ferimentos, erupções cutâneas, eczema, vitiligo

Características gerais

A guaçatonga é um arbusto ou árvore que mede geralmente entre 4m e 6m de altura podendo chegar a 10m em áreas isoladas da Amazônia. Dotada de copa densa e arredondada, com tronco de 20-30cm de diâmetro. É nativa de quase todo o Brasil, Cuba, Jamaica, Porto Rico, Espanha, Ilhas do Caribe, Peru, Argentina, Uruguai e Bolívia.

Ocorre desde o Amazonas até o Rio Grande do Sul. As estruturas vegetativas e reprodutivas são caracterizadas pela presença de inclusões cristalinas e células glandulares contendo óleo essencial. Os estômatos são paracíticos. Os pêlos epidérmicos são unicelulares, não glandulares.

Características da planta

Suas folhas são simples, alternas e pecioladas, tem a forma de ponta de lança com bordas serrilhadas e medem de 6-12 cm de comprimento. Produz flores de cores brancas, creme ou esverdeada reunida em glomérulos axilares.

O fruto cápsula ovóide-globoso é pequeno, vermelho quando maduro e possui 2-3 sementes envoltas em arilo carnoso avermelhado (semelhante a sementes de maracujá e romã), amarelo e comestível.

Uso popular

Diurética e diaforética. Externamente é vulnerária, com utilização em estados febris. Tem uso também como antiofídica e o fruto é utilizado contra o envenenamento do gado. Suas folhas e raízes são usadas como depurativo, anestesiante e úlceras.

Para febres perniciosas e inflamatórias são utilizadas as cascas. O suco e o decocto das folhas têm as mesmas propriedades da casca e ainda antidiarreica e combate a herpes. As folhas cozidas são usadas para lavar feridas e lesões provocadas por picadas de cobras. Se misturar as folhas com álcool (alcoolatura) são colocadas sobre hematomas. Há relatos populares do uso das folhas e raízes contra a sífilis.

A guaçatonga é citada como auxiliar dos criadores de gado na expulsão da placenta após o parto. É também utilizada externamente em queimaduras, ferimentos, erupções cutâneas, eczema e vitiligo.

Princípios ativos

Nas folhas da Casearia sylvestris consta a presença de flavonóides (quercetina, 4´-O-metiléter do canferol e isoramnetina), saponinas, alcalóides e óleo essencial constituído em grande parte por derivados de sesquiterpenos. As folhas frescas contém 0,6% de óleo essencial e chega a 2,5% quando estão secas.

Tem uma grande porcentagem de terpenos (77,78%), o limoneno e o ácido hexanóico, triterpenos e diterpenos clerodano (casearinas A-S), taninos e lapachol.

Atividades farmacológicas

Scavone et al. (1979) comprovou a ação cicatrizante na pele de camundongos e em comparação com o grupo controle, concluiu que o processo de cicatrização ocorreu mais rápido nos animais tratados com a tintura das folhas da Casearia sylvestris.

Camargo et al. (1993) aplicou o extrato fluido das folhas em lesões de estomatite herpética provocadas por herpes simples na região bucal de crianças e adolescentes e verificou redução no tempo desde o surgimento até desaparecimento das manifestações clínicas.

Sertié et al. (2000) fez estudos e verificou que extratos preparados de folhas frescas e secas de C. sylvestris administrados em ratos protegem a mucosa gástrica sem modificar o pH fisiológico do estômago. Testes foram realizados com úlcera induzida, e tanto o extrato de folhas frescas como secas agiram de forma a reduzir a área ulcerada. Acredita-se que esse efeito é devido a presença de óleos voláteis, taninos e triterpenos.

Itocawa et al. (1988,1990) e Morita et al. (1991) ao isolarem os diterpenos clerodanos (casearinas A-F e G-R) das folhas em extrato hidroalcoólico identificaram com sendo responsáveis pela ação antitumoral e citotóxica.

Outros estudos foram realizados com o óleo essencial das folhas secas e mostraram a ação inibitória de edema agudo induzido por veneno de urutu (Bothrops alternatus) e carragenina. Em outro trabalho com veneno de cobras e abelhas injetadas em camundongo em doses letais, o extrato aquoso de folhas mostrou-se capaz de inibir a atividade anticoagulante de enzimas e neutralizar o efeito letal destas, prolongando a sobrevivência dos animais.

Nome popular

GUINÉ

Nome científico

Petiveria alliacea L.

Fotos ampliadas

Família

Phytolaccaceae

Sinonímia popular

Mucuracaá, erva-de-guiné, erva-de-alho, erva-pipi, erva-tipi, amansa-senhor, caá

Sinonímia científica

P. hexaglochin, Fischer & Meyer; P. tetandra

Parte usada

Folhas e raíz.

Propriedades terapêuticas

Anti-inflamatória, analgésica.

Princípios ativos

Óleo essencial, flavonóides, saponina e tanino.

Indicações terapêuticas

Reumatismo, hipotermia, lavagem vaginal, banho de cheiro aromático.

OrigemÁfrica e América Tropical.

CaracterísticasPlanta herbácea de ciclo perene.

É uma planta lenhosa, com caule ereto, medindo até 2m de altura, considerada pelo povo como um escudo mágico contra malefícios. Apresenta longos ramos delgados ascendentes. As folhas são elípticas, oblongas, curto-pecioladas e acuminadas no ápice, com até 12cm de comprimento e 5cm de largura. As flores são pequenas e sésseis.

O fruto é uma pequena cápsula. É encontrada em várias partes do Brasil, especialmente nos estados do Nordeste e da Amazônia, sendo muito comum na Ilha de Marajó (PA). É uma planta aromática, que exala um odor muito forte e nauseante.

Nome popular

JUJUBA

Nome científico

Zizyphus jujuba Mill

Fotos ampliadas

Família

Rhamnaceae

Sinonímia científica

Z. sativa Gaertner; Z. vulgaris Lam

Parte usada

Sementes, fruto, raiz, casca

Propriedades terapêuticas

Analéptica, paliativa, béquica, analgésica, tranqüilizante, anticonvulsionante

Princípios ativos

Flavonóides, alcalóides, triterpenos, polissacarídeos

Indicações terapêuticas

Insônia, ansiedade, tônico do cabelo, diabetes, melhora a memória e a cognição em pessoas com idade mais avançada, problemas digestivos e do fígado, fraqueza, obesidade, problemas urinários, doenças de pele, febre, diarréia.

OrigemZiziphus jujuba é uma planta nativa da China pertence ao genero Ziziphus (Rhamnaceae) e é muito comum na China e Coréia do Sul (Zhao et al. 2006).

DistribuiçãoÉ distribuída principalmente nas regiões tropicais e subtropicais da Ásia e América, utilizada na medicina popular para curar vários tipos de doenças. A jujuba chinesa tem uma história de mais ou menos 4000 anos (Yan & Gao, 2002), usada como alimento, aditivo, flavorizante e medicinal (Li et al., 2007).

Planta nativa e naturalizada em vários paises da Ásia e África, as sementes são comestíveis e recomendadas para casos de insônia (Tripathi et al., 2001).

Cinco cultivares de jujuba são plantados na China:

  • Zizyphus jujuba cv. Jinsixiaozao Hort.

  • Zizyphus jujuba cv. Jianzao

  • Zizyphus jujuba cv. Yazao

  • Zizyphus jujuba cv. Junzao

  • Zizyphus jujuba cv. Sanbianhong (Li et al., 2007)

Outras variedades foram citadas nos trabalhos:

  • Zizyphus jujuba Mill. cv. Dongzao (Zhu ey al., 2009)

  • Zizyphus jujuba Mill. var. inermis Rehd (Kima et al., 2006)

  • Zizyphus jujuba var. spinosa (Bunge) Hu.et H.f. Chou (Liu et al., 2007)

Uso medicinal

O fruto da jujuba é saboroso e muito utilizada pelo seu valor nutricional. Tem sido comumente usada com fins medicinais como analéptica, paliativa e béquica (Yan & Gao, 2002). A semente seca de Zizyphus jujuba Mill var. spinosa, é conhecida por conter uma grande quantidade de ingredientes ativos de importância farmacológica.

Esta semente tem sido utilizada como analgésica, tranqüilizante e anticonvulsionante em paises do oriente como Coréia e China por pelo menos 2500 anos, e também tem sido prescrita para o tratamento da insônia e da ansiedade (Peng & Zhu, 2001).

Dentre os seus efeitos aumenta a duração do pentobarbital usado para induzir ao sono (Adzu et al., 2002), inibe a excitação causada por cafeína e prolonga a ação do hexobarbital também usado para induzir ao sono (Chung & Lee, 2002).

Outro trabalho indicou que o extrato aquoso teve efeitos ansiolíticos em ratos (Ahn et al., 2004). O extrato das folhas de jujuba junto com folhas de Azadirachta indica Juss (Neem) reforçam e tonificam os cabelos (Parveen et al., 2007).

A decocção dos frutos é utilizada para tratar diabetes (Ugurlu & Secmen, 2008). Os frutos são utilizados para melhorar a memória e a cognição em pessoas com idade mais avançada (Adams et al., 2007).

Possui atividade de estabilização dos neurônios (Heo et al., 2003). O fruto seco é utilizado como mitigativo, tônico e diurético (Ahn et al., 2004). É usado na medicina popular no tratamento de problemas digestivos e do fígado, fraqueza, obesidade, problemas urinários, diabetes, doenças de pele, febre, diarréia e insônia (Han et al., 2007).

Os frutos possuem a propriedade de purificar o sangue e melhorar a digestão. As raízes são utilizadas contra febre e para curar ferida e úlceras. A casca é usada para tratar a diarréia (Tripathi et al., 2001). As diferentes partes da planta possuem múltiplas propriedades como anti-fertilidade, analgésica e antidiabetes (Erenmemisoglu et al., 1995).

Um trabalho recente reportou que os flavonóides e alcalóides da semente possuem atividade inibitória sobre o sistema nervoso central (Park et al., 2004). Também foi demonstrado que extratos etanólicos e metanólicos possuem efeito ansiolítico (Han et al., 2007).

Esta planta é rica em metabólitos secundários como flavonóides, alcalóides e triterpenos (Cheng et al., 2000), flavonóides glicosídeos, alcalóides, ésteres triterpênicos e coumarinas (Souleles and Shammas, 1998).

Alcalóides ciclopeptídeos tem sido reportados desta planta (Schmidt et al., 1985). Entre os princípios bioativos, os polissacarídeos se destacam como os mais importantes constituintes dos frutos (Yamada et al., 1985).

Foram isolados vários compostos de diferentes espécies do gênero Zizyphus tais como, peptídeos, esteróides, taninos, acido betulínico e glicosídeos saponinas triterpenoidais (Shahat et al., 2001; Tripathi et al., 2001).

Os frutos contem espiosina e o jujubosideo que possui a propriedade de inibir a hiperatividade hipocampal (Shou et al., 2002), o jujubosideo é uma saponina que possui forte atividade hemolitica (Sparg et al., 2004).

Nome popular

JURUBEBA

Nome científico

Solanum paniculatum L.

Fotos ampliadas

Família

Solanaceae

Sinonímia popular

Jurubeba-verdadeira, jupeba, juribeba, jurupeba, gerobeba, joá-manso.

Parte usada

Raizes, folhas e frutos.

Propriedades terapêuticas

Tônica, desobstruente, digestiva.

Princípios ativos

Esteróides, saponinas, glicosídeos e alcalóides.

Indicações terapêuticas

Febre, hidropsia, doenças do fígado, diabetes, tumores do útero e abdomen, anemias, inflamações do baço, problemas de bexiga, ressaca,

DescriçãoJurubeba é uma pequena árvore da família das Solanaceae, cresce a 3 metros em altura, podendo chegar a 5 metros, comum no norte de Brasil e outras partes tropicais de América do Sul.

Existem dois tipos de jurubeba: macho e fêmea. Os usos indígenas de jurubeba são muito mal documentados, mas seu uso em medicamentos brasileiros foi bem descrito. Jurubeba é listado como uma droga oficial na Pharmacopea Brasileira como um produto específico para anemia e para desordens de fígado e digestivas. Em 1965, Dr. G. L. Cruz escreveu que "as raízes, folhas e frutas são usadas como um tônico e descongestionante. Estimula as funções digestivas e reduz a inchação do fígado e baço. É um remédio para hepatites crônicas, febre de intermites, tumores uterinos e hidropisia"

Solanum é o gênero mais representativo da família Solanaceae e consiste de cerca de 1.500 espécies perenes, arbustos, árvores e trepadoras, sendo um dos mais numerosos do mundo. Apresenta muitas plantas úteis usadas na alimentação e também muitas plantas infestantes ou daninhas. A maioria das plantas do gênero Solanum contém alcalóides tóxicos. Em algumas espécies de Solanum, certas partes são comestíveis enquanto outras partes da mesma planta são muito venenosas, O melhor exemplo conhecido é a batata (Solanum tuberosum) que tem folhagem e frutos venenosos e tubérculos comestíveis, embora estes fiquem venenosos quando se tornam verdes pela exposição prolongada à luz.

Muitas espécies de Solanum são conhecidas como "jurubeba", tal como a Solanum paniculatum, uma planta nativa nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

A origem do nome vem do adjetivo latino "paniculatum", paniculado, pelo tipo de inflorescência. Os principais nomes populares são: jurubeba, jurubeba-verdadeira, jupeba, juribeba, jurupeba, gerobeba e joá-manso. O nome vulgar deriva do tupi "yú", espinho, e "peba", chato.

Princípios ativos

Os componentes ativos da jurubeba foram documentados na década de 60 quando pesquisadores alemães descobriram novos esteróides, saponinas, glicosídeos e alcalóides nas raízes, caule e folhas. Os alcalóides foram encontrados em maior abundância nas raízes, enquanto que nas folhas encontram-se as maiores concentrações de glicosídeos.

Esses compostos também têm algum efeito tóxico, de modo que não se recomenda a ingestão freqüente de preparações de jurubeba. As propriedades farmacológicas documentadas desde a década de 40 incluem o uso para estômago, febres, diurético e tônico. Estudos em animais indicaram que extratos da planta em água ou álcool foram eficazes em reduzir a pressão sanguínea enquanto aumentando a respiração em gatos, evidenciando uma ação estimulante no coração.

Solanum fastigiatum

A Solanum fastigiatum, conhecida como jurubeba do sul, é uma planta nativa na região Sul do Brasil, ocorrendo também nos países da Bacia do Prata. Comum no Rio Grande do Sul, especialmente na Depressão Central; presente também em outros estados sulinos. A origem do nome vem do adjetivo latino "fastigiatum", "que termina em ponta", motivado pelos ramos fasciculados da inflorescência, que apresentam frutos em suas pontas.

Os nomes populares são: jurubeba, jurubeba-do-sul, jurubeba-velame, velame. Essa planta é bastante parecida com diversas outras, que também são conhecidas pelo nome vulgar de jurubeba e é usada na farmacopéia popular com as mesmas indicações da verdadeira jurubeba, Solanum paniculatum. Como existem preparações comerciais à base de jurubeba, é comum que as firmas que as apresentam recebam material de plantas parecidas, inclusive de Solanum fastigiatum.

Nome popular

PATA-DE-VACA

Nome científico

Bauhinia forficata Link

Parte usada

Folhas, flores, raízes e/ou cascas do tronco.

Propriedades terapêuticas

Purgativa, diurética

Indicações terapêuticas

Problemas do aparelho urinário, diabetes

Indicações: Hipogliceminante (antidiabético), purgativo e diurético. Para problemas do aparelho urinário.

Nome popular

RATÂNIA

Nome científico

Krameria triandra Ruiz & Pav.

Fotos ampliadas

Família

Polygonaceae

Sinonímia popular

Ratânia-do-Peru

Sinonímia científica

K. lappacea, (Dombey) Simpson.

Parte usada

Raiz

Propriedades terapêuticas

Adstringente,

Princípios ativos

Alcalóide (ratanina), tanino.

Indicações terapêuticas

Corrimentos, leucorréia, hemorragias, diarréias, disenterias, afecções na boca e gengivas, suores nos pés e nas axilas, higiene bucal, aftas, inflamações da garganta, hemorróidas.

OrigemPeru

CaracterísticasÉ um arbusto de pequeno porte, que mede até 80cm de altura. Medra intensamente no Peru, estando aclimada no Brasil. Seu caule é recoberto por uma camada de pêlos sedosos e apresenta uma grande quantidade de ramos, pubescentes, de cor cinza-claro.

As folhas são ovaladas, alternas, pontiagudas e rijas, com uma pelugem esbranquiçada na parte superior e verde pálida na inferior. As flores são dotadas de pedúnculos curtos, às vezes culminando com protetores de cor púrpura. Os frutos têm o formato de um peixe, apresentando pontas e contendo poucas sementes. A raiz é de natureza lenhosa, a qual apresenta ramificações de forma roliça.

Uso na medicina caseira

É um notável adstringente, apresentando uma positiva ação hemostática. É recomendado no tratamento de corrimentos, leucorréia, hemorragias, diarréias, disenterias, afecções na boca, suores nos pés e nas axilas.

O que usar: a raiz, em decocção, infusão ou extrato.

ObservaçãoOutras plantas da mesma espécie, nome e as mesmas características da Ratânia são:

  • Ratânia-do-Brasil (Krameria tomentosa, St. Hillaire): medra na parte meridional do Brasil.

  • Ratânia-do-Brasil ou Ratânia-da-Terra (Krameria argentea, Martius): originária do Brasil, medra principalmente nos estados da Bahia e Minas Gerais.

  • Ratânia-da-Nova-Granada (Krameria ixina, Loefling): vegeta em alguns países da América do Sul. É tambem conhecida como Ratânia-das-Antilhas.

  • Ratânia-do-Texas (Krameria secundiflora, Martius): originária da América do Norte.

Todas essas espécies pertencem à família das Poligaláceas e apresentam os mesmos princípios ativos.

Nome popular

ROMÃ

Nome científico

Punica granatum L.

Fotos ampliadas

Família

Punicaceae

Sinonímia popular

Romeira, romeira-da-granada.

Parte usada

Toda a planta; cascas da raiz, do caule, do fruto (pericarpo).

Propriedades terapêuticas

Diurético, vermífugo, anti-séptico.

Princípios ativos

Tanino, ácido gálico, pelieterina manita ou grenadina, punicina e isopelieterina.

Indicações terapêuticas

Inflamações na garganta e gengiva, cólica, diarréia intestinal, tênia.

OrigemÁsia Ocidental.

DescriçãoArbusto ereto e bastante ramoso, mede de 2 a 5m de altura. Seus ramos um tanto espinhosos revestem-se, quando jovens, de cascas avermelhada, que se tornam acinzentadas nos ramos adultos e no tronco.

Apresenta folhas glabras, opostas, caducas, um tanta onduladas e inteiras, de formato lanceolado. Nas extremidades dos ramos, surgem grandes flores solitárias, com corola composta de cinco pétalas vermelho-escarlates.

Os frutos constituem-se em bagas de casca dura e amarelo com manchas verdes, depois de bem maduras, ou mais raramente amarelo-laranja ou vermelho-claro, cuja extremidade superior é a coroada pelo cálice persistente das flores, com sementes carnosas de cor vermelha e sabor agridoce bastante agradável. Plantar em solo fértil.

PropagaçãoPor sementes.

Formas farmacêuticas habituais

Infusão, xarope, decocção.

Nome popular

SABUGUEIRO

Nome científico

Sambucus nigra L.

Fotos ampliadas

Família

Caprifoliáceas

Sinonímia popular

Ébulo

Parte usada

Folha, raíz, casca, baga

Propriedades terapêuticas

Depurativo

Princípios ativos

Glicósido samburigina-amigdalina, benzaldeído, ácido cianídrico, óleo essencial, éter

Indicações terapêuticas

Provoca suor nas gripes, sarampo e varíola, elimina ácido,

OrigemÉ originário da Europa, Ásia e norte da África. É cultivada no estado do Rio Grande do Sul. Existe no Rio Grande do Sul uma espécie nativa de sabugueiro, muito semelhante ao sabugueiro europeu, Sambucus australis, também considerada medicinal, tendo as mesmas indicações.

Mudas ou sementes são encontradas em viveiros ou hortos de plantas.

IndicaçãoProvoca suor nas gripes, sarampo e varíola. Elimina ácido úrico, cálculos renais, toxinas em geral, depurador do sangue.

Tem efeitos diaforéticos, pois atua nos casos de febres de origem desconhecida fazendo com que seja abortada. Por exemplo: catapora e sarampo, doenças que custam a vir a infecção; a planta atua como que expulsasse a infecção do sangue para fora.

DescriçãoPertence à família das Caprifoliáceas. Arbusto ou árvore pequena, de 3 a 6 metros de altura. Os frutos são bagas de cor negra, violeta, redondas, com duas sementes ovais. Se forem guardadas as flores estas devem ficar isoladas do ar devido o apodrecimento acelerado, pois absorvem umidade com facilidade.

ComposiçãoNas folhas (glicósido samburigina-amigdalina, benzaldeído e ácido cianídrico); as flores têm, além disso, pequenas quantidades de amigdalina, saponinas, um óleo essencial e éter. Na casca encontra-se uma resina de efeito drástico e nas bagas pretas tirosinas com abundância de vitamina A, D e C. São ricas em vitaminas B do que qualquer outra variedade. Além disso as bagas também contém ácidos málico tartárico, valeriânico, tânico, óleo essencial, simburigrina-amigdalina, solina, resinas, hidratos de carbono, glicose e um pouco de albumina.

IndicaçõesFomentar a formação de urina, suor e leite (pelo óleo essencial). Para resfriamentos, rouquidão, tosse, espirros, catarros do peito e bronquial, dores dos molares, nevralgias, dores de ouvidos e de cabeça e inflamação da laringe e da garganta. Pelo elevado teor de vitamina B seu suco (das bagas) age com êxito contra as inflamações do sistema nervoso.

As bagas secas são excelentes contra a diarréia (mastigar dez bagas - frutos, 3 vezes por dia). Para efeito sudorífero usam-se as flores. Misturar uma metade de flor de tília e duas colherinhas de suco de limão, tudo sob infusão, desta forma o poder sudorífero (suar mais) aumenta. Para casos de gripe, pneumonias incipientes, bronquite, reumatismo articular febril, etc., tomar a infusão várias vezes por dia.

Nome popular

SALSA

Nome científico

Petroselinum crispum (Mill.) Nyman

Fotos ampliadas

Sinonímia popular

Salsinha, salsa-comum, salsa-vulgar, salsa-de-cheiro

Sinonímia científica

P. sativum, Hoffman; P. hortense, Hoffman; P. vulgare, Lag; Apium crispum, Miller.

Parte usada

Folhas, sementes e raízes.

Propriedades terapêuticas

Aperiente, estimulante, diurética suave, emenagoga, carminativa.

Princípios ativos

Ácido palmítico, apigenina, apiol.

Indicações terapêuticas

Hemorragia nasal, estômago (acidez, flatulência, gastralgia), fígado (cálculos, cólicas, icterícia, intoxicação), rins (cólicas), aliviar a menstruação.

OrigemEuropa

CaracterísticasÉ uma planta herbácea, bianual, de caule reto, que alcança até 0,50m de altura. Suas folhas são compostas por folíolos que se alargam da base para o vértice, em forma levemente triangular, de cor verde brilhante.

As flores, reunidas em forma de umbela, são branco-esverdeadas. Os frutos são globosos, pequenos, arredondados na parte inferior, estreitando-se na superior, e repartindo-se em dois aquênios que contém sementes miúdas. É uma planta rústica, que cresce bem em qualquer terremo, mas prefere os locais frescos e sombreados.

Uso alimentar

É um dos condimentos mais populares, pois seu aroma e sabor dão às preparações culinárias um sabor diferenciado, que desperta o apetite.

Nome popular

SAPONÁRIA

Nome científico

Saponaria officinalis L.

Fotos ampliadas

Família

Cariofiláceas

Sinonímia popular

Saponária-das-boticas, erva-saboeira.

Parte usada

Rizomas, raízes e, em menor escala, partes aéreas.

Propriedades terapêuticas

Depurativa, diurética, sudorífera, expectorante (auxilia a eliminação de catarro das vias respiratórias superiores), colerética, antiglogística, antibiótica, hipocolesterolêmica.

Princípios ativos

Saponinas, mucilagens, resina, óleo essencial, ácido glicólico, ácido glicérico.

Indicações terapêuticas

Artrite, gota, reumatismo. Como expectorante em casos de bronquite. Externamente pode ser usada para lavar eczemas e diversas afecções cutâneas. Pode ser indicado, externamente, para o tratamento de lepra.

OrigemRegiões mediterrâneas e, atualmente, Europa, América do Norte, Ásia.

Características gerais

Planta com 30 a 60 cm de altura, com folhas verde-claras, ovais ou lanceoladas, glabras (sem pelos), com sabor levemente amargo e desagradável.

Flores cor-de-rosa e brancas (quanto mais à sombra a planta cresce, mais pálidas se tornam suas flores), reunidas em uma espiga apical, com cheiro agradável.

Caules eretos, cilíndricos, dilatados nos nós, robustos e avermelhados. Cresce à beira dos caminhos e próximo a rios, até 1.600m de altitude. A época de floração é o verão.

Tanto as partes aéreas, como as raízes, devem ser coletadas à tarde, quando há maior concentração de princípios ativos. As folhas devem ser coletadas no verão antes da floração, durante o primeiro ou segundo ano de vida.

Nome popular

UNHA-DE-GATO

Nome científico

Uncaria tomentosa (Willd. Ex Roem. & Schult.) DC.

Fotos ampliadas

Família

Rubiaceae

Sinonímia científica

Uncaria surinamensis, Nauclea aculeata, N. tomentosa, Ourouparia tomentosa

Parte usada

Folha, raiz, casca

Propriedades terapêuticas

Analgésica, antiinflamatória, antimutagênica, antioxidante,antiproliferativa, antitumoral, antiviral, citoprotetora, citostática, citotóxica, depurativa, diurética, hipotensiva, imuno-estimulante, imunomodulatória.

Princípios ativos

Acetoxidihidronomilina, ácido alfa-trihidroxi-ursenóico, carboxistrictosidina, ácido acetiluncárico, ácido adípico, alcalóides (especiofilina (uncarina D), isomitrafilina, isopteropodina (unicarina E), mitrafilina, pteropodina (unicarina C).

Indicações terapêuticas

Artrite, intestino, problemas digestivos

DescriçãoUNHA DE GATO (Cat´s Claw) é uma das plantas medicinais peruanas de maior importância. No 1º Congresso Internacional desta espécie patrocinada pela Organização Mundial da Saúde (WHO), catalogou-se o redescobrimento desta planta amazônica como a mais importante descoberta desde o quinina, árvore peruana descoberto no século XVII.

A Unha de Gato é uma vinha de madeira larga e seu nome é proveniente dos espinhos em forma de gancho que crescem ao longo da vinha e envolvem a planta Unha de Gato. Duas espécies próximas da Uncaria são utilizadas quase como substitutas nas florestas: U. tomentosa e U. guianensis.

Ambas espécies podem alcançar mais de 30 m de altura em seu topo, porém a U. tomentosa possui espinhos pequenos e flores branco-amareladas, enquanto que a U. guianensis possui flores laranja-avermelhadas e espinhos que são mais curvados.

OrigemA Unha de Gato é uma planta indígena da floresta Amazônica e outras áreas tropicais da América do Sul e Central, incluindo Peru, Colômbia, Equador, Guiana, Trinidad, Venezuela, Suriname, Costa Rica, Guatemala e Panamá. Existem outras espécies de plantas com um nome comum de Unha de Gato (ou uña de gato) no México e América Latina; porém elas são derivadas de uma planta completamente diferente - não pertencente ao gênero Uncaria ou mesmo à família da Rubiaceae. Muitas variedades da Unha de Gato mexicanas possuem propriedades tóxicas.

Ambas espécies de Uncaria sul americanas são utilizadas pelos índios da Floresta Amazônica de maneiras muito semelhantes além da longa história de uso. A Unha de Gato (U. tomentosa) tem sido utilizada medicinalmente pelas tribos dos Aguaruna, Asháninka, Cashibo, Conibo e Shipibo do Peru por pelo menos 2000 anos.

A tribo indígena Asháninka da região central do Peru possui a história mais antiga registrada com relação ao uso da planta. Elas também são a maior fonte de Unha de Gato do Peru atualmente.

Uso medicinal

Os Asháninka utilizam a Unha de Gato para tratar asma e inflamações do trato urinário; para recuperação do parto; assim como purificador dos rins; para cura de ferimentos profundos; para artrite, reumatismo e dor óssea; para controlar inflamação e úlceras gástricas; e para câncer.

Tribos indígenas em Piura utilizam a Unha de Gato para tratar tumores, inflamações, reumatismo e úlceras gástricas.

Tribos indígenas na Colômbia utilizam a vinha para tratar gonorréia e disenteria. Outras tribos indígenas peruanas utilizam a Unha de Gato para tratar diabetes, câncer do trato urinário feminino, hemorragias, irregularidades na menstruação, cirrose, febres, abscessos, gastrite, reumatismo, inflamações; para lavagem interna e tumores; e para "normalizar o corpo".

A Unha de Gato também tem sido utilizada como contraceptivo por diversas tribos do Peru (mas somente em doses excessivas), conforme registrado. Dr. Fernando Cabieses, uma conhecida autoridade em plantas medicinais peruanas, explica em seu livro que os Asháninka fervem de 5 a 6 kg da raiz em água até a redução para um pouco menos que um copo.

A quantidade de um copo desta decocção é então tomada diariamente durante o período de menstruação por três meses consecutivos, o que supostamente causa esterilidade por três a quatro anos. Com tantos usos documentados de plantas desta importante floresta, não é surpresa que tenha chamado a atenção de pesquisadores e cientistas do ocidente.

Os estudos foram iniciados no início dos anos 70 , quando Klaus Keplinger, um jornalista e etnologista independente de Innnsbruck, Áustria, organizou o primeiro trabalho definitivo com a Unha de Gato.

O trabalho de Keplinger nos anos 70 e 80 levou os diversos extratos da unha de gato a serem vendidos na Áustria e Alemanha como fitoterápicos, 2-4 assim como o estimulou quatro patentes americanas, que descrevem procedimentos de extração para um grupo de princípios ativos chamados de alcalóides oxíndoles e a imunoestimulação destes alcalóides encontrados na Unha de Gato.5-8

Estes novos alcalóides despertaram interesse mundial nas propriedades medicinais desta valiosa vinha da floresta. Outros pesquisadores independentes da Espanha, França, Japão, Alemanha e Peru seguiram Keplinger, muitos dos quais confirmaram sua pesquisa sobre a imuestimulação de alcalóides da vinha e da raíz.

Muitos destes estudos publicados a partir dos anos 70 ao início dos anos 90 indicaram que 2 frações inteiras dos alcalóides oxíndoles, casca da vinha inteira e/ou extratos da casca e raíz, ou ainda seis alcalóides oxíndoles testados individualmente, aumentaram a função imune em 50% em pequenas quantidades, relativamente.9-16

Pesquisadores canadenses da Universidade de Otawa documentaram que um extrato integral da vinha demonstrou um forte efeito imunoestimulante em 1999. 17 Pesquisadores peruanos independentes demonstraram que um extrato integral da vinha aumentou a função imune em ratos a uma dosagem de 400 mg/kg em um estudo realizado em 1998.18

Novos extratos contidos na Unha de Gato têm sido produzidos desde 1999 até os dias atuais, e os estudos clínicos publicados (financiados pelos produtores destes extratos) têm demonstrado que estes produtos continuam provendo a mesma estimulação imunológica benéfica conforme documentada há quase 20 anos.19-22

O que então foi importante para maior esclarecimento sobre a Unha de Gato, como acontece com pesquisas direcionadas para o mercado. Um produtor de um extrato da Unha de Gato patrocinou um estudo sobre estes alcalóides imuno-estimulantes.

A pesquisa destes alcalóides indicou que supostamente, dois tipos diferentes de Unha de Gato (tipos químicos) crescem na floresta tropical e/ou que a Unha de Gato produz "alcalóides bons" e "alcalóides ruins". Isto sugeriu que os alcalóides oxíndoles "bons" são os pentacíclicos (POA) e os "ruins" são os tetracíclicos (TOA).

Sua pesquisa chamou a atenção para a correlação dos alcalóides "ruins" com os benefícios imunológicos dos alcalóides "bons".

Presumidamente a presença tão pequena quanto 1% de TOA na formulação da Unha de Gato poderia diminuir o efeito imunoestimulante em até 30%. Esta pesquisa não foi confirmada por pesquisadores independentes (que são aqueles que não vendem a unha de gato ou que são pagos por companhias que vendem a unha de gato).

Isto poderia explicar todas as pesquisas independentes definitivas realizadas em décadas no Japão, Peru, Alemanha, Espanha e Estados Unidos (incluindo as quatro patentes destes mesmos pesquisadores).

Grande parte da pesquisa independente anterior foi realizada com extratos oxíndoles integrais e a raíz integral ou extratos da vinha. Esta pesquisa documentou a presença de ambos os tipos de alcalóides nas suas análises e extratos todos os quais apresentaram ações imuno-estimulantes.

Surpreendentemente, algumas das "novas pesquisas" contrariaram os achados originais (e confirmados) de marketing! Assim como para a possibilidade de um "novo quimioterápico": uma planta não altera sua constituição química em cinco anos.

Novamente, existem duas espécies de Unha de Gato - U. tomentosa e U. guianensis, com uma aparência fitoquímica similar, porém uma taxa de alcalóides oxíndoles diferente. Admitidamente (nos últimos 5-8 anos), a presença de U. tomentosa declinou na floresta tropical peruana devido à devastação.

Devido ao baixo crescimento desta espécie à variedade de guianensis facilmente encontrada, ela é um "adulterante" comum encontrada em grandes quantidades de material processado da Unha de Gato que têm sido exportados da América do Sul atualmente.

A Unha de Gato tem sido utilizada no Peru e na Europa desde o início dos anos 90 como tratamento adjuvante para câncer e AIDS, assim como em outras doenças que afetam o sistema imunológico.2-4,23,24 Além dessa atividade imunoestimulante, outras propriedades anticancerígenas in vitro foram documentadas para estes alcalóides e outros constituintes da Unha de Gato.

Cinco dos alcalóides oxíndoles foram documentados clinicamente com propriedades antileucêmicas in vitro,25 e diversos extratos da casca e raiz demonstraram propriedades antimutagênica e antitumorais. 2,26-30 Pesquisadores italianos reportaram em um estudo in vitro realizado em 2001 que a Unha de Gato é inibiu diretamente o crescimento celular do câncer de mama em 90%,31 enquanto que outro grupo reportou que ela inibiu uma camada de estrógenos em células de câncer de mama humano in vitro.32

Pesquisadores suíços documentaram que ela inibiu o crescimento in vitro de células de linfoma e leucemia em 1998.33 Relatórios recentes das pesquisas de observação de Keplinger´s em pacientes com câncer recebendo a Unha de Gato concomitantemente com as terapias de câncer tradicionais como quimioterapia e radiação, reportaram menor efeitos colaterais comparado às terapias tradicionais (como queda de cabelo, perda de peso, náusea, infecções secundárias e problemas de pele).2

Pesquisadores subseqüentes têm demonstrado como estes efeitos podem ser possíveis: eles reportaram que a Unha de Gato pode auxiliar a reparação do DNA celular e prevenir a mutação de células; ela pode também ajudar na prevenção da diminuição de glóbulos brancos e danificação imunológica causada por diversas drogas quimioterápicas (um efeito colateral comum chamado de leucopenia).19-21

Outra área significante de estudo têm focado as propriedades antiinflamatórias da Unha de Gato. Enquanto esteróides da planta (beta-sitosterol, stigmasterol, e campesterol) e princípios ativos antioxidantes (catequinas e procianidinas) encontrados na Unha de Gato são descritos com algumas destas propriedades; novos fitoquímicos chamados de glicosídeos ácidos quinóvicos (encontrados na casca e raízes) foram documentados por serem os anti-inflamatórios mais potentes constituintes da planta (em 1991).34

Este estudo e outros subseqüentes indicaram que a Unha de Gato (especialmente seus glicosídeos) poderiam inibir a inflamação de 46% até 89% em vários testes in vivo e in vitro .35-41 Os resultados destes estudos validaram sua longa história de utilização indígena para artrite e reumatismo, assim como para outros tipos de inflamação estomacal e desordens de intestino.

Isto foi também demonstrado clinicamente na eficácia contra úlceras estomacais em um estudo in vivo com ratos .42 A pesquisa na Argentina reporta que a Unha de Gato é um eficaz antioxidante ;43 outros pesquisadores concluíram em 2000 que é um antioxidante tão bom quanto um inibidor da produção de FNT-alfa notadamente potente. (FNT, ou fator de necrose tumoral, representa um modelo de crescimento tumoral dirigido por uma citocina inflamatória.)

A pesquisa deles reportou que o mecanismo primário para a ação antiinflamatória da Unha de Gato parece ser através da imunomodulação por supressão desta citocina.44

Pesquisadores americanos, notavelmente reportaram em 2002 que as ações antiinflamatórias da Unha de Gato não são atribuídas à imunoestimulação dos alcalóides.45 Isto explicaria porque um produto constituído com a maioria dos alcalóides mostraram somente poucos benefícios para pacientes com artrite por outro grupo que estudava (e vendia) uma preparação especial de alcalóide da Unha de Gato.46

O mesmo grupo de princípios ativos glicosídeos também demonstrou propriedades antivirais in vitro em um outro estudo recente.47 Além de alcalóides imuno-estimulantes, a Unha de Gato também possui os alcalóides rincofilina, hirsutina, e mitrafillina, os quais têm demonstradas propriedades vasodilatadoras e hipotensivas.48,49 A rincofilina também mostrou capacidade de inibir trombose e agregação plaquetária.

Ela também previne coágulos nas vasos sanguíneos, liberam os vasos sanguíneos das células endoteliais , dilatam as veias sanguíneas periferais, diminuem a freqüência cardíaca e o colesterol do sangue.49,50 Algumas das pesquisas mais recentes indicam que a Unha de Gato pode auxiliar pessoas portadoras da doença de Alzheimer pela atribuição dos efeitos antioxidantes já confirmados ou,possivelmente pela dilatação dos vasos sanguíneos do cérebro pelos alcalóides como a rincofilina.51,52

Na Fitoterapia atual, a Unha de Gato é empregada no mundo inteiro nas diferentes condições, incluindo desordens imunológicas, gastrite, úlcera, câncer, artrite, reumatismo, desordens reumáticas, nevralgias, inflamações crônicas de todos os tipos e até doenças virais como herpes zoster (shingles). Dr. Brent Davis, D.C., refere-se à Unha de Gato como a "desbravadora de caminhos" devido à sua habilidade de limpeza de todo o trato gastro intestinal e sua efetividade no tratamento de desordens do estômago e intestino (como a Doença de Crohn, "síndrome do intestino solto",úlceras, gastrite, diverticulite e outras condições inflamatórias do intestino e estômago).

Dr.Julian W hitaker, M.D., reporta o uso da Unha de Gato nos casos de câncer, devido aos seus efeitos imuno-estimulantes, e ainda que auxilia a prevenção de acidente vascular cerebral (AVC) e ataques cardíacos, reduz coágulos sanguíneos, podendo ser utilizada também para diverticulite e "síndrome intestinal aguda" .

As formas farmacêuticas mais comumente utilizadas atualmente são cápsulas e comprimidos, os quais estão disponíveis amplamente na maioria das lojas especializadas em alimentos para saúde a preços razoáveis. Existem também novos (e mais caros) extratos de Unha de Gato em comprimidos e cápsulas-alguns reservados para pesquisa (embora pagos para pesquisa).

Uma boa qualidade da casca da vinha da Unha de Gato natural com princípios ativos presentes naturalmente é a mais valorizada em termos monetários. Ela contém todos os princípios ativos naturais em uma quantidade média apropriada (incluindo alcalóides imuno-estimulantes , antiinflamatórios esteroidais e glicosídeos antioxidantes) sem adulteração laboratorial.

Estas técnicas invasivas podem extrair somente um tipo específico de princípio ativo, ou alterar a média de princípios ativos que ocorrem naturalmente nos sistemas vegetais complexos-que ignora a eficiência indígena honrada pelo tempo e a sinergia da planta.

Como a demanda do mercado com relação à esta planta da floresta tropical aumentou nos últimos cinco anos , mais empresas se envolveram em negócios para sua obtenção e portanto, a qualidade dos materiais processados vindos da América do Sul pode ser questionável, algumas vezes. Freqüentemente, uma combinação de U. tomentosa e U.guianensis é obtida e vendida como "Unha de Gato" (pois hoje em dia a espécie guianensis é mais facilmente encontrada). Com uma boa qualidade , um fabricante e rótulo confiáveis obtêm os melhores resultados e os melhores preços.

Princípios Ativos

Uncarina F, rincofilina), aloisopteropodina, alopteropodina, angustina, campesterol, carboxistrictosidina, catecol, D-catechina, DL-catecol, ácido catecutânico, beta-sitosterol, corinanteína, corinoxeína, dihidrocorinanteína, óxido-n-dihidrocorinanteína, dihidrogambirtanino, ácido elágico, L-epicatecol, epicatechina, estigmasterol, ácido gálico, hanadamina, hirsutina, hirsuteína, óxido-n-hirsutina, hiperina, 3-iso-19-epi-ajmalicina, isocorinozeína, isorrincofilina, óxido-n-isorrinchofilina, isorotundifolina, ácido cetouncárico, 11-metoxiohimbina, ácido oleanólico, ourouparina, oxogambirtanino, ácido quinóvico, rotundifolina, uncarina, ácido ursólico.

Nome popular

URUCUM

Nome científico

Bixa orellana L.

Fotos ampliadas

Família

Bixaceae

Sinonímia popular

Urucu, urucu-ola-mata,achiote,bixa

Parte usada

Semente, raiz, folhas

Propriedades terapêuticas

Expectorante, hipotensor, vermífugo, afrodisíaco, digestivo.

Princípios ativos

Flavonóides, flavonas, ácidos fenólicos, açúcares livres, ácidos graxos saturados, carotenóides, bixinos, norbixina, vitamina C.

Indicações terapêuticas

Emagrecimento, bronquite, faringite, doenças pulmonares, asma, febre, moléstias cardiovasculares, ferimentos, queimaduras, inflamação.

OrigemAmazônia Brasileira.

DescriçãoArbusto de 2-5m de altura , 10cm de diâmetro, peciolos largos, folhas alternas, inteiras, simples, ovadas. Inflorescências panículas terminais, flores vistosas, andróginas; rosadas com manchas púrpuras.

Fruto cápsula ovóide loculicida com numerosas sementes ovóides recobertas por um arilo espinhoso, descoloração variando de amarelo pardo a vermelho púrpuro.

PropagaçãoPor semente, desenvolve-se satisfatoriamente sob as mais diversas condições climáticas, preferindo solos profundos, permeáveis e bem drenados.

Uso fármaco-terapêutico

  1. Bronquite, faringite, expectorante;

  2. Hipotensor, vermífugo, tratamento de doenças pulmonares, asma, febres, afrodisíaco, moléstias cardiovasculares;

  3. Ferimentos, queimaduras;

  4. Digestivo, inflamação.

Parte utilizada: (1) folhas; (2,3) sementes; (4) raiz.

Modo de usar: (1,2) infusão; (3) pó; (4) decócto.

RAÍZES COMESTÍVEIS

A Araruta (Maranta arundinacea), espécie do gênero Maranta, é uma erva cuja a raiz tem fécula branca que é alimentícia. Também é conhecida como agutingue-pé, araruta-caixulta, araruta comum, araruta-palmeira e embiri.

Considerada como um alimento de fácil digestão, a fécula da araruta é usada no preparo de mingaus, bolos e biscoitos. Por esta característica, é indicada para idosos, crianças pequenas e pessoas com debilidade física ou doentes em recuperação. Também pode se produzir papel com a araruta.

Estudos arqueológicos mostram evidências do cultivo de araruta nas Américas há, pelo menos, 7.000 anos.

A araruta é uma planta originária das regiões tropicais da América do Sul, a qual, encontra-se em vias de extinção. A indústria alimentícia substituiu o polvilho de araruta pelo de mandioca ou pela farinha de trigo ou milho, prejudicando assim o cultivo daquela planta.

Segundo a sabedoria popular, a araruta tem vários usos medicinais, mas é na culinária que o uso desta planta se destaca, recomendada para pessoas com restrições alimentares ao glúten (doença celíaca). A EMBRAPA Agrobiologia tem feito um trabalho de resgate da araruta em sua Fazendinha Agroecológica Km 47, onde as variedades são cultivadas organicamente.

A batata-doce é a raiz tuberculosa da espécie Ipomoea batatas, uma planta da família das convolvuláceas, ordem das Solanales (a mesma da batata, do tomate, das pimentas, etc.).

Hortaliça de raízes

Possui diversas variedades cultiváveis divididas em de mesa, ou mercado, e as forrageiras ambas podendo ser encontradas nas cores externas amarela, branca e roxa. No entanto o número de variedades não se restringe à essas caraterísticas. Elas podem ser classificadas de acordo com o formato, tamanho, cor interna, dulçor, precocidade, cor das folhas e até pela coloração das flores, entre outras.

É a quarta hortaliça mais cultivada no Brasil e a com o maior índice de produtividade Kcal/ha/dia.

Hortaliça de folhas

As folhas e brotações da batata-doce são comestíveis após breve cozimento, saborosas e nutritivas, constituindo verdura de produção facílima e abundante. A batata-doce (Ipomoea batatas) é parente muito próxima de Ipomoea aquatica Forssk., verdura muito utilizada na Ásia e cultivada no Brasil por imigrantes japoneses[1].

Planta ornamental

A batata-doce tem sido utilizada no Brasil como planta ornamental, em jardineiras de apartamentos, vasos suspensos e cestas. Em Gramado (Rio Grande do Sul) é utilizada em jardineiras variedade de folhas verde-claras, muito atraente."

Planta invasora

Ocasionalmente a batata-doce pode ser encontrada no Brasil (São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul) como planta invasora de sistemas naturais, mas apenas em ambientes úmidos muito sujeitos a perturbações e próximos a habitações humanas ativas ou inativas (taperas).

Origem

Originária dos Andes, se espalhou pelos trópicos de todo o Mundo.

A beterraba é uma planta herbácea da família das Quenopodiáceas, por Cronquist, ou das Amarantáceas, pela APG. O nome é derivado do substantivo francês betterave (sendo bette a acelga, e rave nabo). A raiz tuberculizada, serve para além do fins culinários, para produção de açúcar (sacarose). Também existe uma variante cultivada para alimentação animal.

A cenoura foi conhecida e apreciada pelos gregos e romanos e é uma raiz, tipicamente cor de laranja com uma textura lenhosa.

As cenouras são comidas cruas, inteiras, ou como parte de saladas, e são também cozidas em sopas e refogados. Também se pode fazer bolo de cenoura. A parte folhosa da planta não é comida na maioria das culturas, mas é comestível.

A cenoura (Daucus carota) pertence à família das Apiaceae. O antepassado selvagem da cenoura é a cenoura silvestre.

As cenouras são grandes fontes de fibra dietética, antioxidantes, minerais e β-caroteno. Este último, responsável pela coloração alaranjada característica do vegetal, é uma provitamina A (substância que dá origem à vitamina A dentro de um organismo vivo). Ele ajuda o desempenho dos receptores da retina, melhorando a visão. Também ajuda a manter o bom estado da pele e das mucosas. No ser humano, apenas cem gramas de cenoura são suficientes para suprir as necessidades diárias de vitamina A.

As cenouras, originalmente, apareciam com cores púrpura, branca e amarela. A cenoura laranja, que é hoje sinónimo de cenoura, foi desenvolvida na Holanda como tributo a Guilherme I de Orange ("orange" = "laranja") durante a luta holandesa de independência da Espanha, no século XVI.

Nunca se deve descascar uma cenoura, pois a parte mais nutritiva está justamente perto da superfície. Basta lavá-la e raspá-la.

A maior cenoura do mundo está em Okahune, na Nova Zelândia.

Helianthus tuberosus , conhecida popularmente como tupinambo ou girassol batateiro, é uma espécie do gênero botânico Helianthus, da família das Asteraceae. É uma planta nativa da América cultivada por seu tubérculo comestível.

Crescem até uma altura de 4 m. As folhas são simples, ovadas, serrilhadas ,e ásperas ao tato. As flores são de um amarelo-ouro que se agrupam em rácimos. Os frutos são aquênios muito parecidos com as sementes do girassol.

Diferentes da maioria dos tubérculos, porém em comum com os outros membros da família Asteraceae ( incluindo a alcachofra ), os tubérculos armazenam, em vez de amido, a inulina, carbohidrato que por meio da cocção se decompõem em moléculas de frutose. Por esta razão é uma fonte importante de frutose para a indústria.

Os tupinambos foram cultivados pelos povos ameríndios muito antes da chegada dos europeus. O explorador francês Samuel de Champlain encontrou esta planta semeada em Cap Cod, costa nordeste dos Estados Unidos em 1605 . O nome tupinambo é provenientes dos Tupinambás, antigas tribos indigenas do Brasil que falavam a língua tupi-guarani. Alguns destes indígenas foram levados a Paris em 1613 na mesma época em que se difundiu o cultivo desta planta na França e logo ao resto da Europa.

A planta é rustica e de fácil cultivo, mesmo em solos não muito férteis. É resistente a doenças e predadores. A multiplicação é feita através da plantação dos tubérculos em linha.

O Inhame é o nome comum para algumas espécies do gênero Dioscorea (família Dioscoreaceae). Estes são perenes herbáceas trepadeiras cultivadas para o consumo de seus tubérculos amiláceos na África, América Latina, Ásia e Oceania. Existem centenas de cultivars entre as espécies cultivadas. Existe uma pequena confusão, quanto aos nomes populares, no sudeste e nordeste do Brasil. No sudeste é comumente chamada de cará; enquanto a Alocasia ou Xanthosoma (ambos da família Araceae) os quais possuem cormos comestíveis são equivocadamente chamados de inhame. Já no nordeste a dioscorea spp. é corretamente chamada de inhame e de cará a "Alocasia" e a "Xanthosoma". Inhames não são batatas doces, mas são usados como alimento de modo semelhante à batata e batata doce.

A palavra yam, do inglês, vem do nome inhame português e espanhol, tanto que em última análise derivam da palavra Wolof nyam, que significa "a amostra" ou "sabor", em outras línguas Africanas pode também significar "comer" e.g. Yamyam e Nyama em Hausa.

Os tubérculos podem crescer até 2,5 metros de comprimento e pesar até 70 kg (150 libras).

O vegetal tem uma pele áspera, que é difícil para descascar, mas que suaviza após aquecimento. As peles variam em cor do castanho escuro ao rosa claro.

Os respectivos tubérculos, cujo uso para fins alimentares está muito difundido nos trópicos (pantropical), principalmente na África Ocidental, nas Caraíbas e na região Nordeste do Brasil. Os tubérculos dos inhames são usados como acompanhamento de carnes, sopas e saladas, geralmente em pratos salgados, e com menos frequência em bolos e doces. O seu uso como alimento também é crescentemente apreciado nos EUA e na Europa, principalmente na França, onde seu consumo é associado a benefícios medicinais tais como a redução do mau colesterol.

Mandioca (Aipim ou Macaxeira) é o nome pelo qual é conhecida espécie comestível e mais largamente difundida do gênero Manihot, composto por diversas variedades de raízes comestíveis.

O nome dado ao arbusto da manihot é maniva. Trata-se de um arbusto que teria tido sua origem mais remota no oeste do Brasil (sudoeste da Amazônia) e que, antes da chegada dos europeus à América, já estaria disseminado, como cultivo alimentar, até à Mesoamérica (Guatemala, México). Espalhada para diversas partes do mundo, tem hoje a Nigéria como seu maior produtor.

No Brasil possui muitos sinônimos, usados em diferentes regiões, tais como aipi, aipim, castelinha, macaxeira, mandioca-doce, mandioca-mansa, maniva, maniveira, pão-de-pobre, e variedades como aiapuã e caiabana, ou nomes que designam apenas a raiz, como caarina.

Mandioquinha ou batata-baroa (Arracacia xanthorrhiza) é um tubérculo comestível muito usado na culinária brasileira.

A chirívia, chirivia, cherovia, cherivia, cherívia, cheruvia ou pastinaga (Pastinaca sativa é uma raiz que se usa como hortaliça, relacionada com a cenoura, embora mais pálida e com sabor mais intenso do que esta. O cultivo remonta a tempos antigos na Eurásia: antes do uso da batata, a cherovia ocupava o seu lugar. Em Portugal, é cultivada na região da Serra da Estrela.

Armoracia (por vezes designada como armorácia) é o género botânico a que pertence a raiz-forte, espécie representativa do género e que é também conhecida pelo nome de rábano-bastardo, rábano-de-cavalo, rábano-picante, rábano-rústico, rábano-silvestre, rábano-silvestre-maior, rabão-silvestre, rabão-rústico, rabiça-brava, rabo-de-cavalo ou saramago-maior, cujo nome científico é Armoracia rusticana (ou Cochlearia armoracia, Armoracia lapathifolia, Nasturtium armoracia, Radicula armoracia ou Rorippa armoracia). É uma planta perene, herbácea, da família das Brassicaceae (a que também pertence o nabo, a couve e a mostarda). As folhas radicais (junto à raiz) são grandes e oblongas. As folhas caulinares são lanceoladas. Tem flores brancas, com quatro pétalas inteiras. O fruto é uma silíqua pequena, de cerca de 4 mm de comprimento.

RAÍZES AROMÁTICAS

Açafrão-da-Terra ou Cúrcuma

É uma raiz aromática de sabor ligeiramente amargo, ideal para dar uma tonalidade amarela em diversos pratos. Muito utilizada em pratos da cozinha baiana, indiana e asiática.

A Maca é uma raiz aromática com 52 a 76% de carboidratos e seu período de conservação pós-colheita é bastante longo; sem demonstrar sinais de deterioração da raiz. O mecanismo de degradação do amido e dos componentes da parede celular via ação enzimática.

Curcuma, é uma raiz aromática utilizada na culinária para temperar peixe, frutos do mar e molhos.

O Gengibre é uma raiz aromática, muito usada em condimentos.(ver raízes medicinais)

Wasabi, como é conhecida na culinária japonesa, é uma raiz de aroma muito picante e penetrante. Ótima no preparo de sashimi, sushi e alguns molhos.

Coentro, o uso da raiz, de aroma acentuado, é pouco conhecido por aqui, mas muito comum no sudeste Asiático (na Tailândia, é cozida com alho e empregada como tempero).

A Raiz-forte não é o wasabi. São plantas bem distintas, de sabor, aroma, cor, formato, origem, aplicação totalmente diferente. Não podemos continuar a cometer este erro, pois até a pouco tempo até eu mesmo imaginava que era a mesma planta, mas não é. A raiz-forte era muito utilizada pelos navegadores do século XVI como fonte de vitamina C, sendo consumida pelos tripulantes durante as viagens de longa duração. Também a utilizavam como vermífugo, e não se utilizavam como alimento. Somente nos últimos trezentos anos é que começaram a utilizá-las não tanto como alimento, pois seu sabor é muito forte, mas sim como condimento, pois verificaram que dava um sabor especial a determinados pratos. Planta de porte baixo, podendo atingir cerca de 50 cm de altura. Produz folhas em roseta, ligadas ao tronco bem perto do solo. De coloração verde escuro, com as margens envaginantes, sem seguir um determinado padrão. As folhas podem atingir até uns 40 cm de comprimento. Suas raízes são de cor branca amarelada, e podem ficar muito grossas se não forem colhidas. Em nossas condições não verificamos o processo de florescimento, mas na Europa este processo ocorre, e suas flores são de coloração branca, e suas sementes são pretas. O seu ciclo pode ser perene, mas recomendamos o transplante a cada 2 ou 3 anos.

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